{"id":76,"date":"2022-09-30T08:33:05","date_gmt":"2022-09-30T11:33:05","guid":{"rendered":"http:\/\/ananni.pressbooks.com\/?post_type=chapter&#038;p=76"},"modified":"2024-06-14T08:27:15","modified_gmt":"2024-06-14T11:27:15","slug":"ensino_cpp","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/ensinandopermacultura\/2022\/09\/30\/ensino_cpp\/","title":{"rendered":"O formato do CPP"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" class=\"alignright size-full wp-image-29327\" src=\"https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/ensinandopermacultura\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2021\/03\/mini_arthur.png\" alt=\"\" width=\"138\" height=\"138\" \/><\/p>\n<h2 class=\"western\">As formas de ensinar<\/h2>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"alignright size-full wp-image-29481\" src=\"https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/ensinandopermacultura\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2021\/03\/conteudo_atualizado.png\" alt=\"\" width=\"95\" height=\"96\" \/>O ensino de permacultura no formato do Curso de Planejamento em Permacultura (CPP), que possui o mesmo conte\u00fado do <em>Permaculture Design Certificate Course<\/em> (PDC), \u00e9 organizado de forma a ser o mais interdisciplinar poss\u00edvel, visando falar com todos os p\u00fablicos desde o ensino m\u00e9dio ao superior.<\/p>\n<p class=\"western\">O ensino da permacultura, de modo geral, dialoga com distintas metodologias, de acordo com quem ensina. No entanto, h\u00e1 uma caracter\u00edstica importante no instrutor que ensina permacultura, ele n\u00e3o \u00e9 um te\u00f3rico do assunto. Ele \u00e9 antes um cientista pr\u00e1tico, que n\u00e3o baseia sua opini\u00e3o apenas em livros, mas que est\u00e1 o tempo todo estudando e aprendendo na pr\u00e1tica, com viv\u00eancias concretas em permacultura.<\/p>\n<p class=\"western\">O curr\u00edculo de um CPP deve seguir minimamente a proposta de Bill Mollison, publicada em 1985 no <span lang=\"en-US\"><i>Syllabus<\/i><\/span>, as \u00e9ticas e os princ\u00edpios de planejamento propostos por ele e por David Holmgren, lembrando que os princ\u00edpios est\u00e3o em constante revis\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"western\">Nas viv\u00eancias dos instrutores de permacultura, discute-se que a ordem de compartilhamento dos conte\u00fados \u00e9 irrelevante, podendo iniciar por qualquer ponta, mas, no fim, todo o conte\u00fado proposto ter\u00e1 de ser abrangido. Neste livro buscamos transmitir a forma de ensinar o CPP que tem sido desenvolvida pelo NEPerma\/UFSC, atrav\u00e9s da experi\u00eancia de ensino da disciplina \u201cIntrodu\u00e7\u00e3o \u00e0 permacultura\u201d, lecionada desde 2012 na UFSC e, mais tarde, com agrega\u00e7\u00f5es de outras experi\u00eancias de colegas da Rede NEPerma Brasil. O curr\u00edculo dessa disciplina \u00e9 baseado em fluxos energ\u00e9ticos.<\/p>\n<p class=\"western\">Outras entidades parceiras trabalham com diferentes abordagens. A linha de desenvolvimento do <a href=\"https:\/\/www.carakura.org.br\/\">Instituto \u00c7arakura<\/a> \u00e9 estruturada por zonas energ\u00e9ticas, j\u00e1 a da esta\u00e7\u00e3o de permacultura <a href=\"https:\/\/yvypora.wordpress.com\/\">Yvy Por\u00e3<\/a> segue por pedagogia de projetos. Para todos os CPP mencionados, compreendemos que podemos come\u00e7ar por onde bem quisermos, desde que mantida a l\u00f3gica de transmiss\u00e3o sist\u00eamica dos conte\u00fados.