{"id":187,"date":"2024-09-30T11:54:58","date_gmt":"2024-09-30T14:54:58","guid":{"rendered":"https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/revistaperma\/?post_type=article&#038;p=187"},"modified":"2025-02-04T19:12:51","modified_gmt":"2025-02-04T22:12:51","slug":"e21202402","status":"publish","type":"article","link":"https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/revistaperma\/article\/e21202402\/","title":{"rendered":"Ch\u00e1cara Clara Noite de Sol: estrutura\u00e7\u00e3o de uma unidade familiar e produtiva com base nos princ\u00edpios da permacultura"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em><strong>Clara Noite de Sol small farm: structuring a family and productive unit based on the principles of permaculture<\/strong><\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/orcid.org\/0009-0001-1437-296X\"><\/a> CONCEI\u00c7\u00c3O, Juliana Justo<sup><a href=\"#sdfootnote1sym\" id=\"sdfootnote1anc\"><sup>1<\/sup><\/a><\/sup>; <a href=\"https:\/\/orcid.org\/0000-0002-2242-5566\"><\/a> PEREIRA, Antonio Augusto Alves<sup><a href=\"#sdfootnote2sym\" id=\"sdfootnote2anc\"><sup>2<\/sup><\/a><\/sup><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>Submetido em 17dez2023, aceito em 15jul2024.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>Avaliado por Vin\u00edcius Pereira de Souza e Marcelo Venturi<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>DOI: <\/em><a href=\"https:\/\/doi.org\/10.5281\/zenodo.14751281\"><em>https:\/\/doi.org\/10.5281\/zenodo.14751281<\/em><\/a><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table is-style-regular\">\n<table class=\"has-fixed-layout\">\n<tbody>\n<tr>\n<td><strong>Resumo:<\/strong> Florian\u00f3polis, capital do estado de Santa Catarina, \u00e9 uma cidade litor\u00e2nea tur\u00edstica situada no sul do Brasil. Ratones \u00e9 um de seus distritos que ainda mant\u00e9m as atividades agr\u00edcolas e o modo de viver do campo. Com o avan\u00e7o da urbaniza\u00e7\u00e3o, o rural se misturou ao urbano em Ratones, e as atividades agr\u00edcolas remanescentes se aliaram aos servi\u00e7os tur\u00edsticos. O objetivo deste relato de experi\u00eancia \u00e9 a descri\u00e7\u00e3o da concep\u00e7\u00e3o da unidade familiar e produtiva Ch\u00e1cara Clara Noite de Sol, tendo por base os 12 princ\u00edpios da permacultura, a partir dos quais buscou-se viabilizar a atividade econ\u00f4mica por meio da produ\u00e7\u00e3o de cogumelos e da educa\u00e7\u00e3o ambiental, priorizando a autonomia e a qualidade de vida. <br \/><strong>Palavras-chave<\/strong>: Princ\u00edpios da permacultura; transi\u00e7\u00e3o rural-urbano; cultivo de cogumelos; educa\u00e7\u00e3o ambiental.<\/td>\n<td><strong>Abstract<\/strong>: Florian\u00f3polis, capital of the state of Santa Catarina, is a coastal tourist city located in southern Brazil. Ratones is one of its districts that still maintains agricultural activities and the rural way of living. With the advancement of urbanization, the rural mixed with the urban in Ratones, and the remaining agricultural activities were combined with tourist services. The objective of this experience report is to describe the conception of the family and productive unit Ch\u00e1cara Clara Noite de Sol, based on the 12 principles of permaculture, from which we sought to make economic activity viable through the production of mushrooms and environmental education, prioritizing autonomy and quality of life. <br \/><strong>Keywords<\/strong>: Permaculture design principles; rural-urban transition; mushroom cultivation; environmental education.<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<\/figure>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\">Introdu\u00e7\u00e3o<\/h1>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Florian\u00f3polis, capital do estado de Santa Catarina, est\u00e1 situada majoritariamente na Ilha de Santa Catarina, famosa pelo turismo, setor que influencia fortemente sua economia e ao qual veio se somar nas \u00faltimas d\u00e9cadas o setor de tecnologia da informa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No s\u00e9culo XIX Florian\u00f3polis era uma cidade com forte presen\u00e7a de atividades agr\u00edcola, pastoril e pesqueira. O processo de moderniza\u00e7\u00e3o da cidade iniciou-se no s\u00e9culo XX, e tudo que representava o rural passou a ser visto como algo a ser superado, levando os agricultores e pescadores a venderem suas terras e mudarem suas atividades. Nesse contexto, em 2014 o munic\u00edpio passou a ser totalmente urbano perante a legisla\u00e7\u00e3o, com a cria\u00e7\u00e3o do Plano Diretor que extinguiu o macrozoneamento rural da cidade (Florian\u00f3polis, 2014). Por\u00e9m, o processo de urbaniza\u00e7\u00e3o n\u00e3o conseguiu apagar suas ra\u00edzes, sendo ainda hoje poss\u00edvel encontrar in\u00fameros movimentos rurais pelo munic\u00edpio, com a ruralidade tradicional transformada pela necessidade das trocas com o urbano (Ferreira, 2018). Este movimento rural ganhou for\u00e7a com a aprova\u00e7\u00e3o da Lei 10.392\/2018 (Florian\u00f3polis, 2018), que cita:<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As pr\u00e1ticas agroecol\u00f3gicas dever\u00e3o contemplar a melhoria das condi\u00e7\u00f5es alimentares e de sa\u00fade, de lazer, de saneamento, valoriza\u00e7\u00e3o da cultura, intera\u00e7\u00e3o comunit\u00e1ria, educa\u00e7\u00e3o ambiental formal e n\u00e3o formal, cuidado com o meio ambiente, fun\u00e7\u00e3o social do uso do solo, gera\u00e7\u00e3o de emprego e renda, agroecoturismo, melhoria urban\u00edstica da cidade e sustentabilidade, conserva\u00e7\u00e3o de recursos h\u00eddricos e nascentes, respeitados os ciclos de renova\u00e7\u00e3o do meio ambiente.