{"id":222,"date":"2024-10-17T14:35:49","date_gmt":"2024-10-17T17:35:49","guid":{"rendered":"https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/revistaperma\/?post_type=article&#038;p=222"},"modified":"2025-02-04T19:13:51","modified_gmt":"2025-02-04T22:13:51","slug":"e21202403","status":"publish","type":"article","link":"https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/revistaperma\/article\/e21202403\/","title":{"rendered":"Cultivar agroecologias e permaculturas na universidade: colher reflex\u00f5es sobre sustentabilidade e contra-colonialidade"},"content":{"rendered":"<p align=\"right\"><i><b>Growing agroecology and permaculture at the university: harvest against coloniality thinking and sustainability<\/b><\/i><\/p>\n<p align=\"right\"><a href=\"https:\/\/orcid.org\/0000-0002-8614-2514\"><img decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-61 size-full\" src=\"https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/revistaperma\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2023\/09\/ORCIDiD_icon24x24.png\" alt=\"\" width=\"24\" height=\"24\" \/><\/a> FERNANDES, Let\u00edcia Magalh\u00e3es<sup><a class=\"sdfootnoteanc\" href=\"#sdfootnote1sym\" name=\"sdfootnote1anc\">1<\/a>,<a class=\"sdfootnoteanc\" href=\"#sdfootnote2sym\" name=\"sdfootnote2anc\">2<\/a>,<\/sup>; <a href=\"http:\/\/orcid.org\/0000-0001-8407-6405\"><img decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-61 size-full\" src=\"https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/revistaperma\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2023\/09\/ORCIDiD_icon24x24.png\" alt=\"\" width=\"24\" height=\"24\" \/><\/a> CARA, Patr\u00edcia Ara\u00fajo de Abreu <sup>1 <\/sup>; <a href=\"https:\/\/orcid.org\/0009-0004-3866-5232\"><img decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-61 alignnone\" src=\"https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/revistaperma\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2023\/09\/ORCIDiD_icon24x24.png\" alt=\"\" width=\"24\" height=\"24\" \/><\/a>\u00a0 MADERI, Talita Ruas<sup>1,<a class=\"sdfootnoteanc\" href=\"#sdfootnote3sym\" name=\"sdfootnote3anc\">3<\/a><\/sup>; <a href=\"http:\/\/orcid.org\/0000-0002-6823-081X\"><img decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-61 size-full\" src=\"https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/revistaperma\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2023\/09\/ORCIDiD_icon24x24.png\" alt=\"\" width=\"24\" height=\"24\" \/><\/a> FIGUEIREDO, Priscila Silva de <sup>1,<a class=\"sdfootnoteanc\" href=\"#sdfootnote4sym\" name=\"sdfootnote4anc\">4<\/a><\/sup><\/p>\n<p align=\"right\"><span style=\"font-size: small\"><i>Submetido em 21mar2023, Aceito em 19ago2024<\/i><\/span><\/p>\n<p align=\"right\"><span style=\"font-size: small\"><i>Revis\u00e3o por: Antonio Augusto Alves Pereira, Marcia Gilmara Marian Vieira e Francisca Pereira dos Santos<\/i><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: right\"><em>DOI: <\/em><a href=\"https:\/\/doi.org\/10.5281\/zenodo.14751285\"><em>https:\/\/doi.org\/10.5281\/zenodo.14751285<\/em><\/a><\/p>\n<table style=\"width: 100%\" width=\"639\" cellspacing=\"0\" cellpadding=\"7\">\n<tbody>\n<tr valign=\"top\">\n<td width=\"313\" height=\"360\">\n<p><strong>Resumo:<\/strong> A agroecologia e a permacultura s\u00e3o reconhecidas como ci\u00eancias sist\u00eamicas, conjuntos de t\u00e9cnicas e movimentos socioambientais convergentes. Ambas &#8211; fundamentadas em epistemologias cient\u00edficas modernas e tamb\u00e9m afro-ind\u00edgenas e populares &#8211; que se prop\u00f5em a promover maior autonomia e sustentabilidade aos locais e comunidades organizadas segundo seus princ\u00edpios. A partir do relato de experi\u00eancia sobre a germina\u00e7\u00e3o e desenvolvimento do N\u00facleo de Permacultura Sete Cascas, da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia &#8211; UESB, refletimos sobre o papel destas ci\u00eancias como pontes na constru\u00e7\u00e3o de conhecimentos plurais e contra-coloniais sobre sustentabilidade no \u00e2mbito do ensino, pesquisa e extens\u00e3o universit\u00e1ria.<\/p>\n<p><strong>Palavras-chave:<\/strong> ensino, pesquisa, extens\u00e3o, coloniza\u00e7\u00e3o, transi\u00e7\u00e3o ecol\u00f3gica<\/p>\n<\/td>\n<td width=\"298\">\n<p><strong>Abstract:<\/strong> Agroecology and permaculture are recognized as systemic sciences, sets of techniques, and convergent socio-environmental movements. Both, grounded in modern scientific epistemologies as well as Afro-indigenous and popular perspectives, aim to foster greater autonomy and sustainability for localities and communities organized according to their principles. Through an account of the experience of germination and development of Sete Cascas &#8211; Permaculture Center at the State University of Southwest Bahia (UESB), we reflect onthe role of these sciences as bridges in the construction of diverse and anti-colonial knowledge about sustainability within the context of university teaching, research, and extension.<\/p>\n<p><strong>Keywords:<\/strong> teaching, research, extension, colonization, ecological transition<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<h1 class=\"western\">Introdu\u00e7\u00e3o<\/h1>\n<blockquote class=\"poesia-western\">\n<p>\u201cPenso que a a\u00e7\u00e3o e a reflex\u00e3o devem caminhar juntas. N\u00e3o existe uma ideologia perfeita, \u00e9 simplesmente uma pol\u00edtica de responsabilidade. A diversidade n\u00e3o \u00e9 o problema, \u00e9 a solu\u00e7\u00e3o para as crises pol\u00edticas da intoler\u00e2ncia, as crises ecol\u00f3gicas da n\u00e3o sustentabilidade e as econ\u00f4micas da exclus\u00e3o e da injusti\u00e7a.\u201d<\/p>\n<\/blockquote>\n<blockquote class=\"poesia-western\">\n<p>(Shiva, 2012)<\/p>\n<\/blockquote>\n<h2 class=\"western\">A insustentabilidade da colonialidade\/modernidade<\/h2>\n<p>O Brasil e todo o continente que hoje \u00e9 designado como Am\u00e9rica &#8211; ou Abya Yala<sup><a class=\"sdfootnoteanc\" href=\"#sdfootnote5sym\" name=\"sdfootnote5anc\">5<\/a><\/sup> (Porto-Gon\u00e7alves, 2009) &#8211; se inscrevem no mapa da modernidade a partir da coloniza\u00e7\u00e3o e explora\u00e7\u00e3o mercantil pelos europeus. Desde ent\u00e3o, o Brasil &#8211; assim como outros pa\u00edses colonizados &#8211; serviu ao mercado internacional, enquanto deixou de atender aos requisitos de sobreviv\u00eancia e prosperidade de seus povos (Ribeiro, Darcy, 1995). A colonialidade\/modernidade \u00e9 considerada um dos marcos para o per\u00edodo contempor\u00e2neo que alguns cientistas denominam de Antropoceno, conceito que \u00e9 alvo de disputas e cr\u00edticas por parte de diversos autores (Ferdinand, 2022; Haraway, 2016; Mignolo &amp; Walsh, 2018). Mas que t\u00eam sido usado de modo gen\u00e9rico para designar o momento atual de evolu\u00e7\u00e3o do sistema terrestre, onde a \u201chumanidade moderna\u201d se tornou uma \u201cfor\u00e7a planet\u00e1ria\u201d capaz de criar impactos negativos na Terra &#8211; compar\u00e1veis a for\u00e7as geol\u00f3gicas (Veiga, 2017).<\/p>\n<p>Apesar dos alertas da comunidade cient\u00edfica sobre a incompatibilidade entre o modelo desenvolvimentista atual e a seguran\u00e7a da vida humana na Terra (Diamond, 2011; Rockstr\u00f6m et al., 2009), os esfor\u00e7os pol\u00edticos para enfrentar os desafios para a promo\u00e7\u00e3o da sustentabilidade, em escalas e n\u00edveis adequados, ainda s\u00e3o insuficientes (Nascimento, 2018; Veiga, 2017). Presenciamos de modo alarmante &#8211; e cada vez mais pr\u00f3ximo &#8211; a degrada\u00e7\u00e3o dos habitats naturais, mudan\u00e7as no clima, intoxica\u00e7\u00f5es por poluentes, entre outros problemas sist\u00eamicos, cujas causas podem ser atribu\u00eddas direta ou indiretamente aos modelos convencionais de produ\u00e7\u00e3o de alimentos, explora\u00e7\u00e3o de recursos naturais e manejo inadequado do solo\/da terra em n\u00edvel planet\u00e1rio (Persson et al., 2022; Rockstr\u00f6m et al., 2009).<\/p>\n<p>De onde estamos &#8211; neste tempo e espa\u00e7o do sul global &#8211; \u00e9 fundamental refletir sobre as quest\u00f5es relacionadas \u00e0 sustentabilidade da vida na Terra, ponderando sobre a influ\u00eancia da coloniza\u00e7\u00e3o na constru\u00e7\u00e3o dos problemas socioambientais atuais. Especialmente, porque as formas de enfrentarmos os desafios de sustentabilidade tamb\u00e9m dependem da forma como os percebemos (Wiek et al., 2012).<\/p>\n<p>No caso da explora\u00e7\u00e3o dos solos &#8211; por exemplo &#8211; sob o discurso de uma revolu\u00e7\u00e3o verde agroindustrial que acabaria com a fome de uma popula\u00e7\u00e3o crescente, os europeus expandiram suas fronteiras agr\u00edcolas. E no Brasil ultrapassaram os impactos da importa\u00e7\u00e3o sociot\u00e9cnica de modelos produtivos inadequados, massacraram e invisibilizaram culturas e saberes importantes para a sustentabilidade de agroecossistemas e comunidades locais nos territ\u00f3rios colonizados (Primavesi, 1997).<\/p>\n<p>Sustentabilidade \u00e9 um conceito poliss\u00eamico &#8211; difuso e por vezes contradit\u00f3rio &#8211; que tem sido mobilizado e\/ou rejeitado por autores das mais diversas \u00e1reas do conhecimento. Seu uso na literatura formal surge na idade m\u00e9dia para pautar a ideia de capacidade de suporte de terras florestais e de ca\u00e7a, sendo incorporado ao longo do tempo por ambientalistas, economistas, empres\u00e1rios e outros profissionais.<\/p>\n<p>Atualmente, a sustentabilidade tamb\u00e9m pode ser compreendida como um campo pol\u00edtico de disputa (Nascimento, 2018), onde atuam diferentes for\u00e7as desiguais: governos, empresas, movimentos sociais, e organismos multilaterais; em disputa pelo futuro da civiliza\u00e7\u00e3o humana amea\u00e7ada pela decad\u00eancia do capitalismo. Em palavras simples, podemos dizer que as propostas no campo da sustentabilidade conceitualmente v\u00eam sendo apresentadas para a sociedade como \u201crem\u00e9dios\u201d para a policrise atual, cada um deles recheados de diferentes vis\u00f5es de mundo, interesses, valores e efeitos colaterais.