{"id":64,"date":"2022-09-30T08:41:54","date_gmt":"2022-09-30T11:41:54","guid":{"rendered":"http:\/\/ananni.pressbooks.com\/chapter\/fundamentos-de-ecologia\/"},"modified":"2024-06-14T21:58:06","modified_gmt":"2024-06-15T00:58:06","slug":"fundamentos-de-ecologia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/ensinandopermacultura\/2022\/09\/30\/fundamentos-de-ecologia\/","title":{"rendered":"Fundamentos de ecologia"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right;\"><img decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-29322 alignnone\" src=\"https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/ensinandopermacultura\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2021\/03\/mini_arno.png\" alt=\"\" width=\"136\" height=\"129\" \/> <img decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-29308 alignnone\" src=\"https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/ensinandopermacultura\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2021\/03\/mini_pedro.png\" alt=\"\" width=\"139\" height=\"132\" \/><\/p>\n<h2>Import\u00e2ncia<\/h2>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"alignright size-full wp-image-29479\" src=\"https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/ensinandopermacultura\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2021\/03\/conteudo_revisado.png\" alt=\"\" width=\"96\" height=\"97\" \/>Considerando os humanos como esp\u00e9cie pertencente \u00e0 biodiversidade, podemos compreender a permacultura como ecologia humana aplicada, no sentido de planejar espa\u00e7os sustent\u00e1veis e promover qualidade de vida para as popula\u00e7\u00f5es atuais e futuras. O permacultor age numa intera\u00e7\u00e3o harmoniosa com os ecossistemas, o que promove o aumento da diversidade e a produ\u00e7\u00e3o de alimentos org\u00e2nicos, utilizando modelos naturais. O planeta \u00e9 entendido como um organismo vivo, com estruturas, rela\u00e7\u00f5es e fun\u00e7\u00f5es interligadas e interdependentes.<\/p>\n<h2>Objetivos<\/h2>\n<p>Perceber que a permacultura, na sua abordagem sist\u00eamica, baseia-se na ecologia como ci\u00eancia-m\u00e3e. Reconhecer a import\u00e2ncia do equil\u00edbrio din\u00e2mico da biosfera. Possibilitar a aplica\u00e7\u00e3o dos fundamentos de ecologia no planejamento e na cria\u00e7\u00e3o de paisagens permaculturais e na sua integra\u00e7\u00e3o com os demais princ\u00edpios e conceitos da permacultura.<\/p>\n<h2>Conte\u00fado m\u00ednimo<\/h2>\n<ul>\n<li>Conceito de ecologia. Ecologia da biosfera e a vis\u00e3o planet\u00e1ria. A geomorfologia, o clima e os ecossistemas vinculados.<\/li>\n<li>Gradientes ambientais e microclimas: fatores f\u00edsicos, qu\u00edmicos e biol\u00f3gicos.<\/li>\n<li>Ecologia florestal: fluxos de energia e mat\u00e9ria, sucess\u00e3o natural e intera\u00e7\u00f5es biol\u00f3gicas.<\/li>\n<li>Ecologia aplicada \u00e0 paisagem planejada, na constru\u00e7\u00e3o e manuten\u00e7\u00e3o de agroecossistemas e na recupera\u00e7\u00e3o de \u00e1reas degradadas atrav\u00e9s de seu uso sustent\u00e1vel.<\/li>\n<li>Reciclagem de mat\u00e9rias-primas e vermicompostagem.<\/li>\n<\/ul>\n<h2>Metodologia<\/h2>\n<p>Aula expositiva e dialogada, na qual s\u00e3o constru\u00eddos os conceitos fundamentais de ecologia, utilizando ferramentas como projetor, quadro branco e v\u00eddeos. Pr\u00e1tica e din\u00e2mica para demonstrar conceitos discutidos anteriormente ou apresentar novos.<\/p>\n<h3>Exposi\u00e7\u00e3o<\/h3>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"alignleft size-full wp-image-192\" src=\"https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/ensinandopermacultura\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2020\/03\/tempo.png\" alt=\"\" width=\"46\" height=\"59\" \/>60 min<\/p>\n<p>O instrutor conduz uma exposi\u00e7\u00e3o sobre os fundamentos e principais aspectos da ecologia, da vis\u00e3o planet\u00e1ria da biosfera aos biomas, ecossistemas naturais e agroecossistemas. Deve-se manter di\u00e1logo com a turma, apresentando questionamentos e incentivando a participa\u00e7\u00e3o dos estudantes, pautando-se pelos seguintes temas: vis\u00e3o planet\u00e1ria, gradientes ambientais e microclimas, ecologia florestal, ecologia aplicada, reciclagem e vermicompostagem.