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A Ch\u00e1cara Clara Noite de Sol \u00e9 um espa\u00e7o de vida que tem como atividade econ\u00f4mica principal, a produ\u00e7\u00e3o de cogumelos comest\u00edveis e tamb\u00e9m o turismo educativo, promovendo a visita\u00e7\u00e3o ao processo produtivo dos cogumelos, degusta\u00e7\u00e3o e venda de produtos. O objetivo deste relato de experi\u00eancia \u00e9 a apresenta\u00e7\u00e3o da concep\u00e7\u00e3o espacial e estrutural da Ch\u00e1cara Clara Noite de Sol, elaborada com base nos princ\u00edpios da permacultura, entendidos como um m\u00e9todo de organiza\u00e7\u00e3o que pode ser aplicado em qualquer a\u00e7\u00e3o de planejamento, tanto de pessoas, quanto de lugares e comunidades, desde que estas estejam comprometidas em trabalhar para um futuro sustent\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\">Referencial Te\u00f3rico<\/h1>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Krebs &amp; Bach (2018) comentam que o conceito de permacultura surgiu da combina\u00e7\u00e3o das palavras \u201cpermanente\u201d e \u201cagricultura\u201d, e contempla um sistema de design, bem como um quadro de melhores pr\u00e1ticas para a cria\u00e7\u00e3o e gest\u00e3o de agroecossistemas sustent\u00e1veis e resilientes. Segundo estes autores, David Holmgren define a permacultura como \u201cpaisagens conscientemente projetadas, que imitam os padr\u00f5es e rela\u00e7\u00f5es encontradas na natureza, ao mesmo tempo que produzem uma abund\u00e2ncia de alimentos, fibras e energia para o atendimento das necessidades locais\u201d. Afirmam ainda que:<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Apesar da permacultura ter come\u00e7ado como um m\u00e9todo de agricultura sustent\u00e1vel, ela evoluiu para se tornar um processo de<em>design<\/em>hol\u00edstico para (ecos) sistemas complexos e hoje tamb\u00e9m \u00e9 utilizada para projetar sistemas sociais (tradu\u00e7\u00e3o nossa).<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Henfrey (2018) apresenta a permacultura com um sistema para a concep\u00e7\u00e3o e cria\u00e7\u00e3o de habitats humanos, organiza\u00e7\u00f5es e projetos enraizados na \u00e9tica da sustentabilidade, do bem-estar e da equidade. Spangler et al. (2021) entendem que a estrutura de design baseada em solu\u00e7\u00f5es da permacultura apresenta potencial transformador, trabalhando para integrar holisticamente os sistemas naturais e humanos em dire\u00e7\u00e3o a uma sociedade mais justa. Para estes autores, a permacultura n\u00e3o \u00e9 um conjunto estagnado de regras, mas \u201cuma estrutura de design criadora de potencial, baseada na \u00e9tica e operacionalizada por princ\u00edpios segundo os quais as a\u00e7\u00f5es s\u00e3o importantes para promover mudan\u00e7as sociais e ecol\u00f3gicas positivas (tradu\u00e7\u00e3o nossa)\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A permacultura busca o equil\u00edbrio apoiando-se nos pilares social, ambiental e econ\u00f4mico, por meio de tr\u00eas \u00e9ticas fundamentais. O cuidado com a terra e o cuidado com as pessoas s\u00e3o sempre os dois primeiros, mas ao longo dos anos de desenvolvimento da permacultura, tem havido m\u00faltiplas interpreta\u00e7\u00f5es sobre qual \u00e9 a terceira \u00e9tica da permacultura. Dixon &amp; Spotten (2014) afirmam que as pessoas dependem da terra, pois s\u00e3o um subconjunto do nosso planeta, n\u00e3o independentes dele. Sem a terra (e o cuidado com a terra) ou as pessoas (e o cuidado com as pessoas), n\u00e3o haver\u00e1 futuro para nenhum deles. Ent\u00e3o, cuidar do futuro repousa nas duas primeiras \u00e9ticas da permacultura, o que nos permite ver mais claramente a rela\u00e7\u00e3o entre estes tr\u00eas elementos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As tr\u00eas \u00e9ticas da permacultura s\u00e3o a base para os doze princ\u00edpios de planejamento, conforme ilustra a . Estes princ\u00edpios foram essenciais para a concep\u00e7\u00e3o do espa\u00e7o descrito no decorrer deste texto, procurando relacion\u00e1-los com a descri\u00e7\u00e3o do ambiente f\u00edsico e da hist\u00f3ria do local, entrela\u00e7ada com a hist\u00f3ria das permacultoras.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\">A experi\u00eancia<\/h1>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A Ch\u00e1cara Clara Noite de Sol, de quase 5.000 m2, est\u00e1 localizada no Bairro Ratones, em Florian\u00f3polis\/SC e tem como sentido ser uma unidade de vida comprometida com a educa\u00e7\u00e3o ambiental e a produ\u00e7\u00e3o agroecol\u00f3gica em pequena escala. As permacultoras que administram e residem na propriedade comentam que a agricultura foi uma escolha de vida, pois ambas nasceram em \u00e1reas urbanas e possuem forma\u00e7\u00e3o em Ci\u00eancias Biol\u00f3gicas e Design, respectivamente. Ressalte-se que seus v\u00ednculos com a agricultura eram muito distantes at\u00e9 o primeiro contato com a Permacultura, que ocorreu no ano de 2014.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large is-resized is-style-default\"><img decoding=\"async\" width=\"700\" height=\"686\" src=\"https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/revistaperma\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2024\/09\/figura01-700x686.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-191\" style=\"width:576px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/revistaperma\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2024\/09\/figura01-700x686.png 700w, https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/revistaperma\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2024\/09\/figura01-300x294.png 300w, https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/revistaperma\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2024\/09\/figura01-768x753.png 768w, https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/revistaperma\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2024\/09\/figura01.png 924w\" sizes=\"(max-width: 700px) 100vw, 700px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Figura 1: As \u00e9ticas e os doze princ\u00edpios de planejamento da permacultura (NEPerma\/UFSC, 2024).