{"id":23,"date":"2021-11-29T12:06:31","date_gmt":"2021-11-29T15:06:31","guid":{"rendered":"http:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/permaculturabrasileira\/?page_id=23"},"modified":"2026-04-08T13:32:50","modified_gmt":"2026-04-08T16:32:50","slug":"sucessao_ecologica","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/permabrasuca\/conceitos-fundamentais\/sucessao_ecologica\/","title":{"rendered":"Sucess\u00e3o ecol\u00f3gica"},"content":{"rendered":"<div id=\"ez-toc-container\" class=\"ez-toc-v2_0_84 ez-toc-wrap-left counter-hierarchy ez-toc-counter ez-toc-transparent ez-toc-container-direction\">\n<label for=\"ez-toc-cssicon-toggle-item-6a1b6f19b361b\" class=\"ez-toc-cssicon-toggle-label\"><p class=\"ez-toc-title\" style=\"cursor:inherit\">Veja aqui<\/p>\n<span class=\"ez-toc-cssicon\"><span class=\"eztoc-hide\" style=\"display:none;\">Toggle<\/span><span class=\"ez-toc-icon-toggle-span\"><svg style=\"fill: #999;color:#999\" xmlns=\"http:\/\/www.w3.org\/2000\/svg\" class=\"list-377408\" width=\"20px\" height=\"20px\" viewBox=\"0 0 24 24\" fill=\"none\"><path d=\"M6 6H4v2h2V6zm14 0H8v2h12V6zM4 11h2v2H4v-2zm16 0H8v2h12v-2zM4 16h2v2H4v-2zm16 0H8v2h12v-2z\" fill=\"currentColor\"><\/path><\/svg><svg style=\"fill: #999;color:#999\" class=\"arrow-unsorted-368013\" xmlns=\"http:\/\/www.w3.org\/2000\/svg\" width=\"10px\" height=\"10px\" viewBox=\"0 0 24 24\" version=\"1.2\" baseProfile=\"tiny\"><path d=\"M18.2 9.3l-6.2-6.3-6.2 6.3c-.2.2-.3.4-.3.7s.1.5.3.7c.2.2.4.3.7.3h11c.3 0 .5-.1.7-.3.2-.2.3-.5.3-.7s-.1-.5-.3-.7zM5.8 14.7l6.2 6.3 6.2-6.3c.2-.2.3-.5.3-.7s-.1-.5-.3-.7c-.2-.2-.4-.3-.7-.3h-11c-.3 0-.5.1-.7.3-.2.2-.3.5-.3.7s.1.5.3.7z\"\/><\/svg><\/span><\/span><\/label><input type=\"checkbox\"  id=\"ez-toc-cssicon-toggle-item-6a1b6f19b361b\" checked \/><nav><ul class='ez-toc-list ez-toc-list-level-1 ' ><ul class='ez-toc-list-level-2' ><li class='ez-toc-heading-level-2'><a class=\"ez-toc-link ez-toc-heading-1\" href=\"https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/permabrasuca\/conceitos-fundamentais\/sucessao_ecologica\/#a_sucessao_da_superficie_para_cima\" >A Sucess\u00e3o da superf\u00edcie para cima<\/a><\/li><li class='ez-toc-page-1 ez-toc-heading-level-2'><a class=\"ez-toc-link ez-toc-heading-2\" href=\"https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/permabrasuca\/conceitos-fundamentais\/sucessao_ecologica\/#a_sucessao_da_superficie_para_baixo\" >A sucess\u00e3o da superf\u00edcie para baixo<\/a><\/li><\/ul><\/li><li class='ez-toc-page-1 ez-toc-heading-level-1'><a class=\"ez-toc-link ez-toc-heading-3\" href=\"https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/permabrasuca\/conceitos-fundamentais\/sucessao_ecologica\/#bibliografia\" >Bibliografia<\/a><\/li><\/ul><\/nav><\/div>\n\n<div class=\"wp-block-group is-nowrap is-layout-flex wp-container-core-group-is-layout-8f761849 wp-block-group-is-layout-flex\">\n<p class=\"has-small-font-size wp-block-paragraph\">Atualizado em<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-post-date__modified-date wp-block-post-date has-small-font-size\"><time datetime=\"2026-04-08T13:32:50-03:00\">8 de abril de 2026<\/time><\/div><\/div>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right wp-block-paragraph\"><em>Arthur Nanni<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na permacultura, \u00e9 fundamental conhecer e compreender como os ecossistemas naturais funcionam, de modo que possamos \u201cimitar\u201d e replicar os processos naturais em nossos planejamentos, otimizando-os onde e quando for poss\u00edvel. Assim, conhecimentos sobre ecologia s\u00e3o fundamentais para que tenhamos um bom e funcional planejamento.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A ecologia nos apresenta chaves para muitas viradas. Entender sobre a adapta\u00e7\u00e3o e a evolu\u00e7\u00e3o de plantas e animais sob diferentes contextos geobiol\u00f3gicos, as <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Crescimento_populacional_(ecologia)#Rela%C3%A7%C3%B5es_ecol%C3%B3gicas_que_influenciam_o_crescimento_populacional\">rela\u00e7\u00f5es ecol\u00f3gicas<\/a> harm\u00f4nicas e desarm\u00f4nicas intr\u00ednsecas, as rea\u00e7\u00f5es \u00e0s mudan\u00e7as clim\u00e1ticas sazonais, entre outros, podem nos dar pistas para pegarmos carona nesses processos.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large is-resized wp-container-content-9dbf05af\"><img decoding=\"async\" width=\"700\" height=\"394\" src=\"https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/permabrasuca\/wp-content\/uploads\/sites\/6\/2025\/12\/borda_encanto_verde-700x394.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1997\" style=\"width:606px;height:auto\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em><em>Cons\u00f3rcio de bananeiras e palmeiras Ju\u00e7ara como exemplo de rela\u00e7\u00e3o harm\u00f4nica em uma borda voltada para norte no S\u00edtio Encanto Verde em Santa Rosa de Lima\/SC. Foto de Arthur Nanni.<\/em><\/em><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large is-resized wp-container-content-432d1f4f\"><img decoding=\"async\" width=\"700\" height=\"933\" src=\"https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/permabrasuca\/wp-content\/uploads\/sites\/6\/2025\/12\/consorcio_florbela-700x933.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1998\" style=\"aspect-ratio:0.7502820424780497;width:414px;height:auto\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Cons\u00f3rcio de hortali\u00e7as como exemplo de rela\u00e7\u00e3o harm\u00f4nica no S\u00edtio Florbela em Florian\u00f3polis\/SC. <em> Foto de Arthur Nanni.<\/em><\/em><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Assim, mais do que sistematizar descri\u00e7\u00f5es, o permacultor precisa entender de forma sist\u00eamica como essas intera\u00e7\u00f5es entre a biota e geologia ocorrem. Desta forma, <a href=\"https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/permabrasuca\/conceitos-fundamentais\/etica-e-principios-de-planejamento\/#principio01\">observar e interagir<\/a> com a <a href=\"https:\/\/florestas.pt\/descobrir\/o-que-e-a-sucessao-ecologica\/\">sucess\u00e3o ecol\u00f3gica<\/a> se constitui na melhor op\u00e7\u00e3o para termos elementos de tomada de decis\u00e3o, que possam guiar nosso planejamento e manejo da paisagem.