<\/p>\n<p>Em outra perspectiva antropoc\u00eantrica, (Miller et al., 2014) compreendem a sustentabilidade como a forma atrav\u00e9s da qual diferentes comunidades em v\u00e1rias escalas vislumbram e buscam o bem-estar natural. Neste sentido, as perspectivas de sustentabilidade podem ser t\u00e3o variadas quanto a diversidade de modos de vida poss\u00edveis para as comunidades humanas na Terra!<\/p>\n<p>Amadurecendo estas reflex\u00f5es, reconhecemos a import\u00e2ncia de fazer parte de uma empreitada intelectual em curso. Que visa dar visibilidade \u00e0s perspectivas dos povos origin\u00e1rios, afrodiasp\u00f3ricos e camponeses (que a partir de agora chamaremos de Povos e Comunidades Tradicionais &#8211; PCT<sup><a class=\"sdfootnoteanc\" href=\"#sdfootnote6sym\" name=\"sdfootnote6anc\">6<\/a><\/sup>) na constru\u00e7\u00e3o e\/ou resgate de conhecimentos, <i>pr\u00e1xis<\/i> e epistemologias pr\u00f3prias para deslegitimar imposi\u00e7\u00f5es conceituais, pol\u00edticas e sociot\u00e9cnicas eurocentradas, e dar espa\u00e7o a percep\u00e7\u00f5es e possibilidades de projetos de vida oprimidos pela colonialidade\/modernidade. Esta empreitada \u00e9 o que Mignolo &amp; Walsh (2018) chamam de decolonialidade.<\/p>\n<p>Na corrente de pensamento da ecologia pol\u00edtica, v\u00eam ganhando destaque, por exemplo, o debate cr\u00edtico sobre a invisibiliza\u00e7\u00e3o das quest\u00f5es raciais no ambientalismo cl\u00e1ssico, e a necessidade de se pensar uma ecologia decolonial (Ferdinand, 2022).<\/p>\n<p>Tal perspectiva \u00e9 confluente com o que prop\u00f5e o Mestre Ant\u00f4nio Bispo dos Santos &#8211; N\u00eago Bispo &#8211; importante pensador quilombola brasileiro, ao chamar de contracoloniza\u00e7\u00e3o o movimento estrat\u00e9gico dos povos origin\u00e1rios e afrodiasp\u00f3ricos ,chamados por Bispo de afropindor\u00e2micos, em resist\u00eancia, transforma\u00e7\u00e3o e enfrentamento para superar legados da coloniza\u00e7\u00e3o (Santos, 2015) e \u201cremediar\u201d o epistemic\u00eddio e o ecoc\u00eddio em curso desde que os europeus aportaram no novo continente.<\/p>\n<p>Reconhecemos que a universidade \u00e9 uma institui\u00e7\u00e3o moderna de constru\u00e7\u00e3o, valida\u00e7\u00e3o e difus\u00e3o de conhecimentos, ainda fortemente alicer\u00e7ada em perspectivas euroc\u00eantricas de educa\u00e7\u00e3o e ci\u00eancia. Neste contexto, reconhecemos a import\u00e2ncia de empreitadas decoloniais e contracoloniais para que as pessoas detentoras de conhecimentos emp\u00edricos e contextualizados no ch\u00e3o dos seus territ\u00f3rios possam protagonizar conosco nas universidades, a constru\u00e7\u00e3o de conhecimento transdisciplinar e pluri epist\u00eamico sobre sustentabilidade (Caniglia et al., 2021; Lang et al., 2012).<\/p>\n<p>Este relato de experi\u00eancia apresenta a mem\u00f3ria de nascimento e cria\u00e7\u00e3o do N\u00facleo de Permacultura Sete Cascas <sup><a class=\"sdfootnoteanc\" href=\"#sdfootnote7sym\" name=\"sdfootnote7anc\">7<\/a><\/sup>, da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB) e, suas contribui\u00e7\u00f5es dos paradigmas orientadores da agroecologia e da permacultura para o seu fortalecimento como espa\u00e7o de constru\u00e7\u00e3o, partilha e valoriza\u00e7\u00e3o de conhecimentos transdisciplinares e interculturais em favor da sustentabilidade da vida na Terra em sua plena diversidade.<\/p>\n<h2 class=\"western\">Contexto<\/h2>\n<p>Itapetinga \u00e9 a maior cidade do Territ\u00f3rio de Identidade M\u00e9dio sudoeste da Bahia (TIMSB), que pertence \u00e0 macrorregi\u00e3o semi\u00e1rida do Nordeste do Brasil e abriga um dos tr\u00eas campi da UESB. O campus Juvino Oliveira nasceu em 1981 a partir da concess\u00e3o de parte da fazenda deste senhor &#8211; um dos primeiros pecuaristas da regi\u00e3o &#8211; para a realiza\u00e7\u00e3o das aulas de campo do primeiro curso deste campus da UESB: o Bacharelado em Zootecnia. Ao longo do tempo, a universidade expandiu a oferta de cursos para a forma\u00e7\u00e3o superior em cinco bacharelados (Ci\u00eancias Biol\u00f3gicas, Engenharia de Alimentos, Engenharia Ambiental, Qu\u00edmica com Atribui\u00e7\u00f5es Tecnol\u00f3gicas e Zootecnia), quatro licenciaturas (Ci\u00eancias Biol\u00f3gicas, F\u00edsica, Pedagogia e Qu\u00edmica), dois cursos de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o em n\u00edvel de especializa\u00e7\u00e3o (Meio Ambiente e Desenvolvimento; e Educa\u00e7\u00e3o Infantil) um curso de mestrado (Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Ci\u00eancias Ambientais) e dois programas de mestrado e\/ou doutorado em Engenharia e Ci\u00eancias de Alimentos e Zootecnia.<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o ao contexto de ocupa\u00e7\u00e3o e uso do solo na regi\u00e3o, \u00e9 importante destacar que a pecu\u00e1ria bovina extensiva \u00e9 umas das principais atividades produtivas, que se implantou na regi\u00e3o no final do s\u00e9culo XIX para a cria\u00e7\u00e3o de rebanhos que abasteceram a capital Salvador e a capitania dos Ilh\u00e9us aquela \u00e9poca (Concei\u00e7\u00e3o, 2021). Tal processo levou \u00e0 convers\u00e3o local da pequena agricultura de subsist\u00eancia para a pecu\u00e1ria extensiva que ocupa 79,4% pastagens (Mapbiomas, 2024)<\/p>\n<p>, onde restam 19,6 % de remanescentes florestais &#8211; Floresta Atl\u00e2ntica Montana Semidec\u00eddua que perde parte das folhas no inverno\/ esta\u00e7\u00e3o seca &#8211; em uma importante regi\u00e3o de encontro e transi\u00e7\u00e3o entre os biomas floresta atl\u00e2ntica, cerrado e caatinga.<\/p>\n<p>Este cen\u00e1rio de devasta\u00e7\u00e3o socioambiental foi amplificado pelo modo de opera\u00e7\u00e3o dos pecuaristas locais, que ainda utilizam t\u00e9cnicas predat\u00f3rias de manejo dos solos, tais como o desmatamento, queimadas, uso indiscriminado de maquin\u00e1rio pesado e consumo de agrot\u00f3xicos (Callegaro, 2017). Tais agress\u00f5es f\u00edsicas aos sistemas naturais possivelmente contribuem negativamente para o agravamento do cen\u00e1rio de alto risco de desertifica\u00e7\u00e3o ao qual est\u00e1 exposta a regi\u00e3o (Dourado, 2017).<\/p>\n<p>O hist\u00f3rico do contexto de ocupa\u00e7\u00e3o regional tamb\u00e9m violentou povos origin\u00e1rios das matrizes \u00e9tnicas de povos Kamak\u00e3s &#8211; Mongoy\u00f3s, Baen\u00e3s, Patax\u00f3 H\u00e3h\u00e3h\u00e3e, Kiriri-Sapuy\u00e1 <sup><a class=\"sdfootnoteanc\" href=\"#sdfootnote8sym\" name=\"sdfootnote8anc\">8<\/a><\/sup>, entre outras que foram perseguidos inicialmente por colonos e mission\u00e1rios cat\u00f3licos para o trabalho escravo na constru\u00e7\u00e3o das primeiras estradas e fazendas e, posteriormente, por grileiros e posseiros em disputas de territ\u00f3rios (Concei\u00e7\u00e3o, 2021; May\u00e1 &amp; Tugny, 2021; Souza, 2019). Apesar de ser a universidade mais pr\u00f3xima da Terra Ind\u00edgena Catarina-Caramuru Paragua\u00e7u &#8211; TICCP (Entre os munic\u00edpios de Itaju do Col\u00f4nia e Pau-Brasil) &#8211; primeira a ser demarcada no estado da Bahia em 1926 &#8211; as aproxima\u00e7\u00f5es entre a UESB e as comunidades ind\u00edgenas no TIMSB ainda s\u00e3o t\u00edmidas. uso<\/p>\n<p>Aqui, abrimos um par\u00eantese para denunciar a gravidade do genoc\u00eddio ind\u00edgena em curso neste pa\u00eds, cada vez mais escandaloso. Que se expressa tamb\u00e9m em nossa regi\u00e3o, no estado que mais registrou conflitos no campo em 2023 (CPT, 2024). Desde sua cria\u00e7\u00e3o em 1926, a terra ind\u00edgena supracitada \u00e9 cen\u00e1rio de sucessivos ataques por parte dos ruralistas contra os ind\u00edgenas. Em meados do s\u00e9culo passado, os ataques violentos eram coordenados pela antiga UDR &#8211; Uni\u00e3o Democr\u00e1tica dos Ruralistas (Souza, 2019), agora repaginada por grandes latifundi\u00e1rios e lideran\u00e7as do agroneg\u00f3cio brasileiro como Movimento Invas\u00e3o Zero (Bataier &amp; Indriunas, 2024). Essa mil\u00edcia rural \u00e9 articulada com as altas c\u00fapulas da pol\u00edtica brasileira e tamb\u00e9m com as for\u00e7as repressivas do estado, e sua a\u00e7\u00e3o violenta em defesa da propriedade privada v\u00eam espalhando terror em comunidades rurais Brasil afora. Em 21 de janeiro de 2024, na cidade de Potiragu\u00e1 pertencente ao TIMSB, o grupo Invas\u00e3o Zero executou uma tentativa de chacina deliberada contra uma retomada, em \u00e1rea lim\u00edtrofe da terra ind\u00edgena em quest\u00e3o. Tal a\u00e7\u00e3o criminosa culminou com a morte da Maj\u00e9 N\u00eaga Patax\u00f3 &#8211; Maria de F\u00e1tima Muniz &#8211; gerando uma como\u00e7\u00e3o nacional que faz coro \u00e0s lutas dos movimentos ind\u00edgenas pela defesa e demarca\u00e7\u00e3o dos seus territ\u00f3rios e a derrubada definitiva da tese do marco temporal e resolu\u00e7\u00e3o de conflitos fundi\u00e1rios com povos origin\u00e1rios brasil afora<sup><a class=\"sdfootnoteanc\" href=\"#sdfootnote9sym\" name=\"sdfootnote9anc\">9<\/a><\/sup>.<\/p>\n<p>A viol\u00eancia desumanizada que culminou na morte de N\u00eaga, ocorreu durante a revis\u00e3o deste texto, apenas 4 meses ap\u00f3s termos recebido sua irm\u00e3, a professora May\u00e1 &#8211; Maria Muniz Andrade Ribeiro &#8211; irm\u00e3 de N\u00eaga, &#8211; e outros membros de comunidades ind\u00edgenas da regi\u00e3o no semin\u00e1rio do projeto \u201cContando Africanidades: Saberes afro-ind\u00edgenas invisibilizados no TIMSB\u201d. No m\u00eas de setembro de 2023, estas pessoas nos presentearam na universidade com uma s\u00e9rie de di\u00e1logos e oficinas para o p\u00fablico infantil prim\u00e1rio, professores da rede b\u00e1sica de ensino e comunidade acad\u00eamica, pautando temas hist\u00f3ricos, pol\u00edticos, educacionais, conhecimentos ind\u00edgenas associados \u00e0 sa\u00fade, bem-estar e espiritualidade. Diante disto, manifestamos aqui tamb\u00e9m nosso rep\u00fadio diante desta viol\u00eancia, e seguiremos honrando a mem\u00f3ria dos que tombam na luta pela vida coletiva na Terra e nos territ\u00f3rios em detrimento da propriedade privada dos latif\u00fandios capitalistas que v\u00eam degradando os territ\u00f3rios brasileiros.