<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A concep\u00e7\u00e3o da ch\u00e1cara como espa\u00e7o produtivo foi elaborada no decorrer de intera\u00e7\u00f5es com a paisagem e com a comunidade e \u00e9 apresentada neste texto em ordem cronol\u00f3gica, relacionando-se com a trajet\u00f3ria de vida e os princ\u00edpios permaculturais considerados no planejamento da unidade.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O ano de 2015 foi um per\u00edodo de aprendizados e transi\u00e7\u00e3o para a vida rural, durante o qual houve participa\u00e7\u00e3o em diversos cursos e imers\u00f5es sobre permacultura. Trabalharam organizando o curso itinerante de Agricultura Org\u00e2nica oferecido pela Agr\u00f4noma Dalva Sofia Schuch, intitulado \u201cJardins Comest\u00edveis &#8211; A Arte de Plantar, Alimentar e Conviver\u201d e tiveram a oportunidade de migrar para a propriedade, fruto de uma aquisi\u00e7\u00e3o da fam\u00edlia. Quando Leilen e Juliana chegaram ao local, alguns elementos j\u00e1 existiam na paisagem, conforme mostra a Figura 2.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"567\" height=\"336\" src=\"https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/revistaperma\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2024\/09\/figura02.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-193\" srcset=\"https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/revistaperma\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2024\/09\/figura02.png 567w, https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/revistaperma\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2024\/09\/figura02-300x178.png 300w\" sizes=\"(max-width: 567px) 100vw, 567px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Figura 2: Croqui da Ch\u00e1cara Clara Noite de Sol (Fonte: (Concei\u00e7\u00e3o, 2022).<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os dois primeiros anos vivendo na propriedade foram marcados principalmente pela observa\u00e7\u00e3o constante, objetivando uma leitura correta da paisagem. Uma das percep\u00e7\u00f5es mais marcantes, e foi determinante para o planejamento, \u00e9 que a ch\u00e1cara Clara Noite de Sol possui um setor sujeito a inunda\u00e7\u00f5es pelo rio Ratones. Durante a primavera e o ver\u00e3o \u00e9 comum a inunda\u00e7\u00e3o de quase 50% da propriedade, deixando secas apenas as \u00e1reas onde est\u00e3o localizadas as estruturas constru\u00eddas (Figura 3).<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"567\" height=\"336\" src=\"https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/revistaperma\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2024\/09\/figura03.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-194\" srcset=\"https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/revistaperma\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2024\/09\/figura03.png 567w, https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/revistaperma\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2024\/09\/figura03-300x178.png 300w\" sizes=\"(max-width: 567px) 100vw, 567px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Figura 3: \u00c1rea de inunda\u00e7\u00e3o do rio Ratones (Fonte: Concei\u00e7\u00e3o, 2022).<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A Figura 4 mostra uma compila\u00e7\u00e3o de imagens que registra o alagamento que aconteceu em 2018. \u00c0 esquerda est\u00e1 registrado o n\u00edvel habitual do a\u00e7ude, enquanto \u00e0 direita est\u00e1 registrado o n\u00edvel da \u00e1gua durante as chuvas.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"485\" height=\"485\" src=\"https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/revistaperma\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2024\/09\/figura04.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-196\" srcset=\"https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/revistaperma\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2024\/09\/figura04.png 485w, https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/revistaperma\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2024\/09\/figura04-300x300.png 300w, https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/revistaperma\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2024\/09\/figura04-150x150.png 150w\" sizes=\"(max-width: 485px) 100vw, 485px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Figura 4: Registro do alagamento de 2018 (Fonte:<br>Concei\u00e7\u00e3o, 2022).<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><img decoding=\"async\" width=\"100%\" height=\"auto\" src=\"\">Para evitar o assoreamento do rio, a eros\u00e3o do solo e a lixivia\u00e7\u00e3o de nutrientes, iniciou-se o plantio de \u00e1rvores nativas nas margens do rio Ratones, reflorestando a mata ciliar. Esta a\u00e7\u00e3o levou \u00e0 caracteriza\u00e7\u00e3o desta \u00e1rea como <strong>zona 4<\/strong>, tendo em mente que com o passar do tempo a zona 4 desapareceria, sendo totalmente incorporada \u00e0 <strong>zona 5<\/strong> (Figura 5).<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" width=\"700\" height=\"394\" src=\"https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/revistaperma\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2024\/09\/figura05-700x394.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-199\" srcset=\"https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/revistaperma\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2024\/09\/figura05-700x394.png 700w, https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/revistaperma\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2024\/09\/figura05-300x169.png 300w, https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/revistaperma\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2024\/09\/figura05-768x432.png 768w, https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/revistaperma\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2024\/09\/figura05-600x338.png 600w, https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/revistaperma\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2024\/09\/figura05.png 1247w\" sizes=\"(max-width: 700px) 100vw, 700px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Figura 5: Mata ciliar e rio Ratones margeando a ch\u00e1cara (Fonte: Concei\u00e7\u00e3o,<br>2022).