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A esp\u00e9cie humana surgiu em em contexto de clima tropical nas savanas do continente africano e, provavelmente migrou com outras esp\u00e9cies atr\u00e1s de comida e \u00e1gua por essas paisagens, o que nos remete a lembrar que originalmente fomos n\u00f4mades. De l\u00e1 para c\u00e1, domesticamos esp\u00e9cies, tanto animais, quanto vegetais, incluindo a nossa, que talvez, seja a mais domesticada do planeta. Com nossa criatividade e capacidade de adapta\u00e7\u00e3o possamos ocupar outros territ\u00f3rios menos hospitaleiros, tal como vilas localizadas em altas altitudes ou, vivendo como esquim\u00f3s que vivendo nas altas latitudes do \u00e1rtico.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nas obras cl\u00e1ssicas de ecologia a sucess\u00e3o natural geralmente menciona as plantas como produtoras prim\u00e1rias e, como marcadoras das diferentes est\u00e1gios &#8211; pioneiro, intermedi\u00e1rio e cl\u00edmax &#8211; de forma\u00e7\u00e3o das paisagens naturais. Animais s\u00e3o inclu\u00eddos nas descri\u00e7\u00f5es como protagonistas do desenvolvimento dessas paisagens, dispersando sementes e adubando solos com seus excrementos, sem mencionar outras tantas intera\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na permacultura seguimos a risca essas descri\u00e7\u00f5es, mas entendemos tamb\u00e9m, que a biologia e a geologia coexistem, como nos tempos das ci\u00eancias naturais. Sim, \u00e9 simplista! E \u00e9 para ser, pois o permacultor \u00e9 antes de tudo, um grande generalista, que precisa unir um maior n\u00famero de pe\u00e7as do quebra-cabe\u00e7as da natureza para construir ambientes energeticamente eficientes.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Se considerarmos que a permacultura como uma &#8220;ecologia aplicada&#8221;, que visa nossa perman\u00eancia em uma determinada paisagem, precisamos considerar os fluxos energ\u00e9ticos promovidos pela fotoss\u00edntese por meio dos produtores prim\u00e1rios, a subsequente teia alimentar que inclui, tamb\u00e9m, consumidores e decompositores. Tudo isso em constante intera\u00e7\u00e3o com os os ciclos de mat\u00e9ria incluindo o oxig\u00eanio, g\u00e1s carb\u00f4nico, carbono, nitrog\u00eanio, produ\u00e7\u00e3o de biomassa, compostagem, etc. Na permacultura todos esses aspectos s\u00e3o detalhes dentro de um padr\u00e3o natural, que pode ser descrito pela sucess\u00e3o ecol\u00f3gica e todas as intera\u00e7\u00f5es entre as diferentes esferas que constituem a Terra.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nesse sentido, permacultores compreendem que a sucess\u00e3o ecol\u00f3gica vai para al\u00e9m das plantas, animais e decompositores. Olham para a paisagem como um todo e com foco nas intera\u00e7\u00f5es entre elementos biol\u00f3gicos e geol\u00f3gicos, ou seja, valorizam o que est\u00e1 acima da superf\u00edcie e o que est\u00e1 abaixo dela, com aten\u00e7\u00e3o especial no que ocorre entre ambos ambientes, pois <a href=\"https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/permabrasuca\/conceitos-fundamentais\/etica-e-principios-de-planejamento\/#principio11\">compreendem e valorizam as bordas<\/a> de intera\u00e7\u00e3o, por serem mais diversas e, por essa <a href=\"https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/permabrasuca\/conceitos-fundamentais\/etica-e-principios-de-planejamento\/#principio10\">diversidade gerar sempre mais estabilidade<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Assim, uma boa observa\u00e7\u00e3o da paisagem precisa contemplar uma sens\u00edvel leitura de fatores:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>morfol\u00f3gicos do relevo e dos solos\u2026<\/li>\n\n\n\n<li>f\u00edsicos como a temperatura, insola\u00e7\u00e3o, ventos\u2026<\/li>\n\n\n\n<li>qu\u00edmicos como o pH dos solos, nutrientes\u2026<\/li>\n\n\n\n<li>biol\u00f3gicos como a abund\u00e2ncia total, riqueza de esp\u00e9cies, domin\u00e2ncia e diversidade, intera\u00e7\u00f5es entre elas e sua distribui\u00e7\u00e3o espacial.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><img decoding=\"async\" width=\"700\" height=\"467\" src=\"https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/permabrasuca\/wp-content\/uploads\/sites\/6\/2025\/12\/Cachoeirao_Mirante-700x467.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-2015\" srcset=\"https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/permabrasuca\/wp-content\/uploads\/sites\/6\/2025\/12\/Cachoeirao_Mirante-700x467.jpg 700w, https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/permabrasuca\/wp-content\/uploads\/sites\/6\/2025\/12\/Cachoeirao_Mirante-300x200.jpg 300w, https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/permabrasuca\/wp-content\/uploads\/sites\/6\/2025\/12\/Cachoeirao_Mirante-768x512.jpg 768w, https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/permabrasuca\/wp-content\/uploads\/sites\/6\/2025\/12\/Cachoeirao_Mirante.jpg 960w\" sizes=\"(max-width: 700px) 100vw, 700px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Paisagens precisam ser lidas de forma sist\u00eamica. Imagem de Panta LH. <a href=\"https:\/\/commons.wikimedia.org\/wiki\/File:Cachoeir%C3%A3o_Mirante.JPG\">Cachoeir\u00e3o &#8211; Chapada Diamantina\/BA<\/a>.<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Enxergar a paisagem como um local de manifesta\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica, nos permite olhar para o ambiente para estabelecer estrat\u00e9gias de planejamento e conviv\u00eancia que aproveitam seu potencial para nos abrigar de forma permanente.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A permacultura nos solicita que agucemos nossos sentidos para perceber manifesta\u00e7\u00f5es energ\u00e9ticas, que no senso comum, s\u00e3o muitas vezes negligenciadas. Dessa forma, precisamos estar atentos para como a energia se manifesta na escala onde estamos, buscando compreender que nos ecossistemas:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>predominam os gradientes ambientais \u2013 horizontais e verticais;<\/li>\n\n\n\n<li>a taxa de ilumina\u00e7\u00e3o solar \u00e9 o gradiente prim\u00e1rio, pois dela dependem os organismos fotossintetizadores;<\/li>\n\n\n\n<li>a luz leva energia radiante que produz gradientes de temperatura;<\/li>\n\n\n\n<li>que levam a gradientes de umidade\u2026<\/li>\n<\/ul>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"500\" height=\"750\" src=\"https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/permabrasuca\/wp-content\/uploads\/sites\/6\/2025\/12\/Kumbalgarh_Forest_Area_Rajastan.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-2019\" srcset=\"https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/permabrasuca\/wp-content\/uploads\/sites\/6\/2025\/12\/Kumbalgarh_Forest_Area_Rajastan.jpg 500w, https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/permabrasuca\/wp-content\/uploads\/sites\/6\/2025\/12\/Kumbalgarh_Forest_Area_Rajastan-200x300.jpg 200w\" sizes=\"(max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Gradientes de energia em um ecossitema. Foto de <a href=\"https:\/\/commons.wikimedia.org\/wiki\/File:Kumbalgarh_Forest_Area_Rajastan.jpg\">Subin Sebastian.