{"id":1471,"date":"2025-07-24T18:17:36","date_gmt":"2025-07-24T21:17:36","guid":{"rendered":"https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/permabrasuca\/?page_id=1471"},"modified":"2026-01-06T17:25:21","modified_gmt":"2026-01-06T20:25:21","slug":"eventos-extremos","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/permabrasuca\/eventos-extremos\/","title":{"rendered":"Eventos extremos"},"content":{"rendered":"\n<div class=\"wp-block-group is-nowrap is-layout-flex wp-container-core-group-is-layout-ad2f72ca wp-block-group-is-layout-flex\">\n<p class=\"has-small-font-size\">Atualizado em<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-post-date__modified-date wp-block-post-date has-small-font-size\"><time datetime=\"2026-01-06T17:25:21-03:00\">6 de janeiro de 2026<\/time><\/div>\n\n\n<p class=\"has-small-font-size\"><\/p>\n<\/div>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right\"><em>Arthur Nanni e Marcelo Venturi<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>O planejamento para eventos extremos \u00e9 uma ferramenta cada vez mais importante em um mundo com din\u00e2micas mudan\u00e7as ambientais.<\/p>\n\n\n\n<p>De um vento lento, mas persistente a um tuf\u00e3o ou uma eros\u00e3o a um deslizamento de monta e, ainda, de uma cheia ocasional a uma enchente prolongada, temos v\u00e1rias forma de manifesta\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica na paisagem que ir\u00e3o afetar nosso cotidiano e definir a forma e a ado\u00e7\u00e3o de estrat\u00e9gias para permanecemos em um ecossistema.<\/p>\n\n\n\n<p>Comumente, os olhares para eventos extremos ocorrem apenas quando o desastre ou cat\u00e1strofe j\u00e1 ocorreu. O planejamento para eventos extremos na permacultura busca ir al\u00e9m da simples recupera\u00e7\u00e3o ap\u00f3s um desastre, focando em estrat\u00e9gias para evitar ou minimizar danos, aumentando a resili\u00eancia e a capacidade de adapta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\"><strong>Eventos extremos no Brasil<\/strong><\/h1>\n\n\n\n<p>Os eventos extremos mais frequentes em nosso pa\u00eds incluem chuvas intensas com inunda\u00e7\u00f5es, per\u00edodos prolongados de secas e estiagens e inc\u00eandios florestais. A intensidade e a frequ\u00eancia desses eventos v\u00eam aumentando nas \u00faltimas d\u00e9cadas, acompanhando a tend\u00eancia global de adapta\u00e7\u00e3o do planeta ao novo regime clim\u00e1tico imposto pelas transforma\u00e7\u00f5es do agente geol\u00f3gico humano nas paisagens.<\/p>\n\n\n\n<p>Historicamente, temos no Brasil registros de fen\u00f4menos clim\u00e1ticos bem conhecidos, que exigem a adapta\u00e7\u00e3o das nossas rotinas para seguirmos permanecendo e prosperando em um determinado local. Esses fen\u00f4menos podem passar despercebidos se estiverem dentro da sua normalidade, mas em uma \u00e9poca de constantes mudan\u00e7as clim\u00e1ticas precisamos ser mais resilientes a extremos inesperados.<\/p>\n\n\n\n<p>Do constante d\u00e9ficit h\u00eddrico em <a href=\"https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/permabrasuca\/contextos-fitoecologicos\/\">contextos fitoecol\u00f3gicos<\/a> como a <a href=\"https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/permabrasuca\/wp-content\/uploads\/sites\/6\/2024\/12\/SES.pdf\">Savana est\u00e9pica ou Caatinga<\/a>, onde ventos persistentes seguem paulatinamente desidratando as suas paisagens. Ao longo de relevos acidentados da nossa costa, onde predomina a <a href=\"https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/permabrasuca\/wp-content\/uploads\/sites\/6\/2024\/12\/FOD.pdf\">Floresta ombr\u00f3fila Densa<\/a>, em todos os ver\u00f5es escutamos sobre deslizamentos e soterramentos promovidos por volumosas chuvas. Ou ainda, as flutua\u00e7\u00f5es com amplitudes cada vez maiores entre cheias e secas nos contextos da Floresta Tropical Pluvial e na <a href=\"https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/permabrasuca\/wp-content\/uploads\/sites\/6\/2024\/12\/FOA.pdf\">Floresta Ombr\u00f3fila Aberta<\/a> da bacia hidrogr\u00e1fica do Rio Amazonas. Sem esquecer dos crescentes inc\u00eandios nas <a href=\"https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/permabrasuca\/wp-content\/uploads\/sites\/6\/2024\/12\/SAV.pdf\">Savanas<\/a> do Cerrado, as atividades humanas operadas dentro de uma l\u00f3gica explorat\u00f3ria, v\u00eam desidratando gradualmente as paisagens e acelerando o fluxo das \u00e1guas para os oceanos.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, para estabelecermos um bom ambiente de vida, precisamos planejar com sapi\u00eancia nossas paisagens para evitarmos danos e preju\u00edzos materiais e humanos. Nesse \u00ednterim, consultar informa\u00e7\u00f5es sobre normais e \u201canormais\u201d clim\u00e1ticas, geol\u00f3gicas, hidrol\u00f3gicas e meteorol\u00f3gicas em \u00f3rg\u00e3os p\u00fablicos destinados a alertar sobre riscos, \u00e9 um primeiro passo. Para tal, sugerimos uma buscas em:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Instituto Nacional de Meteorologia &#8211; <a href=\"https:\/\/portal.inmet.gov.br\/\">INMET<\/a>.<\/li>\n\n\n\n<li>Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais &#8211; <a href=\"https:\/\/www.gov.br\/cemaden\/pt-br\/cemaden\">Cemaden\/MCTI<\/a>.<\/li>\n\n\n\n<li>Servi\u00e7o Geol\u00f3gico do Brasil &#8211; <a href=\"https:\/\/www.sgb.gov.br\/\">SGB<\/a>.<\/li>\n\n\n\n<li>Monitor de secas &#8211; <a href=\"https:\/\/monitordesecas.ana.gov.br\/mapa\">ANA<\/a>.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p>Com base nessas informa\u00e7\u00f5es voc\u00ea ter\u00e1 uma primeira aproxima\u00e7\u00e3o sobre quais eventos s\u00e3o mais frequentes na regi\u00e3o onde voc\u00ea ir\u00e1 fazer o planejamento, mas n\u00e3o \u00e9 o suficiente, pois h\u00e1 detalhes locais que podem ser mais importantes que a informa\u00e7\u00e3o em grande escala fornecida por esses \u00f3rg\u00e3os.