<\/p>\n<h4>O que \u00e9 ecologia?<\/h4>\n<p>No momento inicial pode-se construir com a turma o conceito de ecologia. \u00c9 poss\u00edvel pautar a conversa na defini\u00e7\u00e3o do pr\u00f3prio termo ecologia (do grego oikos = casa, logia = estudo), e a partir da\u00ed explorar os objetivos, objetos de estudos e aplica\u00e7\u00f5es da ecologia.<\/p>\n<h4>A vis\u00e3o planet\u00e1ria<\/h4>\n<p>Recomenda-se abordar a tect\u00f4nica de placas como processo gerador do relevo e a resposta geomorfol\u00f3gica que auxilia na defini\u00e7\u00e3o de diferentes climas. Como exemplo, pode-se apresentar o caso da cadeia de montanhas da Serra do Mar, que se estende do Sudeste ao Sul do Brasil, e que confere a essa grande regi\u00e3o um clima e caracter\u00edsticas similares. Destacar que a umidade que evapora do oceano viaja para o interior do continente at\u00e9 encontrar a serra. A\u00ed o vapor d\u2019\u00e1gua condensa-se e cai em forma de chuva, abastecendo com umidade a regi\u00e3o litor\u00e2nea e permitindo o desenvolvimento do bioma Floresta<a href=\"#sdfootnote1sym\" name=\"sdfootnote1anc\"><sup>1<\/sup><\/a> Atl\u00e2ntica.\u00a0A partir disso, pode-se trabalhar o ciclo da \u00e1gua e seu papel essencial para a ecologia terrestre, tra\u00e7ando, por exemplo, o caminho dos rios desde a nascente at\u00e9 o mar e alguns fen\u00f4menos como o transporte de nutrientes, eros\u00e3o, florestas ciliares etc.<\/p>\n<p>Em quase todos os continentes ocorrem montanhas, e nelas acontece um fen\u00f4meno natural fundamental, que \u00e9 a forma\u00e7\u00e3o de nuvens. As nuvens s\u00e3o a \u00e1gua evaporada do oceano adjacente, que se condensa ao atingir altitudes mais elevadas. Com esse fen\u00f4meno em andamento, \u00e9 comum a forma\u00e7\u00e3o de chuvas. As \u00e1guas ent\u00e3o banham as florestas, escorrem com os rios e retornam para o mar. Essa configura\u00e7\u00e3o de processos atmosf\u00e9ricos \u00e9 que influencia o clima da regi\u00e3o litor\u00e2nea de Santa Catarina at\u00e9 o Rio de Janeiro. Lembremos que na \u00c1sia, o fen\u00f4meno das mon\u00e7\u00f5es \u00e9 semelhante, por\u00e9m em escala bem maior. O Oceano \u00cdndico, em suas regi\u00f5es tropicais, produz muitas nuvens que se movem sobre as \u00e1reas continentais. Naquela regi\u00e3o, a cordilheira do Himalaia, com suas montanhas, permite a forma\u00e7\u00e3o de geleiras em grandes altitudes. Isso adiciona o estado s\u00f3lido do ciclo da \u00e1gua, que, ao passo que derrete e escorre continente abaixo, passa a alimentar in\u00fameras bacias hidrogr\u00e1ficas, criando condi\u00e7\u00f5es para a forma\u00e7\u00e3o de importantes civiliza\u00e7\u00f5es humanas, com mais de 2 bilh\u00f5es de pessoas que dependem diretamente desse fen\u00f4meno para sua sobreviv\u00eancia.<\/p>\n<p>Abordar a ecologia sob uma perspectiva global e sist\u00eamica, explicitando as dimens\u00f5es espacial e temporal dos processos ecol\u00f3gicos. Recomendamos tecer rela\u00e7\u00f5es entre o clima e a geomorfologia e explicar como estes influenciam a ecologia de um bioma ou ecossistema. O estudo da ecologia e o do clima andam juntos, e ambos t\u00eam uma hist\u00f3ria. O estabelecimento dos tipos clim\u00e1ticos das diferentes regi\u00f5es da Terra depende de grandes ciclos clim\u00e1ticos. A temperatura controla todos os ciclos biol\u00f3gicos, dentro dos corpos dos seres vivos assim como em escala global formando as regi\u00f5es clim\u00e1ticas. No caso recente dos \u00faltimos 20 mil anos, os ciclos mais importantes s\u00e3o as glacia\u00e7\u00f5es, que provocaram varia\u00e7\u00f5es grandes de temperatura e dos n\u00edveis do mar. O bioma Floresta Atl\u00e2ntica, por exemplo, tamb\u00e9m sofreu com as glacia\u00e7\u00f5es, mas adaptou-se, dispersando-se at\u00e9 ocupar os territ\u00f3rios atuais.