<\/a><\/em><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"sucessao_plantas\"><span class=\"ez-toc-section\" id=\"a_sucessao_da_superficie_para_cima\"><\/span>A Sucess\u00e3o da superf\u00edcie para cima<span class=\"ez-toc-section-end\"><\/span><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Atualmente os ecossistemas e, principalmente, as paisagens florestais naturais est\u00e3o muito alteradas e fragmentadas, devido ao cont\u00ednuo impacto das a\u00e7\u00f5es humanas que levam a sua diminui\u00e7\u00e3o e substitui\u00e7\u00e3o por monocultivos vegetais e animais, revelando todo o reducionismo do sistema convencional de produ\u00e7\u00e3o de alimentos cultuado por nossa civiliza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na sucess\u00e3o da superf\u00edcie para cima, as rochas e solos expostos s\u00e3o colonizados de forma pioneira pelas plantas das proximidades cujas sementes podem ser levadas pelo vento, por animais ou estar presentes no banco de sementes dos solos. Ap\u00f3s o estabelecimento dessa gera\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cies pioneiras, as seguintes colonizar\u00e3o e ocupar\u00e3o mais espa\u00e7o aumentando a intera\u00e7\u00e3o das plantas com os solos e a acumula\u00e7\u00e3o de mat\u00e9ria org\u00e2nica que, por sua vez, interage quimicamente com as \u00e1guas, tornando-as levemente mais \u00e1cidas, aumentando assim, sua capacidade de dissolu\u00e7\u00e3o dos minerais das rochas em subsuperf\u00edcie, aprofundando os solos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A presen\u00e7a f\u00edsica dessas plantas pioneiras tamb\u00e9m atrai animais que, com o passar do tempo e com o desenvolvimento das plantas e aumento da biodiversidade, passam a promover a comunidade biol\u00f3gica a atingir um estado de organiza\u00e7\u00e3o e funcionamento em um constante equil\u00edbrio din\u00e2mico, que estar\u00e1 presente tamb\u00e9m nos est\u00e1gios intermedi\u00e1rios e de cl\u00edmax no desenvolvimento da paisagem.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Desta forma, paisagens florestais est\u00e3o em constante renova\u00e7\u00e3o por meio do ciclo de vida dos organismos que a comp\u00f5em. A sucess\u00e3o de esp\u00e9cies \u00e9 promovida por indiv\u00edduos que prover\u00e3o as condi\u00e7\u00f5es apropriadas ao estabelecimento de outras que se suceder\u00e3o. Esta comunidade biol\u00f3gica se beneficia de inter-rela\u00e7\u00f5es por meio da microbiota presente em subsuperf\u00edcie, nos solos, o que est\u00e1 sendo chamada de &#8220;internet das plantas&#8221;, como pode ser visto na s\u00e9rie de reportagem &#8220;<a href=\"https:\/\/globoplay.globo.com\/v\/9166579\/\">Entenda o que \u00e9 a internet da floresta<\/a>&#8220;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nesse evoluir das paisagens florestais, \u00e1rvores velhas e grandes s\u00e3o organismos que representam uma etapa fundamental para a ecologia da floresta. Quando morrem, ao tombarem geram um &#8220;dist\u00farbio&#8221; e deitam-se sobre o solo para serem decompostas, permitindo que a luz solar penetre nas camadas, ora escuras e mais baixas da floresta. Essa luz adicional afeta a luminosidade e a temperatura e, possibilita \u00e0 germina\u00e7\u00e3o de sementes e o desenvolvimento de plantas que, em outra condi\u00e7\u00e3o bioclim\u00e1tica, n\u00e3o poderiam germinar e crescer. Estas novas plantas operam como &#8220;cicatrizantes&#8221; da paisagem florestal. Esse \u00e9 um processo natural nas florestas tropicais e subtropicais conhecido como \u201cdin\u00e2mica de clareiras\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Assim, reconhecer a sucess\u00e3o ecol\u00f3gica e seus diferentes est\u00e1gios sucessionais \u00e9 importante para conhecermos as plantas e a forma\u00e7\u00e3o dos solos. O significado maior disso \u00e9 que a maioria das comunidades biol\u00f3gicas atuais est\u00e1 em algum est\u00e1gio diferente da sucess\u00e3o ecol\u00f3gica, pois os seres vivos em seu padr\u00e3o c\u00edclico de vida, nascem, crescem, reproduzem-se, envelhecem e morrem.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large is-resized\"><img decoding=\"async\" width=\"700\" height=\"630\" src=\"https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/permabrasuca\/wp-content\/uploads\/sites\/6\/2026\/02\/sucessao-700x630.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-2320\" style=\"aspect-ratio:1.1111162758268065;width:720px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/permabrasuca\/wp-content\/uploads\/sites\/6\/2026\/02\/sucessao-700x630.png 700w, https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/permabrasuca\/wp-content\/uploads\/sites\/6\/2026\/02\/sucessao-300x270.png 300w, https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/permabrasuca\/wp-content\/uploads\/sites\/6\/2026\/02\/sucessao-768x691.png 768w, https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/permabrasuca\/wp-content\/uploads\/sites\/6\/2026\/02\/sucessao.png 1324w\" sizes=\"(max-width: 700px) 100vw, 700px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em><em>Sucess\u00e3o ecol\u00f3gica e aumento da biodiversidade. Traduzido e modificado de <a href=\"https:\/\/commons.wikimedia.org\/wiki\/File:Forest_succession_depicted_over_time.png\">Lucas Martin Frey<\/a>.<\/em><\/em><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Uma interpreta\u00e7\u00e3o bem aproximada do est\u00e1gio sucessional de um ambiente permitir\u00e1 escolher bons locais para que determinadas plantas &#8220;se deem bem&#8221;, evitando assim, a perda de mudas e o gasto adicional de recursos financeiros, quando formos implantar sistemas de produ\u00e7\u00e3o de alimentos e \u00e1guas, como <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Agrofloresta\">agroflorestas<\/a> e ambientes <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Agricultura_sintr%C3%B3pica\">sintr\u00f3picos<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ao longo da sucess\u00e3o, ambientes florestais v\u00e3o definindo diferentes n\u00edveis\/camadas de eleva\u00e7\u00e3o da superf\u00edcie, impondo aumento do sombreamento da umidade, da fertilidade, entre outros fatores favor\u00e1veis ao desenvolvimento das esp\u00e9cies subsequentes. Na permacultura e em locais onde agricultores cultivam agroflorestas, costumamos tratar esses n\u00edveis como estratos, que podem nos dar boas pistas sobre o est\u00e1gio sucessional em que se encontra uma paisagem, bem como, auxiliar nas decis\u00f5es de implanta\u00e7\u00e3o e manejo de esp\u00e9cies.