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, uma conversa com pessoas locais mais antigas pode revelar detalhes relevantes para tomada de decis\u00e3o sobre quais t\u00e9cnicas e tecnologias sociais adotar, bem como, a defini\u00e7\u00e3o da&nbsp; <a href=\"https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/permabrasuca\/conceitos-fundamentais\/planejamento-permacultural\/#zonas_posicao\">posi\u00e7\u00e3o relativa de elementos<\/a> na paisagem planejada.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\"><strong>Defini\u00e7\u00f5es importantes<\/strong><\/h1>\n\n\n\n<p><strong>Vulnerabilidade &#8211; <\/strong>\u00c9 a situa\u00e7\u00e3o que indica um estado de fraqueza, inseguran\u00e7a ou instabilidade que pode se referir tanto ao comportamento das pessoas, quanto a objetos, condi\u00e7\u00f5es, ideias e outros.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Risco &#8211; <\/strong>\u00c9 quando, uma vez vulner\u00e1vel a uma determinada situa\u00e7\u00e3o, h\u00e1 a possibilidade de haver danos e preju\u00edzos pessoais e materiais \u00e0 sociedade, afetando a economia e os ecossistemas.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Resili\u00eancia \u2013 <\/strong>\u00c9 a capacidade de algo retornar ao seu equil\u00edbrio din\u00e2mico e se manter \u00edntegro para perfazer suas fun\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Adaptabilidade \u2013 <\/strong>\u00c9 a capacidade que algo ou algu\u00e9m possui em rela\u00e7\u00e3o a sua adapta\u00e7\u00e3o a condi\u00e7\u00f5es impostas.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\"><strong>Reconhecimento e organiza\u00e7\u00e3o<\/strong><\/h1>\n\n\n\n<p>Na permacultura temos a paisagem como um ambiente de fluxos energ\u00e9ticos vinculados aos quatro elementos naturais: <strong>Terra, \u00c1gua, Fogo e Ar<\/strong> e, onde \u00e9 desej\u00e1vel que a homeostase seja constante, o que na pr\u00e1tica, \u00e9 imposs\u00edvel. Por vezes essa homeostase \u201cse rompe\u201d e uma equaliza\u00e7\u00e3o das energias precisa proceder. \u00c9 nesse contexto que ocorrem os eventos extremos.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full is-resized\"><img decoding=\"async\" width=\"613\" height=\"600\" src=\"https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/permabrasuca\/wp-content\/uploads\/sites\/6\/2025\/10\/image.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1688\" style=\"width:470px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/permabrasuca\/wp-content\/uploads\/sites\/6\/2025\/10\/image.jpeg 613w, https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/permabrasuca\/wp-content\/uploads\/sites\/6\/2025\/10\/image-300x294.jpeg 300w\" sizes=\"(max-width: 613px) 100vw, 613px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Os 4 elementos. Fonte: Four elements &#8211; <\/em><a href=\"https:\/\/commons.wikimedia.org\/wiki\/File:Colored_four_elements.jpg\"><em>wikimedia commons<\/em><\/a><em>.<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>Desta forma, na permacultura reconhecemos, compreendemos e organizamos os eventos extremos associados a estes 4 elementos, acrescido dos seres vivos, em especial a esp\u00e9cie humana como um 5\u00ba elemento, que se constituem nos agentes geol\u00f3gicos que moldam as paisagens do planeta.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, a intensidade de ocorr\u00eancia de um evento depender\u00e1 da amplitude da troca energ\u00e9tica envolvida e o tornar\u00e1 mais ou menos nocivo. Em resumo podemos organizar os eventos extremos para cada um dos 5 elementos:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>Terra:<\/strong> Manifesta\u00e7\u00f5es geol\u00f3gicas como sismos, tremores, deslizamentos, eros\u00e3o, terremotos e fluxo de massa.<\/li>\n\n\n\n<li><strong>\u00c1gua:<\/strong> Fen\u00f4menos da hidrosfera como chuvas, inunda\u00e7\u00f5es, geada, neve, tsunamis, ressacas&nbsp; maremotos, etc.&nbsp;<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Fogo:<\/strong> Eventos de combust\u00e3o e calor, incluindo inc\u00eandios, queimadas, raios, secas, radia\u00e7\u00e3o solar e erup\u00e7\u00f5es vulc\u00e2nicas, etc.<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Ar:<\/strong> Fluxos atmosf\u00e9ricos como ventos persistentes, ciclones, vendavais, furac\u00f5es e tornados, etc.<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Humano<\/strong>: Explos\u00e3o demogr\u00e1fica, pandemias, polui\u00e7\u00e3o, guerras, acelera\u00e7\u00e3o da eros\u00e3o, extin\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cies, entre outros\u2026<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p>Muitos eventos s\u00e3o resultado da intera\u00e7\u00e3o entre mais de um elemento, como uma avalanche (Terra e \u00c1gua) ou um fluxo pirocl\u00e1stico (Fogo e Ar). O <strong>fator Antropog\u00eanico<\/strong>, ou seja, as a\u00e7\u00f5es humanas influenciam, amplificam e intensificam as manifesta\u00e7\u00f5es dos demais elementos.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\"><strong>Estrat\u00e9gias de planejamento<\/strong><\/h1>\n\n\n\n<p>O primeiro passo no planejamento \u00e9 o reconhecimento dos potenciais eventos extremos e sua intensidade de ocorr\u00eancia para o local onde ser\u00e1 feito planejada a paisagem. Isso envolve uma an\u00e1lise detalhada para entender o qu\u00e3o vulner\u00e1vel \u00e9 um determinado local e as caracter\u00edsticas dos eventos que podem ocorrer, entendo-os segundo alguns quesitos:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>Causa:<\/strong> \u00c9 de origem natural ou antr\u00f3pica (causada por humanos)?