<\/p>\n<h3 class=\"western\">Ensinando por zonas<\/h3>\n<p class=\"western\">No <a href=\"https:\/\/www.carakura.org.br\/\">Instituto \u00c7arakura<\/a> o CPP \u00e9 desenvolvido de forma coletiva com a participa\u00e7\u00e3o de um time de instrutores. O ensino come\u00e7a pela Zona 0 (zero), a casa, e em alguns casos pela \u201c-1\u201d, que se refere \u00e0 consci\u00eancia das pessoas. Nessa abordagem iniciada pela Zona -1, o primeiro dia de CPP \u00e9 marcado pela sensibiliza\u00e7\u00e3o dos participantes com rela\u00e7\u00e3o \u00e0s quest\u00f5es ambientais e sociais. Ap\u00f3s essa sensibiliza\u00e7\u00e3o, os dias posteriores seguem abordando as demais zonas 0, 1, 2, 3, 4 e 5, e culmina com o desenvolvimento do projeto final.<\/p>\n<p class=\"western\">A ideia de ensinar por zonas prev\u00ea estimular o participante de dentro para fora e, \u00e0 medida que ele se afasta para zonas mais perif\u00e9ricas, v\u00e3o se agregando os novas t\u00e9cnicas e elementos. Em cada zona estudada, s\u00e3o repassados todos os conte\u00fados que podem ser trabalhados para esses espa\u00e7os, por exemplo, Zona 1: manejo de \u00e1guas, energias, ecologia cultivada (cultivos e cria\u00e7\u00f5es), planejamento para eventos extremos, constru\u00e7\u00f5es etc. Zona 2: <i>idem<\/i> para as t\u00e9cnicas e elementos que ser\u00e3o implantados nela, e assim sucessivamente para as demais zonas energ\u00e9ticas de planejamento. Alguns temas podem ser passados de forma \u00fanica ou transversal, pois independem de zonas, como a leitura da paisagem, a metodologia de planejamento (elementos\/caracter\u00edsticas, necessidades e fun\u00e7\u00f5es\/zonas e setores), as estruturas invis\u00edveis, os conceitos b\u00e1sicos de ecologia, os solos etc.<\/p>\n<h3 class=\"western\">Ensinando por pedagogia de projetos<\/h3>\n<p class=\"western\">Na esta\u00e7\u00e3o de permacultura de <a href=\"https:\/\/yvypora.wordpress.com\/\">Yvy Por\u00e3<\/a>, os permacultores Jorge Timmermann e Suzana Maringoni prop\u00f5em que o ensino de permacultura dialogue com a pedagogia de projetos, partindo das viv\u00eancias dos participantes. Ou seja, que o grupo repense as reais necessidades das pessoas e a sua rela\u00e7\u00e3o com o meio ambiente.<\/p>\n<p class=\"western\">O curso inicia com as demandas do grupo a partir da pergunta: \u201cO que o ser humano precisa para viver e ser feliz?\u201d. As demandas do grupo geralmente apontam para pontos concretos como abrigo, \u00e1gua, alimenta\u00e7\u00e3o, saneamento, entre outros. Elas tamb\u00e9m olham para pontos que levam \u00e0 \u00e9tica, ao respeito, companhia, amor, sa\u00fade etc. Assim, via de regra, parte-se da moradia e segue-se permeando as demais zonas energ\u00e9ticas dialogando com as \u00e9ticas e princ\u00edpios de planejamento durante todo o curso.<\/p>\n<p class=\"western\">No sentido de vivenciar as aulas te\u00f3ricas, aparecem as pr\u00e1ticas que servem de ilustra\u00e7\u00e3o para o que foi desenvolvido em sala ou que venham a servir de problematiza\u00e7\u00e3o para a aula te\u00f3rica que vir\u00e1 depois.