{"id":145,"date":"2023-12-22T13:36:05","date_gmt":"2023-12-22T16:36:05","guid":{"rendered":"https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/revistaperma\/?post_type=article&#038;p=145"},"modified":"2023-12-23T22:57:00","modified_gmt":"2023-12-24T01:57:00","slug":"editorial","status":"publish","type":"article","link":"https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/revistaperma\/article\/editorial\/","title":{"rendered":"Editorial"},"content":{"rendered":"<h1 class=\"western\">Sem protagonismo nada acontece<\/h1>\n<p>Prezades leitores e permacultores,<\/p>\n<p>Sejam bem-vindes ao primeiro n\u00famero da Revista Perma, um peri\u00f3dico cient\u00edfico-popular que busca a populariza\u00e7\u00e3o da permacultura!<\/p>\n<p>A seguir apresentaremos um breve hist\u00f3rico do desenvolvimento da Revista Perma at\u00e9 chegarmos aqui, e em seguida partilhamos reflex\u00f5es sobre a import\u00e2ncia que damos a esta iniciativa diante dos desafios ecol\u00f3gicos e civilizat\u00f3rios que vivenciamos em nosso tempo.<\/p>\n<p>A constru\u00e7\u00e3o da Revista Perma iniciou em julho de 2017, quando da realiza\u00e7\u00e3o do 1\u00ba Curso de Planejamento em Permacultura para a Academia em Florian\u00f3polis, promovido pelo N\u00facleo de Permacultura da UFSC. Na mesma ocasi\u00e3o foi estabelecida, tamb\u00e9m, a Rede Brasileira de N\u00facleos e Estudos em Permacultura. Os tr\u00e2mites de estrutura\u00e7\u00e3o da Revista iniciam apenas no final de 2018 junto \u00e0 UFSC, mas ficam parados por mais 4 anos e, em 2022, a Revista passa a ser vincula \u00e0s instala\u00e7\u00f5es da Unipampa, onde \u00e9 incorporada ao portal de peri\u00f3dicos daquela institui\u00e7\u00e3o. Com isto, abre-se a primeira chamada para submiss\u00e3o de manuscritos e surge uma s\u00e9rie de desafios t\u00e9cnicos, que culminam com a migra\u00e7\u00e3o dos conte\u00fados da revista da infraestrutura da Unipampa para uma nova, autogestionada pela Rede NEPerma Brasil junto aos servidores da UFSC.<\/p>\n<p>Sem a pretens\u00e3o de seguir as conformidades e exig\u00eancias de um peri\u00f3dico cient\u00edfico convencional, a Revista Perma tem a proposta de integrar e unir os saberes ancestrais e acad\u00eamicos e, para isto, estamos em constante adapta\u00e7\u00e3o para nos comunicar com p\u00fablicos que praticam diferentes linguagens e aspira\u00e7\u00f5es em prol da populariza\u00e7\u00e3o da Permacultura.<\/p>\n<p>Al\u00e9m de n\u00e3o se identificar com o padr\u00e3o de peri\u00f3dico apenas cient\u00edfico, a Revista Perma opera seu fluxo de trabalho de avalia\u00e7\u00e3o dos manuscritos submetidos de forma \u201chorizontal\u201d, aberta, interativa e circular. A sistematiza\u00e7\u00e3o e calibra\u00e7\u00e3o desse processo, tomou tempo consider\u00e1vel da equipe editorial, mas estamos criando uma estrutura robusta para que nosso novo canal de comunica\u00e7\u00e3o tenha muita resili\u00eancia e possa exercer sua tarefa de espa\u00e7o colaborativo de constru\u00e7\u00e3o e partilha de conhecimentos.<\/p>\n<p>No momento em que lan\u00e7amos a primeira florada e colhemos os primeiros frutos da Revista Perma &#8211; nesta primavera silenciosa (Carson, 1962) que \u00e9 uma das mais quentes da \u00faltima d\u00e9cada &#8211; somos imediatamente confrontados com uma verdade ineg\u00e1vel: nossa esp\u00e9cie enfrenta desafios existenciais sem precedentes. O risco de colapso dos sistemas naturais, aquecimento global, cat\u00e1strofes e crimes socioambientais, migra\u00e7\u00f5es em massa, enchentes, refugiados clim\u00e1ticos, n\u00e3o s\u00e3o mais manchetes distantes, e agora est\u00e3o em frente \u00e0 nossa porta (Haraway, 2016; Rockstr\u00f6m et al., 2009).