{"id":243,"date":"2022-09-30T09:36:43","date_gmt":"2022-09-30T12:36:43","guid":{"rendered":"http:\/\/ensinandopermacultura.paginas.ufsc.br\/?p=243"},"modified":"2024-07-06T13:56:24","modified_gmt":"2024-07-06T16:56:24","slug":"plantas-alimenticias-nao-convencionais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/ensinandopermacultura\/2022\/09\/30\/plantas-alimenticias-nao-convencionais\/","title":{"rendered":"Plantas aliment\u00edcias n\u00e3o-convencionais"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right;\"><em><img decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-29315 alignnone\" src=\"https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/ensinandopermacultura\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2021\/03\/mini_yasmin.png\" alt=\"\" width=\"139\" height=\"132\" \/><\/em><em><img decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-29321 alignnone\" src=\"https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/ensinandopermacultura\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2021\/03\/mini_jefferson.png\" alt=\"\" width=\"137\" height=\"123\" \/>\u00a0<\/em><\/p>\n<h2><span style=\"color: #000000;\">Import\u00e2ncia<\/span><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\"><a href=\"https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/ensinandopermacultura\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2021\/03\/conteudo_atualizado.png\"><img decoding=\"async\" class=\"alignright size-full wp-image-29481\" src=\"https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/ensinandopermacultura\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2021\/03\/conteudo_atualizado.png\" alt=\"\" width=\"95\" height=\"96\" \/><\/a>As Plantas Aliment\u00edcias N\u00e3o Convencionais (PANC) podem trazer \u00e0 tona diversos princ\u00edpios da Permacultura e proporcionar discuss\u00f5es fortemente relevantes sobre o sistema alimentar em que estamos envolvidos diariamente. Desenvolver o conhecimento e uso das PANC contribui para a valoriza\u00e7\u00e3o da diversidade e dos elementos marginais, ambos fundamentos permaculturais de grande impacto socioambiental. A monotonia agroalimentar contempor\u00e2nea tem sido apontada como um dos fatores principais no aumento dos agravos \u00e0 sa\u00fade de produtores e consumidores, seja pelo uso de contaminantes nos solos e nas \u00e1guas, seja pelo crescente consumo de alimentos de baixa qualidade nutricional, ocasionando car\u00eancia de micronutrientes e doen\u00e7as cr\u00f4nicas n\u00e3o transmiss\u00edveis em bilh\u00f5es de pessoas pelo mundo.<\/span><\/p>\n<h2><span style=\"color: #000000;\">Objetivo<\/span><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">Qualificar os participantes a refletir sobre as escolhas no sistema alimentar com base nos princ\u00edpios da Permacultura, bem como a identificar e utilizar as PANC para produ\u00e7\u00e3o e consumo pr\u00f3prio.<\/span><\/p>\n<h2><span style=\"color: #000000;\">Conte\u00fado m\u00ednimo<\/span><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">Etapas do sistema alimentar: produ\u00e7\u00e3o no campo, processamento, comercializa\u00e7\u00e3o e consumo. Princ\u00edpios da Permacultura aplicados \u00e0 alimenta\u00e7\u00e3o, de prefer\u00eancia discutidos para auxiliar escolhas permaculturais em cada etapa do sistema alimentar. Conceito, identifica\u00e7\u00e3o e usos de PANC na alimenta\u00e7\u00e3o, desde o cultivo at\u00e9 o preparo.