<\/p>\n<p class=\"western\">A elabora\u00e7\u00e3o do planejamento permacultural no final do curso busca fazer a s\u00edntese de tudo o que foi estudado e discutido. O fato de um aprendiz de permacultura fazer o exerc\u00edcio do planejamento em grupo, num ambiente com amparo dos seus instrutores, \u00e9 de suma import\u00e2ncia para que haja a possibilidade de todos se debru\u00e7arem sobre o estudado e de aplicarem, numa \u00e1rea determinada, os conceitos e os conte\u00fados trabalhados nas aulas.<\/p>\n<h3 class=\"western\">Ensinando por princ\u00edpios<\/h3>\n<p class=\"western\">Em todos os CPP, as \u00e9ticas e princ\u00edpios de planejamento devem paulatinamente estar presentes, pois sua incorpora\u00e7\u00e3o \u00e9 fundamental para a forma\u00e7\u00e3o do permacultor. Pensar um curso em que cada princ\u00edpio de planejamento (segundo David Holmgren) possa ser abordado em meio turno (manh\u00e3s e tardes) no decorrer do per\u00edodo pode ser uma via para obter essa incorpora\u00e7\u00e3o. O quadro a seguir d\u00e1 uma sugest\u00e3o de conex\u00e3o entre cada princ\u00edpio de planejamento e o tema a ser abordado no CPP.<\/p>\n\n<table id=\"tablepress-5\" class=\"tablepress tablepress-id-5\">\n<thead>\n<tr class=\"row-1\">\n\t<th class=\"column-1\">Princ\u00edpio de planejamento<\/th><th class=\"column-2\">Tema a ser abordado<\/th>\n<\/tr>\n<\/thead>\n<tbody class=\"row-striping row-hover\">\n<tr class=\"row-2\">\n\t<td class=\"column-1\">Observe e interaja<\/td><td class=\"column-2\">Leitura da paisagem<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-3\">\n\t<td class=\"column-1\">Capte e armazene energia<\/td><td class=\"column-2\">Energias<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-4\">\n\t<td class=\"column-1\">Obtenha rendimento<\/td><td class=\"column-2\">Ecologia cultivada<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-5\">\n\t<td class=\"column-1\">Pratique a autorregula\u00e7\u00e3o e aceite conselhos (retornos)<\/td><td class=\"column-2\">Planejamento para eventos extremos<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-6\">\n\t<td class=\"column-1\">Use e valorize os recursos naturais renov\u00e1veis<\/td><td class=\"column-2\">Solos<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-7\">\n\t<td class=\"column-1\">N\u00e3o produza desperd\u00edcios<\/td><td class=\"column-2\">Metodologia de planejamento<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-8\">\n\t<td class=\"column-1\">Planejamento partindo dos padr\u00f5es para chegar aos detalhes<\/td><td class=\"column-2\">Padr\u00f5es naturais<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-9\">\n\t<td class=\"column-1\">Integrar ao inv\u00e9s de segregar<\/td><td class=\"column-2\">Estruturas invis\u00edveis<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-10\">\n\t<td class=\"column-1\">Pense solu\u00e7\u00f5es pequenas e lentas<\/td><td class=\"column-2\">Introdu\u00e7\u00e3o e sensibiliza\u00e7\u00e3o<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-11\">\n\t<td class=\"column-1\">Use e valorize a diversidade<\/td><td class=\"column-2\">Fundamentos de ecologia<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-12\">\n\t<td class=\"column-1\">Use as bordas e valorize os elementos marginais<\/td><td class=\"column-2\">\u00c1guas<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-13\">\n\t<td class=\"column-1\">Use a criatividade e responda \u00e0s mudan\u00e7as<\/td><td class=\"column-2\">Arquitetura e permacultura<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<!