<\/p>\n<p>O calor dos nossos territ\u00f3rios e corpos ecoa o aquecimento do sistema Terra, e a magnitude dos desafios ecol\u00f3gicos e psicossom\u00e1ticos desse cen\u00e1rio pode levar muitas pessoas ao desespero, o que se denomina como ecoansiedade (Suzuki, 2023). Por outro lado, ao inv\u00e9s de ficarmos inertes assistindo ao adoecimento da M\u00e3e Terra, podemos nos inspirar na coragem e atitude proativa dos povos que resistem em culturas de perman\u00eancia nos territ\u00f3rios de Abya Yala (Porto-Gon\u00e7alves, 2009).<\/p>\n<p>Desde onde estamos &#8211; no Brasil &#8211; os povos afropindor\u00e2micos (Dos Santos, 2015) nos ensinam que o enfrentamento a estes desafios pode e precisa ser enraizado na valoriza\u00e7\u00e3o dos modos de vida ancestrais, no amor, no resgate de conhecimentos e valores espirituais por meio de alian\u00e7as e v\u00ednculos afetivos e na busca de autonomias que respeitem os diferentes projetos de vida (C\u00e9spedes, 2022; Dos Santos, 2015; Escobar, 2015; Ferreira &amp; Fel\u00edcio, 2021; Kothari et al., 2022; MAY\u00c1, 2022; Mies &amp; Shiva, 2021). Para muito al\u00e9m da preocupa\u00e7\u00e3o com solu\u00e7\u00f5es t\u00e9cnicas e macropol\u00edticas mirabolantes, devemos come\u00e7ar a mudan\u00e7a a partir de onde estamos e para o modo como queremos viver diante da necessidade de reconex\u00e3o com a Terra Viva (Harding, 2013).<\/p>\n<p>A permacultura para n\u00f3s se apresenta como mais um caminho de reconex\u00e3o com a Terra por meio de perspectivas sist\u00eamicas e comunit\u00e1rias, de vida sustent\u00e1vel em pequenas e m\u00e9dias escalas (Mollison &amp; Holmgren, 1990), nos instigando a imaginar e projetar novas paisagens, mudar nossas pr\u00e1ticas, sistemas e nossa rela\u00e7\u00e3o com os demais seres vivos que a cohabitam a Terra nesses tempos de ru\u00edna do capitalismo (Tsing, 2019).<\/p>\n<p>No Brasil, a conflu\u00eancia de experi\u00eancias e aprendizados desenvolvidos nas biointera\u00e7\u00f5es dos povos origin\u00e1rios e afrodiasp\u00f3ricos (Dos Santos, 2015, Ferreira e Fel\u00edcio, 2021) se enra\u00edzam em formas diversas de conhecer e interagir com o mundo e podem nos ensinar muito sobre a valoriza\u00e7\u00e3o da diversidade na transi\u00e7\u00e3o para projetos de vida mais sustent\u00e1veis (Escobar, 2015; Kothari et al., 2022). Nosso compromisso como permacultores e para com as permaculturas deste tempo, deve ser a valoriza\u00e7\u00e3o da uni\u00e3o entre o conhecimento acad\u00eamico e ancestral para reconhecer e\/ou criar solu\u00e7\u00f5es que transcendam as limita\u00e7\u00f5es das abordagens &#8220;de cima para baixo&#8221; e das a\u00e7\u00f5es individuais isoladas (Henderson, 2012; Henfrey &amp; Ford, 2018). E neste contexto a permacultura nos ajuda a atuar com protagonismo &#8211; individual e coletivo &#8211; a partir de onde quer que estejamos. Porque as respostas precisam vir do ch\u00e3o dos nossos territ\u00f3rios, de diferentes contextos e lugares ao mesmo tempo.