<\/p>\n<p>No TIMSB cabe destacar tamb\u00e9m a presen\u00e7a de diversas comunidades afrodiasp\u00f3ricas nas zonas rurais, algumas j\u00e1 reconhecidas e outras em processo de reconhecimento como comunidades quilombolas pela Funda\u00e7\u00e3o Palmares. A exemplo do Quilombo do Tinga localizada no entorno da cidade de Maiquinique, a Comunidade Rua da Palha em Itoror\u00f3, o Quilombo da Jussara em Caatiba, a Comunidade da Pedra em Itamb\u00e9, a Lagoinha em Nova Can\u00e3a, entre outras, a partir de onde a UESB de Itapetinga est\u00e1 desenvolvendo nos \u00faltimos anos, tamb\u00e9m de maneira embrion\u00e1ria, coopera\u00e7\u00f5es institucionais no \u00e2mbito do ensino, pesquisa e extens\u00e3o.<\/p>\n<p>O contexto regional apresentado ilustra bem o processo hist\u00f3rico global de hostilidade e subjugamento da natureza, dos PCT\u2019s e dos conhecimentos nativos existentes dentro da pr\u00f3pria estrutura hist\u00f3rica da modernidade\/colonialidade, que n\u00e3o respeitou os modos de vida locais, impondo \u00e0s popula\u00e7\u00f5es nativas e tradicionais suas concep\u00e7\u00f5es euroc\u00eantricas de progresso e desenvolvimento, expulsando-os, substituindo e invisibilizando suas representa\u00e7\u00f5es culturais locais (Mignolo &amp; Walsh, 2018; Moreira, 2018; Souza, 2019).<\/p>\n<p>No contexto da academia, relembrar, registrar e refletir sobre estes processos hist\u00f3ricos junto aos diferentes atores locais \u00e9 importante para pensarmos criticamente sobre nossos desafios \u00e9ticos na promo\u00e7\u00e3o de justi\u00e7a socioambiental. E na necessidade de integra\u00e7\u00e3o destes agentes, suas matrizes \u00e9tnicas e suas epistemologias na constru\u00e7\u00e3o de conhecimento acad\u00eamico de interesse social para a regi\u00e3o. Isto \u00e9 especialmente importante porque a sociedade civil organizada do TIMSB identifica a UESB como parceira importante para articular estrat\u00e9gias de desenvolvimento rural sustent\u00e1vel para a transi\u00e7\u00e3o agroecol\u00f3gica da agricultura familiar, de assentados de reforma agr\u00e1ria, e de comunidades tradicionais da regi\u00e3o (BAHIA, 2016).<\/p>\n<h1 class=\"western\">A experi\u00eancia<\/h1>\n<blockquote class=\"poesia-western\">\n<p>&#8220;Se a universidade se fechar em si e ficar preocupada com a crise e n\u00e3o quiser resolver a crise, ela vai entrar em crise total, e a\u00ed n\u00e3o vai responder aos dilemas da sociedade regional. [&#8230;] Mas, se a universidade colocar para a sociedade os problemas que est\u00e3o acontecendo e chamar a sociedade para dentro, e convocar a sociedade para ajudar a construir a universidade, eu tenho certeza que a universidade vai sair desse processo mais forte e mais robusta e com mais capacidade, e com mais integra\u00e7\u00e3o da sociedade. [&#8230;] [A universidade] tem que entender que tem uma sociedade que ela tem que estar a servi\u00e7o, e a sociedade a servi\u00e7o da universidade. [&#8230;] se ela se fechar em si, ela pode morrer em si antes de nascer.\u201d<\/p>\n<\/blockquote>\n<blockquote class=\"poesia-western\">\n<p><span style=\"font-size: small\"><i>Joelson Ferreira<\/i><\/span><sup><span style=\"font-size: small\"><i><a class=\"sdfootnoteanc\" href=\"#sdfootnote10sym\" name=\"sdfootnote10anc\">10<\/a><\/i><\/span><\/sup><\/p>\n<\/blockquote>\n<h2 class=\"western\">Por que agroecologias e permaculturas nas universidades?<\/h2>\n<p>Da diversidade de na\u00e7\u00f5es de Abya Yala emergem experi\u00eancias inspiradoras sobre modos de vida e perspectivas de sustentabilidade, alinhadas ao pensamento sist\u00eamico, aos potenciais da natureza, da criatividade cultural, do pensamento emancipat\u00f3rio e em \u00e9ticas para renovar o sentido e a consci\u00eancia sobre a vida (Leff, 2015; Svampa, 2020).<\/p>\n<p>Agroecologia e permacultura s\u00e3o alguns destes caminhos, reconhecidos como ecologias aplicadas (McGranahan, 2014), e, por vezes, entendidas como sin\u00f4nimos, visto que ambas s\u00e3o descritas como ci\u00eancias, conjuntos de pr\u00e1ticas e movimentos pol\u00edticos (Altieri &amp; Toledo, 2011; Leahy, 2021), que apresentam forte car\u00e1ter sist\u00eamico e adaptativo, alicer\u00e7ado nos contextos locais para promover a autonomia e efici\u00eancia na gest\u00e3o dos agroecossistemas com aten\u00e7\u00e3o especial para estabelecer rela\u00e7\u00f5es \u00e9ticas e justas entre as pessoas. Em fun\u00e7\u00e3o da complexidade que emerge da aplica\u00e7\u00e3o dessas ci\u00eancias, em diferentes contextos socioambientais, alguns autores t\u00eam utilizado estes substantivos no plural &#8211; agroecologias e permaculturas &#8211; para representar a diversidade das viv\u00eancias experimentadas por seus praticantes ao redor do mundo (Ferguson &amp; Lovell, 2014; Hirschfeld &amp; Van Acker, 2021; McGranahan, 2014).<\/p>\n<p>Como ci\u00eancia, precursores da agroecologia na academia a definiram como uma abordagem sist\u00eamica que proporciona as bases cient\u00edficas para apoiar o processo estrat\u00e9gico para a transi\u00e7\u00e3o a estilos de agricultura sustent\u00e1vel (Altieri, Miguel, 2013) e t\u00eam os agroecossistemas como unidade fundamental de estudo, onde s\u00e3o adotadas estrat\u00e9gias ecol\u00f3gicas de organiza\u00e7\u00e3o e manejo capazes de evocar o equil\u00edbrio din\u00e2mico de sistemas socioecol\u00f3gicos e paisagens antropizadas. Tais pr\u00e1ticas s\u00e3o baseadas no incremento da biodiversidade, fechamento de ciclos biogeoqu\u00edmicos, conserva\u00e7\u00e3o dos recursos naturais e no empoderamento local, regional e nacional de camponeses e organiza\u00e7\u00f5es sociais (Altieri &amp; Toledo, 2011).<\/p>\n<p>Paralelamente, a permacultura come\u00e7ou a ser sistematizada em meados da d\u00e9cada de 70 por acad\u00eamicos e ambientalistas australianos, que posteriormente se desvincularam da academia e iniciaram um caminho aut\u00f4nomo para sua difus\u00e3o por meio de iniciativas independentes em institutos de permacultura. O termo foi inicialmente pensado para definir uma metodologia transdisciplinar baseada em princ\u00edpios \u00e9ticos, ecol\u00f3gicos e saberes abor\u00edgenes para o planejamento consciente de paisagens e\/ou assentamentos humanos rurais (Mollison &amp; Holmgren, 1978). Ampliou-se para o planejamento de ambientes urbanos e comunit\u00e1rios e, no Brasil, atualmente, vem se consolidando como uma ci\u00eancia hol\u00edstica de cunho socioambiental e transdisciplinar, cada vez mais requisitada por docentes e acad\u00eamicos das mais diversas \u00e1reas do conhecimento (Maneschy et al., 2020; Nanni et al., 2018, 2019).<\/p>\n<p>Atualmente, convergem di\u00e1logos acad\u00eamicos em torno da conson\u00e2ncia entre os princ\u00edpios epist\u00eamicos e objetivos da agroecologia e da permacultura, explicitando a necessidade de maior aproxima\u00e7\u00e3o te\u00f3rica entre elas (Maneschy et al., 2020). A permacultura &#8211; como ci\u00eancia de planejamento &#8211; complementa a agroecologia ao ampliar seu escopo para al\u00e9m da organiza\u00e7\u00e3o social, a partir da integra\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o ecol\u00f3gica de alimentos, pois aborda, tamb\u00e9m, estrat\u00e9gias para construir, morar, gerar e armazenar energias e \u00e1guas, evitar desastres e se integrar de maneira sist\u00eamica com os demais seres humanos e n\u00e3o humanos que coabitam a natureza (Ferguson &amp; Lovell, 2014; Nanni et al., 2018). Al\u00e9m de considerar tamb\u00e9m outras dimens\u00f5es importantes no planejamento de projetos de vida, tais como a promo\u00e7\u00e3o da nossa sa\u00fade, educa\u00e7\u00e3o e bem-estar f\u00edsico e espiritual.<\/p>\n<p>Diferente da agroecologia, que vem se projetando cada vez mais do ambiente acad\u00eamico para a sociedade externa, em articula\u00e7\u00e3o com governos, academia e os movimentos sociais em Abya Yala (Altieri &amp; Toledo, 2011; Svampa, 2020), a permacultura, ainda tem sua populariza\u00e7\u00e3o limitada por um isolamento da ci\u00eancia, que depende de grandes esfor\u00e7os para sensibiliza\u00e7\u00e3o e compreens\u00e3o por parte dos atores envolvidos, para reconhec\u00ea-la como uma ci\u00eancia capaz de contribuir para as emergentes demandas da sociedade (Ferguson &amp; Lovell, 2014; Nanni et al., 2018).<\/p>\n<p>Em di\u00e1logos com permacultores brasileiros tamb\u00e9m percebemos cada vez mais a necessidade de maior aproxima\u00e7\u00e3o e partilhas entre permacultura e movimentos sociais, PCT e demais movimentos rurais e perif\u00e9ricos deste pa\u00eds, detentores de conhecimento ecol\u00f3gico local de grande relev\u00e2ncia para construirmos uma permacultura protagonizada pelos atores locais tradicionalmente invisibilizados nos espa\u00e7os de troca de conhecimento, formais e informais.<\/p>\n<p>N\u00f3s, autoras, como educadoras, pesquisadoras e extensionistas reconhecemos que a permacultura e a agroecologia s\u00e3o paradigmas que emergem da sociedade com potencial para apoiar a constru\u00e7\u00e3o de conhecimento transdisciplinar e contracolonial capaz de gerar sustentabilidade e justi\u00e7a socioambiental em sistemas socioecol\u00f3gicos. Por isto, escolhemos estes paradigmas orientadores para conduzir nossos trabalhos, em especial no contexto do N\u00facleo de Permacultura Sete Cascas, na Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia, que apresentaremos a seguir.