-- #tablepress-5 from cache -->\n<p class=\"western\">Assim, temos o curr\u00edculo todo com foco na intensidade de cada princ\u00edpio, e o participante pode realizar conex\u00f5es (pensamento sist\u00eamico) entre os temas, construindo, dessa forma, o seu conhecimento. A proposta norteadora \u00e9 manter os princ\u00edpios de planejamento presentes ao longo de todo o curso.<\/p>\n<p class=\"western\">Caso n\u00e3o seja adotada como estrutura de ensino, pode-se usar essa abordagem como uma din\u00e2mica ao final de cada aula\/tema, em que os participantes devem opinar sobre qual princ\u00edpio \u00e9 o mais intenso para o tema que foi abordado no dia\/per\u00edodo. Pode-se ir fixando, dia a dia, cada princ\u00edpio aos temas abordados em um cartaz fixado na parede da sala de aula.<\/p>\n<h3 class=\"western\">Ensinando por fluxos energ\u00e9ticos<\/h3>\n<p class=\"western\">O curr\u00edculo do CPP\/disciplina &#8220;Introdu\u00e7\u00e3o \u00e0 permacultura&#8221; \u00e9 baseado em fluxos energ\u00e9ticos. Nele, para cada um dos temas propostos por Bill Mollison, h\u00e1 sempre uma abordagem focando a conserva\u00e7\u00e3o da energia no ambiente planejado, seja ela estocada em elementos \u201cest\u00e1ticos\u201d ou \u201cdin\u00e2micos\u201d. O curr\u00edculo est\u00e1 baseado em tr\u00eas est\u00e1gios que buscam introduzir a tem\u00e1tica, sentir os fluxos e estabelecer formas de conv\u00edvio harmonioso com o ambiente hospedeiro.<\/p>\n<p class=\"western\">A <strong>introdu\u00e7\u00e3o<\/strong> versa sobre a permacultura em sua ess\u00eancia como ci\u00eancia hol\u00edstica de cunho socioambiental e filosofia de vida. Logo ap\u00f3s s\u00e3o ensinadas as <strong>\u00e9ticas e os princ\u00edpios de planejamento<\/strong>, seguidos dos <strong>fundamentos de ecologia<\/strong>, versando sobre conceitos b\u00e1sicos com \u00eanfase na sucess\u00e3o ecol\u00f3gica de esp\u00e9cies em ecossistemas naturais.<\/p>\n<p class=\"western\">A percep\u00e7\u00e3o dos fluxos energ\u00e9ticos aparece nitidamente na abordagem dos <strong>padr\u00f5es naturais<\/strong>, pois esses fluxos s\u00e3o baseados na efici\u00eancia de cada padr\u00e3o em conservar energia por meio do seu uso otimizado em processos de sobreviv\u00eancia, pois as esp\u00e9cies evolu\u00edram desenvolvendo padr\u00f5es eficientes e capazes de se adaptar em diferentes contextos da natureza. Em <strong>leitura da paisagem<\/strong> os fluxos energ\u00e9ticos aparecem como moldadores da natureza e o entendimento de sua presen\u00e7a sempre tem uma raz\u00e3o de ser\/estar, que deve ser observada, reconhecida e aproveitada.<\/p>\n<p class=\"western\">Ap\u00f3s essa passagem de reconhecer e entender o porque dos fluxos energ\u00e9ticos, \u00e9 ensinada a <strong>metodologia de planejamento<\/strong>, que mapeia a paisagem colocando setores, zonas energ\u00e9ticas e elementos no ambiente a ser planejado. Esse \u00e9 o conte\u00fado &#8220;cerne&#8221; de todo o aprendizado, no que tange \u00e0 forma\u00e7\u00e3o b\u00e1sica em permacultura.