<\/span><\/p>\n<h2><span style=\"color: #000000;\">Metodologia<\/span><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">A aula inicia com uma apresenta\u00e7\u00e3o din\u00e2mica dos participantes, para que possam identificar pontos em comum entre si e com isso promover trocas de experi\u00eancias e saberes ao longo do encontro. Em seguida, apresenta-se brevemente sobre o hist\u00f3rico e a organiza\u00e7\u00e3o atual do sistema alimentar, abordando a alimenta\u00e7\u00e3o como um direito humano e um prazer, dentro de um modo de produ\u00e7\u00e3o que pode ter diferentes objetivos e resultados dependendo do foco em que se tem.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">Com base nos princ\u00edpios da Permacultura, incentiva-se os participantes a sugerirem rela\u00e7\u00f5es, escolhas e a\u00e7\u00f5es dentro do sistema alimentar que podem contribuir com os fundamentos \u00e9ticos permaculturais. Apresenta-se as PANC como recurso para promover esses princ\u00edpios e \u00e9tica na alimenta\u00e7\u00e3o, incluindo a exposi\u00e7\u00e3o dos conceitos sobre PANC, al\u00e9m de modos de identificar, cultivar e preparar algumas PANC encontradas no local da aula. Sugere-se que a aula contenha uma parte pr\u00e1tica de identifica\u00e7\u00e3o e coleta de PANC, bem como de degusta\u00e7\u00e3o de algumas receitas com PANC, a fim de encantar os participantes e ajud\u00e1-los a fixar os conhecimentos compartilhados.<\/span><\/p>\n<h3>Exposi\u00e7\u00e3o e din\u00e2micas<\/h3>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"alignleft size-full wp-image-192\" src=\"https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/ensinandopermacultura\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2020\/03\/tempo.png\" alt=\"\" width=\"46\" height=\"59\" \/><\/p>\n<p>3 horas<\/p>\n<p>A abordagem a seguir visa despertar os estudantes a conhecer e utilizar as Plantas Aliment\u00edcias N\u00e3o Convencionais (PANC), tanto em seus projetos permaculturais quanto como exemplo de aplica\u00e7\u00e3o dos princ\u00edpios da permacultura na alimenta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Sugere-se, portanto, o roteiro abaixo, cujos pontos ser\u00e3o detalhados na sequ\u00eancia:<\/p>\n<ol>\n<li>Espera da chegada de todos (15 minutos).<\/li>\n<li>Din\u00e2mica de identifica\u00e7\u00e3o (15 minutos).<\/li>\n<li>Apresenta\u00e7\u00e3o sobre alimenta\u00e7\u00e3o (30 minutos).<\/li>\n<li>Din\u00e2mica de aplica\u00e7\u00e3o dos princ\u00edpios da permacultura (15 minutos).<\/li>\n<li>Apresenta\u00e7\u00e3o sobre PANC (20 minutos).<\/li>\n<li>Passeio em horta agroecol\u00f3gica (45 minutos).<\/li>\n<li>Lanche comunit\u00e1rio com PANC e conversas relacionadas (20 minutos).<\/li>\n<\/ol>\n<h4>Espera da chegada de todos (15 minutos)<\/h4>\n<p>Quando a turma estiver quase completa, nos \u00faltimos minutos dessa espera \u2013 os instrutores se apresentam, comentam o \u201croteiro do encontro\u201d e convidam os participantes para se deslocar a um espa\u00e7o onde ser\u00e1 realizada a din\u00e2mica de apresenta\u00e7\u00e3o (d\u00ea prefer\u00eancia a um local externo).<\/p>\n<h4>Din\u00e2mica de identifica\u00e7\u00e3o (15 minutos)<\/h4>\n<p>Colocar uma linha no ch\u00e3o e orientar as pessoas a ficarem em p\u00e9 lado a lado, formando uma fileira de cada lado da linha, ficando umas de frente para as outras. Explicar que as pessoas dar\u00e3o um passo para a frente quando a resposta for sim e permanecer\u00e3o no lugar quando a resposta for n\u00e3o.<\/p>\n<p>Ser\u00e3o tr\u00eas s\u00e9ries de tr\u00eas perguntas cada, e, na medida em que responderem, as pessoas ir\u00e3o se aproximando da linha estendida no ch\u00e3o, enquanto se olham para identificar as pessoas com respostas em comum. Seguem abaixo alguns exemplos de perguntas:<\/p>\n<ul>\n<li>Quem aqui nasceu em Florian\u00f3polis?<\/li>\n<li>Quem aqui mexeu na terra essa semana?