<\/p>\n<h4>Os gradientes ambientais e microclimas<\/h4>\n<p>\u00c9 importante desenvolver entre os participantes o conceito de gradientes ambientais, buscando mostrar como as varia\u00e7\u00f5es de fatores f\u00edsicos e qu\u00edmicos, ainda que dentro de um mesmo ecossistema, podem gerar diferentes condi\u00e7\u00f5es e microclimas que influenciam diretamente nos aspectos biol\u00f3gicos. Uma montanha, por exemplo, pode apresentar diferentes condi\u00e7\u00f5es ambientais \u00e0 medida que o relevo muda (fertilidade do solo, umidade, insola\u00e7\u00e3o); as condi\u00e7\u00f5es tamb\u00e9m se alteram quanto mais nos distanciamos de um rio. A face sul de um morro (no hemisf\u00e9rio sul), por exemplo, geralmente apresenta um microclima mais frio e \u00famido que a face norte, devido \u00e0 menor incid\u00eancia de luz solar, e pode ser parcialmente adequada para o cultivo de certas esp\u00e9cies vegetais. A abertura de uma clareira na floresta cria novas condi\u00e7\u00f5es ambientais. Essa compreens\u00e3o \u00e9 especialmente \u00fatil para o planejamento de paisagens e propriedades, possibilitando o aproveitamento e uso inteligente das potencialidades de um terreno.<\/p>\n<p>Na natureza h\u00e1 muita varia\u00e7\u00e3o das paisagens, das esp\u00e9cies, dos processos f\u00edsico-qu\u00edmicos e dos fen\u00f4menos clim\u00e1ticos. \u00c9 justamente essa variabilidade que muitas vezes torna a ecologia complexa e desinteressante, mas no caso da permacultura ela deve ser explorada ao m\u00e1ximo. O compromisso do instrutor \u00e9 mostrar que as varia\u00e7\u00f5es ambientais s\u00e3o respostas de um equil\u00edbrio din\u00e2mico da paisagem. As paisagens e seus relevos condicionam os seres vivos, suas rea\u00e7\u00f5es e distribui\u00e7\u00f5es, que s\u00e3o controladas pela adapta\u00e7\u00e3o de cada esp\u00e9cie ao ecossistema.<\/p>\n<p>Por isso \u00e9 importante vincular aspectos geogr\u00e1ficos na tem\u00e1tica. Em primeiro lugar, deve ser feita uma an\u00e1lise sobre a varia\u00e7\u00e3o latitudinal, ou seja, parte-se dos tr\u00f3picos em dire\u00e7\u00e3o aos polos. Na costa sudeste e sul do Brasil, h\u00e1 a influ\u00eancia de uma corrente marinha tropical que d\u00e1 origem a alguns ecossistemas tropicais, como manguezais que aparecem at\u00e9 latitudes da ordem de 29\u00b0S. J\u00e1 na costa do Oceano Pac\u00edfico, a Am\u00e9rica do Sul apresenta manguezais apenas at\u00e9 a latitude de 5\u00b0S, pois, naquela costa as correntes marinhas s\u00e3o frias. A \u00e1gua do mar cont\u00e9m e transporta calor que influencia as regi\u00f5es litor\u00e2neas. \u00c9 importante reconhecer que as quest\u00f5es oce\u00e2nicas s\u00e3o decisivas para a ecologia e biodiversidade da Terra.<\/p>\n<p>Outra varia\u00e7\u00e3o importante \u00e9 em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 altitude. Subir uma montanha \u00e9 perceber um gradiente ambiental comum da natureza, que compreende varia\u00e7\u00f5es na temperatura e na umidade, que por sua vez, controlam as caracter\u00edsticas dos solos e condicionam o tipo de comunidade biol\u00f3gica que se estabelece localmente. A temperatura \u00e9 t\u00e3o importante que, em caso de montanhas muito altas, a partir de certa altitude n\u00e3o h\u00e1 mais vegeta\u00e7\u00e3o. N\u00e3o havendo os produtores prim\u00e1rios, n\u00e3o h\u00e1 fauna de herb\u00edvoros e assim por diante. Locais planos com rios ou nascentes apresentam grande varia\u00e7\u00e3o ambiental no quesito teor de umidade no solo, que \u00e9 uma vari\u00e1vel que controla o desenvolvimento das plantas. Por essa raz\u00e3o, existem plantas aqu\u00e1ticas e outras terrestres e, para nossa sorte, algumas gostam de locais intermedi\u00e1rios, ou seja, solos \u00famidos, evidenciando a contribui\u00e7\u00e3o do efeito de borda e fortalecendo o princ\u00edpio de planejamento \u201cValorize as bordas e os elementos marginais\u201d.