<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A percep\u00e7\u00e3o de que o alagamento \u00e9 um padr\u00e3o do local exemplifica o princ\u00edpio que prop\u00f5e a constante <strong>observa\u00e7\u00e3o e intera\u00e7\u00e3o<\/strong> com a natureza e alerta para que permacultores estejam sempre atentos para reavaliar o planejamento inicial. A partir dessa constata\u00e7\u00e3o, a concep\u00e7\u00e3o tomou por base a preven\u00e7\u00e3o \u00e0 ocorr\u00eancia de eventos extremos, neste caso, especificamente o risco de inunda\u00e7\u00e3o do terreno, focando maior quantidade de energia nas \u00e1reas secas distantes do rio (Figura 6).<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"567\" height=\"336\" src=\"https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/revistaperma\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2024\/09\/figura06.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-200\" srcset=\"https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/revistaperma\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2024\/09\/figura06.png 567w, https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/revistaperma\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2024\/09\/figura06-300x178.png 300w\" sizes=\"(max-width: 567px) 100vw, 567px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Figura 6: Zoneamento energ\u00e9tico da Ch\u00e1cara Clara Noite de Sol (Fonte: Concei\u00e7\u00e3o, 2022).<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Com inspira\u00e7\u00e3o no princ\u00edpio <strong>Obtenha rendimentos<\/strong>, que incentiva a produ\u00e7\u00e3o de rendimentos atrav\u00e9s do prov\u00e9rbio \u201cVoc\u00ea n\u00e3o pode trabalhar de est\u00f4mago vazio\u201d (Holmgren, 2013), definiu-se a educa\u00e7\u00e3o ambiental e o turismo rural como as primeiras atividades econ\u00f4micas do espa\u00e7o. A ch\u00e1cara tem uma \u00e1rea muito pequena, de modo que n\u00e3o h\u00e1 como produzir alimentos em quantidade expressiva para alimentar a fam\u00edlia. Por essa raz\u00e3o, a estrat\u00e9gia adotada pelas permacultoras para sua seguran\u00e7a alimentar foi a obten\u00e7\u00e3o de recursos que permitissem adquirir alimentos produzidos pela comunidade.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A casa e um dos galp\u00f5es existentes foram reformados internamente para abrigar a fam\u00edlia, caracterizando a <strong>zona zero<\/strong>; outros dois galp\u00f5es foram reformados para abrigar os espa\u00e7os produtivos de cogumelos, sendo o primeiro caracterizado como <strong>zona 1<\/strong> devido \u00e0 necessidade de visitas di\u00e1rias e o outro galp\u00e3o caracterizado como <strong>zona 2<\/strong>, destinado para atividades tur\u00edsticas eventuais.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Durante alguns anos o espa\u00e7o foi compartilhado com outros profissionais para oferecimento de cursos, oficinas e viv\u00eancias para a comunidade, utilizando a infraestrutura dos galp\u00f5es. Com este objetivo foi constru\u00eddo um quarto para hospedagem utilizando t\u00e9cnicas de bioconstru\u00e7\u00e3o e materiais em abund\u00e2ncia no local, tais como bambu, janelas e portas provenientes de demoli\u00e7\u00f5es. A Figura 7 \u00e9 um registro da etapa da bioconstru\u00e7\u00e3o com a participa\u00e7\u00e3o da comunidade e a Figura 8 mostra o resultado finalizado.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" width=\"700\" height=\"394\" src=\"https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/revistaperma\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2024\/09\/figura07-700x394.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-202\" srcset=\"https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/revistaperma\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2024\/09\/figura07-700x394.png 700w, https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/revistaperma\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2024\/09\/figura07-300x169.png 300w, https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/revistaperma\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2024\/09\/figura07-768x432.png 768w, https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/revistaperma\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2024\/09\/figura07-600x338.png 600w, https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/revistaperma\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2024\/09\/figura07.png 1190w\" sizes=\"(max-width: 700px) 100vw, 700px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Figura 7: Bioconstru\u00e7\u00e3o sendo feita com a participa\u00e7\u00e3o da comunidade<br>(Fonte: Concei\u00e7\u00e3o, 2022).<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" width=\"700\" height=\"414\" src=\"https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/revistaperma\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2024\/09\/figura08-700x414.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-204\" srcset=\"https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/revistaperma\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2024\/09\/figura08-700x414.png 700w, https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/revistaperma\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2024\/09\/figura08-300x177.png 300w, https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/revistaperma\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2024\/09\/figura08-768x454.png 768w, https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/revistaperma\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2024\/09\/figura08.png 993w\" sizes=\"(max-width: 700px) 100vw, 700px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Figura 8: Bioconstru\u00e7\u00e3o finalizada (Fonte: Concei\u00e7\u00e3o, 2022).