<\/p>\n<p class=\"western\">Logo ap\u00f3s temos uma imers\u00e3o em <strong>solos<\/strong>, que versa esse meio como um reservat\u00f3rio de energia acumulada, atrav\u00e9s da mat\u00e9ria org\u00e2nica depositada e contida nas por\u00e7\u00f5es minerais. Os solos s\u00e3o tratados, na permacultura, como um grande banco de energias, incluindo a import\u00e2ncia como meio estruturante para nossas moradas, como reservat\u00f3rio do ciclo de \u00e1gua e de calor oriundo da decomposi\u00e7\u00e3o de mat\u00e9ria org\u00e2nica. Al\u00e9m disso, serve de substrato f\u00e9rtil ao crescimento das culturas, sendo a base da vida. Essas culturas s\u00e3o abordadas na l\u00f3gica da <strong>ecologia cultivada<\/strong>, por meio da qual \u00e9 incentivada a inser\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cies bem adaptadas a cada condi\u00e7\u00e3o clim\u00e1tica e a cada paisagem bem como o uso de t\u00e9cnicas de obten\u00e7\u00e3o de alimentos com baixo consumo de energia. Sobretudo aquelas energias gastas pelo permacultor, pois este se valer\u00e1 das conex\u00f5es entre elementos e zonas energ\u00e9ticas para realizar o manejo do sistema planejado.<\/p>\n<p class=\"western\">Para finalizar a parte de entendimento do contexto ambiental do espa\u00e7o, s\u00e3o trabalhadas as principais energias nos temas <strong>\u00e1guas<\/strong> e <strong>energias<\/strong>\u00a0no sistema planejado. Nesses dois temas, s\u00e3o mostrados todos os fluxos e estrat\u00e9gias de conserva\u00e7\u00e3o e de convers\u00e3o das \u00e1guas e das energias, por meio de dispositivos naturais de manejo ou por tecnologias apropriadas.<\/p>\n<p class=\"western\">A compreens\u00e3o sobre como podemos ter uma rela\u00e7\u00e3o harmoniosa entre a esp\u00e9cie humana e os ecossistemas abarca a tem\u00e1tica da <strong>permacultura urbana<\/strong>, seguida da <strong>arquitetura e permacultura<\/strong> que foca na constru\u00e7\u00e3o o abrigo, seja ele unifamiliar ou coletivo. Segue-se pelo <strong>planejamento para eventos extremos<\/strong>, no intuito de nos prepararmos para as mudan\u00e7as ambientais em escala global, mas de reflexo local e, por \u00faltimo, versa-se sobre a organiza\u00e7\u00e3o social por meio da revela\u00e7\u00e3o das <strong>estruturas invis\u00edveis<\/strong>, que nos cercam no atual modelo organizado de forma hier\u00e1rquica e centralizada.<\/p>\n<h3 class=\"western\">A estrutura do CPP por energias<\/h3>\n<p class=\"western\">Esta se\u00e7\u00e3o tem sua estrutura baseada no curr\u00edculo de ensino por fluxos energ\u00e9ticos, que compartilha os conhecimentos da permacultura considerando tr\u00eas est\u00e1gios de aprendizado, que incluem bases fundamentais de conhecimento para a [re]conex\u00e3o \u00e0 natureza, o manejar com a natureza o espa\u00e7o planejado e a inser\u00e7\u00e3o de humanos na paisagem.<\/p>\n<p class=\"western\">O primeiro est\u00e1gio fala dos conhecimentos fundamentais para a forma\u00e7\u00e3o de um permacultor, passando pela sensibiliza\u00e7\u00e3o para os problemas ambientais e o nosso distanciamento da natureza. Logo ap\u00f3s, vem a apresenta\u00e7\u00e3o das \u00e9ticas e princ\u00edpios de planejamento, fundamentos de ecologia e clima, reconhecimento de padr\u00f5es naturais e como fazer uma boa leitura da paisagem.<\/p>\n<p class=\"western\">O segundo est\u00e1gio compreende o manejo da paisagem considerando a metodologia de planejamento da permacultura, conhecimentos sobre solos e o cultivo de alimentos, bem como o entendimento sobre como as energias fluem na paisagem.