<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Frequ\u00eancia:<\/strong> Ocorre com que regularidade?<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Dura\u00e7\u00e3o:<\/strong> \u00c9 um evento curto e intenso (como uma tromba d&#8217;\u00e1gua) ou de longa dura\u00e7\u00e3o (como uma seca)?<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Per\u00edodo de Alerta:<\/strong> Existe um aviso pr\u00e9vio ou o in\u00edcio \u00e9 s\u00fabito?<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Alcance:<\/strong> O impacto \u00e9 concentrado em uma pequena \u00e1rea ou \u00e9 abrangente?<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Potencial Destrutivo:<\/strong> Qual a capacidade de causar danos?<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Previsibilidade:<\/strong> O evento segue algum padr\u00e3o sazonal ou c\u00edclico?<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p>Essa an\u00e1lise inicial permite classificar os eventos e direcionar os esfor\u00e7os de forma mais eficaz, otimizando recursos financeiros para atender aqueles eventos mais danosos.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">A\u00e7\u00f5es de preven\u00e7\u00e3o e mitiga\u00e7\u00e3o<\/h2>\n\n\n\n<p>Com base na intensidade e previsibilidade, os eventos podem ser classificados como <strong>preven\u00edveis<\/strong> ou <strong>mitig\u00e1veis<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Sabidamente, a permacultura \u00e9 uma das mais importantes ferramentas nos esfor\u00e7os de mitiga\u00e7\u00e3o de desastres, porque aumenta a consci\u00eancia e resili\u00eancia da comunidade sobre a import\u00e2ncia da sustentabilidade em seu ambiente natural. Ela faz com que a homeostase dos ecossistemas seja atingida, o que leva a uma suaviza\u00e7\u00e3o das amplitudes energ\u00e9ticas e, consequente diminui\u00e7\u00e3o da intensidade dos eventos extremos.<\/p>\n\n\n\n<p>A <strong>preven\u00e7\u00e3o<\/strong> deve estar focada em eventos de menor a m\u00e9dia intensidade. O objetivo \u00e9 aumentar a resili\u00eancia e evitar danos, compreendendo as vulnerabilidades e adaptando o ambiente para minimizar riscos, que trar\u00e3o danos e preju\u00edzos. E, claro, definir um plano de restabelecimento da rotina e reconstru\u00e7\u00e3o do ambiente planejado em caso de danos.<\/p>\n\n\n\n<p>A <strong>mitiga\u00e7\u00e3o<\/strong> ser\u00e1 aplicada ap\u00f3s a ocorr\u00eancia de eventos de grande intensidade, cujos danos n\u00e3o podem ser totalmente evitados. A estrat\u00e9gia se concentra em minimizar as consequ\u00eancias e restabelecer as condi\u00e7\u00f5es b\u00e1sicas de sobreviv\u00eancia o mais r\u00e1pido poss\u00edvel. Isso exige planos de fuga, estrat\u00e9gias de emerg\u00eancia e a\u00e7\u00f5es de reconstru\u00e7\u00e3o e adaptabilidade ao novo cen\u00e1rio p\u00f3s-evento.<\/p>\n\n\n\n<p>Em resumo, a estrat\u00e9gia geral de preven\u00e7\u00e3o e mitiga\u00e7\u00e3o deve seguir l\u00f3gica temporal e atitudinal, partindo do <strong>Planejamento<\/strong> geral, seguido da adi\u00e7\u00e3o de dispositivos de <strong>Preven\u00e7\u00e3o<\/strong>, depois o desenho de rotas de <strong>Fuga<\/strong> e, por fim, defini\u00e7\u00e3o e a\u00e7\u00e3o de processos de <strong>Mitiga\u00e7\u00e3o<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\"><strong>Estrat\u00e9gias espec\u00edficas por elemento<\/strong><\/h1>\n\n\n\n<p>O planejamento detalhado envolve a aplica\u00e7\u00e3o de t\u00e9cnicas espec\u00edficas para cada tipo de evento. \u00c9 crucial <strong>sempre prever rotas de fuga<\/strong>, independentemente do evento.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">\u00c1gua<\/h2>\n\n\n\n<p>Eventos como chuvas fortes e tromba d\u2019\u00e1gua \u00e9 prudente a antecipa\u00e7\u00e3o de picos de vaz\u00f5es para evacua\u00e7\u00e3o e ainda, dispositivos de rebaixamento de n\u00edveis em a\u00e7udes, visando evitar a ruptura de taipas\/diques. A reloca\u00e7\u00e3o de animais deve ser inclusa na evacua\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Para geadas e chuva de granizo, pode-se usar telhados resistentes e telas anti-granizo e geada, usar de microaspers\u00e3o ativa em cultivos, atear fogo com lenha em pontos baixos, manter a circula\u00e7\u00e3o de \u00e1gua para evitar rompimento de tubula\u00e7\u00f5es, principalmente nos planaltos da regi\u00e3o sul. \u00c9 importante lembrar que corpos d&#8217;\u00e1gua e florestas possuem maior in\u00e9rcia t\u00e9rmica. Assim, pequenos a\u00e7udes e cons\u00f3rcio com \u00e1rvores auxiliam a suavizar a amplitude t\u00e9rmica local.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Eventos como cabe\u00e7a d\u2019\u00e1gua exigem um planejamento com aten\u00e7\u00e3o na localiza\u00e7\u00e3o relativa, evitando-se a realiza\u00e7\u00e3o de atividades e implanta\u00e7\u00e3o de elementos fixos em plan\u00edcies de inunda\u00e7\u00e3o, como a moradia, por exemplo. Buscando suavizar os picos de cheia, \u00e9 ideal conservar florestas em regi\u00f5es de cabeceira da bacia hidrogr\u00e1fica buscando estimular a infiltra\u00e7\u00e3o das \u00e1guas. E, n\u00e3o menos importante, possuir \u00e1reas de amortecimento (a\u00e7udes, pastagens) antes de instala\u00e7\u00f5es mais onerosas, buscando gerar dano m\u00ednimo.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><img decoding=\"async\" width=\"700\" height=\"467\" src=\"https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/permabrasuca\/wp-content\/uploads\/sites\/6\/2025\/10\/referencia_nivel-700x467.