<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A decis\u00e3o de sempre aproveitar os materiais dispon\u00edveis \u00e9 um exemplo do princ\u00edpio <strong>Use e valorize os servi\u00e7os e recursos renov\u00e1veis<\/strong>. Com o advento da pandemia de coronav\u00edrus, no ano de 2020, a hospedaria teve sua fun\u00e7\u00e3o transformada, primeiramente como um ber\u00e7\u00e1rio de fungos, e posteriormente como escrit\u00f3rio, uma sequ\u00eancia de mudan\u00e7as que, por fim, acabou favorecendo o fluxo de energia na propriedade, exemplificando o princ\u00edpio <strong>Pratique a autorregula\u00e7\u00e3o e aceite retornos,<\/strong> que incentiva o <strong>uso da criatividade na resposta \u00e0s mudan\u00e7as<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em 2017 iniciou o envolvimento das permacultoras com a comunidade atrav\u00e9s da participa\u00e7\u00e3o na Feira \u201cRatonarte\u201d, organizada pela associa\u00e7\u00e3o dos moradores do bairro (AMORA), realizada em sua sede com frequ\u00eancia mensal (Figura 9).<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" width=\"700\" height=\"394\" src=\"https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/revistaperma\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2024\/09\/figura09-700x394.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-206\" srcset=\"https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/revistaperma\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2024\/09\/figura09-700x394.png 700w, https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/revistaperma\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2024\/09\/figura09-300x169.png 300w, https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/revistaperma\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2024\/09\/figura09-768x432.png 768w, https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/revistaperma\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2024\/09\/figura09-600x338.png 600w, https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/revistaperma\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2024\/09\/figura09.png 905w\" sizes=\"(max-width: 700px) 100vw, 700px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Figura 9: Participa\u00e7\u00e3o em feiras comunit\u00e1rias (Fonte: Concei\u00e7\u00e3o, 2022).<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Este enlace entre as duas organiza\u00e7\u00f5es demonstra claramente o quanto as Estruturas Invis\u00edveis sustentam e conduzem as escolhas nesta jornada rumo ao desenvolvimento rural sustent\u00e1vel, e serve como um exemplo do princ\u00edpio <strong>Integre ao inv\u00e9s de segregar<\/strong>, ensinando o quanto a complexidade dos relacionamentos contribui para um futuro mais harmonioso entre todos os seres, por meio de rela\u00e7\u00f5es de coopera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O planejamento detalhado da produ\u00e7\u00e3o de cogumelos tamb\u00e9m foi realizado seguindo o m\u00e9todo da permacultura, de modo que as diferentes etapas da produ\u00e7\u00e3o foram dispostas seguindo dois crit\u00e9rios: (1) conforme suas necessidades clim\u00e1ticas em rela\u00e7\u00e3o aos microclimas existentes na propriedade, e (2) conforme a demanda de energia que cada etapa exige, em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 dist\u00e2ncia da casa. As principais estruturas da produ\u00e7\u00e3o de cogumelos comest\u00edveis est\u00e3o situadas nas <strong>zonas 1 e 2<\/strong>, pois a colheita \u00e9 di\u00e1ria e a produ\u00e7\u00e3o tem frequ\u00eancia semanal, demandando grande energia. A Figura 10 ilustra o fluxo de energia entre as \u00e1reas, iniciando no estoque de serragem, a qual \u00e9 a principal mat\u00e9ria-prima utilizada.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" width=\"700\" height=\"493\" src=\"https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/revistaperma\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2024\/09\/figura10-700x493.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-208\" srcset=\"https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/revistaperma\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2024\/09\/figura10-700x493.png 700w, https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/revistaperma\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2024\/09\/figura10-300x211.png 300w, https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/revistaperma\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2024\/09\/figura10-768x541.png 768w, https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/revistaperma\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2024\/09\/figura10.png 861w\" sizes=\"(max-width: 700px) 100vw, 700px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Figura 10: Fluxo de energia na propriedade: (1) Recep\u00e7\u00e3o de material e visitantes, escrit\u00f3rio e dep\u00f3sito de substrato; (2) Laborat\u00f3rio, ber\u00e7\u00e1rio, sala de frutifica\u00e7\u00e3o e sala de p\u00f3s-colheita; (3A) Zona de compostagem do substrato descartado; (3B) Sala de embalagem.<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os galp\u00f5es foram utilizados para abrigar as diversas etapas dessa produ\u00e7\u00e3o prim\u00e1ria, e os materiais utilizados para a reforma destas estruturas tamb\u00e9m foram provenientes de demoli\u00e7\u00f5es, como, por exemplo, telhas de alum\u00ednio que foram transformadas em paredes t\u00e9rmicas, bem como janelas, vidros e portas, as quais possibilitaram a entrada de luz natural, reduzindo assim a depend\u00eancia energ\u00e9tica. A reutiliza\u00e7\u00e3o de materiais de demoli\u00e7\u00e3o \u00e9 um exemplo de uso do princ\u00edpio <strong>N\u00e3o produza desperd\u00edcios<\/strong>. A Figura 11 mostra a vista lateral de um dos galp\u00f5es, que foi reformado e hoje abriga as salas da produ\u00e7\u00e3o de cogumelos.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" width=\"700\" height=\"393\" src=\"https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/revistaperma\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2024\/09\/figura11-700x393.