{"id":15,"date":"2021-11-29T12:02:41","date_gmt":"2021-11-29T15:02:41","guid":{"rendered":"http:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/permaculturabrasileira\/?page_id=15"},"modified":"2026-04-08T18:48:36","modified_gmt":"2026-04-08T21:48:36","slug":"planejamento-permacultural","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/permabrasuca\/conceitos-fundamentais\/planejamento-permacultural\/","title":{"rendered":"O planejamento permacultural"},"content":{"rendered":"<div id=\"ez-toc-container\" class=\"ez-toc-v2_0_82_2 ez-toc-wrap-left counter-hierarchy ez-toc-counter ez-toc-transparent ez-toc-container-direction\">\n<label for=\"ez-toc-cssicon-toggle-item-69f2ab630a054\" class=\"ez-toc-cssicon-toggle-label\"><p class=\"ez-toc-title\" style=\"cursor:inherit\">Veja aqui<\/p>\n<span class=\"ez-toc-cssicon\"><span class=\"eztoc-hide\" style=\"display:none;\">Toggle<\/span><span class=\"ez-toc-icon-toggle-span\"><svg style=\"fill: #999;color:#999\" xmlns=\"http:\/\/www.w3.org\/2000\/svg\" class=\"list-377408\" width=\"20px\" height=\"20px\" viewBox=\"0 0 24 24\" fill=\"none\"><path d=\"M6 6H4v2h2V6zm14 0H8v2h12V6zM4 11h2v2H4v-2zm16 0H8v2h12v-2zM4 16h2v2H4v-2zm16 0H8v2h12v-2z\" fill=\"currentColor\"><\/path><\/svg><svg style=\"fill: #999;color:#999\" class=\"arrow-unsorted-368013\" xmlns=\"http:\/\/www.w3.org\/2000\/svg\" width=\"10px\" height=\"10px\" viewBox=\"0 0 24 24\" version=\"1.2\" baseProfile=\"tiny\"><path d=\"M18.2 9.3l-6.2-6.3-6.2 6.3c-.2.2-.3.4-.3.7s.1.5.3.7c.2.2.4.3.7.3h11c.3 0 .5-.1.7-.3.2-.2.3-.5.3-.7s-.1-.5-.3-.7zM5.8 14.7l6.2 6.3 6.2-6.3c.2-.2.3-.5.3-.7s-.1-.5-.3-.7c-.2-.2-.4-.3-.7-.3h-11c-.3 0-.5.1-.7.3-.2.2-.3.5-.3.7s.1.5.3.7z\"\/><\/svg><\/span><\/span><\/label><input type=\"checkbox\"  id=\"ez-toc-cssicon-toggle-item-69f2ab630a054\" checked \/><nav><ul class='ez-toc-list ez-toc-list-level-1 ' ><li class='ez-toc-page-1 ez-toc-heading-level-1'><a class=\"ez-toc-link ez-toc-heading-1\" href=\"https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/permabrasuca\/conceitos-fundamentais\/planejamento-permacultural\/#setores_na_paisagem\" >Setores na paisagem<\/a><ul class='ez-toc-list-level-2' ><li class='ez-toc-heading-level-2'><a class=\"ez-toc-link ez-toc-heading-2\" href=\"https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/permabrasuca\/conceitos-fundamentais\/planejamento-permacultural\/#vias_para_uma_boa_leitura_da_paisagem\" >Vias para uma boa leitura da paisagem<\/a><\/li><li class='ez-toc-page-1 ez-toc-heading-level-2'><a class=\"ez-toc-link ez-toc-heading-3\" href=\"https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/permabrasuca\/conceitos-fundamentais\/planejamento-permacultural\/#ponto-chave_e_curva-chave\" >Ponto-chave e curva-chave<\/a><\/li><\/ul><\/li><li class='ez-toc-page-1 ez-toc-heading-level-1'><a class=\"ez-toc-link ez-toc-heading-4\" href=\"https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/permabrasuca\/conceitos-fundamentais\/planejamento-permacultural\/#zonas_energeticas_e_posicao_relativa\" >Zonas energ\u00e9ticas e posi\u00e7\u00e3o relativa<\/a><ul class='ez-toc-list-level-2' ><li class='ez-toc-heading-level-2'><a class=\"ez-toc-link ez-toc-heading-5\" href=\"https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/permabrasuca\/conceitos-fundamentais\/planejamento-permacultural\/#empilhamento_de_zonas_energeticas\" >Empilhamento de zonas energ\u00e9ticas<\/a><\/li><li class='ez-toc-page-1 ez-toc-heading-level-2'><a class=\"ez-toc-link ez-toc-heading-6\" href=\"https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/permabrasuca\/conceitos-fundamentais\/planejamento-permacultural\/#padroes_naturais_e_zonas_energeticas\" >Padr\u00f5es naturais e zonas energ\u00e9ticas<\/a><\/li><li class='ez-toc-page-1 ez-toc-heading-level-2'><a class=\"ez-toc-link ez-toc-heading-7\" href=\"https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/permabrasuca\/conceitos-fundamentais\/planejamento-permacultural\/#o_planejamento_em_regioes_semiaridas\" >O planejamento em regi\u00f5es semi\u00e1ridas<\/a><\/li><\/ul><\/li><li class='ez-toc-page-1 ez-toc-heading-level-1'><a class=\"ez-toc-link ez-toc-heading-8\" href=\"https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/permabrasuca\/conceitos-fundamentais\/planejamento-permacultural\/#analise_de_elementos\" >An\u00e1lise de elementos<\/a><ul class='ez-toc-list-level-2' ><li class='ez-toc-heading-level-2'><a class=\"ez-toc-link ez-toc-heading-9\" href=\"https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/permabrasuca\/conceitos-fundamentais\/planejamento-permacultural\/#galinha_animal\" >Galinha (animal)<\/a><\/li><li class='ez-toc-page-1 ez-toc-heading-level-2'><a class=\"ez-toc-link ez-toc-heading-10\" href=\"https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/permabrasuca\/conceitos-fundamentais\/planejamento-permacultural\/#galinheiro_estrutural\" >Galinheiro (estrutural)<\/a><\/li><li class='ez-toc-page-1 ez-toc-heading-level-2'><a class=\"ez-toc-link ez-toc-heading-11\" href=\"https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/permabrasuca\/conceitos-fundamentais\/planejamento-permacultural\/#horta_vegetal\" >Horta (vegetal)<\/a><\/li><\/ul><\/li><li class='ez-toc-page-1 ez-toc-heading-level-1'><a class=\"ez-toc-link