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Estratos florestais<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Estratos s\u00e3o diferentes &#8220;n\u00edveis&#8221; que as plantas v\u00e3o ocupar em uma paisagem florestal, de acordo com suas necessidades de luz, nutrientes e umidade. Assim, estrato n\u00e3o \u00e9 altura, mas sim a forma como o ecossistema se organiza para melhor aproveitar o espa\u00e7o, a luz e os nutrientes. Segundo Micollis et al. (2016), podemos definir as plantes em rela\u00e7\u00e3o aoas estratos da seguinte forma:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>Emergente<\/strong>: plantas que ficam por cima de todas a pleno sol. Normalmente n\u00e3o s\u00e3o muitas, ocupam, em m\u00e9dia, 20% da \u00e1rea.<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Alto<\/strong>: aquelas que precisam de pleno sol, mas toleram essa sombra de 20% feita pelas emergentes que v\u00e3o estar acima delas.<\/li>\n\n\n\n<li><strong>M\u00e9dio<\/strong>: as que recebem o sol filtrado (cerca de 60%) pelas Emergentes e Altas.<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Baixo<\/strong>: aquelas que vivem na sombra e \u00e1gua fresca. Normalmente vivem nas partes mais \u00famidas. Com pouco sol chegando diretamente: 80% filtrado pelas plantas dos outros estratos.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Essas no\u00e7\u00f5es servem tanto para os ecossistemas florestais, de ciclo longo, quanto para planejar e manejar os agroecossistemas com cultivos de ciclo curto e, s\u00e3o extremamente \u00fateis da ocasi\u00e3o da escolha de cons\u00f3rcio de plantas.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full is-resized\"><img decoding=\"async\" width=\"509\" height=\"321\" src=\"https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/permabrasuca\/wp-content\/uploads\/sites\/6\/2025\/12\/miccolis_2016.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-2002\" style=\"aspect-ratio:1.5856724089467134;width:706px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/permabrasuca\/wp-content\/uploads\/sites\/6\/2025\/12\/miccolis_2016.png 509w, https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/permabrasuca\/wp-content\/uploads\/sites\/6\/2025\/12\/miccolis_2016-300x189.png 300w\" sizes=\"(max-width: 509px) 100vw, 509px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Estratos florestais. Figura de Miccolis et al. 2016<\/em>.<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No v\u00eddeo \u201c<a href=\"https:\/\/youtu.be\/X4svHuV8myY?si=J8UYH5ImaruPvTLU\">Simplificando a estratifica\u00e7\u00e3o no plantio agroflorestal<\/a>\u201d Namast\u00ea Messerschimidt traz uma fala muito did\u00e1tica sobre os estratos em sistemas agroflorestais. Denise Amador refor\u00e7a os princ\u00edpios da agrofloresta e da estratifica\u00e7\u00e3o no v\u00eddeo&nbsp;&#8220;<a href=\"https:\/\/youtu.be\/xr0Z5vNzgmg?si=HKHdI09DT3ULqiFY\">A agrofloresta e seus princi\u0301pios agroecol\u00f3gicos<\/a>&#8220;.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"sucessao_solos\"><span class=\"ez-toc-section\" id=\"a_sucessao_da_superficie_para_baixo\"><\/span>A sucess\u00e3o da superf\u00edcie para baixo<span class=\"ez-toc-section-end\"><\/span><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Sob a \u00f3tica da permacultura e com foco no princ\u00edpio &#8220;<a href=\"https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/permabrasuca\/conceitos-fundamentais\/etica-e-principios-de-planejamento\/#principio11\">use as bordas e valorize elementos marginais<\/a>&#8220;, entendemos que solos s\u00e3o uma \u00f3tima express\u00e3o do efeito de borda promovido pelas diferentes esferas que comp\u00f5em a Terra. Tamb\u00e9m definidos com a &#8220;fina camada que sustenta a vida&#8221;, solos demonstram uma harmoniza\u00e7\u00e3o incr\u00edvel entre \u00e1gua, ar, minerais e mat\u00e9ria org\u00e2nica, constituindo assim, a pedosfera. Essa intera\u00e7\u00e3o destaca o princ\u00edpio &#8220;<a href=\"https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/permabrasuca\/conceitos-fundamentais\/etica-e-principios-de-planejamento\/#principio10\">Use e valorize a diversidade<\/a>&#8221; e nos remete a compreender que os solos s\u00e3o uma esfera de &#8220;equil\u00edbrio din\u00e2mico&#8221; entre todas as demais.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full is-resized\"><img decoding=\"async\" width=\"783\" height=\"849\" src=\"https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/permabrasuca\/wp-content\/uploads\/sites\/6\/2025\/12\/pedosfera.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-1953\" style=\"width:400px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/permabrasuca\/wp-content\/uploads\/sites\/6\/2025\/12\/pedosfera.png 783w, https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/permabrasuca\/wp-content\/uploads\/sites\/6\/2025\/12\/pedosfera-277x300.png 277w, https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/permabrasuca\/wp-content\/uploads\/sites\/6\/2025\/12\/pedosfera-700x759.png 700w, https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/permabrasuca\/wp-content\/uploads\/sites\/6\/2025\/12\/pedosfera-768x833.png 768w\" sizes=\"(max-width: 783px) 100vw, 783px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>As esferas da Terra em s\u00edntese nos solos revelando todo o potencial do efeito de borda. Imagem de Arthur Nanni. Baseada em <a href=\"https:\/\/commons.wikimedia.org\/wiki\/File:Soil_biomantle.svg\">Jojndon<\/a> e Toma et al. (2017).<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ok! Agora olhemos para essa esfera em equil\u00edbrio din\u00e2mico com toda sua diversidade, para compreendermos a import\u00e2ncia dos solos em nossas vidas. Al\u00e9m de comporem paisagens muitas vezes definindo <a href=\"https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/permabrasuca\/conceitos-fundamentais\/planejamento-permacultural\/#setores\">setores<\/a>, solos podem ser \u00fateis em v\u00e1rios nichos de nossa sociedade, como ilustrado na figura a seguir.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><img decoding=\"async\" width=\"700\" height=\"610\" src=\"https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/permabrasuca\/wp-content\/uploads\/sites\/6\/2025\/12\/FAO_solos_2015-700x610.