<\/p>\n<p>No Brasil, o primeiro curso de planejamento em permacultura foi oferecido h\u00e1 mais de 30 anos, em paralelo a ECO 92 (Confer\u00eancia das Na\u00e7\u00f5es Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento &#8211; Rio 92 &#8211; C\u00fapula da Terra) por Bill Mollison. Desde ent\u00e3o tem se desenvolvido uma \u201cpermacultura brasileira\u201d, originalmente pensada para atuar fundada em institutos criados em cada bioma, visando adaptar os conceitos e l\u00f3gicas sist\u00eamicas da permacultura em cada um de nossos contextos bioclim\u00e1ticos, buscando tamb\u00e9m facilitar sua difus\u00e3o em territ\u00f3rio nacional. A divulga\u00e7\u00e3o desta rica experi\u00eancia de constru\u00e7\u00e3o de conhecimentos &#8211; dentro e fora da academia, \u00e9 o principal objetivo desta da Revista Perma.<\/p>\n<p>Neste primeiro peri\u00f3dico cient\u00edfico-popular sobre permacultura, incentivamos a publica\u00e7\u00e3o de reflex\u00f5es e experi\u00eancias de pessoas que vivenciam a permacultura por caminhos te\u00f3ricos e pr\u00e1ticos, e desejamos com isto tamb\u00e9m consolidar uma plataforma dedicada \u00e0 constru\u00e7\u00e3o colaborativa e ao compartilhamento de conhecimento sobre permacultura e suas intersec\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Seguindo o conselho do pensador ind\u00edgena Ailton Krenak e do inspirador l\u00edder quilombola N\u00eago Bispo &#8211; que \u00e0 terra retornou enquanto escrev\u00edamos este texto -, precisamos parar de nos desenvolver no sentido capitalista e come\u00e7ar a nos envolver no sentido da Vida! (Dos Santos, 2015; Krenak, 2020). Este precisa ser o \u201cesp\u00edrito do nosso tempo\u201d!<\/p>\n<p>Por isto, \u00e9 com grande entusiasmo, que agora lhes oferecemos as primeiras flores e frutos deste projeto cultivado a partir das sementes vivas e cognitivas da sustentabilidade que desejamos ver florescer!<\/p>\n<p>Esperamos que se envolvam, apreciem e dispersem!<\/p>\n<p>Let\u00edcia, Arthur e Ant\u00f4nio<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b>REFER\u00caNCIAS<\/b><\/p>\n<p align=\"left\"><span style=\"font-size: small;\">Carson, R. (1962). <\/span><span style=\"font-size: small;\"><i>Primavera silenciosa<\/i><\/span><span style=\"font-size: small;\">. Global Editora e Distribuidora Ltda.<\/span><\/p>\n<p align=\"left\"><span style=\"font-size: small;\">C\u00e9spedes, D. C. (2022). <\/span><span style=\"font-size: small;\"><i>Geapol\u00edtica del Vivir Bien<\/i><\/span><span style=\"font-size: small;\"> (1<\/span><sup><span style=\"font-size: small;\">o<\/span><\/sup><span style=\"font-size: small;\"> ed). Vicepresidencia del Estado Plurinacional,. https:\/\/www.vicepresidencia.gob.bo\/IMG\/pdf\/geapolitica_del_vivir_bien_dch-2.pdf<\/span><\/p>\n<p align=\"left\"><span style=\"font-size: small;\">Dos Santos, A. B. (2015). <\/span><span style=\"font-size: small;\"><i>Coloniza\u00e7\u00e3o, Quilombos, Modos e Significa\u00e7\u00f5es<\/i><\/span><span style=\"font-size: small;\"> (Vol. 1). INCTI\/Universidade de Bras\u00edlia.<\/span><\/p>\n<p align=\"left\"><span style=\"font-size: small;\">Escobar, A. (2015). Territorios de diferencia: La ontolog\u00eda pol\u00edtica de los \u201cderechos al territorio\u201d. <\/span><span style=\"font-size: small;\"><i>Desenvolvimento e Meio Ambiente<\/i><\/span><span style=\"font-size: small;\">, <\/span><span style=\"font-size: small;\"><i>35<\/i><\/span><span style=\"font-size: small;\">. https:\/\/doi.org\/10.5380\/dma.v35i0.43540<\/span><\/p>\n<p align=\"left\"><span style=\"font-size: small;\">Ferreira, J., &amp; Fel\u00edcio, E. (2021). <\/span><span style=\"font-size: small;\"><i>Por Terra e Territ\u00f3rio: Caminhos da Revolu\u00e7\u00e3o dos Povos no Brasil<\/i><\/span><span style=\"font-size: small;\">. Teia dos Povos.