<\/p>\n<h3 class=\"western\">Germina o Sete Cascas<\/h3>\n<p>O Sete Cascas surgiu a partir da mobiliza\u00e7\u00e3o do Coletivo Ra\u00edzes \u2013 grupo composto por estudantes dos cursos de Biologia e Zootecnia que com um servidor universit\u00e1rio iniciaram em 2015 a implanta\u00e7\u00e3o um Sistema Agroflorestal (SAF) manejado coletivamente. Este sistema serviu de refer\u00eancia e inspira\u00e7\u00e3o para di\u00e1logos sobre os conceitos de Agroecologia e Permacultura no campus da UESB em Itapetinga. Com o passar do tempo, o grupo conseguiu \u00eaxito na articula\u00e7\u00e3o com algumas professoras do Departamento de Ci\u00eancias Exatas e Naturais &#8211; DCEN, e em 2017 a professora Sandra L\u00facia Cunha &#8211; respons\u00e1vel pelo Centro de Ensino, Pesquisa e Extens\u00e3o Socioambiental (CEPESA), apresentou o desejo de disponibilizar um espa\u00e7o f\u00edsico, at\u00e9 ent\u00e3o sob sua responsabilidade, para que o grupo materializasse ali as ideias e interven\u00e7\u00f5es discutidas nas salas e corredores da UESB. Esta \u00e1rea utilizada pela professora Sandra para pr\u00e1ticas de compostagem era inicialmente um pasto abandonado, que recebia entulhos e res\u00edduos org\u00e2nicos do campus, misturados com res\u00edduos pl\u00e1sticos, vidros e outros materiais diversos que ainda hoje s\u00e3o encontrados durante atividades de manejo e observa\u00e7\u00f5es no solo.<\/p>\n<p>Ao final do mesmo ano, a professora Sandra se reuniu com as colegas Talita Maderi e Priscila Figueiredo para discutir a participa\u00e7\u00e3o docente no projeto. Em seguida, entre os dias 30 de outubro e 1\u00ba de novembro de 2017 foi organizada por estudantes a I Semana de Biologia e Engenharia Ambiental (I BIOAMB) da UESB e, nesta oportunidade, aconteceram diversos minicursos, entre os quais os de Agricultura Sintr\u00f3pica e Bioconstru\u00e7\u00e3o, que foram articulados por membros do Coletivo Ra\u00edzes. Esta semana delimitou um marco importante para a materializa\u00e7\u00e3o do trabalho deste grupo, pois foi implantado o primeiro Sistema Agroflorestal (SAF) da UESB com a constru\u00e7\u00e3o, tamb\u00e9m, de uma espiral de ervas.<\/p>\n<p>Em 17 de novembro de 2017 foi realizado um encontro para conferir identidade ao movimento que tomava corpo na universidade e no mesmo ano, o Sete Cascas foi oficialmente registrado como setor\/n\u00facleo de ensino, pesquisa e extens\u00e3o, vinculado ao Departamento de Ci\u00eancias Exatas e Naturais &#8211; DCEN, com espa\u00e7o f\u00edsico permanente na \u00e1rea do campo agropecu\u00e1rio do Campus da UESB de Itapetinga. A permacultura, pelo seu car\u00e1ter agregador e multidisciplinar, foi escolhida inicialmente como eixo guarda-chuva para as a\u00e7\u00f5es e projetos, e a \u00e1rvore nativa Sete Cascas &#8211; <i>Samanea tubulosa <\/i>(Benth.) Barneby &amp; J.W.Grimesfoi \u2013 foi sugerida como s\u00edmbolo para nomear o grupo que brotou desta articula\u00e7\u00e3o. Esta esp\u00e9cie \u00e9 muito comum na regi\u00e3o e representa a resist\u00eancia da vida na paisagem rural, sobrevivendo ao desflorestamento, queimadas e pastoreio intensivo, ao mesmo tempo, em que serve de sombra, abrigo e alimento para o gado, fornecendo lenha e cascas para os humanos como fonte de energia e medicamento natural.<\/p>\n<h3 class=\"western\">Crescimento coletivo e primeiras colheitas<\/h3>\n<p>Nos orgulhamos imensamente do hist\u00f3rico de surgimento do Sete Cascas dentro da universidade, especialmente em fun\u00e7\u00e3o do protagonismo discente nesta constru\u00e7\u00e3o, marca registrada do nosso trabalho. Incentivamos e acreditamos na imensa capacidade de realiza\u00e7\u00e3o do trabalho coletivo, prezando pelo amor, empatia e colabora\u00e7\u00e3o entre todos; incentivando a autonomia e criticidade no processo de aprendizado e forma\u00e7\u00e3o profissional de cada pessoa que se soma ao nosso grupo. Sendo assim, no Sete Cascas cada pessoa contribui conforme suas possibilidades, assumindo responsabilidades e fun\u00e7\u00f5es de acordo com aquilo que mais se identifica.<\/p>\n<p>Nos organizamos a partir da realiza\u00e7\u00e3o de reuni\u00f5es peri\u00f3dicas com frequ\u00eancia mensal preestabelecida e atas de registro, onde s\u00e3o tomadas decis\u00f5es coletivas, conforme as demandas de trabalho. A coordena\u00e7\u00e3o deve ser renovada a cada ano, sendo prorrog\u00e1vel no m\u00e1ximo por 2 anos, e todas as pessoas e grupos de fora ou de dentro da universidade podem participar do Sete Cascas de diversas formas. Para organizar melhor a atua\u00e7\u00e3o coletiva criamos dois cadernos de orienta\u00e7\u00f5es<sup><a class=\"sdfootnoteanc\" href=\"#sdfootnote11sym\" name=\"sdfootnote11anc\">11<\/a><\/sup>, que detalham informa\u00e7\u00f5es sobre hist\u00f3rico do grupo, categorias de membros, possibilidades de atua\u00e7\u00e3o, mem\u00f3rias de atividades realizadas pelo grupo, entre outras informa\u00e7\u00f5es, que s\u00e3o atualizadas periodicamente e disponibilizadas aos novos membros.<\/p>\n<p>O Sete Cascas chegou a ter 51 participantes cadastrados no ano de 2019, entre professores, discentes e membros externos da comunidade acad\u00eamica. Atualmente contamos com 6 professores vinculados diretamente em projetos, um t\u00e9cnico de campo, duas estagi\u00e1rias administrativas e discentes volunt\u00e1rios\/bolsistas em n\u00famero flutuante. Ao longo dos 6 anos de nossa atua\u00e7\u00e3o, j\u00e1 atingimos centenas de pessoas de maneira direta e indireta por meio das atividades de ensino, pesquisa e extens\u00e3o.<\/p>\n<p>Com rela\u00e7\u00e3o \u00e0s atividades de ensino, professores das gradua\u00e7\u00f5es em zootecnia, biologia, engenharia ambiental e pedagogia utilizam o espa\u00e7o para ministrar aulas pr\u00e1ticas e atividades de disciplinas como: Ecologia (de popula\u00e7\u00f5es, comunidades e ecossistemas); Educa\u00e7\u00e3o ambiental; Educa\u00e7\u00e3o do\/no Campo; Estudos dos Ecossistemas e a Educa\u00e7\u00e3o; Ecologia e Conserva\u00e7\u00e3o dos Recursos Naturais; Amostragem e Avalia\u00e7\u00e3o da Oferta de Recursos para a Fauna em Florestas Tropicais; Topografia; Manejo e Conserva\u00e7\u00e3o dos solos; Desenvolvimento Sustent\u00e1vel e Agricultura Familiar; Etnobiologia; Planejamento Ambiental de Sistemas Agropecu\u00e1rios; Sistema de Gest\u00e3o Ambiental; Introdu\u00e7\u00e3o \u00e0 Engenharia Ambiental; Gerenciamento de Res\u00edduos; Microbiologia; Microbiologia Ambiental; Biologia de Protistas e Fungos; entre outras.<\/p>\n<p>Os primeiros eventos extensionistas que realizamos foram: I Mostra T\u00e9cnico-cient\u00edfica do Sete Cascas (2018), I SARAU LUAU (2019), I Encontro sobre Permacultura e Agroecologia (EPA) (2019) ; Jornada Universit\u00e1ria em Defesa da Reforma Agr\u00e1ria &#8211; Parceria com o Grupo de estudos em Educa\u00e7\u00e3o do\/no Campo (GEPEC) (2019 e 2022); I Pr\u00e9-Jornada de Agroecologia do M\u00e9dio Sudoeste &#8211; em parceria com a Teia dos Povos<sup><a class=\"sdfootnoteanc\" href=\"#sdfootnote12sym\" name=\"sdfootnote12anc\">12<\/a><\/sup> e Centro Territorial de Educa\u00e7\u00e3o Profissional &#8211; CETEP (2019 &#8211; Figura 1 ). Os principais temas trabalhados nas oficinas e cursos organizados at\u00e9 o momento foram:Agricultura Sintr\u00f3pica; Boas pr\u00e1ticas de fabrica\u00e7\u00e3o de polpas e temperos; Cosm\u00e9ticos Naturais; Bioconstru\u00e7\u00e3o; Planejamento e Manejo de Sistemas Agroflorestais; Produ\u00e7\u00e3o Agroecol\u00f3gica de Alimentos (Figura 1); Compostagem; Plantas medicinais, e Introdu\u00e7\u00e3o \u00e0 Permacultura, Saberes e sabores da ro\u00e7a (Participa\u00e7\u00e3o de lideran\u00e7as comunit\u00e1rias do Quilombo de Thiagos) e Cultivo de Cogumelos Comest\u00edveis a partir de res\u00edduos org\u00e2nicos. Outros temas de cunho mais pol\u00edtico e social foram trabalhados por meio de rodas de conversas, como: \u201cMulheres de Cura e Luta: Desafios da Luta Feminista Interseccional e da Valoriza\u00e7\u00e3o da Sabedoria Natural\u201d (2019); e \u201cMulheres, comunidades, agropecu\u00e1ria e sustentabilidade (2019) realizados no I EPA e na 49\u00aa Exposi\u00e7\u00e3o Agropecu\u00e1ria de Itapetinga com a participa\u00e7\u00e3o de professoras e mulheres lideran\u00e7as comunit\u00e1rias.<\/p>\n<div id=\"attachment_234\" style=\"width: 710px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-234\" class=\"wp-image-234 size-large\" src=\"https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/revistaperma\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2024\/10\/figura01-700x250.png\" alt=\"\" width=\"700\" height=\"250\" srcset=\"https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/revistaperma\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2024\/10\/figura01-700x250.png 700w, https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/revistaperma\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2024\/10\/figura01-300x107.png 300w, https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/revistaperma\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2024\/10\/figura01-768x275.png 768w, https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/revistaperma\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2024\/10\/figura01.png 948w\" sizes=\"(max-width: 700px) 100vw, 700px\" \/><p id=\"caption-attachment-234\" class=\"wp-caption-text\"><em>Figura 1: \u00c0 esquerda oficina de plantio agroecol\u00f3gico realizada no pr\u00e9-assentamento Roseli Nunes em Itamb\u00e9-BA. E \u00e0 direita um dia de manejo do projeto SeAflor no Col\u00e9gio Modelo Lu\u00eds Eduardo Magalh\u00e3es &#8211; rede p\u00fablica estadual. Fonte: Arquivo Sete Cascas.<\/em><\/p><\/div>\n<p>As atividades de extens\u00e3o mais frequentes nestes primeiros anos envolveram a recep\u00e7\u00e3o de grupos da comunidade: alunos do ensino fundamental, m\u00e9dio e t\u00e9cnico (Figura 1), grupos de agricultores e gestores p\u00fablicos; mutir\u00f5es de manejo; supervis\u00e3o de estagi\u00e1rios\/as; e realiza\u00e7\u00e3o de projetos. Os projetos e programas de extens\u00e3o realizados\/ou em andamento at\u00e9 o momento s\u00e3o: Projeto Semeando Agroflorestas SeAFlor (2018, 2019, 2022) em parceria com escolas da regi\u00e3o (Figura 2); Farm\u00e1cia Viva (2018), Comunidade e Sustentabilidade (2018); Manejo Ecol\u00f3gico de Res\u00edduos Org\u00e2nicos (2018) em parceria com Associa\u00e7\u00e3o de Horticultores de Itapetinga, Yoga para Mulheres (2018), Programa de Consolida\u00e7\u00e3o do Sete Cascas &#8211; UESB (2019 e 2022 e 2024), I Roda de Conversa sobre Restaura\u00e7\u00e3o Ecol\u00f3gica de Povos e Ambientes no TIMSB (2023) e Produ\u00e7\u00e3o de mudas de esp\u00e9cies nativas com vistas \u00e0 restaura\u00e7\u00e3o ecol\u00f3gica de \u00e1reas degradadas em Itapetinga\u2013BA (2023).