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-1949\" srcset=\"https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/permabrasuca\/wp-content\/uploads\/sites\/6\/2025\/12\/FAO_solos_2015-700x610.png 700w, https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/permabrasuca\/wp-content\/uploads\/sites\/6\/2025\/12\/FAO_solos_2015-300x261.png 300w, https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/permabrasuca\/wp-content\/uploads\/sites\/6\/2025\/12\/FAO_solos_2015-768x669.png 768w, https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/permabrasuca\/wp-content\/uploads\/sites\/6\/2025\/12\/FAO_solos_2015.png 1394w\" sizes=\"(max-width: 700px) 100vw, 700px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>A import\u00e2ncia dos solos em nossa sociedade. Imagem de FAO (2015).<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na medida em que a sucess\u00e3o biol\u00f3gica se desencadeia em superf\u00edcie, as ra\u00edzes das plantas e os poros criados entre as part\u00edculas dos solos pela macro e microbiota, v\u00e3o permitindo a infiltra\u00e7\u00e3o de \u00e1guas, nutrientes e ar no subsolo. Junto com a mat\u00e9ria org\u00e2nica oriunda da decomposi\u00e7\u00e3o das plantas, essas \u00e1guas v\u00e3o se tornando mais \u00e1cidas pela forma\u00e7\u00e3o do \u00e1cido carb\u00f4nico.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A cont\u00ednua infiltra\u00e7\u00e3o dessas \u00e1guas vai &#8220;atacando&#8221; quimicamente os minerais das rochas incorporando-os aos horizontes dos solos, por meio de processos que podem durar uma dezena, centena e at\u00e9 mesmo milhares de anos, dependendo qu\u00e3o resistente forem as rochas a esse &#8220;ataque&#8221;, incluindo as temperaturas m\u00e9dias, a quantidade de chuvas e a presen\u00e7a e persist\u00eancia de \u00e1gua na paisagem. A regra b\u00e1sica \u00e9 pensar que quanto maior for o porte e densidade da forma\u00e7\u00e3o florestal em superf\u00edcie, maior a tend\u00eancia de termos solos profundos, isso para climas tropicais e subtropicais, os mais presentes no Brasil.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Solos e paisagens<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Como resultante de muitos fatores para sua forma\u00e7\u00e3o, os solos t\u00eam diferentes caracter\u00edsticas dependendo da localiza\u00e7\u00e3o relativa em que se encontram na paisagem. A partir de um divisor de \u00e1gua &#8211; ponto mais alto no relevo &#8211; as \u00e1guas come\u00e7am a &#8220;esculpir&#8221; formas no terreno, constituindo vales e cristas ao longo da sua descida pelas encostas at\u00e9 chegarem ao fundo dos vales.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nesse caminho as \u00e1guas &#8220;lavam&#8221; as rochas no topo das eleva\u00e7\u00f5es no terreno at\u00e9 a inflex\u00e3o da declividade na encosta, por\u00e7\u00e3o que chamamos de el\u00favio. A partir desse ponto, as \u00e1guas e as part\u00edculas minerais desagregadas das rochas, junto com a mat\u00e9ria org\u00e2nica oriunda da decomposi\u00e7\u00e3o de plantas e animais, passam a transitar na paisagem. A essa por\u00e7\u00e3o damos o nome de col\u00favio. O \u00faltimo trecho da encosta, denominado de al\u00favio, inclui a deposi\u00e7\u00e3o destes materiais carreados das por\u00e7\u00f5es superiores.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Submetidos a lavagem, os solos presentes nos el\u00favios das paisagens tendem a ser rasos, Na por\u00e7\u00e3o de col\u00favio, como est\u00e3o sendo transportados ao longo da paisagem, apresentam espessuras vari\u00e1veis sendo mais espessos nas por\u00e7\u00f5es entre cristas e vales e, mais mais rasos, ao longo das cristas e dos <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Talvegue\">talvegues<\/a>. \u00c9 nessa por\u00e7\u00e3o de col\u00favio que estar\u00e1 localizada a <a href=\"https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/permabrasuca\/conceitos-fundamentais\/planejamento-permacultural\/#ponto_curva_chave\">curva-chave<\/a>, uma importante fei\u00e7\u00e3o no planejamento. J\u00e1 na por\u00e7\u00e3o de fundo de vale, onde est\u00e3o os al\u00favios, os solos s\u00e3o geralmente mais espessos.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><img decoding=\"async\" width=\"700\" height=\"525\" src=\"https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/permabrasuca\/wp-content\/uploads\/sites\/6\/2025\/12\/morfologia_paisagem-1-700x525.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-2167\" srcset=\"https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/permabrasuca\/wp-content\/uploads\/sites\/6\/2025\/12\/morfologia_paisagem-1-700x525.png 700w, https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/permabrasuca\/wp-content\/uploads\/sites\/6\/2025\/12\/morfologia_paisagem-1-300x225.png 300w, https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/permabrasuca\/wp-content\/uploads\/sites\/6\/2025\/12\/morfologia_paisagem-1-768x576.png 768w, https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/permabrasuca\/wp-content\/uploads\/sites\/6\/2025\/12\/morfologia_paisagem-1-160x120.png 160w, https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/permabrasuca\/wp-content\/uploads\/sites\/6\/2025\/12\/morfologia_paisagem-1.png 1200w\" sizes=\"(max-width: 700px) 100vw, 700px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>A paisagem de um vale nas montanhas capixabas no sul ES com as por\u00e7\u00f5es de fluxos de energia das \u00e1guas. Ilustra\u00e7\u00e3o de Arthur Nanni.<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ainda olhando para a paisagem da figura anterior, podemos perceber que a forma do terreno e as diferentes declividades das encostas definir\u00e3o, tamb\u00e9m, a presen\u00e7a e a perman\u00eancia de \u00e1gua na paisagem. A \u00e1gua nos poros dos solos pode determinar a cor e a aptid\u00e3o ao crescimento de culturas, mesmo em solos com a mesma classifica\u00e7\u00e3o, pois ir\u00e1 condicionar o ambiente a condi\u00e7\u00f5es de oxida\u00e7\u00e3o, quando houver oxig\u00eanio livre para reagir com os minerais e, ambientes redutores, quando os solos estiverem saturados em \u00e1gua e o oxig\u00eanio ligado ao hidrog\u00eanio.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na imagem a seguir vemos um argissolo espesso e de colora\u00e7\u00e3o avermelhada em um ambiente de condi\u00e7\u00e3o oxidante, numa situa\u00e7\u00e3o p\u00f3s-chuvas onde pode-se perceber o horizonte B, que \u00e9 muito argiloso, ret\u00e9m \u00e1guas. Abaixo deste, o horizonte C j\u00e1 drenou as \u00e1guas por ser mais poroso e fri\u00e1vel, o que confere uma suscetibilidade maior a eros\u00e3o. E, na imagem posterior, argissolos em ambiente de condi\u00e7\u00e3o redutora em fundo de vale, com solos nitidamente acinzentados marcando a n\u00e3o-possibilidade de oxida\u00e7\u00e3o dos minerais devido a satura\u00e7\u00e3o dos poros por \u00e1gua.