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1694\" srcset=\"https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/permabrasuca\/wp-content\/uploads\/sites\/6\/2025\/10\/referencia_nivel-700x467.jpg 700w, https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/permabrasuca\/wp-content\/uploads\/sites\/6\/2025\/10\/referencia_nivel-300x200.jpg 300w, https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/permabrasuca\/wp-content\/uploads\/sites\/6\/2025\/10\/referencia_nivel-768x512.jpg 768w, https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/permabrasuca\/wp-content\/uploads\/sites\/6\/2025\/10\/referencia_nivel.jpg 1200w\" sizes=\"(max-width: 700px) 100vw, 700px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Casa constru\u00edda em uma parte elevada do terreno fora do n\u00edvel de alagamento no vale, no s\u00edtio Jo\u00e3o de Barro em Ibirama\/SC. Foto de Arthur Nanni.<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>No caso de inunda\u00e7\u00f5es, enxurradas e alagamentos, deve-se manter reserva de \u00e1gua pot\u00e1vel e comida em local seguro e, criar rotas alternativas de acesso, evitando-se ficar ilhado. Em ambientes urbanos, a implanta\u00e7\u00e3o de jardins de chuva para manter a permeabilidade do solo e reter lixos e sedimentos.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o comum no Brasil e, sempre de pouco volume, a ocorr\u00eancia de neve exige telhados bem inclinados para evitar ac\u00famulo e sobrecarga. Al\u00e9m desse detalhe, aqueles mencionados para geada.<\/p>\n\n\n\n<p>Em zonas costeiras vulner\u00e1veis a ressacas, \u00e9 importante monitorar fluxos mar\u00edtimos e antecipar a retirada de pessoas e animais. Obviamente, n\u00e3o [re]construir nos locais onde sabidamente atingidas por ressacas.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso de chuvas \u00e1cidas associadas a erup\u00e7\u00f5es vulc\u00e2nicas \u00e9 importante ter em mente que ser\u00e1 necess\u00e1rio conviver com elas, ent\u00e3o, \u00e9 sugerido o cultivo de esp\u00e9cies tolerantes. Caso a origem da acidez nas \u00e1guas seja a polui\u00e7\u00e3o industrial, obviamente, buscar amparo em \u00f3rg\u00e3os ambientais, que por sua vez ir\u00e3o cobrar provid\u00eancias.<\/p>\n\n\n\n<p>Para tsunamis e maremotos \u00e9 importante o monitoramento da forma\u00e7\u00e3o e propaga\u00e7\u00e3o, ter aten\u00e7\u00e3o aos avisos naturais, como o recuo repentino da mar\u00e9 ou tremores de terra, o que permitir\u00e1 evacuar o local rapidamente e desligar energia. Al\u00e9m disso, ter um kit de primeiros socorros, lanterna de cabe\u00e7a para manter as m\u00e3os livres e comunica\u00e7\u00e3o via r\u00e1dio localmente, acertando canais e frequ\u00eancias com vizinhos, ajudar\u00e1 muito voc\u00ea e a comunidade.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Ar<\/h2>\n\n\n\n<p>Eventos como seca e excesso de radia\u00e7\u00e3o UV exigir\u00e3o cobertura mortas e vivas de solo, bem como o cons\u00f3rcios de plantas, pois a diversidade proporcionar\u00e1 maior estabilidade e resili\u00eancia dos cultivares. Obviamente, \u00e9 preciso implantar reservas de \u00e1gua em cisternas, a\u00e7udes, barraginhas, caixas secas e cheias.<\/p>\n\n\n\n<p>Vale ficar atento \u00e0s previs\u00f5es clim\u00e1ticas para o ano, se teremos <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/El_Ni%C3%B1o\"><em>El ni\u00f1o<\/em> ou <em>La ni\u00f1a<\/em><\/a>, pois isso pode significar maiores volumes de chuvas ou per\u00edodos com temperaturas mais baixas. Lembrando que esses fen\u00f4menos acarretar\u00e3o em condi\u00e7\u00f5es diferenciadas dependendo de onde voc\u00ea estiver no Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 importante priorizar o cultivo de esp\u00e9cies aliment\u00edcias r\u00fasticas, sobretudo tub\u00e9rculos como mandioca e inhame, pois ser\u00e3o mais resistentes ao d\u00e9ficit h\u00eddrico e \u00e0 exposi\u00e7\u00e3o solar.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso de ventos persistentes e vendavais, \u00e9 preciso implantar quebra-ventos com esp\u00e9cies flex\u00edveis, como o bambu e palmeiras, que devem ser plantados de forma n\u00e3o-adensada, evitando a cria\u00e7\u00e3o de turbul\u00eancia na por\u00e7\u00e3o que se quer proteger dos ventos.<\/p>\n\n\n\n<p>Ciclones est\u00e3o no limite do preven\u00edvel. Buscando evitar danos \u00e0s edifica\u00e7\u00f5es, sugere-se adotar telhados com 4 \u00e1guas para que haja \u201cquinas\u201d para desviar fluxos e, claro, amarrar telhas dos beirais e v\u00e3os abertos como varandas, garagens e galp\u00f5es sem paredes.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><img decoding=\"async\" width=\"700\" height=\"394\" src=\"https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/permabrasuca\/wp-content\/uploads\/sites\/6\/2025\/10\/telhado_4_aguas-700x394.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1695\" srcset=\"https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/permabrasuca\/wp-content\/uploads\/sites\/6\/2025\/10\/telhado_4_aguas-700x394.jpg 700w, https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/permabrasuca\/wp-content\/uploads\/sites\/6\/2025\/10\/telhado_4_aguas-300x169.jpg 300w, https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/permabrasuca\/wp-content\/uploads\/sites\/6\/2025\/10\/telhado_4_aguas-768x433.jpg 768w, https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/permabrasuca\/wp-content\/uploads\/sites\/6\/2025\/10\/telhado_4_aguas-600x338.jpg 600w, https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/permabrasuca\/wp-content\/uploads\/sites\/6\/2025\/10\/telhado_4_aguas.jpg 1200w\" sizes=\"(max-width: 700px) 100vw, 700px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Telhado com 4 \u00e1guas para \u201cquebrar\u201d ventos fortes no S\u00edtio Ra\u00edzes em S\u00e3o Jos\u00e9 do Cerrito\/SC. Foto de Arthur Nanni.