<\/p>\n<p>Com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 interface entre ensino, pesquisa e extens\u00e3o, foram desenvolvidos trabalhos de conclus\u00e3o de curso sobre os seguintes temas: \u201cAgricultura familiar, compostagem e educa\u00e7\u00e3o ambiental em uma associa\u00e7\u00e3o de horticultores\u201d (Barbosa, 2018), \u201cProdu\u00e7\u00e3o de cogumelos a partir do aproveitamento de res\u00edduos org\u00e2nicos\u201d (Ribeiro, 2021), \u201cUso de plantas medicinais no contexto escolar\u201d (Lima, 2019), \u201cTransi\u00e7\u00e3o agroecol\u00f3gica na produ\u00e7\u00e3o animal\u201d (Pires, 2022) ; \u201cRecupera\u00e7\u00e3o de \u00e1reas degradadas atrav\u00e9s de SAF\u201d (Falc\u00e3o, 2022), \u201cConsumo de agrot\u00f3xicos e riscos de contamina\u00e7\u00e3o da \u00e1gua na cidade de Itapetinga &#8211; BA\u201d (Pires, 2022) e \u201cN\u00facleo de permacultura Sete Cascas como espa\u00e7o de ensino n\u00e3o-formal e educa\u00e7\u00e3o ambiental\u201d (Farias, 2023).<\/p>\n<p>Com rela\u00e7\u00e3o aos projetos de pesquisa institucionais, seguem listados os projetos parceiros vinculados a editais internos que tiveram\/t\u00eam o apoio direto ou indireto do Sete Cascas, s\u00e3o eles: \u201cCompostagem em Pedra Branca\u201d (coord. Dra. S\u00f4nia Teodoro); \u201cAvalia\u00e7\u00e3o de Inseticidas bot\u00e2nicos sobre <i>Aedes aegypti<\/i> (d\u00edptera: culicidade) sob condi\u00e7\u00f5es de laborat\u00f3rio\u201d (coord. Dra. D\u00e9bora Cardoso); e \u201cViveiro de mudas de esp\u00e9cies nativas: possibilidades para a restaura\u00e7\u00e3o florestal na regi\u00e3o de Itapetinga-BA\u201d (coord. Dra. Patr\u00edcia Cara).<\/p>\n<div id=\"attachment_235\" style=\"width: 710px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-235\" class=\"size-large wp-image-235\" src=\"https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/revistaperma\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2024\/10\/figura02-700x256.png\" alt=\"\" width=\"700\" height=\"256\" srcset=\"https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/revistaperma\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2024\/10\/figura02-700x256.png 700w, https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/revistaperma\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2024\/10\/figura02-300x110.png 300w, https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/revistaperma\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2024\/10\/figura02-768x281.png 768w, https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/revistaperma\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2024\/10\/figura02.png 950w\" sizes=\"(max-width: 700px) 100vw, 700px\" \/><p id=\"caption-attachment-235\" class=\"wp-caption-text\"><em>Figura 2: \u00c0 esquerda oficina de plantio agroecol\u00f3gico realizada no pr\u00e9-assentamento Roseli Nunes em Itamb\u00e9-BA. E \u00e0 direita um dia de manejo do projeto SeAflor no Col\u00e9gio Modelo Lu\u00eds Eduardo Magalh\u00e3es &#8211; rede p\u00fablica estadual. Fonte: Arquivo Sete Cascas.<\/em><\/p><\/div>\n<p>Entre 2020 e 2023 algumas a\u00e7\u00f5es extensionistas foram suspensas devido \u00e0 pandemia de COVID-19 e com o afastamento de tr\u00eas docentes para doutoramento &#8211; neste per\u00edodo -, tamb\u00e9m houve um maior investimento de algumas de n\u00f3s participantes do grupo no desenvolvimento de pesquisas acad\u00eamicas sobre os temas: \u201cRes\u00edduos de agrot\u00f3xicos em alimentos\u201d (por Talita Maderi &#8211; PPG em Desenvolvimento e Meio Ambiente &#8211; PRODEMA UESC &#8211; Ilh\u00e9us); \u201cMulheres e as plantas medicinais: mem\u00f3ria e etnobot\u00e2nica em uma comunidade quilombola da Bahia\u201d (por Priscila Figueiredo &#8211; PPG em Mem\u00f3ria, Linguagem e Sociedade &#8211; UESB &#8211; Vit\u00f3ria da Conquista); \u201cCosmopol\u00edtica para a autonomia nas ru\u00ednas do capitalismo: O projeto contra-colonial da Teia dos Povos para sustentar a vida na T(t)erra e nos territ\u00f3rios (por Let\u00edcia Fernandes &#8211; PPG do Centro de Desenvolvimento Sustent\u00e1vel &#8211; UnB &#8211; Bras\u00edlia). Cabe aqui destacar tamb\u00e9m a pesquisa de mestrado em andamento de um dos nossos discentes egressos: \u201cTransi\u00e7\u00e3o agroecol\u00f3gica no munic\u00edpio de Itapetinga: alternativa \u00e0 soberania da agricultura familiar\u201d (por Diego Mac\u00eado &#8211; PPG Ci\u00eancias Ambientais da UESB Itapetinga).<\/p>\n<p>As tem\u00e1ticas trabalhadas nas atividades de ensino, pesquisa e extens\u00e3o se desdobraram como assuntos de interesse individual e coletivo, a partir de reflex\u00f5es e di\u00e1logos realizados com participantes do Sete Cascas e atores sociais, com os quais interagimos dentro e fora da universidade. Com o amadurecimento do grupo, estas e outras a\u00e7\u00f5es v\u00eam sendo constru\u00eddas em interc\u00e2mbio cada vez mais pr\u00f3ximo com a sociedade regional, nas escolas de ensino fundamental, escolas t\u00e9cnicas, associa\u00e7\u00f5es de agricultores e agricultoras, junto a pequenos agricultores, comunidades tradicionais, assentados de reforma agr\u00e1ria, povos ind\u00edgenas, movimentos sociais e coletivos organizados. Parcerias essas, essenciais para que nosso trabalho seja cada vez mais alinhado com as expectativas locais e coletivas, para a promo\u00e7\u00e3o da sustentabilidade com justi\u00e7a socioambiental.<\/p>\n<p>Em um contexto mais amplo, o Sete Cascas dialoga e se articula com outras institui\u00e7\u00f5es p\u00fablicas de ensino, atrav\u00e9s da Rede Brasileira de N\u00facleos e Estudos em Permacultura &#8211; Rede NEPerma Brasil &#8211; para fomentar e executar a\u00e7\u00f5es para a populariza\u00e7\u00e3o da permacultura<sup><a class=\"sdfootnoteanc\" href=\"#sdfootnote13sym\" name=\"sdfootnote13anc\">13<\/a><\/sup>. No nordeste, iniciativas a partir da Universidade Estadual do Cear\u00e1 (UECE) e da Universidade Federal do Cariri (UFCA) merecem destaque por serem pioneiras, popularizando a permacultura em articula\u00e7\u00e3o PCT do semi\u00e1rido (Borralho, 2017; Pereira et al., 2015).<\/p>\n<p>O caminho integrativo que vem sendo trilhado por estes e outros grupos no Brasil, nos inspira a seguir neste caminho, onde o saber popular se encontra com o saber acad\u00eamico, para construir pontes em dire\u00e7\u00e3o a constru\u00e7\u00e3o de conhecimento sobre sustentabilidade que fa\u00e7a sentido localmente. A aproxima\u00e7\u00e3o entre o Sete Cascas com outros grupos de permacultura, agroecologia, sociedade civil organizada, pequenos produtores rurais, atores e movimentos sociais, v\u00eam acontecendo de maneira gradual, e as perspectivas s\u00e3o de coopera\u00e7\u00e3o cada vez mais org\u00e2nica e integrada junto \u00e0s fam\u00edlias, comunidades e contextos locais. Nesta articula\u00e7\u00e3o, desejamos apoiar o protagonismo socioambiental destes agentes e reconhecemos que temos muito a aprender com suas experi\u00eancias (essa \u00e9 a ess\u00eancia da permacultura e da agroecologia).<\/p>\n<h3 class=\"western\">Redesenhando paisagens e imagin\u00e1rios<\/h3>\n<p>Ocupamos um espa\u00e7o f\u00edsico que era dep\u00f3sito de res\u00edduos org\u00e2nicos da universidade e fizemos um redesenho desta pequena paisagem, que come\u00e7ou a partir de aulas de compostagem da disciplina de ecologia e conserva\u00e7\u00e3o dos recursos naturais para a zootecnia e do cultivo de hortali\u00e7as realizados pelos t\u00e9cnicos de campo. A partir destas primeiras sementes seguimos aprendendo sobre rela\u00e7\u00f5es ecol\u00f3gicas e \u00e9ticas, planejamento e manejo de territ\u00f3rios sustent\u00e1veis, e cultivamos amizades em um jardim sociobiodiverso do qual nos orgulhamos. Acreditamos que o trabalho coletivo que vem sendo realizado, contribuiu para a constru\u00e7\u00e3o de pontes de conhecimento entre a comunidade local e a universidade, e uma maior participa\u00e7\u00e3o de atores sociais de PCT e pequenos agricultores e agricultoras nas constru\u00e7\u00f5es e partilhas acad\u00eamicas que realizamos at\u00e9 agora.<\/p>\n<p>Observamos as intera\u00e7\u00f5es positivas que estabelecemos na paisagem e tamb\u00e9m nas comunidades acad\u00eamica e local, que reconhecem cada vez mais o Sete Cascas como refer\u00eancia regional e solo f\u00e9rtil para cultivarmos um ambiente acad\u00eamico diverso e criativo. Isso promove o livre pensar sobre a complexidade da vida e da educa\u00e7\u00e3o para a sustentabilidade em conflu\u00eancia diversidade biol\u00f3gica e cultural que desejamos ver prosperar em nossos territ\u00f3rios. Reconhecemos o poder da diversidade, das presen\u00e7as de outros corpos-territ\u00f3rios na universidade e o valor dos interc\u00e2mbios que reverberam em poderosas provoca\u00e7\u00f5es a partir das escutas ativas. Com Rose Mary<sup><a class=\"sdfootnoteanc\" href=\"#sdfootnote14sym\" name=\"sdfootnote14anc\">14<\/a><\/sup> e sua fam\u00edlia no Quilombo de Thiagos aprendemos sobre plantas medicinais e alimentos tradicionais, luta pela terra e redesenho de paisagens com a trajet\u00f3ria de Mestre Joelson da Teia dos Povos e, sobre hist\u00f3ria, cultura, educa\u00e7\u00e3o e espiritualidade com Mestra May\u00e1, entre outras mestras e mestres importantes que cruzaram nossos caminhos na universidade.<\/p>\n<p>Agradecemos a todas as pessoas que nos inspiram, que partilham e cultivam seus mundos conosco nesta Terra Viva onde coabitamos, a qual tamb\u00e9m reconhecemos como a M\u00e3e! Desejamos que voc\u00eas que nos leem agora sigam motivadas, trabalhando coletivamente &#8211; a partir de onde estiverem &#8211; em favor da Vida sagrada em sua plenitude e diversidade. Acreditamos que teremos \u00eaxito na empreitada, especialmente se optarmos por \u201cparar de nos desenvolver &#8211; na perspectiva capitalista &#8211; e come\u00e7armos a.e come\u00e7armos a nos envolver\u201d na frui\u00e7\u00e3o da vida (Krenak, 2020, p. 32,).