<\/p>\n<p class=\"western\">O terceiro est\u00e1gio insere o humano atual dentro de toda sua cultura de infraestrutura desenvolvida no contexto da paisagem, seja ela rural ou urbana, considerando o abrigo, o reconhecimento de riscos e a constru\u00e7\u00e3o de relacionamentos sociais.<\/p>\n<p class=\"western\">O quadro a seguir apresenta a carga hor\u00e1ria e os temas e subtemas relacionados a cada est\u00e1gio.<\/p>\n\n<table id=\"tablepress-6\" class=\"tablepress tablepress-id-6 tbody-has-connected-cells\">\n<thead>\n<tr class=\"row-1\">\n\t<th class=\"column-1\">Temas<\/th><th class=\"column-2\">Subtemas abordados<\/th><th class=\"column-3\">Carga<br \/>\nhor\u00e1ria<\/th>\n<\/tr>\n<\/thead>\n<tbody class=\"row-striping row-hover\">\n<tr class=\"row-2\">\n\t<td colspan=\"3\" class=\"column-1\"><strong>PRIMEIRO EST\u00c1GIO \u2013 [RE]CONEX\u00c3O COM A NATUREZA<\/strong><\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-3\">\n\t<td class=\"column-1\">O que \u00e9 permacultura e qual \u00e9 a sua hist\u00f3ria?<\/td><td class=\"column-2\">Por que Permacultura?<br \/>\nResumo do PDC<br \/>\nPrograma\u00e7\u00e3o do curso<br \/>\nForma de funcionamento<\/td><td class=\"column-3\">4<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-4\">\n\t<td class=\"column-1\">\u00c9ticas e princ\u00edpios de planejamento<\/td><td class=\"column-2\">As tr\u00eas \u00e9ticas da permacultura<br \/>\nOs princ\u00edpios de planejamento<\/td><td class=\"column-3\">4<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-5\">\n\t<td class=\"column-1\">Fundamentos de ecologia<\/td><td class=\"column-2\">Vis\u00e3o global: geomorfologia, climas e biomas associados<br \/>\nRela\u00e7\u00f5es ecol\u00f3gicas<br \/>\nEcologia florestal e sucess\u00e3o ecol\u00f3gica<br \/>\nReciclagem e compostagem<\/td><td class=\"column-3\">4<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-6\">\n\t<td class=\"column-1\">Padr\u00f5es naturais<\/td><td class=\"column-2\">Tipos<br \/>\nFun\u00e7\u00f5es<br \/>\nPercep\u00e7\u00e3o<br \/>\nInterpreta\u00e7\u00e3o<br \/>\nAplica\u00e7\u00e3o<\/td><td class=\"column-3\">4<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-7\">\n\t<td class=\"column-1\">Leitura da paisagem<\/td><td class=\"column-2\">Insola\u00e7\u00e3o<br \/>\nVentos<br \/>\nCurva-chave<br \/>\nEstrat\u00e9gias em diferentes climas<\/td><td class=\"column-3\">4<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-8\">\n\t<td colspan=\"3\" class=\"column-1\"><strong>SEGUNDO EST\u00c1GIO \u2013 MANEJO COM A NATUREZA<\/strong><\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-9\">\n\t<td class=\"column-1\">M\u00e9todo de planejamento do espa\u00e7o<\/td><td class=\"column-2\">Setores<br \/>\nZonas<br \/>\nAn\u00e1lise de elementos<br \/>\nLocaliza\u00e7\u00e3o relativa<\/td><td class=\"column-3\">4<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-10\">\n\t<td class=\"column-1\">Solos<\/td><td class=\"column-2\">Caracter\u00edsticas<br \/>\nImport\u00e2ncia<br \/>\nIdentifica\u00e7\u00e3o<br \/>\nManejo ecol\u00f3gico<\/td><td class=\"column-3\">4<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-11\">\n\t<td class=\"column-1\">Ecologia cultivada<\/td><td class=\"column-2\">Tipos de agroecossistemas<br \/>\nEstrat\u00e9gias de cultivos<br \/>\nAnimais como elementos<br \/>\nPlantas aliment\u00edcias n\u00e3o convencionais ou plantas