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><img decoding=\"async\" width=\"700\" height=\"394\" src=\"https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/permabrasuca\/wp-content\/uploads\/sites\/6\/2025\/12\/argissolos_SPA_SC-1-700x394.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-2138\" srcset=\"https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/permabrasuca\/wp-content\/uploads\/sites\/6\/2025\/12\/argissolos_SPA_SC-1-700x394.png 700w, https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/permabrasuca\/wp-content\/uploads\/sites\/6\/2025\/12\/argissolos_SPA_SC-1-300x169.png 300w, https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/permabrasuca\/wp-content\/uploads\/sites\/6\/2025\/12\/argissolos_SPA_SC-1-768x432.png 768w, https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/permabrasuca\/wp-content\/uploads\/sites\/6\/2025\/12\/argissolos_SPA_SC-1-600x338.png 600w, https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/permabrasuca\/wp-content\/uploads\/sites\/6\/2025\/12\/argissolos_SPA_SC-1.png 1139w\" sizes=\"(max-width: 700px) 100vw, 700px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Argissolos em por\u00e7\u00e3o de ambiente oxidante na paisagem em S\u00e3o Pedro de Alc\u00e2ntara\/SC mostrando os horizontes e suscetibilidade \u00e0 eros\u00e3o. Foto de Arthur Nanni.<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><img decoding=\"async\" width=\"700\" height=\"473\" src=\"https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/permabrasuca\/wp-content\/uploads\/sites\/6\/2025\/12\/gleissolos-700x473.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-2140\" srcset=\"https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/permabrasuca\/wp-content\/uploads\/sites\/6\/2025\/12\/gleissolos-700x473.png 700w, https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/permabrasuca\/wp-content\/uploads\/sites\/6\/2025\/12\/gleissolos-300x203.png 300w, https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/permabrasuca\/wp-content\/uploads\/sites\/6\/2025\/12\/gleissolos-768x519.png 768w, https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/permabrasuca\/wp-content\/uploads\/sites\/6\/2025\/12\/gleissolos.png 1137w\" sizes=\"(max-width: 700px) 100vw, 700px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Argissolos em ambiente redutor de v\u00e1rzea e seus horizontes. Foto de Gustavo Ribas Curcio.<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Reconhecendo horizontes<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ap\u00f3s d\u00e9cadas, s\u00e9culos ou mesmo milhares de anos de &#8220;ataque&#8221; qu\u00edmico aos minerais e ao aporte de mat\u00e9ria org\u00e2nica da biota,  os primeiros metros da subsuperf\u00edcie v\u00e3o se estabilizando em horizontes, que podem ser reconhecidos em campo atrav\u00e9s de escava\u00e7\u00f5es com p\u00e1s ou enxadas.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large is-resized\"><img decoding=\"async\" width=\"700\" height=\"576\" src=\"https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/permabrasuca\/wp-content\/uploads\/sites\/6\/2025\/12\/horizontes_ufla-700x576.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-1987\" style=\"width:622px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/permabrasuca\/wp-content\/uploads\/sites\/6\/2025\/12\/horizontes_ufla-700x576.png 700w, https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/permabrasuca\/wp-content\/uploads\/sites\/6\/2025\/12\/horizontes_ufla-300x247.png 300w, https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/permabrasuca\/wp-content\/uploads\/sites\/6\/2025\/12\/horizontes_ufla-768x632.png 768w, https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/permabrasuca\/wp-content\/uploads\/sites\/6\/2025\/12\/horizontes_ufla.png 1101w\" sizes=\"(max-width: 700px) 100vw, 700px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Exemplos de horizontes dos solos em duas condi\u00e7\u00f5es de contraste bem diferentes (Toma et al., 2017).<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para entender solos devemos olhar para as paisagens e suas coberturas vegetais. No Brasil os <a href=\"https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/permabrasuca\/contextos-fitoecologicos\/\">contextos fitoecol\u00f3gicos<\/a> das Florestas Ombr\u00f3filas Densa, Mista e Aberta, bem como, as Florestas Estacionais Semideciduais ou Deciduais, s\u00e3o exemplos de condi\u00e7\u00f5es bioclim\u00e1ticas onde h\u00e1 a ocorr\u00eancia de solos profundos como argissolos, podendo chegar at\u00e9 50m de espessura desde a superf\u00edcie.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"381\" height=\"483\" src=\"https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/permabrasuca\/wp-content\/uploads\/sites\/6\/2025\/12\/argissolos.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-2134\" srcset=\"https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/permabrasuca\/wp-content\/uploads\/sites\/6\/2025\/12\/argissolos.png 381w, https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/permabrasuca\/wp-content\/uploads\/sites\/6\/2025\/12\/argissolos-237x300.png 237w\" sizes=\"(max-width: 381px) 100vw, 381px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Argissolos e horizontes. Imagem de Toma et al. (2017)<\/em>.<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">J\u00e1 nos contextos das Savanas (Cerrado), Savana est\u00e9pica (Caatinga), a ocorr\u00eancia de um grande per\u00edodo sem chuvas e volumes pluviom\u00e9tricos menores, faz com que haja menos tempo de perman\u00eancia das \u00e1guas em contato com as rochas, gerando assim, solos antigos e menos profundos como os latossolos.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"398\" height=\"570\" src=\"https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/permabrasuca\/wp-content\/uploads\/sites\/6\/2025\/12\/latossolos.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-2136\" srcset=\"https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/permabrasuca\/wp-content\/uploads\/sites\/6\/2025\/12\/latossolos.png 398w, https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/permabrasuca\/wp-content\/uploads\/sites\/6\/2025\/12\/latossolos-209x300.png 209w\" sizes=\"(max-width: 398px) 100vw, 398px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Latossolos horizontes. Imagem de Toma et al. (2017)<\/em>.