<\/p>\n<p>A quantidade de luz solar que atinge a superf\u00edcie do planeta tamb\u00e9m varia e, locais florestais s\u00e3o reconhecidos como mais \u00famidos, pois seres vivos e mat\u00e9ria org\u00e2nica morta conseguem reter muita \u00e1gua. Animais de grande porte distribuem-se em \u00e1reas onde se observam varia\u00e7\u00f5es de grande escala, em quil\u00f4metros. Invertebrados de solo sofrem mais influ\u00eancia de varia\u00e7\u00f5es de umidade e incid\u00eancia de luz solar, em escala de metros. J\u00e1 microrganismos podem apresentar elevada densidade populacional em uma fruta em decomposi\u00e7\u00e3o na serrapilheira.<\/p>\n<h4>Ecologia florestal<\/h4>\n<p>Na permacultura, \u00e9 fundamental conhecer e compreender como os ecossistemas naturais funcionam, de modo que possamos \u201cimitar\u201d e replicar os processos naturais nas paisagens planejadas, otimizando-os se poss\u00edvel. As florestas, principalmente as tropicais, est\u00e3o entre os ecossistemas mais complexos e diversos do planeta, constituindo-se assim como um dos modelos mais interessantes para o entendimento da ecologia. Recomendamos utilizar a floresta como tema gerador para desenvolver os seguintes conhecimentos: fluxos energ\u00e9ticos (fotoss\u00edntese, produ\u00e7\u00e3o prim\u00e1ria, teia alimentar e decomposi\u00e7\u00e3o); ciclos de mat\u00e9ria (oxig\u00eanio, g\u00e1s carb\u00f4nico, carbono, nitrog\u00eanio, produ\u00e7\u00e3o de biomassa e compostagem etc.); sucess\u00e3o natural; intera\u00e7\u00f5es biol\u00f3gicas.<\/p>\n<p>As paisagens florestais se renovam pelo ciclo de vida dos organismos que comp\u00f5em o ecossistema. \u00c1rvores velhas e grandes s\u00e3o organismos que representam uma etapa fundamental para a ecologia da floresta, pois, quando morrem, deitam-se sobre o solo para serem decompostas, permitindo que a luz solar penetre nas camadas mais baixas da floresta. A entrada adicional de luz afeta a luminosidade e a temperatura, o que poder\u00e1 levar \u00e0 germina\u00e7\u00e3o de plantas que, em outra condi\u00e7\u00e3o, n\u00e3o poderiam germinar e crescer. Esse \u00e9 um processo natural nas florestas tropicais e subtropicais denominado \u201cdin\u00e2mica de clareiras\u201d.<\/p>\n<p>As atuais paisagens naturais florestais est\u00e3o muito alteradas, devido ao impacto das a\u00e7\u00f5es humanas que levam \u00e0 perda de \u00e1reas florestais. Muitas paisagens atuais apresentam pastos adjacentes aos fragmentos florestais. A regenera\u00e7\u00e3o de florestas ocorre por um processo natural, chamado sucess\u00e3o ecol\u00f3gica. Nessa sucess\u00e3o, solos expostos pela desfloresta\u00e7\u00e3o (por causas naturais ou antr\u00f3picas) s\u00e3o colonizados de forma pioneira pelas plantas das proximidades cujas sementes podem ser levadas pelo vento, por animais ou estar presentes no banco de sementes do solo. Ap\u00f3s estabelecimento da primeira gera\u00e7\u00e3o de sementes, as esp\u00e9cies seguintes colonizam e ocupam mais espa\u00e7o, de modo que aumenta a intera\u00e7\u00e3o das plantas com o solo, com ac\u00famulo de mat\u00e9ria org\u00e2nica. A presen\u00e7a f\u00edsica das plantas pioneiras tamb\u00e9m atrai animais. Com o passar do tempo e com o desenvolvimento das plantas e aumento da biodiversidade, a sequ\u00eancia do processo leva a comunidade biol\u00f3gica a atingir um estado de organiza\u00e7\u00e3o e funcionamento de equil\u00edbrio din\u00e2mico. Reconhecer a sucess\u00e3o ecol\u00f3gica e seus diferentes est\u00e1gios sucessionais \u00e9 importante para conhecermos as plantas e a forma\u00e7\u00e3o dos solos. O significado maior \u00e9 que a maioria das comunidades biol\u00f3gicas atuais est\u00e1 em algum est\u00e1gio diferente da sucess\u00e3o ecol\u00f3gica. Isso porque os seres vivos, em seus ciclos de vida, nascem, crescem, reproduzem-se, envelhecem e morrem. A intera\u00e7\u00e3o entre os seres vivos durante os seus ciclos vitais, nas suas comunidades biol\u00f3gicas, \u00e9 a ecologia.