ez-toc-heading-12\" href=\"https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/permabrasuca\/conceitos-fundamentais\/planejamento-permacultural\/#bibliografia\" >Bibliografia<\/a><\/li><\/ul><\/nav><\/div>\n\n<div class=\"wp-block-group is-nowrap is-layout-flex wp-container-core-group-is-layout-ad2f72ca wp-block-group-is-layout-flex\">\n<p class=\"has-small-font-size\">Atualizado em<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-small-font-size\">3 de agosto de 2025<\/p>\n<\/div>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right\"><em>Arthur Nanni<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Na permacultura o m\u00e9todo de planejamento do espa\u00e7o ou da paisagem considera em seu roteiro diferentes escalas. De forma simples, avalia-se primeiramente o <strong>Contexto<\/strong> socioambiental em que est\u00e1 inserida a paisagem para definirmos os <strong>Setores<\/strong> de fluxos energ\u00e9ticos. Uma vez compreendida a din\u00e2mica dos fluxos, parte para o <strong>Conceito<\/strong> de planejamento, que no caso da permacultura, focaliza na conserva\u00e7\u00e3o de energia por meio da defini\u00e7\u00e3o de <strong>Zonas<\/strong> energ\u00e9ticas. Por fim, faz-se uma <strong>An\u00e1lise de elementos<\/strong> e escolha das melhores <strong>T\u00e9cnicas<\/strong> de manejo, para definir o que ser\u00e1 implantado ou n\u00e3o no espa\u00e7o.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image is-resized\" id=\"attachment_29377\"><a href=\"https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/ensinandopermacultura\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2020\/03\/setores_zonas_elementos.png\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/ensinandopermacultura\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2020\/03\/setores_zonas_elementos.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-29377\" style=\"width:398px;height:auto\"\/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>As escalas e o m\u00e9todo de planejamento em permacultura. Figura: Arthur Nanni.<br><\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"setores\"><span class=\"ez-toc-section\" id=\"setores_na_paisagem\"><\/span>Setores na paisagem<span class=\"ez-toc-section-end\"><\/span><\/h1>\n\n\n\n<p>Um bom planejamento permacultural precisa contar com um bom diagn\u00f3stico do <strong>Contexto<\/strong> local por meio da leitura da paisagem, que nos mostrar\u00e1 como e onde se d\u00e3o os fluxos energ\u00e9ticos. Assim, poderemos definir setores de ocorr\u00eancia preferencial de uma ou outra manifesta\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica na paisagem.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>A habilidade em ler a paisagem fornece ao planejador a oportunidade de trabalhar com os processos naturais ao inv\u00e9s de contra eles. David Holmgren.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><span class=\"ez-toc-section\" id=\"vias_para_uma_boa_leitura_da_paisagem\"><\/span>Vias para uma boa leitura da paisagem<span class=\"ez-toc-section-end\"><\/span><\/h2>\n\n\n\n<p>Segundo David Holmgren devemos utilizar de pelo menos quatro vias para ler a paisagem (Grayson, 2022). A primeira \u00e9 estabelecer uma aproxima\u00e7\u00e3o com a realidade do contexto do espa\u00e7o que desejamos planejar, por meio da compreens\u00e3o de informa\u00e7\u00f5es cient\u00edficas existentes. A segunda via se d\u00e1 \u00e9 atrav\u00e9s da  observa\u00e7\u00e3o contemplativa. A terceira prop\u00f5es sentir a paisagem com a intera\u00e7\u00e3o direta atrav\u00e9s dos nossos sentidos. Por fim, a quarta remete a busca por indicadores geol\u00f3gicos e biol\u00f3gicos que auxiliam na confirma\u00e7\u00e3o  na identifica\u00e7\u00e3o de setores na paisagem.<\/p>\n\n\n\n<p>Repare que o roteiro de observa\u00e7\u00e3o parte de uma escala externa ao ambiente, com dados produzidos, e vai aproximando-se da perspectiva do observador, at\u00e9 chegar menor propor\u00e7\u00e3o, que pode ser um micro-organismo bioindicador, por exemplo.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">O valor da informa\u00e7\u00e3o cient\u00edfica<\/h3>\n\n\n\n<p>Existe um bom tanto de informa\u00e7\u00f5es cient\u00edficas sistematizadas sobre vegeta\u00e7\u00e3o, solos, climas, geologia, geografia e ecologia. Uma consulta a essas bases em sites governamentais e de institui\u00e7\u00f5es de ensino e pesquisa, pode ser fundamental para compreender previamente o espa\u00e7o que se deseja \u201cinterferir\u201d atrav\u00e9s do planejamento permacultural.<\/p>\n\n\n\n<p>Um exemplo de plataforma de consulta dessa natureza \u00e9 a <a href=\"https:\/\/projeteee.mme.gov.br\/\">Plataforma Projeteee<\/a>, que &#8220;apresenta dados de caracteriza\u00e7\u00e3o clim\u00e1tica de mais de 400 cidades brasileiras, com indica\u00e7\u00e3o das estrat\u00e9gias de projeto mais apropriadas a cada regi\u00e3o e detalhamentos da aplica\u00e7\u00e3o pr\u00e1tica destas estrat\u00e9gias&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Observa\u00e7\u00e3o de campo<\/h3>\n\n\n\n<p>Tocar, sentir, cheirar e saborear colocando em pr\u00e1tica o princ\u00edpio \u201cObserve e interaja\u201d nos possibilita uma boa conex\u00e3o com a paisagem. \u00c9 importante fazer anota\u00e7\u00f5es tentando descrever, fotografar, filmar e sistematizar o que voc\u00ea deduz de suas observa\u00e7\u00f5es nesses momentos.