<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>Tuf\u00f5es exigir\u00e3o estruturas robustas, seja uma pe\u00e7a da casa ou uma edifica\u00e7\u00e3o pr\u00f3xima, capaz de n\u00e3o ruir com ventos fort\u00edssimos. A arquitetura dos ecodomos \u00e9 resistente a estas condi\u00e7\u00f5es. Obras convencionais em alvenaria com laje de teto tamb\u00e9m oferecem prote\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso de furac\u00f5es e tornados, \u00e9 sugerido em abrigo subterr\u00e2neo com mantimentos.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Fogo<\/h2>\n\n\n\n<p>Alguns fatores de risco devem ser considerados no planejamento. Elementos combust\u00edveis, que queimam facilmente, devem ser posicionados na paisagem longe de estruturas fixas, como casas, abrigos, galp\u00f5es e estufas.<\/p>\n\n\n\n<p>Os ventos aumentam o risco de inc\u00eandio, ent\u00e3o \u00e9 importante reconhecer os quadrantes de onde sopram e em que intensidade e \u00e9poca do ano ocorrem. Unido a isso, a topografia tamb\u00e9m influenciar\u00e1 na dispers\u00e3o das chamas, visto que mover\u00e3o mais f\u00e1cil morro acima.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, \u00e9 importante possuir uma \u00e1rea aberta que impe\u00e7a a propaga\u00e7\u00e3o do fogo, para fins de fuga e estar em um local seguro. No entorno dessa \u00e1rea insira elementos que auxiliem no barramento do fogo tais como aceiros, a\u00e7udes, estradas, vegeta\u00e7\u00f5es de dif\u00edcil queima, outros.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><img decoding=\"async\" width=\"700\" height=\"494\" src=\"https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/permabrasuca\/wp-content\/uploads\/sites\/6\/2025\/10\/aceiro_-700x494.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-1696\" srcset=\"https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/permabrasuca\/wp-content\/uploads\/sites\/6\/2025\/10\/aceiro_-700x494.png 700w, https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/permabrasuca\/wp-content\/uploads\/sites\/6\/2025\/10\/aceiro_-300x212.png 300w, https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/permabrasuca\/wp-content\/uploads\/sites\/6\/2025\/10\/aceiro_-768x542.png 768w, https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/permabrasuca\/wp-content\/uploads\/sites\/6\/2025\/10\/aceiro_.png 850w\" sizes=\"(max-width: 700px) 100vw, 700px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Aceiro mantido na RPPN da Fazenda Nhumirim, na Nhecol\u00e2ndia, Corumb\u00e1, MS, em 2008. Imagem de Tomas et al (2009).<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>Inc\u00eandios e queimadas exigem a presen\u00e7a de extintores de inc\u00eandio, a presen\u00e7a de aceiros e a prioriza\u00e7\u00e3o de materiais n\u00e3o inflam\u00e1veis. A cria\u00e7\u00e3o de barreiras ortogonais \u00e0 dire\u00e7\u00e3o dos ventos predominantes \u00e9 uma boa estrat\u00e9gia para barrar a propaga\u00e7\u00e3o de chamas. Estas barreiras podem ser constitu\u00eddas por aceiros de plantas n\u00e3o inflam\u00e1veis como suculentas, que permane\u00e7am verdes e que produzam poucas folhas\/palha seca e pouca resina.<\/p>\n\n\n\n<p>Os piquetes de animais herb\u00edvoros podem ser dispostos em faixas para manter faixas de vegeta\u00e7\u00e3o baixa e limpa, circundando as <a href=\"https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/permabrasuca\/conceitos-fundamentais\/planejamento-permacultural\/#zonas_posicao\">zonas energ\u00e9ticas<\/a> mais pr\u00f3ximas da casa, onde geralmente est\u00e3o instaladas as edifica\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Para eventos de seca prolongada s\u00e3o sugeridos materiais de cobertura do solo, sombreamento e a instala\u00e7\u00e3o de reservat\u00f3rios.<\/p>\n\n\n\n<p>Buscando evitar danos causados por raios, n\u00e3o hesite em instalar um para-raios, ter um bom aterramento dos circu\u00edtos el\u00e9tricos e, claro, evitar a instala\u00e7\u00e3o de edifica\u00e7\u00f5es em pontos altos e sob \u00e1rvores no terreno.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Terra<\/h2>\n\n\n\n<p>Para minerais t\u00f3xicos presentes nos solos s\u00e3o indicadas plantas remediadoras (fitorremedia\u00e7\u00e3o) ou a remo\u00e7\u00e3o mec\u00e2nica com a reutiliza\u00e7\u00e3o, caso sejam tornados em algum produto inerte, como tijolos, por exemplo.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso de sismos e tremores, priorizar a ado\u00e7\u00e3o de estruturas que aceitam leves deforma\u00e7\u00f5es, como casas de madeira. J\u00e1 a ocorr\u00eancia de tempestade de areia exigir\u00e1 a presen\u00e7a de quebra-ventos operando como uma barreira amortizadora.<\/p>\n\n\n\n<p>Processos de eros\u00e3o e assoreamento podem ser combatidos com solo permanentemente cobertos, valas de infiltra\u00e7\u00e3o em curva de n\u00edvel, terraceamento, presen\u00e7a de \u00e1rvores nas eleva\u00e7\u00f5es, recomposi\u00e7\u00e3o da vegeta\u00e7\u00e3o com aporte de material org\u00e2nico (serapilheira).<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><img decoding=\"async\" width=\"700\" height=\"525\" src=\"https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/permabrasuca\/wp-content\/uploads\/sites\/6\/2025\/10\/usaid_terracos-700x525.