<\/p>\n<figure id=\"attachment_29677\" aria-describedby=\"caption-attachment-29677\" style=\"width: 1068px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-29677 size-full\" src=\"https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/ensinandopermacultura\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2022\/01\/sucessao.png\" alt=\"Gr\u00e1fico que mostra a sucess\u00e3o natural com exemplo na vegeta\u00e7\u00e3o. A imagem descreve que a medida em que a sucess\u00e3o ocorre, a biodiversidade aumenta, bem como a espessura dos solos.\" width=\"1068\" height=\"768\" srcset=\"https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/ensinandopermacultura\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2022\/01\/sucessao.png 1068w, https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/ensinandopermacultura\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2022\/01\/sucessao-300x216.png 300w, https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/ensinandopermacultura\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2022\/01\/sucessao-1024x736.png 1024w, https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/ensinandopermacultura\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2022\/01\/sucessao-768x552.png 768w\" sizes=\"(max-width: 1068px) 100vw, 1068px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-29677\" class=\"wp-caption-text\">Sucess\u00e3o ecol\u00f3gica e o aumento de biodiversidade. Traduzido e adaptado de <a href=\"https:\/\/commons.wikimedia.org\/wiki\/File:Forest_succession_depicted_over_time.png\">LucasMartinFrey<\/a>.<\/figcaption><\/figure>\n<h4>Reciclagem e vermicompostagem<\/h4>\n<p>A vermicompostagem est\u00e1 junto da ecologia porque a reciclagem da mat\u00e9ria org\u00e2nica \u00e9 um dos princ\u00edpios mais importantes da ecologia da biosfera. Imagina-se que em um mundo de produ\u00e7\u00e3o de mat\u00e9ria org\u00e2nica viva atrav\u00e9s da fotoss\u00edntese, que morre e se acumula, \u00e9 razo\u00e1vel pensar que deveriam evoluir organismos devoradores de restos org\u00e2nicos. Os materiais vivos e mortos nos ecossistemas s\u00e3o org\u00e2nicos e para se tornarem novamente nutrientes minerais, devem ser remineralizados. Os fungos e bact\u00e9rias de todas as cadeias alimentares s\u00e3o os respons\u00e1veis por essa remineraliza\u00e7\u00e3o. Na ecologia, os nutrientes minerais, como os nitratos e os fosfatos, entre outros, est\u00e3o sempre na via l\u00edquida, ou seja, devem estar dissolvidos em \u00e1gua nos solos para serem absorvidos pelas ra\u00edzes das plantas. Esse processo da reciclagem de nutrientes controla a sa\u00fade das florestas, ou seja, elas dependem dos nutrientes que s\u00e3o remineralizados dentro dos solos onde vivem.<\/p>\n<p>O processo de reciclagem natural pode ser tamb\u00e9m aplicado \u00e0s demandas urbanas, na quest\u00e3o da destina\u00e7\u00e3o dos res\u00edduos s\u00f3lidos org\u00e2nicos. Dentro da ecologia dos solos, as minhocas s\u00e3o importantes recicladoras de mat\u00e9ria org\u00e2nica. Na sua dieta de restos vegetais depositados nos solos das florestas, elas podem ingerir tamb\u00e9m fungos e bact\u00e9rias que, reunidos e processados nos seus longos intestinos, produzem o h\u00famus, que cont\u00e9m tamb\u00e9m nutrientes minerais dispon\u00edveis para as plantas. O h\u00famus \u00e9 como o esterco de outros animais. Centopeias e lesmas tamb\u00e9m defecam nos solos e contribuem com a reciclagem. Considerando a reciclagem e o papel das minhocas nos solos, temos a atividade da vermicompostagem. Assim, a vermicompostagem pode nos oferecer v\u00e1rias formas de reciclar os res\u00edduos s\u00f3lidos org\u00e2nicos produzidos nas cidades.