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image is-resized\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lh7-rt.googleusercontent.com\/slidesz\/AGV_vUfqqIALZ92qM26Kjseiv3ufG31bk2J5JzRIUiRzWwltFzQR4Kgx1CVnYCFvtHM60f0PUJwLo20YhjyzuNR0goh4GXw_O3AXFD7Aqd_56gYibn7b8P_ZWs39-d884_PggxHZIZc_H0cnDh3GkK4mT1pyCLVHZuf6=s2048?key=buWqcO8G0cVFYB-lUTIOpA\" alt=\"\" style=\"width:433px;height:auto\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Crian\u00e7as interagindo com os girass\u00f3is no S\u00edtio Ecoextrema em Porto Alegre (2008). Foto de Zanir Bohrer.<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Conhecimento contemplativo<\/h3>\n\n\n\n<p>Contemplar a paisagem por longos momentos pode trazer respostas que n\u00e3o enxergamos com um simples olhar. Subir no topo de morros nos permite ver al\u00e9m da superf\u00edcie, perceber padr\u00f5es geogr\u00e1ficos de vegeta\u00e7\u00e3o e dos assentamentos a nossa volta.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image is-resized\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lh7-rt.googleusercontent.com\/slidesz\/AGV_vUdVFwgUkq7ikEkkuJ-EraJFKoAK7jsTKU4zoJzTXY0tZJRvPls2WuCPq7hj--ZBdnzJ01V9KbGmdxsXOH2n-3riiEnNV4ECrI941DnwQ7r7-E8OCEro_UgO8T9Ttgi6ou6qOj3urg5psbb7ITpm0jK-HxwAebY=s2048?key=buWqcO8G0cVFYB-lUTIOpA\" alt=\"\" style=\"width:474px;height:auto\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>S\u00edtio Igatu em S\u00e3o Pedro de Alc\u00e2ntara (2011). Foto de Arthur Nanni<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Uso de indicadores<\/h3>\n\n\n\n<p>Os indicadores s\u00e3o nossos aliados e confirmadores dos conhecimentos cient\u00edficos, das observa\u00e7\u00f5es e do conhecimento contemplativo. Sabendo como e onde se manifestam determinadas esp\u00e9cies na paisagem nos possibilita reconhecer microclimas e nos auxilia na tomada de decis\u00f5es no planejamento.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image is-resized\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lh7-rt.googleusercontent.com\/slidesz\/AGV_vUeXCm84UPNmZJtmMzHsSd1yCuxYj7fd1M_UJdJmggM7ZFVYyB7TvhHnir7M3BAO_0H7s4V5PuUcmUttGplCzujOeIp-LOD2XB3rg2n16gB2V9vuy2WB-CFRd4JDdHAkf2qdLUbte31-TJ4Dv2C6slDNS5Jz_Lts=s2048?key=buWqcO8G0cVFYB-lUTIOpA\" alt=\"\" style=\"width:513px;height:auto\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Infesta\u00e7\u00e3o de Tiririca que pode indicar solos adensados, \u00e1cidos e pobres em nutrientes. Foto de Moreira e Bragan\u00e7a (2010).<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Uma vez feita a leitura da paisagem, \u00e9 preciso definir as caracter\u00edsticas de fatores como:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Terreno\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>morfologia<\/li>\n\n\n\n<li>declividade<\/li>\n<\/ul>\n<\/li>\n\n\n\n<li>Ventos<\/li>\n\n\n\n<li>Insola\u00e7\u00e3o e din\u00e2mica sazonal<\/li>\n\n\n\n<li>Risco de inc\u00eandio<\/li>\n\n\n\n<li>\u00c1gua\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Chuvas<\/li>\n\n\n\n<li>Escoamento<\/li>\n\n\n\n<li>\u00c1reas alag\u00e1veis<\/li>\n\n\n\n<li>\u00c1reas drenantes<\/li>\n\n\n\n<li>Umidade<\/li>\n<\/ul>\n<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p>E, ent\u00e3o, inserir em um mapa base onde cada um desses fatores est\u00e3o presentes e em que magnitude se manifestam.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large is-resized\"><img decoding=\"async\" width=\"700\" height=\"532\" src=\"https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/permabrasuca\/wp-content\/uploads\/sites\/6\/2024\/12\/setores_generico-700x532.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-887\" style=\"width:573px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/permabrasuca\/wp-content\/uploads\/sites\/6\/2024\/12\/setores_generico-700x532.png 700w, https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/permabrasuca\/wp-content\/uploads\/sites\/6\/2024\/12\/setores_generico-300x228.png 300w, https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/permabrasuca\/wp-content\/uploads\/sites\/6\/2024\/12\/setores_generico-768x583.png 768w, https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/permabrasuca\/wp-content\/uploads\/sites\/6\/2024\/12\/setores_generico.png 1061w\" sizes=\"(max-width: 700px) 100vw, 700px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Setores a partir dos fluxos energ\u00e9ticos na paisagem.<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"ponto_curva_chave\"><span class=\"ez-toc-section\" id=\"ponto-chave_e_curva-chave\"><\/span>Ponto-chave e curva-chave<span class=\"ez-toc-section-end\"><\/span><\/h2>\n\n\n\n<p>Na Permacultura, os conceitos desenvolvidas por P.A. Yeomans, que prop\u00f4s o <em>Keyline Design<\/em> (Desenho em Linha Chave), consideram o ponto-chave e curva-chave como mudan\u00e7as de morfologia no terreno, que proporcionam uma transi\u00e7\u00e3o entre ambientes de dispers\u00e3o e concentra\u00e7\u00e3o energias na paisagem.