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1702\" srcset=\"https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/permabrasuca\/wp-content\/uploads\/sites\/6\/2025\/10\/usaid_terracos-700x525.jpg 700w, https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/permabrasuca\/wp-content\/uploads\/sites\/6\/2025\/10\/usaid_terracos-300x225.jpg 300w, https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/permabrasuca\/wp-content\/uploads\/sites\/6\/2025\/10\/usaid_terracos-768x576.jpg 768w, https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/permabrasuca\/wp-content\/uploads\/sites\/6\/2025\/10\/usaid_terracos-160x120.jpg 160w, https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/permabrasuca\/wp-content\/uploads\/sites\/6\/2025\/10\/usaid_terracos.jpg 960w\" sizes=\"(max-width: 700px) 100vw, 700px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Terraceamento com pedras de montante para jusante na escosta visando a diminui\u00e7\u00e3o da velocidade das \u00e1guas. Imagem de <\/em><a href=\"https:\/\/commons.wikimedia.org\/wiki\/File:Resilience_Enhanced_through_Adaptation,_Action-learning_and_Partnerships_(REAAP)_(26925262711).jpg\"><em>USAID Africa<\/em><\/a><em>.<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>A implanta\u00e7\u00e3o de barreiras de pedras ou terraceamento para redu\u00e7\u00e3o de velocidade de \u00e1gua de escoamento s\u00e3o bem efetivas. Essa redu\u00e7\u00e3o pode ser alcan\u00e7ada tamb\u00e9m com a presen\u00e7a de estradas em n\u00edvel ou com inclina\u00e7\u00f5es suaves, onde caixas-secas podem servir como dep\u00f3sitos tempor\u00e1rios de materiais granulares carreados pelas \u00e1guas das chuvas.<\/p>\n\n\n\n<p>Os deslizamentos e desabamentos exigem uma boa observa\u00e7\u00e3o da movimenta\u00e7\u00e3o das \u00e1guas no terreno, bem como, a percep\u00e7\u00e3o de geoindicadores como trincas no terreno, rachaduras diagonais em edifica\u00e7\u00f5es e, tamb\u00e9m, a presen\u00e7a de bioindicadores, como \u00e1rvores com troncos curvos marcando movimenta\u00e7\u00f5es pret\u00e9ritas em encostas.<\/p>\n\n\n\n<p>Com uma boa leitura da paisagem ser\u00e1 poss\u00edvel decidir por uma localiza\u00e7\u00e3o relativa segura, fora de \u00e1reas de risco. Para minimizar ainda mais estes, sugere-se a implanta\u00e7\u00e3o de canaletas para desviar \u00e1guas para fora de onde se encontram as edifica\u00e7\u00f5es, a planta\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cies arbustivas e arb\u00f3reas nas encostas, bem como, evitar cortes verticais de taludes.<\/p>\n\n\n\n<p>Fluxo de detritos, que s\u00e3o fen\u00f4menos comuns em \u00e1reas declivosas e altos \u00edndices de pluviosidade, exigem como estrat\u00e9gias a loca\u00e7\u00e3o de edifica\u00e7\u00f5es fora da \u201clinha de fogo\u201d, a implanta\u00e7\u00e3o de barreira-pente para gerar obst\u00e1culo aos detritos. Ainda ser\u00e1 necess\u00e1rio ter um bom plano de fuga e, estabelecer um novo planejamento de reconstru\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><img decoding=\"async\" width=\"700\" height=\"500\" src=\"https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/permabrasuca\/wp-content\/uploads\/sites\/6\/2025\/10\/Debris_catcher-700x500.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1705\" srcset=\"https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/permabrasuca\/wp-content\/uploads\/sites\/6\/2025\/10\/Debris_catcher-700x500.jpg 700w, https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/permabrasuca\/wp-content\/uploads\/sites\/6\/2025\/10\/Debris_catcher-300x214.jpg 300w, https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/permabrasuca\/wp-content\/uploads\/sites\/6\/2025\/10\/Debris_catcher-768x548.jpg 768w, https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/permabrasuca\/wp-content\/uploads\/sites\/6\/2025\/10\/Debris_catcher.jpg 1024w\" sizes=\"(max-width: 700px) 100vw, 700px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Barreira-pente de conten\u00e7\u00e3o de detritos no canal. Imagem: <\/em><a href=\"https:\/\/commons.wikimedia.org\/wiki\/File:Debris_catcher.jpg\"><em>Jeff Vanuga<\/em><\/a><em>.<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Humanos<\/h2>\n\n\n\n<p>O quinto elemento exige muita aten\u00e7\u00e3o, pois todos os eventos extremos proporcionados por ele podem ser preven\u00edveis, exigindo uma boa organiza\u00e7\u00e3o social das estruturas invis\u00edveis. Para tal, precisamos respeitar escalas de atua\u00e7\u00e3o direta ou indireta.<\/p>\n\n\n\n<p>A atua\u00e7\u00e3o direta \u00e9 aquela onde somos protagonistas, ou seja, onde podemos ter a\u00e7\u00e3o efetiva. Isso ocorre nas zonas energ\u00e9ticas sociais. Na Zona \u201c0\u201d conseguimos praticar o planejamento dom\u00e9stico, na Zona 1, os acordos coletivos por rua\/acesso e, na Zona 2, os acordos coletivos por bairro\/distrito.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, nossa energia individual deve ser diretamente usada apenas onde podemos \u201cser vistos, ouvidos e lembrados\u201d, pois do contr\u00e1rio, n\u00e3o seremos efetivos em processos de preven\u00e7\u00e3o ou mitiga\u00e7\u00e3o \u00e0 eventos extremos.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 a atua\u00e7\u00e3o indireta deve ser apenas exercida sob demanda, pois n\u00e3o poderemos nos representar de forma efetiva. Assim, zonas energ\u00e9ticas sociais ser\u00e3o constitu\u00eddas por representantes, como na Zona 3, a Defesa civil municipal\/estadual, na Zona 4 grupos de For\u00e7a-tarefa nacional e na Zona 5 &#8211; intang\u00edvel, a for\u00e7a-tarefa global.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\">S\u00edntese do planejamento para eventos extremos<\/h1>\n\n\n\n<p>Tomar nota das observa\u00e7\u00f5es e sistematizar a ocorr\u00eancia e intensidade dos eventos ao longo das esta\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas, auxilia a entender e se programar para evitar contratempos e preju\u00edzos. Como exemplo dessa etapa, usamos o exemplo do S\u00edtio Igatu, unidade experimental do NEPerma\/UFSC em Santa Catarina.<\/p>\n\n\n\n<p>Na organiza\u00e7\u00e3o da unidade, dois quadros s\u00edntese, um para eventos preven\u00edveis e outro para os mitig\u00e1veis, foram constru\u00eddos e, com base nos eventos reconhecidos e suas classifica\u00e7\u00f5es, infraestruturas e a\u00e7\u00f5es de seguran\u00e7a foram adotadas.