<\/p>\n<h3>Din\u00e2mica<\/h3>\n<h4>Ciclo reprodutivo das \u00e1rvores<\/h4>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"alignleft size-full wp-image-192\" src=\"https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/ensinandopermacultura\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2020\/03\/tempo.png\" alt=\"\" width=\"46\" height=\"59\" \/>30 min<\/p>\n<p>Esta din\u00e2mica tem como objetivo aplicar os conhecimentos de ecologia em um contexto florestal, especificamente no contexto de ciclo de vida das \u00e1rvores. A turma \u00e9 dividida em tr\u00eas equipes, de modo que cada uma seja respons\u00e1vel por uma das etapas do ciclo de vida das \u00e1rvores: 1) \u00e1rvore somente com folhas; 2) \u00e1rvore durante a flora\u00e7\u00e3o; e 3) \u00e1rvore durante a frutifica\u00e7\u00e3o. Os grupos dever\u00e3o reunir-se e discutir sobre sua respectiva fase: o que ocorre naquela etapa do ciclo; quais intera\u00e7\u00f5es biol\u00f3gicas acontecem (ex.: poliniza\u00e7\u00e3o, preda\u00e7\u00e3o, dispers\u00e3o, micorrizas); o que acontece no solo, qual a rela\u00e7\u00e3o com as esta\u00e7\u00f5es do ano e outros fatores f\u00edsico-qu\u00edmicos etc. Ap\u00f3s a conversa em grupos, as equipes dever\u00e3o apresentar os resultados \u00e0 turma.<\/p>\n<h4>Tamanho do bando<\/h4>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"alignleft size-full wp-image-192\" src=\"https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/ensinandopermacultura\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2020\/03\/tempo.png\" alt=\"\" width=\"46\" height=\"59\" \/>30 min<\/p>\n<p>Uma das discuss\u00f5es mais recorrentes em nossos cursos versa sobre a capacidade de suporte de ecossistemas. Ela surge a partir da observa\u00e7\u00e3o da problem\u00e1tica contempor\u00e2nea em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 expans\u00e3o urbana e a forma\u00e7\u00e3o de extensas aglomera\u00e7\u00f5es em todo o mundo, promovendo o afastamento de seus habitantes em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 natureza e da produ\u00e7\u00e3o de alimentos.<\/p>\n<p>Em alguns aspectos, essas aglomera\u00e7\u00f5es s\u00e3o fruto de nossa vis\u00e3o e gest\u00e3o centralizada mantida pela disputa de poderes, que muitas vezes acaba virando mais uma armadilha do que uma solu\u00e7\u00e3o, consumindo recursos naturais cada vez mais long\u00ednquos, conferindo-lhes um alto grau de insustentabilidade.<\/p>\n<p>Nessa problem\u00e1tica e, devido ao fato de a esp\u00e9cie humana se estruturar em bandos, como tantas outras esp\u00e9cies, essa din\u00e2mica prop\u00f5e refletir se haveria um tamanho de bando (aglomera\u00e7\u00e3o) ideal para se ter uma vida com qualidade.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s essa introdu\u00e7\u00e3o, pergunte aos participantes: \u201cO que busca uma esp\u00e9cia ao conviver em bando?\u201d As respostas mais imediatas geralmente incluem: prote\u00e7\u00e3o, seguran\u00e7a &#8211; seguida de reprodu\u00e7\u00e3o &#8211; alimenta\u00e7\u00e3o e socializa\u00e7\u00e3o. Geralmente fica por a\u00ed. Dentro dessas respostas, fa\u00e7a uma nova pergunta aos participantes: \u201cPara voc\u00ea, qual o tamanho ideal de um bando de humanos para atender esses quesitos?\u201d.<\/p>\n<p>N\u00e3o deixe que respondam. Pegue pequenos peda\u00e7os de papel e solicite aos participantes que escrevam um n\u00famero ideal de integrantes desse bando. D\u00ea uns tr\u00eas minutos para que anotem e depois recolha os pap\u00e9is.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s, use uma planilha de c\u00e1lculo ou v\u00e1 somando os n\u00fameros de cada papel e, por fim, fa\u00e7a uma m\u00e9dia aritm\u00e9tica para obter um valor. Uma vez obtida essa m\u00e9dia, discuta com o grupo o resultado. A discuss\u00e3o \u00e9 importante para mostrar que a quantifica\u00e7\u00e3o matem\u00e1tica, mesmo que simplista, nos d\u00e1 uma ideia sobre sustentabilidade de bando. No decorrer da discuss\u00e3o, trabalhe bem as ideias de reflex\u00e3o sobre o tema, explorando pontos-chave que possibilitem a sensibiliza\u00e7\u00e3o do grupo para a compreens\u00e3o de processos ecol\u00f3gicos, como a capacidade de suporte, para os nossos modelos de conv\u00edvio, sejam eles aglomerados ou n\u00e3o.<\/p>\n<blockquote><p><em>Dica: Aplique essa din\u00e2mica logo ap\u00f3s a aula de Fundamentos de Ecologia, pois far\u00e1 mais sentido para o grupo.