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image is-resized\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lh7-rt.googleusercontent.com\/slidesz\/AGV_vUdn1tj-ImcSKpP9JilYBuwYsgd5sS2FqiKf1H8UdegJ7JmylTwJa_t6hT6AHbvNKzEOzutQ_LXc53peKKzAp1O1MhcyubSoL4_PFSFpcdRFA25QY_bV2W4iHCL38q8w5wSQEH4vv82UbtQePnbJZ2sRqg0BPRU=s2048?key=buWqcO8G0cVFYB-lUTIOpA\" alt=\"\" style=\"width:384px;height:auto\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>O ponto-chave (<em>keypoint<\/em>) \u00e9 o ponto em uma encosta onde a curvatura do terreno muda de convexa para c\u00f4ncava, considerando-se a morfologia do topo para base. A partir dessa altura a \u00e1gua das chuvas come\u00e7a a se acumular naturalmente antes de escorrer. Assim, a posi\u00e7\u00e3o ideal para a capta\u00e7\u00e3o e infiltra\u00e7\u00e3o das \u00e1guas no solo est\u00e1 via de regra um pouco abaixo do ponto-chave.<\/p>\n\n\n\n<p>A linha-chave se constitui em um n\u00edvel definido a partir da proje\u00e7\u00e3o lateral do ponto-chave na encosta.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large is-resized\"><img decoding=\"async\" width=\"700\" height=\"443\" src=\"https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/permabrasuca\/wp-content\/uploads\/sites\/6\/2025\/07\/image-700x443.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-1486\" style=\"width:634px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/permabrasuca\/wp-content\/uploads\/sites\/6\/2025\/07\/image-700x443.png 700w, https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/permabrasuca\/wp-content\/uploads\/sites\/6\/2025\/07\/image-300x190.png 300w, https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/permabrasuca\/wp-content\/uploads\/sites\/6\/2025\/07\/image-768x486.png 768w, https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/permabrasuca\/wp-content\/uploads\/sites\/6\/2025\/07\/image.png 1008w\" sizes=\"(max-width: 700px) 100vw, 700px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Pontos-chave e curvas-chave em uma microbacia hidrogr\u00e1fica. Imagem modificada de Regrarians eHandbook (2015).<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large is-resized\"><img decoding=\"async\" width=\"700\" height=\"467\" src=\"https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/permabrasuca\/wp-content\/uploads\/sites\/6\/2025\/07\/curva_chave_rio_de_contas_ba-700x467.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-1492\" style=\"width:729px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/permabrasuca\/wp-content\/uploads\/sites\/6\/2025\/07\/curva_chave_rio_de_contas_ba-700x467.png 700w, https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/permabrasuca\/wp-content\/uploads\/sites\/6\/2025\/07\/curva_chave_rio_de_contas_ba-300x200.png 300w, https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/permabrasuca\/wp-content\/uploads\/sites\/6\/2025\/07\/curva_chave_rio_de_contas_ba-768x512.png 768w, https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/permabrasuca\/wp-content\/uploads\/sites\/6\/2025\/07\/curva_chave_rio_de_contas_ba.png 1200w\" sizes=\"(max-width: 700px) 100vw, 700px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Cultivos abaixo da curva-chave em Rio de Contas\/BA<em> (2024)<\/em>. Foto de Arthur Nanni.<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"zonas_posicao\"><span class=\"ez-toc-section\" id=\"zonas_energeticas_e_posicao_relativa\"><\/span><strong>Zonas energ\u00e9ticas e posi\u00e7\u00e3o relativa<\/strong><span class=\"ez-toc-section-end\"><\/span><\/h1>\n\n\n\n<p>O planejamento permacultural tem por <strong>Conceito<\/strong> b\u00e1sico a conserva\u00e7\u00e3o de energia, que visa o menor esfor\u00e7o poss\u00edvel de quem maneja a paisagem planejada. Assim, ap\u00f3s definirmos os <strong>Setores<\/strong>, passamos a pensar no humano como um elemento na paisagem, que possui caracter\u00edsticas como ser vivo, tem suas necessidades e ir\u00e1 modificar a paisagem cumprindo fun\u00e7\u00f5es. Essas fun\u00e7\u00f5es s\u00e3o os afazeres cotidianos que precisam ser realizados para seguirmos vivendo em um ambiente saud\u00e1vel, que permita nossa viv\u00eancia, ou melhor, perman\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>Para tal, organizamos aqueles elementos &#8211; coisas que necessitamos no cotidiano &#8211; de modo a posicion\u00e1-los relativos \u00e0 frequ\u00eancia de manejo e a inter-rela\u00e7\u00e3o com outros elementos. Dessa forma, uma horta ficar\u00e1 mais perto da casa, pois exigir\u00e1 mais cuidado do que um talh\u00e3o de \u00e1rvores para lenha, que precisar\u00e1 de menos aten\u00e7\u00e3o ao longo do tempo.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1, um galinheiro dever\u00e1 ser posicionado pr\u00f3ximo \u00e0 horta para que o esterco das galinhas seja usado como fertilizante, sem que o manejador tenha de transladar o esterco por uma dist\u00e2ncia muito grande, lhe poupando esfor\u00e7o f\u00edsico, energia. Esse posicionamento relativo ir\u00e1 agrupar os elementos afins em espa\u00e7os demarcados, que facilitar\u00e3o nosso acesso dentro da frequ\u00eancia necess\u00e1ria para manejar o que for preciso. Esses espa\u00e7os demarcados s\u00e3o conhecidos na permacultura como zonas energ\u00e9ticas, ou simplesmente <strong>Zonas<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"506\" height=\"505\" src=\"https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/permabrasuca\/wp-content\/uploads\/sites\/6\/2024\/12\/zonas_generico.