<\/p>\n\n\n\n<p>Existem eventos em que a preven\u00e7\u00e3o pode auxiliar a atenuar os danos e preju\u00edzos caso venham a ocorrer. \u00c9 o caso dos deslizamentos e ciclones. Ambos s\u00e3o classificados como mitig\u00e1veis por ocorrerem naturalmente na paisagem. Assim, o planejamento permacultural pode e deve fornecer estruturas, e elementos capazes apenas de atenuar os danos.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Eventos preven\u00edveis<\/h2>\n\n\n\n<p>O quadro a seguir apresenta uma s\u00edntese de eventos preven\u00edveis e um calend\u00e1rio de probabilidade de ocorr\u00eancia, considerando as condi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas ao longo do ciclo anual.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><img decoding=\"async\" width=\"700\" height=\"341\" src=\"https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/permabrasuca\/wp-content\/uploads\/sites\/6\/2025\/10\/image-1-700x341.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-1689\" srcset=\"https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/permabrasuca\/wp-content\/uploads\/sites\/6\/2025\/10\/image-1-700x341.png 700w, https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/permabrasuca\/wp-content\/uploads\/sites\/6\/2025\/10\/image-1-300x146.png 300w, https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/permabrasuca\/wp-content\/uploads\/sites\/6\/2025\/10\/image-1-768x374.png 768w, https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/permabrasuca\/wp-content\/uploads\/sites\/6\/2025\/10\/image-1.png 792w\" sizes=\"(max-width: 700px) 100vw, 700px\" \/><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>As estrat\u00e9gias para os eventos preven\u00edveis envolvem:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>Chuvas torrenciais<\/strong> &#8211; Canaletas e baixios desocupados e passeios para quebrar velocidades de fluxo. d\u2019\u00e1gua.<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Geada<\/strong> &#8211; in\u00e9rcia t\u00e9rmica do a\u00e7ude e plantios protegidos (cons\u00f3rcio)<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Deslizamentos (atenua\u00e7\u00e3o dos efeitos) <\/strong>&#8211; enleiramento (microbarreiras) e cobertura permanente dos solos.<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Ciclones (atenua\u00e7\u00e3o dos efeitos) <\/strong>&#8211; amarra\u00e7\u00e3o das telhas do beiral e afastamento da casa \u00e0s grandes \u00e1rvores.<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Frio intenso<\/strong> &#8211; compostagem in situ, localiza\u00e7\u00e3o relativa, lenha para aquecimento.<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Seca ou falta d\u2019\u00e1gua<\/strong> &#8211; a\u00e7ude como reserva e \u00e1rea de capta\u00e7\u00e3o do telhado ampliada.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Eventos mitig\u00e1veis<\/h2>\n\n\n\n<p>O quadro a seguir apresenta uma s\u00edntese de eventos mitig\u00e1veis e um calend\u00e1rio de probabilidade de ocorr\u00eancia, considerando as condi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas ao longo do ciclo anual.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><img decoding=\"async\" width=\"700\" height=\"312\" src=\"https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/permabrasuca\/wp-content\/uploads\/sites\/6\/2025\/10\/image-700x312.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-1687\" srcset=\"https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/permabrasuca\/wp-content\/uploads\/sites\/6\/2025\/10\/image-700x312.png 700w, https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/permabrasuca\/wp-content\/uploads\/sites\/6\/2025\/10\/image-300x134.png 300w, https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/permabrasuca\/wp-content\/uploads\/sites\/6\/2025\/10\/image-768x342.png 768w, https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/permabrasuca\/wp-content\/uploads\/sites\/6\/2025\/10\/image.png 794w\" sizes=\"(max-width: 700px) 100vw, 700px\" \/><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>As estrat\u00e9gias para os eventos mitig\u00e1veis envolvem:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>Fluxo de detritos<\/strong> &#8211; posicionamento de \u00e1rvores \u00e0 montante da casa para evitar choque de pedras e troncos e migra\u00e7\u00e3o interna na casa para c\u00f4modos protegidos.<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Deslizamentos<\/strong> &#8211; desvio das \u00e1guas de crista, recomposi\u00e7\u00e3o com mudas locais de cima para baixo, terraceamento<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Ciclones<\/strong> &#8211; telhas em reserva (\u00f3bvio), motosserra para remo\u00e7\u00e3o de \u00e1rvores tombadas.<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Interrup\u00e7\u00e3o das comunica\u00e7\u00f5es e energia<\/strong> &#8211; lenha para aquecimento das \u00e1guas e cozimento de alimentos, comunica\u00e7\u00e3o local por r\u00e1dio comunicador e estoque de combust\u00edvel para locomo\u00e7\u00e3o de emerg\u00eancia.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\"><strong>Prepara\u00e7\u00e3o pr\u00e1tica em escala comunit\u00e1ria<\/strong><\/h1>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m das estrat\u00e9gias preventivas \u00e0 eventos extremos, intr\u00ednsecas ao planejamento permacultural, a prepara\u00e7\u00e3o para a mitiga\u00e7\u00e3o envolve a\u00e7\u00f5es pr\u00e1ticas, tanto individuais quanto coletivas.