<\/em><\/p><\/blockquote>\n<h3>Pr\u00e1tica<\/h3>\n<h4>Vermicompostagem<\/h4>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"alignleft size-full wp-image-192\" src=\"https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/ensinandopermacultura\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2020\/03\/tempo.png\" alt=\"\" width=\"46\" height=\"59\" \/>45 min<\/p>\n<p>Pode ser realizada em campo ou em sala de aula. Buscam-se, em um ambiente de compostagem, natural ou artificial, materiais e pequenos insetos decompositores. Em uma bandeja, colocam-se os materiais, os quais s\u00e3o mexidos para revelar os decompositores em meio aos materiais org\u00e2nicos em decomposi\u00e7\u00e3o. Aqui \u00e9 importante comentar sobre as fun\u00e7\u00f5es que cada animal desempenha, bem como suas caracter\u00edsticas, comportamento e forma de reprodu\u00e7\u00e3o, e, tamb\u00e9m, falar sobre as necessidades de cada um, pois cada um \u00e9 um elemento \u00fanico no ambiente planejado. Assim, \u00e9 necess\u00e1rio ofertar uma boa condi\u00e7\u00e3o de viv\u00eancia a cada esp\u00e9cie buscando o \u00eaxito no processo de compostagem.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s essas explana\u00e7\u00f5es, \u00e9 importante convidar os participantes a tocar os \u201cbichinhos\u201d, para tamb\u00e9m experimentar as sensa\u00e7\u00f5es de sentir sua locomo\u00e7\u00e3o, temperatura etc. Essa pr\u00e1tica tem conex\u00e3o direta com a aula de <a href=\"https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/ensinandopermacultura\/2020\/03\/29\/ecologia-cultivada\/\">Ecologia cultivada<\/a>, onde, mais adiante, aborda-se a estrutura\u00e7\u00e3o da serrapilheira.<\/p>\n<figure id=\"attachment_28734\" aria-describedby=\"caption-attachment-28734\" style=\"width: 640px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-28734 size-large\" src=\"https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/ensinandopermacultura\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2020\/05\/ecologia01-1024x768.jpg\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"480\" srcset=\"https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/ensinandopermacultura\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2020\/05\/ecologia01-1024x768.jpg 1024w, https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/ensinandopermacultura\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2020\/05\/ecologia01-300x225.jpg 300w, https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/ensinandopermacultura\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2020\/05\/ecologia01-768x576.jpg 768w, https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/ensinandopermacultura\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2020\/05\/ecologia01.jpg 1200w\" sizes=\"(max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-28734\" class=\"wp-caption-text\">Estudantes tocando os \u201cbichinhos\u201d para entend\u00ea-los.\u00a0Foto: Arthur Nanni<\/figcaption><\/figure>\n<h5>Quest\u00f5es para continuar a intera\u00e7\u00e3o com a turma<\/h5>\n<ul>\n<li>Quais s\u00e3o os tipos de lixo que nossa sociedade produz (l\u00edquidos, s\u00f3lidos e gasosos)?<\/li>\n<li>Quais s\u00e3o as tecnologias de reciclagem que voc\u00eas conhecem? Conhecem detalhes t\u00e9cnicos? Tempo? Volume?<\/li>\n<li>Quais os tipos de produtos que podem ser utilizados ap\u00f3s a reciclagem?<\/li>\n<\/ul>\n<h3>Atividade no EaD<\/h3>\n<p>Solicite ao participante que busque descobrir e reconhecer esp\u00e9cies vegetais silvestres de sua regi\u00e3o de estudo. Para isso, solicite que ele relacione pelo menos duas esp\u00e9cies vegetais que ocorrem no est\u00e1gio pioneiro, duas no intermedi\u00e1rio e duas de cl\u00edmax da sucess\u00e3o ecol\u00f3gica, indicando o nome popular de cada esp\u00e9cie relacionada.<\/p>\n<p>Incentive os alunos a produzirem um pequeno texto explicativo sobre o que \u00e9 sucess\u00e3o ecol\u00f3gica, considerando seu ecossistema local.<\/p>\n<h2>Conte\u00fado complementar<\/h2>\n<h3>V\u00eddeos<\/h3>\n<ul>\n<li>Assista \u00e0 playlist <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/playlist?list=PLBkLTk0zlYHvG_qj5SAuXi-Q1GGqG50HN\">Fundamentos de ecologia e clima<\/a> no canal da Rede NEPerma Brasil.