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-210\" srcset=\"https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/revistaperma\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2024\/09\/figura11-700x393.png 700w, https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/revistaperma\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2024\/09\/figura11-300x169.png 300w, https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/revistaperma\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2024\/09\/figura11-768x432.png 768w, https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/revistaperma\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2024\/09\/figura11-600x338.png 600w, https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/revistaperma\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2024\/09\/figura11.png 902w\" sizes=\"(max-width: 700px) 100vw, 700px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Figura 11: Galp\u00e3o reformado, abrigando as salas da produ\u00e7\u00e3o de<br>cogumelos (Fonte: Concei\u00e7\u00e3o, 2022).<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A capacidade de produ\u00e7\u00e3o de cogumelos \u00e9 pequena e focada no abastecimento local por meio de vendas diretas nas feiras do bairro, entregas em domic\u00edlio e retiradas diretas pelos clientes na ch\u00e1cara, possibilitando que as permacultoras realizem todas as etapas do processo produtivo e tenham autonomia nas decis\u00f5es em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 origem e qualidade dos insumos. Tamb\u00e9m permite que tenham a capacidade de compartilhar o aprendizado com a comunidade por meio de visita\u00e7\u00f5es que aproximam os habitantes urbanos da realidade rural. Esta op\u00e7\u00e3o pela pequena escala representa a longo prazo a busca de resili\u00eancia e mostra a aplica\u00e7\u00e3o do princ\u00edpio <strong>Use solu\u00e7\u00f5es pequenas e lentas<\/strong>, no planejamento de um projeto equilibrado. Outra estrat\u00e9gia cl\u00e1ssica da permacultura empregada foi a decis\u00e3o de cultivar esp\u00e9cies de cogumelos diversificados e sazonais, ou seja, esp\u00e9cies adaptadas ao clima da regi\u00e3o conforme a esta\u00e7\u00e3o do ano, estimulando o <strong>uso e a valoriza\u00e7\u00e3o da diversidade.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Assim, ao longo do ano s\u00e3o cultivadas de oito a dez esp\u00e9cies de cogumelos comest\u00edveis, variando sazonalmente. Esta decis\u00e3o diminui o gasto energ\u00e9tico com climatiza\u00e7\u00e3o, pois a temperatura ideal para cada esp\u00e9cie \u00e9 naturalmente fornecida pelas caracter\u00edsticas da esta\u00e7\u00e3o em vigor. Dessa forma, controla-se apenas a umidade da estufa por meio de sensores que acionam a umidifica\u00e7\u00e3o do ambiente apenas quando \u00e9 necess\u00e1rio, o que incentiva a <strong>capta\u00e7\u00e3o e o armazenamento de energia<\/strong>, e tamb\u00e9m a redu\u00e7\u00e3o do n\u00edvel de depend\u00eancia energ\u00e9tica. A Figura 12 mostra a diversidade de cogumelos da esta\u00e7\u00e3o, com as esp\u00e9cies cultivadas durante o outono.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" width=\"700\" height=\"394\" src=\"https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/revistaperma\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2024\/09\/figura12-700x394.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-212\" srcset=\"https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/revistaperma\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2024\/09\/figura12-700x394.png 700w, https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/revistaperma\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2024\/09\/figura12-300x169.png 300w, https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/revistaperma\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2024\/09\/figura12-768x432.png 768w, https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/revistaperma\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2024\/09\/figura12-600x338.png 600w, https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/revistaperma\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2024\/09\/figura12.png 1098w\" sizes=\"(max-width: 700px) 100vw, 700px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Figura 12: Diversidade de cogumelos do outono (Fonte: Concei\u00e7\u00e3o, 2022).<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na permacultura busca-se integrar todos os elementos da paisagem, de forma que a necessidade de um elemento seja atendida por outro, com vistas \u00e0 <strong>autorregula\u00e7\u00e3o<\/strong>. Considerando este princ\u00edpio, buscou-se integrar o elemento cogumelo aos outros elementos da paisagem. O sombreamento necess\u00e1rio \u00e9 atendido pelo bambuzal localizado ao norte da propriedade e a elevada umidade \u00e9 atendida pela proximidade com o rio e com o a\u00e7ude, complementada por um sistema de umidifica\u00e7\u00e3o ultrass\u00f4nica.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A principal mat\u00e9ria-prima necess\u00e1ria ao cultivo dos cogumelos \u00e9 o material ligno-celul\u00f3sico, que, em forma de serragem de eucalipto, prov\u00e9m de serrarias da regi\u00e3o. A demanda por farelos nitrogenados atualmente \u00e9 um dos maiores custos da produ\u00e7\u00e3o, e prov\u00e9m de fora. Por\u00e9m, entende-se que poderia ser pesquisado o atendimento local deste insumo pela utiliza\u00e7\u00e3o de um concentrado proteico obtido das plantas aqu\u00e1ticas que proliferam naturalmente no a\u00e7ude localizado na <strong>zona 3<\/strong>, o que tamb\u00e9m atenderia a recorrente necessidade de manuten\u00e7\u00e3o do reservat\u00f3rio. As plantas aqu\u00e1ticas presentes s\u00e3o <em>Pistia stratiotes<\/em>, conhecida popularmente como alface-d\u2019\u00e1gua e <em>Eichhornia crassipes<\/em>, conhecida popularmente como aguap\u00e9 (Figura 13).