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, sugere-se ter um kit de emerg\u00eancia individual contendo r\u00e1dios para comunica\u00e7\u00e3o, lanternas de cabe\u00e7a e ferramentas (motosserra, p\u00e1, fac\u00f5es) para restabelecer o acessos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A\u00e7\u00f5es coletivas em n\u00edvel comunit\u00e1rio exigir\u00e3o que estes kits individuais se complementem. Desta forma, os radiocomunicadores devem permanecer sempre carregados e com frequ\u00eancia de opera\u00e7\u00e3o combinada com vizinhos. Al\u00e9m disso, dever\u00e3o ser previamente estabelecidas rotas de fuga e pontos de encontro seguros definidos em comunidade. Por fim, no caso de demora no restabelecimento das condi\u00e7\u00f5es de retorno, devem ser pensados abrigos com grande capacidade, como sal\u00f5es e galp\u00f5es.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><img decoding=\"async\" width=\"700\" height=\"466\" src=\"https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/permabrasuca\/wp-content\/uploads\/sites\/6\/2025\/10\/image-2-700x466.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-1690\" srcset=\"https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/permabrasuca\/wp-content\/uploads\/sites\/6\/2025\/10\/image-2-700x466.png 700w, https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/permabrasuca\/wp-content\/uploads\/sites\/6\/2025\/10\/image-2-300x200.png 300w, https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/permabrasuca\/wp-content\/uploads\/sites\/6\/2025\/10\/image-2-768x512.png 768w, https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/permabrasuca\/wp-content\/uploads\/sites\/6\/2025\/10\/image-2-1536x1023.png 1536w, https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/permabrasuca\/wp-content\/uploads\/sites\/6\/2025\/10\/image-2.png 1600w\" sizes=\"(max-width: 700px) 100vw, 700px\" \/><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p><em>Abrigos com grande capacidade. Imagem de <\/em><a href=\"https:\/\/commons.wikimedia.org\/wiki\/File:FloodShelterTeresopolis2011.jpg\"><em>Desastre em Teres\u00f3plis\/RJ<\/em><\/a><em>.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Em suma, o planejamento para eventos extremos, sob a \u00f3tica da permacultura, aumenta a consci\u00eancia e a resili\u00eancia das comunidades, refor\u00e7ando a import\u00e2ncia da sustentabilidade para a seguran\u00e7a e perman\u00eancia no ambiente natural.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\"><strong>Refer\u00eancias<\/strong><\/h1>\n\n\n\n<p>Costa, J. de A. (2012). O FEN\u00d4MENO EL NI\u00d1O E AS SECAS NO NORDESTE DO BRASIL. EDUCTE: Revista Cient\u00edfica do Instituto Federal de Alagoas, 3(1). <a href=\"https:\/\/periodicos.ifal.edu.br\/educte\/article\/view\/13\">https:\/\/periodicos.ifal.edu.br\/educte\/article\/view\/13<\/a>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Eventos extremos | Observat\u00f3rio de Clima e Sa\u00fade. (s. d.). Recuperado 2 de outubro de 2025, de <a href=\"https:\/\/climaesaude.icict.fiocruz.br\/eventos-extremos-0\">https:\/\/climaesaude.icict.fiocruz.br\/eventos-extremos-0<\/a>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Morrow, R. (2014). Earth User\u2019s Guide to Teaching Permaculture. Permanent Publications.<\/p>\n\n\n\n<p>O que s\u00e3o eventos clim\u00e1ticos extremos e por que eles s\u00e3o t\u00e3o perigosos? (2024, maio 10). National Geographic. <a href=\"https:\/\/www.nationalgeographicbrasil.com\/meio-ambiente\/2024\/05\/o-que-sao-eventos-climaticos-extremos-e-por-que-eles-sao-tao-perigosos\">https:\/\/www.nationalgeographicbrasil.com\/meio-ambiente\/2024\/05\/o-que-sao-eventos-climaticos-extremos-e-por-que-eles-sao-tao-perigosos<\/a>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Tomas, W. M., Mourao, G. de M., Campos, Z. M. da S., Salis, S. M. de, &amp; Santos, S. A. (2009). Interven\u00e7\u00f5es humanas na paisagem e nos habitats do Pantanal. Corumb\u00e1: Embrapa Pantanal, 2009. <a href=\"http:\/\/www.alice.cnptia.embrapa.br\/handle\/doc\/797657\">http:\/\/www.alice.cnptia.embrapa.br\/handle\/doc\/797657<\/a>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Atualizado em Arthur Nanni e Marcelo Venturi O planejamento para eventos extremos \u00e9 uma ferramenta cada vez mais importante em um mundo com din\u00e2micas mudan\u00e7as ambientais. De um vento lento, mas persistente a um tuf\u00e3o ou uma eros\u00e3o a um deslizamento de monta e, ainda, de uma cheia ocasional a uma enchente prolongada, temos v\u00e1rias [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"parent":0,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","meta":{"footnotes":""},"coauthors":[2],"class_list":["post-1471","page","type-page","status-publish","hentry"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/permabrasuca\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/1471","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/permabrasuca\/wp-json\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/permabrasuca\/wp-json\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/permabrasuca\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/permabrasuca\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1471"}],"version-history":[{"count":10,"href":"https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/permabrasuca\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/1471\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2195,"href":"https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/permabrasuca\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/1471\/revisions\/2195"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/permabrasuca\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1471"}],"wp:term":[{"taxonomy":"author","embeddable":true,"href":"https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/permabrasuca\/wp-json\/wp\/v2\/coauthors?post=1471"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}