<\/li>\n<\/ul>\n<h3>Leitura<\/h3>\n<ul>\n<li>\n<p align=\"left\">Cap\u00edtulo 3 &#8211; &#8220;Bases Ecol\u00f3gicas da Permacultura&#8221; do Livro <a href=\"https:\/\/yvypora.files.wordpress.com\/2015\/04\/permacultura-umaexperienciacubana1.pdf\">Permacultura, uma experi\u00eancia cubana<\/a>.<\/p>\n<\/li>\n<\/ul>\n<h3>Aula<\/h3>\n<p>Acesse o conte\u00fado da aula <a href=\"https:\/\/docs.google.com\/presentation\/d\/e\/2PACX-1vQD58F_EsWXqryRUzaL9Q9nISByFRURzr4uDd2U3jnCzrsa3N2veuu658QIM1RWjeLXit8iyv7GZEWm\/pub?start=false&amp;loop=false&amp;delayms=60000\">Fundamentos de ecologia<\/a>.<\/p>\n<h2>Refer\u00eancias sugeridas<\/h2>\n<p align=\"left\">G\u00d6TSCH, E. O renascer da agricultura. Tradu\u00e7\u00e3o Patr\u00edcia Vaz. 2. ed. Rio de Janeiro: AS-PTA, 1996. 24 p.<\/p>\n<p align=\"left\">MARS, Ross; DUCKER, Martin. O design b\u00e1sico em Permacultura. Porto Alegre: Via Sapiens, 2008. 167 p.<\/p>\n<p align=\"left\">ODUM, Eugene P. Ecologia. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1988.<\/p>\n<p align=\"left\">RICKLEFS, R. E. A economia da natureza. 6. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2010.<\/p>\n<p align=\"left\"><a href=\"#sdfootnote1anc\" name=\"sdfootnote1sym\">1<\/a> O termo \u201cfloresta\u201d foi aqui adotado em virtude de a palavra tradicionalmente conhecida \u201cmata\u201d sugerir, na opini\u00e3o dos autores, algo que diminui o real valor do bioma.<\/p>\n<div id=\"sdfootnote1\">\n<p><a href=\"https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/ensinandopermacultura\/contato-do-capitulo-fundamentos-de-ecologia\/\">Entre em contato com os autores<\/a><\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Import\u00e2ncia Considerando os humanos como esp\u00e9cie pertencente \u00e0 biodiversidade, podemos compreender a permacultura como ecologia humana aplicada, no sentido de planejar espa\u00e7os sustent\u00e1veis e promover qualidade de vida para as popula\u00e7\u00f5es atuais e futuras. O permacultor age numa intera\u00e7\u00e3o harmoniosa com os ecossistemas, o que promove o aumento da diversidade e a produ\u00e7\u00e3o de alimentos [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"activitypub_content_warning":"","activitypub_content_visibility":"","activitypub_max_image_attachments":4,"activitypub_interaction_policy_quote":"anyone","activitypub_status":"federate","footnotes":""},"categories":[2],"tags":[5,59],"coauthors":[27],"class_list":["post-64","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-reconexao-com-a-natureza","tag-cpp05","tag-ecologia"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/ensinandopermacultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/64","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/ensinandopermacultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/ensinandopermacultura\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/ensinandopermacultura\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/ensinandopermacultura\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=64"}],"version-history":[{"count":16,"href":"https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/ensinandopermacultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/64\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":29979,"href":"https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/ensinandopermacultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/64\/revisions\/29979"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/ensinandopermacultura\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=64"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/ensinandopermacultura\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=64"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/ensinandopermacultura\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=64"},{"taxonomy":"author","embeddable":true,"href":"https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/ensinandopermacultura\/wp-json\/wp\/v2\/coauthors?post=64"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}