<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nas Estepes do bioma Pampa e campos de altitude do sul do Brasil as baixas temperaturas ocasionam uma lenta decomposi\u00e7\u00e3o da biomassa das plantas em superf\u00edcie. Somadas aos grandes e cont\u00ednuos volumes de chuvas que &#8220;lavam&#8221; a superf\u00edcie, h\u00e1 a gera\u00e7\u00e3o de solos rasos como neossolos e cambissolos, com espessuras da ordem de 1 a 5 metros.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><img decoding=\"async\" width=\"700\" height=\"518\" src=\"https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/permabrasuca\/wp-content\/uploads\/sites\/6\/2025\/12\/cambissolos_neossolos-700x518.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-2139\" srcset=\"https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/permabrasuca\/wp-content\/uploads\/sites\/6\/2025\/12\/cambissolos_neossolos-700x518.png 700w, https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/permabrasuca\/wp-content\/uploads\/sites\/6\/2025\/12\/cambissolos_neossolos-300x222.png 300w, https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/permabrasuca\/wp-content\/uploads\/sites\/6\/2025\/12\/cambissolos_neossolos-768x568.png 768w, https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/permabrasuca\/wp-content\/uploads\/sites\/6\/2025\/12\/cambissolos_neossolos.png 1055w\" sizes=\"(max-width: 700px) 100vw, 700px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Cambissolos (esquerda) e Neossolos (direita) e seus horizontes. Imagem de Toma et al. (2017)<\/em>.<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Como podemos ver nas imagens anteriores, nem sempre os horizontes e as cores ocorrem da mesma forma, permitindo seu f\u00e1cil reconhecimento. Assim, \u00e9 preciso &#8220;afiar&#8221; os olhos para enxergarmos todas as nuances em perfis de solos, visando compreender as potencialidades de usos e aplica\u00e7\u00f5es na permacultura.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Uma regra b\u00e1sica para diferenciarmos esses horizontes \u00e9 observar a presen\u00e7a de mat\u00e9ria org\u00e2nica decomposta e em ra\u00edzes, a granulometria das part\u00edculas e a coes\u00e3o entre elas. Para aprofundar mais, sugerimos uma leitura da obras da cole\u00e7\u00e3o &#8220;<em>Conhecendo a vida do solo&#8221;, cujas refer\u00eancias s\u00e3o apresentadas ao final desse item<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A <a href=\"https:\/\/geoftp.ibge.gov.br\/informacoes_ambientais\/pedologia\/mapas\/brasil\/macrocaracterizacao_tipos_solos.pdf\">distribui\u00e7\u00e3o dos diferentes tipos de solo no Brasil<\/a> d\u00e1 uma ideia de onde ocorrem cada tipo de solo, mas \u00e9 importante lembrar que solos com a mesma classifica\u00e7\u00e3o podem ter varia\u00e7\u00f5es na escala de poucos metros em uma mesma paisagem.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Solos vivos<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Como os maiores protagonistas na Ecologia Cultivada, que alinha a produ\u00e7\u00e3o de alimentos na permacultura, os solos vivos merecem total aten\u00e7\u00e3o no que tange a sua integridade, n\u00e3o podendo ser olhados apenas por sua fertilidade, ou considerados apenas como um substrato para fixa\u00e7\u00e3o de ra\u00edzes.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Solos vivos precisam ser ecossistemas completos e capazes n\u00e3o s\u00f3 de prover energia para o crescimento das plantas, mas tamb\u00e9m operarem como reservat\u00f3rios de \u00e1gua, amortecedores contra cheias e fornecedores de minhocas, tanto para a compostagem e, porque n\u00e3o, para uma boa pescaria.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ana Primavesi sempre mencionou &#8220;solo sadio, planta sadia, ser humano sadio&#8221;, em alus\u00e3o ao fato de que &#8220;a vida n\u00e3o pode degenerar, ela tem de permanecer forte e vigorosa para continuar atrav\u00e9s dos mil\u00eanios&#8221;, ou seja, em uma cultura de perman\u00eancia. Ana foi uma grande e incans\u00e1vel pesquisadora da agroecologia. Durante anos se dedicou a demonstrar, por meio de n\u00fameros e provas, que solos precisam estar vivos e, n\u00e3o podem ser intoxicados com venenos ou subnutridos (sem fertilidade), pois nessas condi\u00e7\u00f5es n\u00e3o conseguir\u00e3o prover alimentos verdadeiros, muito menos manter paisagens saud\u00e1veis.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Fora do r\u00edgido e \u00e1rido ambiente acad\u00eamico, a pesquisadora e permacultora Marsha Hanzi optou por aprender na pr\u00e1tica como cultivar solos sadios, usando a observa\u00e7\u00e3o e a intera\u00e7\u00e3o como guias para lograr \u00eaxito em pleno sert\u00e3o da Bahia. Na descri\u00e7\u00e3o &#8220;<a href=\"https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/permabrasuca\/uso-manejo-e-conservacao-do-solo\/#regenerar-solos\">Regenerar solos no semi\u00e1rido<\/a>&#8221; \u00e9 poss\u00edvel ver como ela restaurou a vida em solos arrasados.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para entender melhor sobre como reconhecer solos nas paisagens, o agr\u00f4nomo e permacultor Marcelo Venturi traz informa\u00e7\u00f5es bem ilustradas no v\u00eddeo a seguir.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><iframe title=\"Aula 12 - Reconhecendo solos na permacultura\" width=\"560\" height=\"315\" src=\"https:\/\/tubedu.org\/videos\/embed\/pg6mjFeX4V35VAZ5tYy1X6\" allow=\"fullscreen\" sandbox=\"allow-same-origin allow-scripts allow-popups allow-forms\" style=\"border: 0px;\"><\/iframe><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"solos_bioconstrucoes\">Solos em bioconstru\u00e7\u00f5es<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Uma m\u00e1xima da permacultura \u00e9 que solos ruins para cultivo s\u00e3o bons para bioconstruir. Assim, todos os solos da paisagem podem e devem ser bem aproveitados, permitindo operarem como recursos locais, incrementando a sustentabilidade e fomentando nossa perman\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No intuito de potencializar o uso dos solos locais a videoaula a seguir traz um bom resumo sobre reconhecimento de horizontes, texturas, composi\u00e7\u00f5es, granulometria. Al\u00e9m disso, traz tamb\u00e9m informa\u00e7\u00f5es sobre como fazer amostragens e testes de campo e, por fim, uma abordagem sobre t\u00e9cnicas construtivas de acordo com os resultados dos testes de campo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><iframe title=\"Aula 20 - Solos na bioarquitetura\" width=\"560\" height=\"315\" src=\"https:\/\/tubedu.org\/videos\/embed\/hihACqLN3EwwaRP9BuAyZM?warningTitle=0\" allow=\"fullscreen\" sandbox=\"allow-same-origin allow-scripts allow-popups allow-forms\" style=\"border: 0px;\"><\/iframe><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A diversidade de <a href=\"https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/permabrasuca\/contextos-fitoecologicos\/\">contextos fitoecol\u00f3gicos<\/a> que temos no Brasil exige que fa\u00e7amos uma boa leitura da paisagem, buscando escolher o melhor local para posicionar o abrigo, bem como, reconhecer a t\u00e9cnica construtiva mais adequada ao contexto que nos encontramos. Assim, a t\u00e9cnica do pau-a-pique pode ser adotada em quase todo pa\u00eds, j\u00e1 o uso de fardos de palha s\u00e3o mais indicados para as <a href=\"https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/permabrasuca\/wp-content\/uploads\/sites\/6\/2024\/12\/EST.pdf\">Estepes<\/a> do pampa.