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-890\" srcset=\"https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/permabrasuca\/wp-content\/uploads\/sites\/6\/2024\/12\/zonas_generico.png 506w, https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/permabrasuca\/wp-content\/uploads\/sites\/6\/2024\/12\/zonas_generico-300x300.png 300w, https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/permabrasuca\/wp-content\/uploads\/sites\/6\/2024\/12\/zonas_generico-150x150.png 150w\" sizes=\"(max-width: 506px) 100vw, 506px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Zonas energ\u00e9ticas e frequ\u00eancias de manejo. Imagem traduzida de Wikimedia Commons.<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Para definir que &#8220;coisas&#8221; iremos inserir na paisagem, fazemos uma an\u00e1lise de cada uma delas (elementos), ou como mencionamos na permacultura, uma <strong>An\u00e1lise de elementos<\/strong>. Dessa forma, avaliamos todos elementos que desejamos\/necessitamos, considerando suas caracter\u00edsticas intr\u00ednsecas, necessidades e fun\u00e7\u00f5es na paisagem planejada. \u00c9 importante ter em mente que um elemento \u00e9 algo que exigir\u00e1 nossa aten\u00e7\u00e3o e, para atend\u00ea-lo, teremos de fazer usos de <strong>T\u00e9cnicas<\/strong>. \u00c9 importante destacar, que na natureza, cada elemento cumpre muitas fun\u00e7\u00f5es. Como na permacultura, fazemos uma m\u00edmica da natureza, ent\u00e3o cada elemento tamb\u00e9m dever\u00e1 cumprir muitas fun\u00e7\u00f5es. Quanto mais fun\u00e7\u00f5es um elemento cumprir, menos energia teremos de despender no manejo pr\u00f3ximo, pois as necessidades desse elemento j\u00e1 ter\u00e3o sido atendidas por uma fun\u00e7\u00e3o do elemento anterior. De brinde, ganhamos tempo, efici\u00eancia e, consequentemente, qualidade de vida.<\/p>\n\n\n\n<p>Considerando nossa casa (abrigo) como local que mais passaremos tempo no espa\u00e7o planejado, precisamos otimizar nossos deslocamentos, pois quanto mais distante do abrigo estiver um elemento, maior ser\u00e1 o tempo e a energia despendidos e, mais exaustivo ser\u00e1 o manejo. E corre o risco desse elemento que foi posicionado em um local equivocado, deixar de operar por impossibilidade do manejo. <\/p>\n\n\n\n<p>Assim, percebe-se que a l\u00f3gica de planejamento da permacultura serve para aplica\u00e7\u00e3o em pequenos espa\u00e7os, sejam eles urbanos ou minif\u00fandios rurais. Caso a escala de manejo aumente, ser\u00e3o necess\u00e1rias mais pessoas para somar for\u00e7a coletiva.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large is-resized\"><img decoding=\"async\" width=\"700\" height=\"645\" src=\"https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/permabrasuca\/wp-content\/uploads\/sites\/6\/2024\/12\/zonas_percepcaoindividual-700x645.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-891\" style=\"width:483px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/permabrasuca\/wp-content\/uploads\/sites\/6\/2024\/12\/zonas_percepcaoindividual-700x645.png 700w, https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/permabrasuca\/wp-content\/uploads\/sites\/6\/2024\/12\/zonas_percepcaoindividual-300x276.png 300w, https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/permabrasuca\/wp-content\/uploads\/sites\/6\/2024\/12\/zonas_percepcaoindividual-768x707.png 768w, https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/permabrasuca\/wp-content\/uploads\/sites\/6\/2024\/12\/zonas_percepcaoindividual.png 873w\" sizes=\"(max-width: 700px) 100vw, 700px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Tempo e Energia gastos em rela\u00e7\u00e3o ao abrigo, onde passamos a maior parte do tempo. Ilustra\u00e7\u00e3o de Arthur Nanni.<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Ainda no m\u00e9todo de planejamento, partindo-se de um espa\u00e7o sem elementos pr\u00e9-existentes, deve-se seguir a implanta\u00e7\u00e3o das zonas conforme a sua necessidade de perman\u00eancia, ou simplesmente, partir do abrigo (casa) para a periferia, depositando suas energias na conforma\u00e7\u00e3o dos elementos mais necess\u00e1rios ao longo da sua perman\u00eancia no tempo e na paisagem.<\/p>\n\n\n\n<p>Uma breve descri\u00e7\u00e3o sobre como implantar as zonas energ\u00e9ticas \u00e9 apresentada no trecho do v\u00eddeo a seguir por Jorge Silva, o Jorginho. Ele e sua fam\u00edlia s\u00e3o refer\u00eancia em permacultura em Santa Catarina e manejam e vivem da e com a terra em um espa\u00e7o de vida com 25ha na cidade de Anit\u00e1polis.<\/p>\n\n\n\n<p><iframe title=\"Permacultura em Prosa visita o S\u00edtio Silva em Anit\u00e1polis\" width=\"560\" height=\"315\" src=\"https:\/\/tubedu.org\/videos\/embed\/v5ERvfcopFYeu8DLyZ93dk?start=19m53s&amp;stop=25m4s\" allow=\"fullscreen\" sandbox=\"allow-same-origin allow-scripts allow-popups allow-forms\" style=\"border: 0px;\"><\/iframe><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><span class=\"ez-toc-section\" id=\"empilhamento_de_zonas_energeticas\"><\/span>Empilhamento de zonas energ\u00e9ticas<span class=\"ez-toc-section-end\"><\/span><\/h2>\n\n\n\n<p>O modelo cl\u00e1ssico de zoneamento proposto por Bill e David na Austr\u00e1lia, considera um estabelecimento horizontal das zonas no terreno, pois foi pensado para contextos de climas subtropicais a temperados, onde as atividades se d\u00e3o geralmente de forma radial, partindo-se de um centro, que geralmente \u00e9 o abrigo.