UFSC e EPAGRI lançam nota técnica sobre resíduos sólidos rurais

Zonas energéticas para resíduos sólidos rurais.

Parceria entre permacultores do Núcleo de Estudos em Permacultura / UFSC (NEPerma/UFSC) e da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (EPAGRI/SC) a nota técnica Resíduos Sólidos Rurais aborda a necessidade de mudarmos a tradicional abordagem centralizada de gestão dos resíduos sólidos, para um novo paradigma, onde a proatividade através da participação cidadã, esteja presente e seja pensada a partir da escala de percepção do indivíduo, da sua unidade rural ou mesmo, da comunidade que o abriga, permitindo que o mesmo possa entender como se dá o processo de gerenciamento, bem como, possa estabelecer estratégias de resoluções efetivas para a gestão.

Transformar, encaminhar, recusar/repensar, reciclar e aproveitar. Novas possibilidades de entendimento sobre resíduos sólidos rurais.

Escrito com termos de fácil compreensão, a nota traz em seu conteúdo um novo entendimento sobre os resíduos sólidos, onde é necessário pensarmos em transformar, encaminhar, recusar, repensar, reciclar e aproveitar resíduos como recursos. O documento conta com uma série de links e imagens que facilitam a compreensão da proposta de gestão descentralizada e de escala local/comunitária.

Estruturada de forma sistêmica, a nota foi pensada para ser aplicada a qualquer unidade rural familiar, seja ela convencional, orgânica, agroecológica ou permacultural. Para tal, os pesquisadores apresentam a aplicabilidade da lógica de planejamento da permacultura, onde problemas podem e devem evitados, ou mesmo, serem reconhecidos como oportunidades.

Um mapeamento detalhado sobre os resíduos comumente presentes na unidade rural resultou em um mapa conceitual que abrange: contaminantes, insumos, metais, mistos, orgânicos e papel, plásticos, tecidos e vidros. Para essa gama de materiais são propostas, onde possível, alternativas de substituição, transformação e/ou aproveitamento.

Confira aqui a nota técnica na íntegra.

Permacultura em prosa “Juventude, agroecologia e sucessão no campo”

O último Censo Agropecuário de 2017mostra que em Santa Catarina, houve um significativo envelhecimento na agricultura. Em dez anos, o número de produtores agrícolas com menos de 45 anos encolheu 41%. São 44 mil pessoas a menos. Ao mesmo tempo, houve um aumento de 27% dos produtores com mais de 55 anos. E as pessoas entre 45 anos e 75 anos já são 70% daquelas que estão na agricultura.

São muitos os fatores para explicar a “fuga” de jovens da agricultura e, por consequência, as dificuldades para assegurar a sucessão nos estabelecimentos agropecuários: dificuldade de remuneração justa; baixo acesso à educação no campo; infraestrutura precária (poucas oportunidades para ações culturais, esportivas e de lazer, escasso acesso à telefonia celular e à internet); a expansão do agronegócio; a falta de políticas públicas de estímulo a práticas agrícolas respeitosas ao meio ambiente e ao conhecimento dos agricultores, dentre outros.

O tema da sucessão remete à questão de como os jovens constroem estratégias para permanecer e trabalhar no meio rural. A agroecologia e a diversificação das atividades nas Unidades Familiares de Produção Agrícola são apontadas como alternativas capazes de possibilitar a permanência dos/das jovens no campo.

O NEPerma/UFSC e o Pet Educampo UFSC convidam você a conhecer, refletir e conversar com Leandro Assing, Hélinton Andrade e Natacha Eugênia Janata com mediação de Thaise Costa Guzzatti, sobre estratégias adotadas por jovens que estão construindo um projeto de vida e de futuro no campo, dia 23 de novembro, às 17:00h – horário de Brasília (GMT -3). Faça aqui sua inscrição para receber um lembrete minutos antes de iniciar a sessão ou acesse aqui diretamente durante a transmissão.