<\/span><\/p>\n<p align=\"left\"><span style=\"font-size: small;\">Haraway, D. (2016). Antropoceno, Capitaloceno, Plantationoceno, Chthuluceno: Fazendo parentes. <\/span><span style=\"font-size: small;\"><i>ClimaCom \u2013 Vulnerabilidade (online)<\/i><\/span><span style=\"font-size: small;\">. http:\/\/climacom.mudancasclimaticas.net.br\/antropoceno-capitaloceno-plantationoceno-chthuluceno-fazendo-parentes\/<\/span><\/p>\n<p align=\"left\"><span style=\"font-size: small;\">Harding, S. (2013). <\/span><span style=\"font-size: small;\"><i>Terra Viva: Ci\u00eancia, Intui\u00e7\u00e3o E A Evolu\u00e7\u00e3o De Gaia<\/i><\/span><span style=\"font-size: small;\">. Cultrix.<\/span><\/p>\n<p align=\"left\"><span style=\"font-size: small;\">Henderson, D. F. (2012). <\/span><span style=\"font-size: small;\"><i>Permacultura: As t\u00e9cnicas, o espa\u00e7o, a natureza e o homem<\/i><\/span><span style=\"font-size: small;\">. https:\/\/bdm.unb.br\/handle\/10483\/3408<\/span><\/p>\n<p align=\"left\"><span style=\"font-size: small;\">Henfrey, T., &amp; Ford, L. (2018). Permacultures of transformation: Steps to a cultural ecology of environmental action. <\/span><span style=\"font-size: small;\"><i>Journal of Political Ecology<\/i><\/span><span style=\"font-size: small;\">, <\/span><span style=\"font-size: small;\"><i>25<\/i><\/span><span style=\"font-size: small;\">(1), Artigo 1. https:\/\/doi.org\/10.2458\/v25i1.22758<\/span><\/p>\n<p align=\"left\"><span style=\"font-size: small;\">Kothari, A., Salleh, A., Escobar, A., Demaria, F., &amp; Acosta, A. (2022). <\/span><span style=\"font-size: small;\"><i>Pluriverso: Um dicion\u00e1rio do p\u00f3s-desenvolvimento<\/i><\/span><span style=\"font-size: small;\">. Editora Elefante.<\/span><\/p>\n<p align=\"left\"><span style=\"font-size: small;\">Krenak, A. (2020). <\/span><span style=\"font-size: small;\"><i>Ideias para adiar o fim do mundo<\/i><\/span><span style=\"font-size: small;\"> (2<\/span><sup><span style=\"font-size: small;\">o<\/span><\/sup><span style=\"font-size: small;\"> ed). Companhia das Letras.<\/span><\/p>\n<p align=\"left\"><span style=\"font-size: small;\">MAY\u00c1, M. M. A. R. (2022). <\/span><span style=\"font-size: small;\"><i>A escola da reconquista<\/i><\/span><span style=\"font-size: small;\"> (Vol. 1). Teia dos Povos.<\/span><\/p>\n<p align=\"left\"><span style=\"font-size: small;\">Mies, M., &amp; Shiva, V. (2021). <\/span><span style=\"font-size: small;\"><i>Ecofeminismo<\/i><\/span><span style=\"font-size: small;\">. Luas.<\/span><\/p>\n<p align=\"left\"><span style=\"font-size: small;\">Mollison, B. C., &amp; Holmgren, David. (1990). <\/span><span style=\"font-size: small;\"><i>Permaculture one: A perennial agriculture for human settlements<\/i><\/span><span style=\"font-size: small;\">. Tagari; \/z-wcorg\/.<\/span><\/p>\n<p align=\"left\"><span style=\"font-size: small;\">Porto-Gon\u00e7alves, C. W. (2009). Entre Am\u00e9rica e Abya Yala \u2013 tens\u00f5es de territorialidades. <\/span><span style=\"font-size: small;\"><i>Desenvolvimento e Meio Ambiente<\/i><\/span><span style=\"font-size: small;\">, <\/span><span style=\"font-size: small;\"><i>20<\/i><\/span><span style=\"font-size: small;\">. https:\/\/doi.org\/10.5380\/dma.v20i0.16231<\/span><\/p>\n<p align=\"left\"><span style=\"font-size: small;\">Rockstr\u00f6m, J., Steffen, W., Noone, K., Persson, \u00c5., Chapin, F. S., Lambin, E. F., Lenton, T. M., Scheffer, M., Folke, C., Schellnhuber, H. J., Nykvist, B., de Wit, C. A., Hughes, T., van der Leeuw, S., Rodhe, H., S\u00f6rlin, S., Snyder, P. K., Costanza, R., Svedin, U., \u2026 Foley, J. A. (2009). A safe operating space for humanity. <\/span><span style=\"font-size: small;\"><i>Nature<\/i><\/span><span style=\"font-size: small;\">, <\/span><span style=\"font-size: small;\"><i>461<\/i><\/span><span style=\"font-size: small;\">(7263), Artigo 7263. https:\/\/doi.org\/10.1038\/461472a<\/span><\/p>\n<p align=\"left\"><span style=\"font-size: small;\">Suzuki, S. (2023, abril 22). <\/span><span style=\"font-size: small;\"><i>O que \u00e9 \u201cecoansiedade\u201d, ang\u00fastia pelo planeta que atinge mais crian\u00e7as e adolescentes<\/i><\/span><span style=\"font-size: small;\">. BBC NEWS &#8211; S\u00e3o Paulo. https:\/\/www.bbc.com\/portuguese\/articles\/c84m3j2nx7po<\/span><\/p>\n<p align=\"left\"><span style=\"font-size: small;\">Tsing, A. (2019). <\/span><span style=\"font-size: small;\"><i>Viver nas ru\u00ednas: Paisagens multiesp\u00e9cies no antropoceno<\/i><\/span><span style=\"font-size: small;\">. IEB Mil Folhas.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sem protagonismo nada acontece!<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"menu_order":6,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"issuem_issue":[7],"issuem_issue_categories":[30],"issuem_issue_tags":[33,32,31],"coauthors":[2],"class_list":["post-145","article","type-article","status-publish","format-standard","hentry","issuem_issue-primavera-2023","issuem_issue_categories-editorial","issuem_issue_tags-editorial","issuem_issue_tags-permacultura","issuem_issue_tags-revista-perma"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/revistaperma\/wp-json\/wp\/v2\/article\/145","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/revistaperma\/wp-json\/wp\/v2\/article"}],"about":[{"href":"https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/revistaperma\/wp-json\/wp\/v2\/types\/article"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/revistaperma\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/revistaperma\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=145"}],"version-history":[{"count":13,"href":"https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/revistaperma\/wp-json\/wp\/v2\/article\/145\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":165,"href":"https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/revistaperma\/wp-json\/wp\/v2\/article\/145\/revisions\/165"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/revistaperma\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=145"}],"wp:term":[{"taxonomy":"issuem_issue","embeddable":true,"href":"https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/revistaperma\/wp-json\/wp\/v2\/issuem_issue?post=145"},{"taxonomy":"issuem_issue_categories","embeddable":true,"href":"https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/revistaperma\/wp-json\/wp\/v2\/issuem_issue_categories?post=145"},{"taxonomy":"issuem_issue_tags","embeddable":true,"href":"https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/revistaperma\/wp-json\/wp\/v2\/issuem_issue_tags?post=145"},{"taxonomy":"author","embeddable":true,"href":"https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/revistaperma\/wp-json\/wp\/v2\/coauthors?post=145"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}