<\/p>\n\n\n\n<p>Para climas tropicais, como \u00e9 o caso de boa parte do Brasil, podemos fazer um empilhamento de zonas por meio de sistemas agroflorestais, ou mesmo, pela aplica\u00e7\u00e3o de princ\u00edpios de estratifica\u00e7\u00e3o propostos na ecologia e adotados pela agricultura sintr\u00f3pica. A horta (zona 1) est\u00e1 junto da ro\u00e7a (zona 2), que por cons\u00f3rcio est\u00e1 dentro do pomar (zona 3), que est\u00e1 junto das esp\u00e9cies lenhosas de longo e curto prazo (zona 4), mantendo os estratos. As zonas 0 e 5 permanecem separadas.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" width=\"700\" height=\"394\" src=\"https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/permabrasuca\/wp-content\/uploads\/sites\/6\/2025\/07\/zonas_empilhamento_luiz_tucano_ba-700x394.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-1489\" srcset=\"https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/permabrasuca\/wp-content\/uploads\/sites\/6\/2025\/07\/zonas_empilhamento_luiz_tucano_ba-700x394.png 700w, https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/permabrasuca\/wp-content\/uploads\/sites\/6\/2025\/07\/zonas_empilhamento_luiz_tucano_ba-300x169.png 300w, https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/permabrasuca\/wp-content\/uploads\/sites\/6\/2025\/07\/zonas_empilhamento_luiz_tucano_ba-768x432.png 768w, https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/permabrasuca\/wp-content\/uploads\/sites\/6\/2025\/07\/zonas_empilhamento_luiz_tucano_ba-600x338.png 600w, https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/permabrasuca\/wp-content\/uploads\/sites\/6\/2025\/07\/zonas_empilhamento_luiz_tucano_ba.png 1200w\" sizes=\"(max-width: 700px) 100vw, 700px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Zonas 1, 2 e 3 empilhadas no cultivo de Luiz Carlos em Tucano\/BA (2024).<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><span class=\"ez-toc-section\" id=\"padroes_naturais_e_zonas_energeticas\"><\/span>Padr\u00f5es naturais e zonas energ\u00e9ticas<span class=\"ez-toc-section-end\"><\/span><\/h2>\n\n\n\n<p>A aplica\u00e7\u00e3o de padr\u00f5es naturais ao planejamento das zonas pode ofertar uma circula\u00e7\u00e3o mais eficiente no espa\u00e7o, bem como, possibilita posicionar elementos de forma mais sistematizada, permitindo o ingresso facilitado de pessoas e ferramentas para a realiza\u00e7\u00e3o do manejo.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 o caso do espa\u00e7o de vida da fam\u00edlia Canova, uma unidade refer\u00eancia em permacultura, que fica no munic\u00edpio de Alegre\/ES. O espa\u00e7o tem cerca de 6 hectares e conta com um Sistema Agroflorestal com mais de 70 anos de manejo.<\/p>\n\n\n\n<p>O sistema de trilhas principal segue o padr\u00e3o radial partindo-se da casa, que se interliga em outros secund\u00e1rios distribu\u00eddos em um padr\u00e3o conc\u00eantrico, que permite o deslocamento em n\u00edvel no terreno. As zonas energ\u00e9ticas seguem o padr\u00e3o conc\u00eantrico e est\u00e3o adaptadas a outros elementos na paisagem, como microvales e blocos de rocha.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large is-resized\"><img decoding=\"async\" width=\"700\" height=\"394\" src=\"https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/permabrasuca\/wp-content\/uploads\/sites\/6\/2025\/07\/04_canova_acessos-700x394.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-1501\" style=\"width:686px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/permabrasuca\/wp-content\/uploads\/sites\/6\/2025\/07\/04_canova_acessos-700x394.png 700w, https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/permabrasuca\/wp-content\/uploads\/sites\/6\/2025\/07\/04_canova_acessos-300x169.png 300w, https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/permabrasuca\/wp-content\/uploads\/sites\/6\/2025\/07\/04_canova_acessos-768x432.png 768w, https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/permabrasuca\/wp-content\/uploads\/sites\/6\/2025\/07\/04_canova_acessos-600x338.png 600w, https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/permabrasuca\/wp-content\/uploads\/sites\/6\/2025\/07\/04_canova_acessos.png 1280w\" sizes=\"(max-width: 700px) 100vw, 700px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Espa\u00e7o da fam\u00edlia Canova com trilhas prim\u00e1rias (rosa) dispostas em padr\u00e3o radial e, secund\u00e1rias (azul) e zonas energ\u00e9ticas distribu\u00eddas de forma conc\u00eantrica.<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><span class=\"ez-toc-section\" id=\"o_planejamento_em_regioes_semiaridas\"><\/span>O planejamento em regi\u00f5es semi\u00e1ridas<span class=\"ez-toc-section-end\"><\/span><\/h2>\n\n\n\n<p>A import\u00e2ncia do contexto nos coloca ainda a necessidade de estabelecer condi\u00e7\u00f5es m\u00ednimas de estar e permanecer em uma paisagem. No caso de regi\u00f5es semi\u00e1ridas, a falta de \u00e1gua pode ser crucial para permanecer em um espa\u00e7o, pois mesmo com a implanta\u00e7\u00e3o do abrigo (Zona 0) e a implanta\u00e7\u00e3o lenta das demais zonas em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 periferia do espa\u00e7o, se n\u00e3o houver garantia de \u00e1gua, ningu\u00e9m permanecer\u00e1 para seguir vivendo ali.