da biodiversidade<br \/>\nPlantas medicinais e seus usos<\/td><td class=\"column-3\">8<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-12\">\n\t<td class=\"column-1\">\u00c1gua<\/td><td class=\"column-2\">O ciclo e distribui\u00e7\u00e3o da \u00e1gua<br \/>\n\u00c1gua como elemento na paisagem<br \/>\n\u00c1guas no espa\u00e7o de planejamento e estrat\u00e9gias de uso<br \/>\nManuten\u00e7\u00e3o da qualidade<br \/>\nTecnologias apropriadas ao uso<\/td><td class=\"column-3\">4<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-13\">\n\t<td class=\"column-1\">Energia<\/td><td class=\"column-2\">Percep\u00e7\u00e3o na paisagem e no sistema planejado<br \/>\nPotenciais de aproveitamento<br \/>\nTecnologias apropriadas ao aproveitamento<br \/>\n<\/td><td class=\"column-3\">4<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-14\">\n\t<td colspan=\"3\" class=\"column-1\"><strong>TERCEIRO EST\u00c1GIO \u2013 HUMANOS NA PAISAGEM<\/strong><\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-15\">\n\t<td class=\"column-1\">Permacultura urbana<\/td><td class=\"column-2\">Planejamento em pequenos espa\u00e7os<br \/>\nZonas energ\u00e9ticas urbanas<br \/>\nOrganiza\u00e7\u00e3o comunit\u00e1ria<\/td><td class=\"column-3\">4<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-16\">\n\t<td class=\"column-1\">Arquitetura e permacultura<\/td><td class=\"column-2\">Conceitos fundamentais<br \/>\nCultura e paisagem<br \/>\nConforto ambiental e estrat\u00e9gias bioclim\u00e1ticas<br \/>\nProjeto e sistemas construtivos<br \/>\nT\u00e9cnicas de bioconstru\u00e7\u00e3o<\/td><td class=\"column-3\">4<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-17\">\n\t<td class=\"column-1\">Planejamento para eventos extremos<\/td><td class=\"column-2\">O que s\u00e3o eventos extremos?<br \/>\nN\u00edveis de risco<br \/>\nPlanejamento de preven\u00e7\u00e3o<br \/>\nPlanejamento de remedia\u00e7\u00e3o<\/td><td class=\"column-3\">4<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-18\">\n\t<td class=\"column-1\">Estruturas invis\u00edveis<\/td><td class=\"column-2\">Compreens\u00e3o das estruturas biol\u00f3gicas, culturais, econ\u00f4micas e sociais e seus impactos<br \/>\nAutorregula\u00e7\u00e3o cont\u00ednua<br \/>\nPlanejamento permacultural pessoal<br \/>\nAmplia\u00e7\u00e3o para uma perspectiva n\u00e3o especista de animais<\/td><td class=\"column-3\">4<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-19\">\n\t<td class=\"column-1\">Projeto final<\/td><td class=\"column-2\">Diretrizes<br \/>\nConcep\u00e7\u00e3o<br \/>\nDesenvolvimento<br \/>\nApresenta\u00e7\u00e3o<\/td><td class=\"column-3\">12<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<!-- #tablepress-6 from cache -->\n<p><a href=\"https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/ensinandopermacultura\/interaja\/contato-para-o-capitulo-o-formato-do-cpp\/\">Entre em contato com o autor<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As formas de ensinar O ensino de permacultura no formato do Curso de Planejamento em Permacultura (CPP), que possui o mesmo conte\u00fado do Permaculture Design Certificate Course (PDC), \u00e9 organizado de forma a ser o mais interdisciplinar poss\u00edvel, visando falar com todos os p\u00fablicos desde o ensino m\u00e9dio ao superior. 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