<\/p>\n<blockquote class=\"poesia-western\">\n<p>\u201cTemos os c\u00e2nticos de pedir for\u00e7a. Pedir a dire\u00e7\u00e3o do Sol, da Lua, da Estrela. Porque, quando sa\u00edmos de casa, precisamos de dire\u00e7\u00e3o, precisamos de consci\u00eancia, precisamos estar conectados com as for\u00e7as dos astros.&#8221;<\/p>\n<\/blockquote>\n<blockquote class=\"poesia-western\">\n<p>Mestra May\u00e1 (2022)<\/p>\n<\/blockquote>\n<h1 class=\"western\">Refer\u00eancias bibliogr\u00e1ficas<\/h1>\n<p><span style=\"font-size: small\">Altieri, M., &amp; Toledo, V. (2011). The Agroecological Revolution in Latin America: Rescuing Nature, Ensuring Food Sovereignty and Empowering Peasants. <i>The Journal of Peasant Studies<\/i>, <i>38<\/i>, 587\u2013612. <a class=\"western\" href=\"https:\/\/doi.org\/10.1080\/03066150.2011.582947\">https:\/\/doi.org\/10.1080\/03066150.2011.582947<\/a> <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: small\">Altieri, Miguel. (2013). <i>Agroecologia: Bases cient\u00edficas para uma agricultura sustent\u00e1vel<\/i>. <a class=\"western\" href=\"https:\/\/aspta.org.br\/2013\/01\/18\/agroecologia-bases-cientificas-para-uma-agricultura-sustentavel\/\">https:\/\/aspta.org.br\/2013\/01\/18\/agroecologia-bases-cientificas-para-uma-agricultura-sustentavel\/<\/a> <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: small\">BAHIA. (2016). <i>Plano Territorial de Desenvolvimento Rural Sustent\u00e1vel e Solid\u00e1rio do M\u00e9dio Sudoeste da Bahia\u2014PTDRSS<\/i>.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: small\">Barbosa, S. dos S. (2018). <i>Agricultura familiar e educa\u00e7\u00e3o ambiental: Potencialidades de uma oficina de compostagem desenvolvida em uma associa\u00e7\u00e3o de horticultores de Itapetinga\u2014Bahia<\/i> [Monografia]. Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: small\">Bataier, C., &amp; Indriunas, L. (2024, mar\u00e7o 5). Conhe\u00e7a o Instituto Harpia Brasil e suas liga\u00e7\u00f5es com o movimento Invas\u00e3o Zero. <i>De Olho nos Ruralistas<\/i>. <a class=\"western\" href=\"https:\/\/deolhonosruralistas.com.br\/2024\/03\/05\/conheca-o-instituto-harpia-brasil-e-suas-ligacoes-com-o-movimento-invasao-zero\/\">https:\/\/deolhonosruralistas.com.br\/2024\/03\/05\/conheca-o-instituto-harpia-brasil-e-suas-ligacoes-com-o-movimento-invasao-zero\/<\/a> <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: small\">Borralho, J., Lu\u00eds S. R. (2017). <i>A Permacultura como alternativa sustent\u00e1vel: O caso do NEPPSA (N\u00facleo de Estudos e Pr\u00e1ticas Permaculturais do Semi-\u00c1rido) em Fortaleza\u2014CE<\/i> [Universidade Estadual do Cear\u00e1]. <a class=\"western\" href=\"https:\/\/siduece.uece.br\/siduece\/trabalhoAcademicoPublico.jsf?id=88430\">https:\/\/siduece.uece.br\/siduece\/trabalhoAcademicoPublico.jsf?id=88430<\/a> <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: small\">Callegaro, I. do C. (2017). <i>Culturas alimentares, biodiversidade e seguran\u00e7a alimentar no territ\u00f3rio de identidade<\/i>. Paco Editorial.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: small\">Caniglia, G., Luederitz, C., von Wirth, T., Fazey, I., Mart\u00edn-L\u00f3pez, B., Hondrila, K., K\u00f6nig, A., von Wehrden, H., Sch\u00e4pke, N. A., Laubichler, M. D., &amp; Lang, D. J. (2021). A pluralistic and integrated approach to action-oriented knowledge for sustainability. <i>Nature Sustainability<\/i>, <i>4<\/i>(2), Artigo 2. <a class=\"western\" href=\"https:\/\/doi.org\/10.1038\/s41893-020-00616-z\">https:\/\/doi.org\/10.1038\/s41893-020-00616-z<\/a> <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: small\">Concei\u00e7\u00e3o, T. L. de A. (2021). <i>A agricultura de abastecimento na configura\u00e7\u00e3o territorial do Sert\u00e3o da Ressaca<\/i> (Vol. 1). UCSalPress.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: small\">CPT. (2024). <i>Comiss\u00e3o Pastoral da Terra\u2014Conflitos no Campo Brasil 2023<\/i>. <a class=\"western\" href=\"https:\/\/www.cptnacional.org.br\/publicacoes-2\/destaque\/6746-conflitos-no-campo-brasil-2023\">https:\/\/www.cptnacional.org.br\/publicacoes-2\/destaque\/6746-conflitos-no-campo-brasil-2023<\/a> <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: small\">Decreto n<sup>o<\/sup> 6040, No. DECRETO N<sup>o<\/sup> 6.040 (2007). <a class=\"western\" href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/%5C_Ato2007-2010\/2007\/Decreto\/D6040.htm\">https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/%5C_Ato2007-2010\/2007\/Decreto\/D6040.htm<\/a> <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: small\">Diamond, J. (2011). <i>Collapse: How Societies Choose to Fail or Succeed<\/i> (Illustrated edi\u00e7\u00e3o). Penguin Books.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: small\">Dourado, C. da S. (2017). <i>\u00c1reas de risco de desertifica\u00e7\u00e3o: Cen\u00e1rios atuais e futuros, frente \u00e0s mudan\u00e7as clim\u00e1ticas<\/i> [Universidade Estadual de Campinas. Faculdade de Engenharia Agr\u00edcola. Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Engenharia Agr\u00edcola]. <a class=\"western\" href=\"https:\/\/repositorio.unicamp.br\/acervo\/detalhe\/991620\">https:\/\/repositorio.unicamp.br\/acervo\/detalhe\/991620<\/a> <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: small\">Falc\u00e3o, L. (2022). <i>Recupera\u00e7\u00e3o de \u00e1reas degradadas atrav\u00e9s de sistemas agroflorestais<\/i> [Monografia]. Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: small\">Farias, I., G, D. (2023). <i>N\u00facleo de Permacultura Sete Cascas como espa\u00e7o de ensino n\u00e3o formal e educa\u00e7\u00e3o ambiental.<\/i> [Monografia]. Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: small\">Ferdinand, M. (2022). <i>Uma ecologia decolonial<\/i> (1<sup>o<\/sup> ed). Ubu.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: small\">Ferguson, R. S., &amp; Lovell, S. T. (2014). Permaculture for agroecology: Design, movement, practice, and worldview. A review. <i>Agronomy for Sustainable Development<\/i>, <i>34<\/i>(2), 251\u2013274. <a class=\"western\" href=\"https:\/\/doi.org\/10.1007\/s13593-013-0181-6\">https:\/\/doi.org\/10.1007\/s13593-013-0181-6<\/a> <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: small\">Haraway, D. (2016). Antropoceno, Capitaloceno, Plantationoceno, Chthuluceno: Fazendo parentes. <i>ClimaCom \u2013 Vulnerabilidade (online)<\/i>. <a class=\"western\" href=\"http:\/\/climacom.mudancasclimaticas.net.br\/antropoceno-capitaloceno-plantationoceno-chthuluceno-fazendo-parentes\/\">http:\/\/climacom.mudancasclimaticas.net.br\/antropoceno-capitaloceno-plantationoceno-chthuluceno-fazendo-parentes\/<\/a> <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: small\">Hirschfeld, S., &amp; Van Acker, R. (2021). Review: Ecosystem services in permaculture systems. <i>Agroecology and Sustainable Food Systems<\/i>, <i>45<\/i>(6), 794\u2013816. <a class=\"western\" href=\"https:\/\/doi.org\/10.1080\/21683565.2021.1881862\">https:\/\/doi.org\/10.1080\/21683565.2021.1881862<\/a> <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: small\">Krenak, A. (2020). <i>Ideias para adiar o fim do mundo<\/i> (2<sup>o<\/sup> ed). Companhia das Letras.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: small\">Lang, D. J., Wiek, A., Bergmann, M., Stauffacher, M., Martens, P., Moll, P., Swilling, M., &amp; Thomas, C. J. (2012). Transdisciplinary research in sustainability science: Practice, principles, and challenges. <i>Sustainability Science<\/i>, <i>7<\/i>(1), 25\u201343. <a class=\"western\" href=\"https:\/\/doi.org\/10.1007\/s11625-011-0149-x\">https:\/\/doi.org\/10.1007\/s11625-011-0149-x<\/a> <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: small\">Leahy, T. (2021). <i>The Politics of Permaculture<\/i>. Pluto Press. <a class=\"western\" href=\"https:\/\/library.oapen.org\/handle\/20.500.12657\/51078?fbclid=IwAR3Vcqgv0wI2poHOy87DaONlzw3NQ1UDavxY9HdhkDMhLieLqusXkqeeLiY\">https:\/\/library.oapen.org\/handle\/20.500.12657\/51078?fbclid=IwAR3Vcqgv0wI2poHOy87DaONlzw3NQ1UDavxY9HdhkDMhLieLqusXkqeeLiY<\/a> <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: small\">Leff, E. (2015). Ecologia Pol\u00edtica: Uma perspectiva latino-americana. <i>Desenvolvimento e Meio Ambiente<\/i>, <i>35<\/i>(0), Artigo 0. <a class=\"western\" href=\"https:\/\/doi.org\/10.5380\/dma.v35i0.44381\">https:\/\/doi.org\/10.5380\/dma.v35i0.44381<\/a> <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: small\">Lima, K. F. (2019). <i>PLANTAS MEDICINAIS: Conhecimentos Populares e Cient\u00edficos no Contexto Escolar<\/i> [Monografia]. Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: small\">Maneschy, D., Martins, P., Menezes, J., &amp; S\u00e1nchez, C. (2020). <i>Converg\u00eancias Socioambientais: Pesquisas em Permacul- tura, Agroecologia e Educa\u00e7\u00e3o Ambiental<\/i>. <a class=\"western\" href=\"https:\/\/repositorio.ufsc.br\/handle\/123456789\/209991\">https:\/\/repositorio.ufsc.br\/handle\/123456789\/209991<\/a> <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: small\">Mapbiomas. (2024). <i>Projeto MapBiomas\u2014Mapeamento Anual de Cobertura e Uso da Terra no Brasil\u2014Cole\u00e7\u00e3o 9<\/i>. <a class=\"western\" href=\"https:\/\/brasil.mapbiomas.org\/\">https:\/\/brasil.mapbiomas.org\/<\/a>.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: small\">May\u00e1, M. M. A. R., &amp; Tugny, R. de. (2021). <i>A escola da reconquista<\/i>. Teia dos Povos.