<\/p>\n\n\n\n<p>Ent\u00e3o, para contextos de climas semi\u00e1ridos e, partindo-se de um espa\u00e7o sem elementos pr\u00e9-existentes, sugere-se iniciar com a implanta\u00e7\u00e3o de dispositivos de reten\u00e7\u00e3o de \u00e1guas na paisagem, como valas de infiltra\u00e7\u00e3o, terra\u00e7os, caixas-secas e outros adaptados ao contexto local, partindo das por\u00e7\u00f5es perif\u00e9ricas (bordas) do espa\u00e7o, que ser\u00e3o conformadas como Zona 5 no futuro.<\/p>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s a implanta\u00e7\u00e3o desses dipositivos, ser\u00e1 necess\u00e1rio um pousio para agregar \u00e1guas e biomassa (energias) nas curtas temporadas das chuvas. Ap\u00f3s agregadas essas energias, estas por\u00e7\u00f5es do terreno poder\u00e3o ser transformas em Zona 5 (sem manejo). Da\u00ed olha-se para a conforma\u00e7\u00e3o da Zona 4 com a introdu\u00e7\u00e3o de plantas fotossint\u00e9ticas de ano todo e, finalmente, caminha-se para a implanta\u00e7\u00e3o de uma Zona 3. Desta zona 3, a pr\u00f3xima pode ser a Zona 0 (casa), ent\u00e3o, o manejador provavelmente ter\u00e1 condi\u00e7\u00f5es de estabelecer moradia e, uma vez fixo no local, poder\u00e1 implantar as zonas 1 e 2 com seu manejo mais intenso.<\/p>\n\n\n\n<p>O v\u00eddeo a seguir traz uma ideia de plantas fotossint\u00e9ticas de ano todo para o semi\u00e1rido brasileiro.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe title=\"Agricultores transformam deserto em floresta no Semi\u00e1rido brasileiro\" width=\"1000\" height=\"563\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/MgknRntBFYo?start=346&#038;feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"analise_elementos\"><span class=\"ez-toc-section\" id=\"analise_de_elementos\"><\/span>An\u00e1lise de elementos<span class=\"ez-toc-section-end\"><\/span><\/h1>\n\n\n\n<p>Na permacultura, elementos compreendem tudo que entendemos ser necess\u00e1rio para que tenhamos plenas condi\u00e7\u00f5es de conviver com um determinado ecossistema. Eles podem ser classificados em tr\u00eas tipos: estrutural, vegetal e animal.<\/p>\n\n\n\n<p>Elementos estruturais s\u00e3o todas aquelas infraestruturas necess\u00e1rias para abrigar vida, tais como a casa, um fog\u00e3o \u00e0 lenha, garagem , galp\u00e3o, a\u00e7ude e por a\u00ed vai. J\u00e1 os animais, obviamente, incluem todas as formas de vida animada, tais como galinhas, gado, cabras e humanos. Os vegetais, abrangem tanto esp\u00e9cies vivas individuais como uma planta, at\u00e9 pomares, talh\u00f5es de biomassa, sistemas agroflorestais e sintr\u00f3picos.<\/p>\n\n\n\n<p>A inser\u00e7\u00e3o, implanta\u00e7\u00e3o e manuten\u00e7\u00e3o de um elemento na paisagem planejada exigir\u00e1 uma an\u00e1lise criteriosa sobre \u00e0s caracter\u00edsticas intr\u00ednsecas, \u00e0s necessidades espec\u00edficas e as fun\u00e7\u00f5es e produtos que esse elemento exigir\u00e1 e desempenhar\u00e1 no ambiente permacultural.<\/p>\n\n\n\n<p>Vejamos um exemplo para cada um dos tr\u00eas tipos de elementos a seguir, usando galinhas como elemento animal, o galinheiro, como estrutural e a horta, como vegetal.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><span class=\"ez-toc-section\" id=\"galinha_animal\"><\/span>Galinha (animal)<span class=\"ez-toc-section-end\"><\/span><\/h2>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>\u00c9 <strong>caracterizada<\/strong> por: ser m\u00f3vel, possuir penas, ciscar, voar baixo, comer tanto vegetais como insetos, por ovos&#8230;<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Necessita<\/strong> de: abrigo, prote\u00e7\u00e3o, alimentos, \u00e1gua, reprodu\u00e7\u00e3o, socializa\u00e7\u00e3o&#8230;<\/li>\n\n\n\n<li>Cumpre <strong>fun\u00e7\u00f5es<\/strong> ou gera <strong>produtos<\/strong> como: ovos, carne, penas, esterco na cama do avi\u00e1rio, revolvimento de solos, controle de insetos, companhia&#8230;<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><span class=\"ez-toc-section\" id=\"galinheiro_estrutural\"><\/span>Galinheiro (estrutural)<span class=\"ez-toc-section-end\"><\/span><\/h2>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>\u00c9 <strong>caracterizado<\/strong> por: ser uma edifica\u00e7\u00e3o im\u00f3vel ou m\u00f3vel (trator de galinhas), ocupar espa\u00e7o,<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Necessita<\/strong>: ser abastecido por \u00e1gua, ter baias dedicadas aos ninhos, ser telado para evitar entrada de predadores, ter aten\u00e7\u00e3o de manejo di\u00e1ria&#8230;<\/li>\n\n\n\n<li>Cumpre <strong>fun\u00e7\u00f5es<\/strong> como: proteger as galinhas de ataques, oferecer abrigo ao calor e frio, facilitar o controle do manejo do per\u00edodo noturno, concentrar esterco para posterior raspagem e uso nas aduba\u00e7\u00f5es, auxilia no choco e prote\u00e7\u00e3o dos pintos&#8230;<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><span class=\"ez-toc-section\" id=\"horta_vegetal\"><\/span>Horta (vegetal)<span class=\"ez-toc-section-end\"><\/span><\/h2>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>\u00c9 <strong>caracterizada<\/strong> por: ser im\u00f3vel, ocupar pouco espa\u00e7o quando dimensionada ao consumo familiar, possuir plantas delicadas que atraem animais dom\u00e9sticos e silvestres<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Necessita<\/strong> de: manejo intenso, irriga\u00e7\u00e3o, aduba\u00e7\u00e3o, sementes, prote\u00e7\u00e3o contra animais oportunistas, estar localizada pr\u00f3ximo a Zona 0.