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Considerando recursos locais, vemos que constru\u00e7\u00f5es com madeira s\u00e3o muito comuns em casas constru\u00eddas sobre em palafitas nas comunidades ribeirinhas em toda regi\u00e3o amaz\u00f4nica onde temos a <a href=\"https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/permabrasuca\/wp-content\/uploads\/sites\/6\/2024\/12\/FOD.pdf\">Floresta Tropical Pluvial<\/a>. J\u00e1 nas regi\u00f5es de planalto do sul do pa\u00eds onde ocorrem as <a href=\"https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/permabrasuca\/wp-content\/uploads\/sites\/6\/2024\/12\/FOM.pdf\">Florestas Ombr\u00f3filas Mistas<\/a>, o uso de madeiras \u00e9 intenso e exige, muitas vezes, a ado\u00e7\u00e3o de paredes duplas para melhorar a efici\u00eancia t\u00e9rmica, no intuito de vencer as temperaturas negativas que ocorrem no inverno. Em toda a regi\u00e3o litor\u00e2nea, onde ocorrem as <a href=\"https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/permabrasuca\/wp-content\/uploads\/sites\/6\/2024\/12\/PIO.pdf\">Forma\u00e7\u00f5es Pioneiras<\/a> com solos predominantemente arenosos, as t\u00e9cnicas de terra ensacada podem ser as mais apropriadas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Por fim, uma boa leitura da paisagem tamb\u00e9m proporcionar\u00e1 uma busca mais eficiente por tons de cores para a confec\u00e7\u00e3o de geotintas [<mark>link em breve<\/mark>]. Como regra b\u00e1sica, teremos solos com tons mais avermelhados passando para o laranja em por\u00e7\u00f5es mais altas e oxidantes na paisagem. J\u00e1 nas por\u00e7\u00f5es mais baixas e redutoras, aparecer\u00e3o com maior frequ\u00eancia, os tons de amarelados e cinzentos. Outros tons podem ser alcan\u00e7ados atrav\u00e9s de tintas naturais, que incluir\u00e3o tingidores biol\u00f3gicos como plantas e carv\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\"><span class=\"ez-toc-section\" id=\"bibliografia\"><\/span>Bibliografia<span class=\"ez-toc-section-end\"><\/span><\/h1>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Lengen, J. V. (2002). Manual do Arquiteto Descal\u00e7o. Casa do sonho.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Miccolis, A., Peneireiro, F. M., Marques, H. R., Vieira, D. L. M., Arco-Verde, M. F., Hoffmann, M. R., Rehder, T., &amp; Pereira, A. V. B. (2016). Restaura\u00e7\u00e3o ecol\u00f3gica com sistemas agroflorestais: Como conciliar conserva\u00e7\u00e3o com produ\u00e7\u00e3o: op\u00e7\u00f5es para Cerrado e Caatinga. Bras\u00edlia, DF: Centro Internacional de Pesquisa Agroflorestal, 2016. <a href=\"http:\/\/www.infoteca.cnptia.embrapa.br\/handle\/doc\/1069767\">http:\/\/www.infoteca.cnptia.embrapa.br\/handle\/doc\/1069767<\/a>  <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Odum, E. P., &amp; Barret, G. W. (2007). Fundamentos de ecologia (1\u00ba ed.). Cengage Learning.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Prado, R. B., Tureta, A. P. D., &amp; Andrade, A. G. de. (2010). <em>Manejo e conserva\u00e7\u00e3o do solo e da \u00e1gua no contexto das mudan\u00e7as ambientais.<\/em> Rio de Janeiro: Embrapa Solos, 2010. <a href=\"http:\/\/www.infoteca.cnptia.embrapa.br\/handle\/doc\/859117\">http:\/\/www.infoteca.cnptia.embrapa.br\/handle\/doc\/859117<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Primavesi, A. (2016). Manual do solo vivo \u2013 solo sadio, planta sadia, ser humano sadio (2\u00ba ed.). Express\u00e3o popular.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Toma, M. A., Boas, R. C. V., &amp; Moreira, F. M. de S. (2017). <em>Conhecendo a vida do solo\u2014Solo<\/em>. Editora UFLA. <a href=\"https:\/\/repositorio.ufla.br\/handle\/1\/28099\">https:\/\/repositorio.ufla.br\/handle\/1\/28099<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Toma, M. A., Boas, R. C. V., &amp; Moreira, F. M. de S. (2017). <em>Conhecendo a vida do solo\u2014Ecologia<\/em>. Editora UFLA. <a href=\"https:\/\/repositorio.ufla.br\/handle\/1\/28105\">https:\/\/repositorio.ufla.br\/handle\/1\/28105<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Toma, M. A., Boas, R. C. V., &amp; Moreira, F. M. de S. (2017). <em>Conhecendo a vida do solo\u2014Micro-organismos<\/em>. Editora UFLA. <a href=\"https:\/\/repositorio.ufla.br\/handle\/1\/28104\">https:\/\/repositorio.ufla.br\/handle\/1\/28104<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Toma, M. A., Boas, R. C. V., &amp; Moreira, F. M. de S. (2017). <em>Conhecendo a vida do solo\u2014Microfauna<\/em>. Editora UFLA. <a href=\"https:\/\/repositorio.ufla.br\/handle\/1\/28103\">https:\/\/repositorio.ufla.br\/handle\/1\/28103<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Toma, M. A., Boas, R. C. V., &amp; Moreira, F. M. de S. (2017). <em>Conhecendo a vida do solo\u2014Mesofauna<\/em>. Editora UFLA. <a href=\"https:\/\/repositorio.ufla.br\/handle\/1\/28101\">https:\/\/repositorio.ufla.br\/handle\/1\/28101<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Toma, M. A., Boas, R. C. V., &amp; Moreira, F. M. de S. (2017). <em>Conhecendo a vida do solo\u2014Macrofauna<\/em>. Editora UFLA. <a href=\"https:\/\/repositorio.ufla.br\/handle\/1\/28100\">https:\/\/repositorio.ufla.br\/handle\/1\/28100<\/a><br><br><br><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Atualizado em Arthur Nanni Na permacultura, \u00e9 fundamental conhecer e compreender como os ecossistemas naturais funcionam, de modo que possamos \u201cimitar\u201d e replicar os processos naturais em nossos planejamentos, otimizando-os onde e quando for poss\u00edvel. Assim, conhecimentos sobre ecologia s\u00e3o fundamentais para que tenhamos um bom e funcional planejamento. 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