<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" width=\"700\" height=\"394\" src=\"https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/revistaperma\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2024\/09\/figura13-700x394.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-214\" srcset=\"https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/revistaperma\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2024\/09\/figura13-700x394.png 700w, https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/revistaperma\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2024\/09\/figura13-300x169.png 300w, https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/revistaperma\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2024\/09\/figura13-768x432.png 768w, https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/revistaperma\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2024\/09\/figura13-600x338.png 600w, https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/revistaperma\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2024\/09\/figura13.png 1136w\" sizes=\"(max-width: 700px) 100vw, 700px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Figura 13: A\u00e7ude com plantas aqu\u00e1ticas (Fonte: Concei\u00e7\u00e3o, 2022).<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Segundo Martins et al. (2011), o teor de prote\u00edna do aguap\u00e9 \u00e9 superior ao encontrado em outros vegetais e produtos de origem vegetal, tais como farinha de soja, indicando que o concentrado proteico dessa planta aqu\u00e1tica poderia ser utilizado na suplementa\u00e7\u00e3o do substrato para cultivo de cogumelos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O relato sobre os desafios enfrentados, vendo-os como oportunidades, remete ao princ\u00edpio <strong>Use as bordas e valorize elementos marginais<\/strong>, que nos incentiva a enxergar solu\u00e7\u00f5es nas limita\u00e7\u00f5es aparentes. Holmgren (2007) descreve que: \u201cum planejamento que percebe o limite como uma oportunidade e n\u00e3o como um problema tem maiores chances de sucesso e adapta\u00e7\u00e3o\u201d. Consequentemente, a limita\u00e7\u00e3o de espa\u00e7o e da for\u00e7a de trabalho, que foi um dos desafios dessa hist\u00f3ria, apresenta-se como um convite para direcionar energia em cuidar do futuro, compartilhando o conhecimento colocado em pr\u00e1tica e aprimorado com a experi\u00eancia. Considerando que as trocas com a comunidade s\u00e3o as bordas da propriedade, a grande riqueza dos elementos marginais estaria justamente na proposta tur\u00edstica, por meio da qual as permacultoras t\u00eam a oportunidade de sensibilizar outras pessoas, a partir do princ\u00edpio <strong>Integre ao inv\u00e9s de segregar<\/strong>, do princ\u00edpio <strong>Use e valorize a diversidade<\/strong> e do princ\u00edpio <strong>Pratique a autorregula\u00e7\u00e3o e aceite retornos<\/strong>. Visto que o conhecimento \u00e9 um recurso renov\u00e1vel, pois n\u00e3o se esgota e s\u00f3 aumenta conforme \u00e9 compartilhado, atende-se ao princ\u00edpio <strong>Use e valorize os recursos renov\u00e1veis<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\">Conclus\u00e3o<\/h1>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A partir dos princ\u00edpios da Permacultura percebeu-se ser poss\u00edvel conectar elementos que estavam isolados no sistema, de forma que os insumos necess\u00e1rios para o cultivo fossem oriundos da propriedade ou do munic\u00edpio, diminuindo a depend\u00eancia de energia externa e consequentemente, dos custos de produ\u00e7\u00e3o. Encerrada a etapa de an\u00e1lise e implanta\u00e7\u00e3o, surge a necessidade de realizar testes para verifica\u00e7\u00e3o da viabilidade dos processos, visando praticar a <strong>autorregula\u00e7\u00e3o<\/strong><strong> e o aceit<\/strong><strong>e<\/strong><strong> dos <\/strong><strong>retornos<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Dentro da perspectiva da agricultura urbana e da economia circular, uma possibilidade de projeto futuro seria a an\u00e1lise do uso das plantas aqu\u00e1ticas para a suplementa\u00e7\u00e3o do substrato de cultivo, bem como a an\u00e1lise em conjunto com outros res\u00edduos urbanos de alta disponibilidade.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\">Refer\u00eancias bibliogr\u00e1ficas<\/h1>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Concei\u00e7\u00e3o, J. J. (2022). <em>Conex\u00f5es entre permacultura, fungicultura e turismo rural em Florian\u00f3polis: O caso da ch\u00e1cara clara noite de sol<\/em> [TCC (especializa\u00e7\u00e3o) &#8211; Universidade Federal de Santa Catarina. Centro de Ci\u00eancias da Educa\u00e7\u00e3o. Curso de Especializa\u00e7\u00e3o em Permacultura.]. <a href=\"https:\/\/repositorio.ufsc.br\/handle\/123456789\/235839\">https:\/\/repositorio.ufsc.br\/handle\/123456789\/235839<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Dixon, M., &amp; Spotten, S. (2014, janeiro 24). <em>Future Care<\/em>. Permaculture Productions LLC. <a href=\"https:\/\/permacultureproductions.com\/2014\/01\/future-care\/\">https:\/\/permacultureproductions.com\/2014\/01\/future-care\/<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ferreira, G. C. (2018). <em>O rural e o urbano: Ruralidades, meio ambiente e expans\u00e3o urbana em Florian\u00f3polis<\/em> [Tese (Doutorado), Universidade Federal de Santa Catarina]. <a href=\"https:\/\/repositorio.ufsc.br\/handle\/123456789\/191167?show=full\">https:\/\/repositorio.ufsc.br\/handle\/123456789\/191167?show=full<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Florian\u00f3polis. <em>Lei Complementar n\u00ba482\/2014, de 17 de Janeiro de 2014<\/em>. Institui o Plano Diretor de Urbanismo do Munic\u00edpio de Florian\u00f3polis que disp\u00f5e sobre a Pol\u00edtica de Desenvolvimento Urbano, o Plano de Uso e Ocupa\u00e7\u00e3o, os Instrumentos Urban\u00edsticos e o Sistema de Gest\u00e3o. <a href=\"https:\/\/ipuf.pmf.sc.gov.br\/plano-diretor\/\">https:\/\/ipuf.pmf.sc.gov.br\/plano-diretor\/<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Florian\u00f3polis. <em>Lei