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: small\">McGranahan, D. A. (2014). Ecologies of Scale: Multifunctionality Connects Conservation and Agriculture across Fields, Farms, and Landscapes. <i>Land<\/i>, <i>3<\/i>(3), Artigo 3. <a class=\"western\" href=\"https:\/\/doi.org\/10.3390\/land3030739\">https:\/\/doi.org\/10.3390\/land3030739<\/a> <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: small\">Mignolo, W. D., &amp; Walsh, C. E. (2018). <i>On Decoloniality: Concepts, Analytics, Praxis<\/i>. <a class=\"western\" href=\"https:\/\/doi.org\/10.1215\/9780822371779\">https:\/\/doi.org\/10.1215\/9780822371779<\/a> <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: small\">Miller, T. R., Wiek, A., Sarewitz, D., Robinson, J., Olsson, L., Kriebel, D., &amp; Loorbach, D. (2014). The future of sustainability science: A solutions-oriented research agenda. <i>Sustainability Science<\/i>, <i>9<\/i>(2), 239\u2013246. <a class=\"western\" href=\"https:\/\/doi.org\/10.1007\/s11625-013-0224-6\">https:\/\/doi.org\/10.1007\/s11625-013-0224-6<\/a> <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: small\">Mollison, B. C., &amp; Holmgren, D. (1978). <i>Permaculture one: A perennial agriculture for human settlements<\/i>. Tagari.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: small\">Moreira, J. T. S. (2018). O Povo Mongoi\u00f3: Da lembran\u00e7a ao esquecimento nas representa\u00e7\u00f5es dos moradores da cidade de Itapetinga-Ba. <i>Revista Binacional Brasil-Argentina: Di\u00e1logo entre as ci\u00eancias<\/i>, <i>7<\/i>(1), Artigo 1. <a class=\"western\" href=\"https:\/\/doi.org\/10.22481\/rbba.v7i1.4056\">https:\/\/doi.org\/10.22481\/rbba.v7i1.4056<\/a> <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: small\">Nanni, A. S., Blankensteyn, A., Sigolo, R. P., N\u00f3r, S., &amp; Venturi, M. (2018). Construindo a permacultura na academia brasileira. <i>Revista Brasileira de Agroecologia<\/i>, <i>13<\/i>(1). <a class=\"western\" href=\"http:\/\/revistas.aba-agroecologia.org.br\/index.php\/rbagroecologia\/article\/view\/22439\">http:\/\/revistas.aba-agroecologia.org.br\/index.php\/rbagroecologia\/article\/view\/22439<\/a> <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: small\">Nanni, A. S., N\u00f3r, S., Martins, P., Venturi, M., Sigolo, R. P., Corr\u00eaa, C. H., Blankensteyn, A., Couto, I. C., &amp; Pessoa, Y. E. C. M. (2019). <i>Ensinando permacultura<\/i> (1<sup>o<\/sup> ed, Vol. 1\u20131). Editora da UFSC. <a class=\"western\" href=\"https:\/\/repositorio.ufsc.br\/handle\/123456789\/204906\">https:\/\/repositorio.ufsc.br\/handle\/123456789\/204906<\/a> <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: small\">Nascimento, E. P. do. (2018). Sustentabilidade: O campo de disputa de nosso futuro civilizacional. Em P. L\u00e9na (Org.), <i>Enfrentando os limites do crescimento: Sutentabilidade, decrescimento et prosperidade<\/i> (p. 415\u2013433). IRD \u00c9ditions. <a class=\"western\" href=\"https:\/\/doi.org\/10.4000\/books.irdeditions.20154\">https:\/\/doi.org\/10.4000\/books.irdeditions.20154<\/a> <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: small\">Pereira, B. G., Sousa, A. S. M. de, &amp; Gon\u00e7alves, N. G. G. (2015). Grupo de estudos e pr\u00e1ticas em permacultura \u2013 geppe: Experi\u00eancias de forma\u00e7\u00e3o em permacultura atrav\u00e9s da extens\u00e3o universit\u00e1ria. <i>Cadernos de Agroecologia<\/i>, <i>10<\/i>(3), Artigo 3. <a class=\"western\" href=\"https:\/\/revistas.aba-agroecologia.org.br\/cad\/article\/view\/19287\">https:\/\/revistas.aba-agroecologia.org.br\/cad\/article\/view\/19287<\/a> <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: small\">Persson, L., Carney Almroth, B. M., Collins, C. D., Cornell, S., de Wit, C. A., Diamond, M. L., Fantke, P., Hassell\u00f6v, M., MacLeod, M., Ryberg, M. W., S\u00f8gaard J\u00f8rgensen, P., Villarrubia-G\u00f3mez, P., Wang, Z., &amp; Hauschild, M. Z. (2022). Outside the Safe Operating Space of the Planetary Boundary for Novel Entities. <i>Environmental Science &amp; Technology<\/i>, <i>56<\/i>(3), 1510\u20131521. <a class=\"western\" href=\"https:\/\/doi.org\/10.1021\/acs.est.1c04158\">https:\/\/doi.org\/10.1021\/acs.est.1c04158<\/a> <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: small\">Pimentel, S. K., &amp; Menezes, P. D. R. de. (2022). The Peoples\u2019 Web and the university: Agroecology, insurgent traditional knowledge and epistemic decolonization. <i>Ambiente &amp; Sociedade<\/i>, <i>25<\/i>, e00941. <a class=\"western\" href=\"https:\/\/doi.org\/10.1590\/1809-4422asoc20200094r1vu2022L1AO\">https:\/\/doi.org\/10.1590\/1809-4422asoc20200094r1vu2022L1AO<\/a> <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: small\">Pires, G. de A. (2022). <i>Consumo de agrot\u00f3xicos e seu potencial de contamina\u00e7\u00e3o no munic\u00edpio de Itapetinga\u2014BA<\/i> [Monografia]. Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: small\">Porto-Gon\u00e7alves, C. W. (2009). Entre Am\u00e9rica e Abya Yala \u2013 tens\u00f5es de territorialidades. <i>Desenvolvimento e Meio Ambiente<\/i>, <i>20<\/i>. <a class=\"western\" href=\"https:\/\/doi.org\/10.5380\/dma.v20i0.16231\">https:\/\/doi.org\/10.5380\/dma.v20i0.16231<\/a> <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: small\">Primavesi, A. (1997). <i>Agroecologia: Ecosfera, tecnosfera e agricultura<\/i>. Nobel. <a class=\"western\" href=\"https:\/\/anamariaprimavesi.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/Agroecologia-Ecosferabr-Tecnosfera-e-Agricultura.pdf\">https:\/\/anamariaprimavesi.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/Agroecologia-Ecosferabr-Tecnosfera-e-Agricultura.pdf<\/a> <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: small\">Ribeiro, Darcy. (1995). <i>O Brasil como problema<\/i> (2<sup>o<\/sup> ed). Editora S\/A.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: small\">Ribeiro, M. M. (2021). <i>Cultivo Artesanal de Cogumelos Comest\u00edveis do G\u00eanero Pleurotus (shimeji) em Itapetinga-Ba<\/i> [Monografia]. Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: small\">Rockstr\u00f6m, J., Steffen, W., Noone, K., Persson, \u00c5., Chapin, F. S., Lambin, E. F., Lenton, T. M., Scheffer, M., Folke, C., Schellnhuber, H. J., Nykvist, B., de Wit, C. A., Hughes, T., van der Leeuw, S., Rodhe, H., S\u00f6rlin, S., Snyder, P. K., Costanza, R., Svedin, U., \u2026 Foley, J. A. (2009). A safe operating space for humanity. <i>Nature<\/i>, <i>461<\/i>(7263), Artigo 7263. <a class=\"western\" href=\"https:\/\/doi.org\/10.1038\/461472a\">https:\/\/doi.org\/10.1038\/461472a<\/a> <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: small\">Santos, A. B. dos. (2015). <i>Coloniza\u00e7\u00e3o, Quilombos, Modos e Significa\u00e7\u00f5es<\/i> (Vol. 1). INCTI\/Universidade de Bras\u00edlia.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: small\">Souza, J. M. de A. (2019). <i>Os Patax\u00f3 H\u00e3h\u00e3h\u00e3i e as narrativas de luta por terra e parentes, no sul da Bahia<\/i> [Universidade de Bras\u00edlia &#8211; Departamento de Antropologia]. <a class=\"western\" href=\"https:\/\/repositorio.unb.br\/handle\/10482\/37520\">https:\/\/repositorio.unb.br\/handle\/10482\/37520<\/a> <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: small\">Svampa, M. (2020). <i>As fronteiras do neoextrativismo na Am\u00e9rica Latina: Conflitos socioambientais, giro ecoterritorial e novas depend\u00eancias<\/i>. Editora Elefante.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: small\">Veiga, J. E. D. (2017). <i>A PRIMEIRA UTOPIA DO ANTROPOCENO<\/i>. <i>XX<\/i>(2), 233\u2013253.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: small\">Wiek, A., Ness, B., Schweizer-Ries, P., Brand, F. S., &amp; Farioli, F. (2012). From complex systems analysis to transformational change: A comparative appraisal of sustainability science projects. <i>Sustainability Science<\/i>, <i>7<\/i>(1), 5\u201324. <a class=\"western\" href=\"https:\/\/doi.org\/10.1007\/s11625-011-0148-y\">https:\/\/doi.org\/10.1007\/s11625-011-0148-y<\/a> <\/span><\/p>\n<h1 class=\"western\">Contribui\u00e7\u00f5es<\/h1>\n<p>Let\u00edcia organizou a proposta inicial e reda\u00e7\u00e3o do texto. Patr\u00edcia, Talita e Priscila revisaram o texto e levantaram informa\u00e7\u00f5es sobre atividades de ensino, pesquisa e extens\u00e3o.<\/p>\n<div id=\"sdfootnote1\">\n<p class=\"sdfootnote-western\"><a class=\"sdfootnotesym\" href=\"#sdfootnote1anc\" name=\"sdfootnote1sym\">1<\/a> &#8211; Sete Cascas &#8211; N\u00facleo de Permacultura &#8211; Departamento de Ci\u00eancias Exatas e Naturais \/ DCEN Universidade Estadual do Sudeste da Bahia &#8211; UESB &#8211; Itapetinga &#8211; BA- Brasil.<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"sdfootnote2\">\n<p class=\"sdfootnote-western\"><a class=\"sdfootnotesym\" href=\"#sdfootnote2anc\" name=\"sdfootnote2sym\">2<\/a> <span style=\"font-size: small\"><i>Centro de Desenvolvimento Sustent\u00e1vel &#8211; CDS &#8211; Universidade de Bras\u00edlia &#8211; UnB &#8211; Bras\u00edlia &#8211; DF &#8211; Brasil. <\/i><\/span><i> <\/i><span style=\"font-size: small\"><i> email: <\/i><\/span><a class=\"western\" href=\"mailto:leticia.fernandes@uesb.edu.br\"><span style=\"color: #1155cc\"><span style=\"font-size: small\"><i><u>leticia.fernandes@uesb.edu.br<\/u><\/i><\/span><\/span><\/a><i> <\/i><\/p>\n<\/div>\n<div id=\"sdfootnote3\">\n<p class=\"sdfootnote-western\"><a class=\"sdfootnotesym\" href=\"#sdfootnote3anc\" name=\"sdfootnote3sym\">3<\/a> &#8211; Programa de P\u00f3s Gradua\u00e7\u00e3o em Desenvolvimento e Meio Ambiente (PRODEMA) &#8211; Universidade Estadual de Santa Cruz &#8211; UESC &#8211; Ilh\u00e9us -BA \u2013 Brasil.<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"sdfootnote4\">\n<p class=\"sdfootnote-western\"><a class=\"sdfootnotesym\" href=\"#sdfootnote4anc\" name=\"sdfootnote4sym\">4<\/a> &#8211; Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Mem\u00f3ria: Linguagem e Sociedade &#8211; UESB &#8211; Vit\u00f3ria da Conquista &#8211; BA \u2013 Brasil.