<\/li>\n\n\n\n<li>Cumpre <strong>fun\u00e7\u00f5es<\/strong> ou gera <strong>produtos<\/strong> como: fornecer hortali\u00e7as, temperos, ch\u00e1s, pequenos frutos, auxilia na regula\u00e7\u00e3o da temperatura e umidade no entorno de resid\u00eancias, propicia a intera\u00e7\u00e3o entre humanos&#8230;<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p>Com esses itens analisados podemos perceber que a lista de caracter\u00edsticas, necessidades e fun\u00e7\u00f5es nunca estar\u00e1 completa, pois o contexto local e temporal de onde estar\u00e3o locados esses tr\u00eas elementos, definir\u00e1 o que ocorre na pr\u00e1tica.<\/p>\n\n\n\n<p>Inspirada na m\u00edmica da natureza onde cada &#8220;coisa&#8221; que comp\u00f5em a paisagem cumpre muitas fun\u00e7\u00f5es, costumamos estabelecer que quanto mais fun\u00e7\u00f5es um elemento proporcionar e menos necessidades ele tiver, mais eficiente energeticamente ele ser\u00e1, dando menos trabalho ao permacultor ao manej\u00e1-lo. Dessa forma, consideramos que cada elemento a ser inserido na paisagem planejada, deve cumprir pelo menos 3 (tr\u00eas) fun\u00e7\u00f5es. Caso cumpra menos, dar\u00e1 mais trabalho do que retorno.<\/p>\n\n\n\n<p>Para fechar a an\u00e1lise de elementos, precisamos integr\u00e1-los na paisagem. Essa integra\u00e7\u00e3o pode ser entre tanto entre elementos de um mesmo tipo, como de tipos diferentes. Ela deve priorizar as fun\u00e7\u00f5es de cada elemento para os demais e, quanto mais fun\u00e7\u00f5es cumprir, melhor. A seguir podemos ver como seria a integra\u00e7\u00e3o entre os tr\u00eas elementos analisados.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large is-resized\"><img decoding=\"async\" width=\"700\" height=\"785\" src=\"https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/permabrasuca\/wp-content\/uploads\/sites\/6\/2025\/08\/integracao_elementos-700x785.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-1578\" style=\"width:532px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/permabrasuca\/wp-content\/uploads\/sites\/6\/2025\/08\/integracao_elementos-700x785.png 700w, https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/permabrasuca\/wp-content\/uploads\/sites\/6\/2025\/08\/integracao_elementos-267x300.png 267w, https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/permabrasuca\/wp-content\/uploads\/sites\/6\/2025\/08\/integracao_elementos-768x862.png 768w, https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/permabrasuca\/wp-content\/uploads\/sites\/6\/2025\/08\/integracao_elementos.png 812w\" sizes=\"(max-width: 700px) 100vw, 700px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Integra\u00e7\u00e3o de elementos na paisagem planejada.<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\"><span class=\"ez-toc-section\" id=\"bibliografia\"><\/span>Bibliografia<span class=\"ez-toc-section-end\"><\/span><\/h1>\n\n\n\n<p>Doherty, D. J. &amp; Jeeves, A (2015). Regrarians eHandbook &#8211; 2 Geography (1st ed). Bendigo &#8211; Australia. 87p.<\/p>\n\n\n\n<p>Grayson, R. (2022). Four ways to read the landscape. PERMACULTURE Journal. <a href=\"https:\/\/medium.com\/permaculture-3-0\/four-ways-to-read-the-landscape-7a2aff69fa55\">https:\/\/medium.com\/permaculture-3-0\/four-ways-to-read-the-landscape-7a2aff69fa55<\/a> <\/p>\n\n\n\n<p>Yeomans, A. Y. (1971). The City Forest: The Keyline Plan for the Human Environment. Keyline Pub. Pty.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Atualizado em 3 de agosto de 2025 Arthur Nanni Na permacultura o m\u00e9todo de planejamento do espa\u00e7o ou da paisagem considera em seu roteiro diferentes escalas. De forma simples, avalia-se primeiramente o Contexto socioambiental em que est\u00e1 inserida a paisagem para definirmos os Setores de fluxos energ\u00e9ticos. Uma vez compreendida a din\u00e2mica dos fluxos, parte [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"parent":229,"menu_order":2,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","meta":{"footnotes":""},"coauthors":[2,3],"class_list":["post-15","page","type-page","status-publish","hentry"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/permabrasuca\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/15","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/permabrasuca\/wp-json\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/permabrasuca\/wp-json\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/permabrasuca\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/permabrasuca\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=15"}],"version-history":[{"count":68,"href":"https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/permabrasuca\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/15\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2354,"href":"https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/permabrasuca\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/15\/revisions\/2354"}],"up":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/permabrasuca\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/229"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/permabrasuca\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=15"}],"wp:term":[{"taxonomy":"author","embeddable":true,"href":"https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/permabrasuca\/wp-json\/wp\/v2\/coauthors?post=15"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}