n\u00ba 10.392, de 06 de junho de 2018<\/em>. Disp\u00f5e sobre a pol\u00edtica municipal de agroecologia e produ\u00e7\u00e3o org\u00e2nica de Florian\u00f3polis (PMAPO). <a href=\"https:\/\/leismunicipais.com.br\/a\/sc\/f\/florianopolis\/lei-ordinaria\/2018\/1040\/10392\/lei-ordinaria-n-10392-2018-dispoe-sobre-a-politica-municipal-de-agroecologia-e-producao-org-nica-de-florianopolis-pmapo?q=Lei+n%C2%BA+10.392\">https:\/\/leismunicipais.com.br\/a\/sc\/f\/florianopolis\/lei-ordinaria\/2018\/1040\/10392\/lei-ordinaria-n-10392-2018-dispoe-sobre-a-politica-municipal-de-agroecologia-e-producao-org-nica-de-florianopolis-pmapo?q=Lei+n%C2%BA+10.392<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Henfrey, T. (2018). Designing for resilience: Permaculture as a transdisciplinary methodology in applied resilience research. <em>Ecology and Society<\/em>, <em>23<\/em>(2). <a href=\"https:\/\/doi.org\/10.5751\/ES-09916-230233\">https:\/\/doi.org\/10.5751\/ES-09916-230233<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Holmgren, D. (2013). <em>Permacultura: Princ\u00edpios e caminhos al\u00e9m da sustentabilidade<\/em>. Via Sapiens.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Krebs, J., &amp; Bach, S. (2018). Permaculture\u2014Scientific Evidence of Principles for the Agroecological Design of Farming Systems. <em>Sustainability<\/em>, <em>10<\/em>(9), Artigo 9. <a href=\"https:\/\/doi.org\/10.3390\/su10093218\">https:\/\/doi.org\/10.3390\/su10093218<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Martins, D. F. F., Moura, M. D. F. V., Souza, L. D., Camacho, R. G. V., Silva, A. G., &amp; Rocha, L. D. N. G. (2011). Determina\u00e7\u00e3o de nitrog\u00eanio total e prote\u00edna bruta em Eichhornia crassipes presentes no rio Apodi \/ Mossor\u00f3\u2014RN. <em>Peri\u00f3dico Tch\u00ea Qu\u00edmica<\/em>, <em>08<\/em>(15), 7\u201313. <a href=\"https:\/\/doi.org\/10.52571\/PTQ.v8.n15.2011.8_Periodico15_pgs_7_13.pdf\">https:\/\/doi.org\/10.52571\/PTQ.v8.n15.2011.8_Periodico15_pgs_7_13.pdf<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">NEPerma\/UFSC. (2018). O que \u00e9 permacultura? <em>Permacultura UFSC<\/em>. <a href=\"http:\/\/permacultura.ufsc.br\/o-que-e-permacultura\/\">http:\/\/permacultura.ufsc.br\/o-que-e-permacultura\/<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Spangler, K., McCann, R. B., &amp; Ferguson, R. S. (2021). (Re-)Defining Permaculture: Perspectives of Permaculture Teachers and Practitioners across the United States. <em>Sustainability<\/em>, <em>13<\/em>(10), Artigo 10. <a href=\"https:\/\/doi.org\/10.3390\/su13105413\">https:\/\/doi.org\/10.3390\/su13105413<\/a><\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\">Contribui\u00e7\u00f5es<\/h1>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Juliana Justo Concei\u00e7\u00e3o viveu a experi\u00eancia do planejamento permacultural da Ch\u00e1cara Clara Noite de Sol e elaborou o texto base. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Antonio Augusto Alves Pereira orientou a elabora\u00e7\u00e3o do Trabalho de Conclus\u00e3o da primeira autora no Curso de Especializa\u00e7\u00e3o em Permacultura e participou da elabora\u00e7\u00e3o do texto final.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em><a href=\"#sdfootnote1anc\" id=\"sdfootnote1sym\">1<\/a>&#8211; Ch\u00e1cara Clara Noite de Sol, julianajustoconceicao@gmail.com.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em><a href=\"#sdfootnote2anc\" id=\"sdfootnote2sym\">2<\/a> &#8211; Departamento de Engenharia Rural \u2013 CCA\/UFSC, antonio.aap@ufsc.br.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Clara Noite de Sol small farm: structuring a family and productive unit based on the principles of permaculture CONCEI\u00c7\u00c3O, Juliana Justo1; PEREIRA, Antonio Augusto Alves2 Submetido em 17dez2023, aceito em 15jul2024. Avaliado por Vin\u00edcius Pereira de Souza e Marcelo Venturi DOI: https:\/\/doi.org\/10.5281\/zenodo.14751281 Resumo: Florian\u00f3polis, capital do estado de Santa Catarina, \u00e9 uma cidade litor\u00e2nea tur\u00edstica [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"issuem_issue":[],"issuem_issue_categories":[],"issuem_issue_tags":[],"coauthors":[2],"class_list":["post-187","article","type-article","status-publish","format-standard","hentry"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/revistaperma\/wp-json\/wp\/v2\/article\/187","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/revistaperma\/wp-json\/wp\/v2\/article"}],"about":[{"href":"https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/revistaperma\/wp-json\/wp\/v2\/types\/article"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/revistaperma\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/revistaperma\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=187"}],"version-history":[{"count":21,"href":"https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/revistaperma\/wp-json\/wp\/v2\/article\/187\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":367,"href":"https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/revistaperma\/wp-json\/wp\/v2\/article\/187\/revisions\/367"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/revistaperma\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=187"}],"wp:term":[{"taxonomy":"issuem_issue","embeddable":true,"href":"https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/revistaperma\/wp-json\/wp\/v2\/issuem_issue?post=187"},{"taxonomy":"issuem_issue_categories","embeddable":true,"href":"https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/revistaperma\/wp-json\/wp\/v2\/issuem_issue_categories?post=187"},{"taxonomy":"issuem_issue_tags","embeddable":true,"href":"https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/revistaperma\/wp-json\/wp\/v2\/issuem_issue_tags?post=187"},{"taxonomy":"author","embeddable":true,"href":"https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/revistaperma\/wp-json\/wp\/v2\/coauthors?post=187"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}