<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"sdfootnote5\">\n<p class=\"sdfootnote-western\"><a class=\"sdfootnotesym\" href=\"#sdfootnote5anc\" name=\"sdfootnote5sym\">5<\/a><span style=\"font-size: small\"> &#8211; Segundo <\/span><a class=\"western\" href=\"https:\/\/www.zotero.org\/google-docs\/?mwFrFH\"><span style=\"font-size: small\">(Porto-Gon\u00e7alves, 2009)<\/span><\/a><span style=\"font-size: small\"> o termo tem origem a partir do povo Kuna (origin\u00e1rio do Panam\u00e1 e da Col\u00f4mbia), significa &#8220;Terra madura, Terra Viva ou Terra em florescimento\u201d (p. 26). Adotado por diferentes pessoas e movimentos sociais para reafirmar a identidade origin\u00e1ria e diversa do continente conhecido pelo <\/span><span style=\"font-size: small\">mundo ocidental como Am\u00e9rica &#8211; nome dado em homenagem ao navegador mercen\u00e1rio Am\u00e9rico Vesp\u00facio -. Por uma escolha c<\/span><span style=\"font-size: small\">onceitual<\/span><span style=\"font-size: small\">, neste texto Abya Yala \u00e9 sin\u00f4nimo de Am\u00e9rica e terra quando citada com \u201cT\u201d mai\u00fasculo \u00e9 apresentada na perspectiva de entidade sist\u00eamica planet\u00e1ria.<\/span><\/p>\n<\/div>\n<div id=\"sdfootnote6\">\n<p class=\"sdfootnote-western\"><a class=\"sdfootnotesym\" href=\"#sdfootnote6anc\" name=\"sdfootnote6sym\">6<\/a><span style=\"font-size: small\"> &#8211; Povos e Comunidades Tradicionais (PCT) s\u00e3o grupos culturalmente diferenciados e que se reconhecem como tais, que possuem formas pr\u00f3prias de organiza\u00e7\u00e3o social, que ocupam e usam territ\u00f3rios e recursos naturais como condi\u00e7\u00e3o para sua reprodu\u00e7\u00e3o cultural, social, religiosa, ancestral e econ\u00f4mica, utilizando conhecimentos, inova\u00e7\u00f5es e pr\u00e1ticas gerados e transmitidos pela trad<\/span><span style=\"font-size: small\"><i>i\u00e7\u00e3o. <\/i><\/span><span style=\"font-size: small\"><i>(Pol<\/i><\/span><i>\u00edtica Nacional de Desenvolvimento Sustent\u00e1vel dos Povos e Comunidades Tradicionais., 2007)<\/i><span style=\"font-size: small\"><i>.<\/i><\/span><\/p>\n<\/div>\n<div id=\"sdfootnote7\">\n<p><a class=\"sdfootnotesym\" href=\"#sdfootnote7anc\" name=\"sdfootnote7sym\">7<\/a> <i>&#8211; <\/i><span style=\"font-size: small\"><i>Maiores informa\u00e7\u00f5es em <\/i><\/span><a class=\"western\" href=\"https:\/\/www2.uesb.br\/programa\/setecascas\/\"><span style=\"color: #1155cc\"><span style=\"font-size: small\"><i><u>https:\/\/www2.uesb.br\/programa\/setecascas\/<\/u><\/i><\/span><\/span><\/a><span style=\"font-size: small\"><i> e<\/i><\/span><a class=\"western\" href=\"https:\/\/www.instagram.com\/setecascas.uesb\/\"><span style=\"color: #1155cc\"><span style=\"font-size: small\"><i><u> @setecascas.uesb<\/u><\/i><\/span><\/span><\/a><i> <\/i><span style=\"font-size: small\"><i>(Perfil na rede social Instagram).<\/i><\/span><\/p>\n<\/div>\n<div id=\"sdfootnote8\">\n<p class=\"sdfootnote-western\"><a class=\"sdfootnotesym\" href=\"#sdfootnote8anc\" name=\"sdfootnote8sym\">8<\/a> &#8211; <span style=\"font-size: small\">A hist\u00f3ria de retomada da TICCP \u00e9 apresentada por May\u00e1 em seu livro: A Escola da Reconquista (May\u00e1, 202<\/span><span style=\"font-size: small\">1<\/span><span style=\"font-size: small\">), onde \u00e9 poss\u00edvel conhecer um relato auto-etnogr\u00e1fico hist\u00f3rico e espiritual poderoso sobre a retomada de 396 latif\u00fandios grilados na TI. <\/span><\/p>\n<\/div>\n<div id=\"sdfootnote9\">\n<p class=\"sdfootnote-western\"><a class=\"sdfootnotesym\" href=\"#sdfootnote9anc\" name=\"sdfootnote9sym\">9<\/a> <span style=\"font-size: small\"><i>&#8211; O crime foi noticiado em muitas plataformas, seguem algumas informa\u00e7\u00f5es e an\u00e1lises do caso em um contexto mais amplo<\/i><\/span><a class=\"western\" href=\"https:\/\/reporterbrasil.org.br\/2024\/02\/cacau-e-odio-aos-indigenas-invasao-zero\/\"><span style=\"color: #1155cc\"><span style=\"font-size: small\"><i><u> https:\/\/reporterbrasil.org.br\/2024\/02\/cacau-e-odio-aos-indigenas-invasao-zero\/<\/u><\/i><\/span><\/span><\/a><\/p>\n<\/div>\n<div id=\"sdfootnote10\">\n<p class=\"sdfootnote-western\"><a class=\"sdfootnotesym\" href=\"#sdfootnote10anc\" name=\"sdfootnote10sym\">10<\/a><span style=\"font-size: small\"> &#8211; Trecho de uma entrevista de Mestre Joelson Ferreira &#8211; campon\u00eas agroecol\u00f3gico e lideran\u00e7a hist\u00f3rica do MST, um dos fundadores e conselheiro da articula\u00e7\u00e3o Teia dos Povos &#8211; apresentando sua reflex\u00e3o sobre a rela\u00e7\u00e3o entre sociedade e universidade diante da crise que vivenciamos atualmen<\/span><span style=\"font-size: small\">te. O contexto da fala foi durante a cria\u00e7\u00e3o da Universidade Federal do Sul da Bahia. (citado <\/span><span style=\"font-size: small\">por Pimentel &amp; Menezes (2022).<\/span><\/p>\n<\/div>\n<div id=\"sdfootnote11\">\n<p class=\"sdfootnote-western\"><a class=\"sdfootnotesym\" href=\"#sdfootnote11anc\" name=\"sdfootnote11sym\">11<\/a><span style=\"font-size: small\"> &#8211; Para acesso aos cadernos e outras informa\u00e7\u00f5es, veja o nosso site <\/span><span style=\"font-size: small\">em <\/span><a class=\"western\" href=\"http:\/\/www2.uesb.br\/programa\/setecascas\/\"><span style=\"color: #1155cc\"><span style=\"font-size: small\"><u>http:\/\/www2.uesb.br\/programa\/setecascas\/<\/u><\/span><\/span><\/a><\/p>\n<\/div>\n<div id=\"sdfootnote12\">\n<p class=\"sdfootnote-western\"><a class=\"sdfootnotesym\" href=\"#sdfootnote12anc\" name=\"sdfootnote12sym\">12<\/a> &#8211; <span style=\"font-size: small\">A \u201cTeia dos Povos \u00e9 uma articula\u00e7\u00e3o de comunidades, territ\u00f3rios autogeridos, movimentos sociais e apoiadores; que foi fundada na primeira Jornada de Agroecologia da Bahia (no ano de 2012) <\/span><a class=\"western\" href=\"https:\/\/www.zotero.org\/google-docs\/?7suLSG\"><span style=\"font-size: small\">(Fernandes, 2024)<\/span><\/a><span style=\"font-size: small\">. <\/span><span style=\"color: #000000\"><span style=\"font-size: small\">P ara mais informa\u00e7\u00f5es sobre essa articula\u00e7\u00e3o de povos e comunidades veja <\/span><\/span><a class=\"western\" href=\"https:\/\/teiadospovos.org\/\">https:\/\/teiadospovos.org\/<\/a><u> <\/u><span style=\"color: #000000\"><span style=\"font-size: small\">nas redes sociais e tamb\u00e9m: <\/span><\/span><a class=\"western\" href=\"https:\/\/www.zotero.org\/google-docs\/?broken=bRy5SI\"><span style=\"color: #000000\"><span style=\"font-size: small\">Ferreira &amp; Fel\u00edcio, (2021)<\/span><\/span><\/a><span style=\"color: #000000\"><sup><span style=\"font-size: small\">.<\/span><\/sup><\/span><\/p>\n<\/div>\n<div id=\"sdfootnote13\">\n<p class=\"sdfootnote-western\"><a class=\"sdfootnotesym\" href=\"#sdfootnote13anc\" name=\"sdfootnote13sym\">13<\/a><span style=\"font-size: small\"> &#8211; Maiores informa\u00e7\u00f5es sobre a Rede NEPerma Brasil, outros n\u00facleos e trabalhos desenvolvidos est\u00e3o dispon\u00edveis em <\/span><a class=\"western\" href=\"https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/bem-vindo\/\"><span style=\"color: #1155cc\"><span style=\"font-size: small\"><u>https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/bem-vindo\/<\/u><\/span><\/span><\/a><\/p>\n<\/div>\n<div id=\"sdfootnote14\"><a class=\"sdfootnotesym\" href=\"#sdfootnote14anc\" name=\"sdfootnote14sym\">14<\/a> &#8211; Uma semana antes de fecharmos esse texto, tivemos a alegria de formar Rose Mary como permacultora junto conosco, estudantes e professoras do Sete Cascas durante o IV Curso de Planejamento em Permacultura para a Academia realizado em Agosto pela Rede NEPerma na Universidade Federal do Oeste da Bahia em Barreiras &#8211; BA.<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Growing agroecology and permaculture at the university: harvest against coloniality thinking and sustainability FERNANDES, Let\u00edcia Magalh\u00e3es1,2,; CARA, Patr\u00edcia Ara\u00fajo de Abreu 1 ; \u00a0 MADERI, Talita Ruas1,3; FIGUEIREDO, Priscila Silva de 1,4 Submetido em 21mar2023, Aceito em 19ago2024 Revis\u00e3o por: Antonio Augusto Alves Pereira, Marcia Gilmara Marian Vieira e Francisca Pereira dos Santos DOI: https:\/\/doi.org\/10.5281\/zenodo.14751285 [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"issuem_issue":[],"issuem_issue_categories":[],"issuem_issue_tags":[],"coauthors":[2],"class_list":["post-222","article","type-article","status-publish","format-standard","hentry"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/revistaperma\/wp-json\/wp\/v2\/article\/222","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/revistaperma\/wp-json\/wp\/v2\/article"}],"about":[{"href":"https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/revistaperma\/wp-json\/wp\/v2\/types\/article"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/revistaperma\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/revistaperma\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=222"}],"version-history":[{"count":12,"href":"https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/revistaperma\/wp-json\/wp\/v2\/article\/222\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":368,"href":"https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/revistaperma\/wp-json\/wp\/v2\/article\/222\/revisions\/368"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/revistaperma\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=222"}],"wp:term":[{"taxonomy":"issuem_issue","embeddable":true,"href":"https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/revistaperma\/wp-json\/wp\/v2\/issuem_issue?post=222"},{"taxonomy":"issuem_issue_categories","embeddable":true,"href":"https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/revistaperma\/wp-json\/wp\/v2\/issuem_issue_categories?post=222"},{"taxonomy":"issuem_issue_tags","embeddable":true,"href":"https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/revistaperma\/wp-json\/wp\/v2\/issuem_issue_tags?post=222"},{"taxonomy":"author","embeddable":true,"href":"https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/revistaperma\/wp-json\/wp\/v2\/coauthors?post=222"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}