<\/li>\n<li>Quem aqui consegue comprar org\u00e2nicos toda semana?<\/li>\n<li>Quem aqui comeu em lanchonete de <em>fastfood<\/em> ou bolacha recheada essa semana?<\/li>\n<li>Quem aqui comeu caruru, tanchagem, jeriv\u00e1, beldroega na vida?<\/li>\n<li>Quem aqui sabe definir o que \u00e9 agroecologia?<\/li>\n<li>Quem aqui gosta de cozinhar?<\/li>\n<li>Quem aqui j\u00e1 leu o Guia alimentar para a popula\u00e7\u00e3o brasileira de 2014?<\/li>\n<li>Quem aqui participa de algum grupo relacionado a sustentabilidade?<\/li>\n<\/ul>\n<p>Ap\u00f3s isso, as pessoas se apresentam dizendo: nome, \u00e1rea de atua\u00e7\u00e3o e cidade de origem.<\/p>\n<figure id=\"attachment_28730\" aria-describedby=\"caption-attachment-28730\" style=\"width: 640px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-28730 size-large\" src=\"https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/ensinandopermacultura\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2020\/05\/ecologia_cultivada_pancs02-1024x768.jpg\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"480\" srcset=\"https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/ensinandopermacultura\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2020\/05\/ecologia_cultivada_pancs02-1024x768.jpg 1024w, https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/ensinandopermacultura\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2020\/05\/ecologia_cultivada_pancs02-300x225.jpg 300w, https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/ensinandopermacultura\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2020\/05\/ecologia_cultivada_pancs02-768x576.jpg 768w, https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/ensinandopermacultura\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2020\/05\/ecologia_cultivada_pancs02.jpg 1200w\" sizes=\"(max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-28730\" class=\"wp-caption-text\">Din\u00e2mica da apresenta\u00e7\u00e3o no Centro de Ci\u00eancias Agr\u00e1rias da UFSC em Florian\u00f3polis\/SC. Foto: Jefferson Mota.<\/figcaption><\/figure>\n<h4>Apresenta\u00e7\u00e3o sobre alimenta\u00e7\u00e3o (30 minutos)<\/h4>\n<p>Pedir para que os participantes dediquem 20 minutos de aten\u00e7\u00e3o e procurem acompanhar o racioc\u00ednio e anotar d\u00favidas ou coment\u00e1rios, para serem compartilhados ao final da explica\u00e7\u00e3o do instrutor. O entendimento dessa parte pode ser mais claro se n\u00e3o houver muitas interrup\u00e7\u00f5es durante a fala. O objetivo da exposi\u00e7\u00e3o a seguir \u00e9 resgatar elementos para responder \u00e0 quest\u00e3o: Como aplicar os princ\u00edpios da permacultura na alimenta\u00e7\u00e3o?<\/p>\n<p>Antes de iniciar a explica\u00e7\u00e3o, fazer a seguinte introdu\u00e7\u00e3o:<\/p>\n<ul>\n<li>A seguir, faremos um breve panorama sobre alimenta\u00e7\u00e3o e, juntos, vamos fazer escolhas dentro deste sistema alimentar que nos cerca, utilizando como base os princ\u00edpios da permacultura. A metodologia de aplica\u00e7\u00e3o dos princ\u00edpios pode ser adaptada por cada um \u00e0 sua \u00e1rea de conhecimento.<\/li>\n<li>Para falarmos de alimenta\u00e7\u00e3o utilizando os princ\u00edpios da permacultura, precisamos saber dizer em poucas palavras o que \u00e9 permacultura, j\u00e1 que essa \u00e9, al\u00e9m de uma resposta frequentemente solicitada por amigos, parentes e curiosos, tamb\u00e9m um conceito que precisamos manter em vista na hora de fazer nossas escolhas no sistema alimentar.<\/li>\n<\/ul>\n<blockquote><p>Permacultura pode ser entendida como \u201cCultura Permanente Sustent\u00e1vel\u201d, que compreende um sistema capaz de prover nossas necessidades, com respeito \u00e0 natureza, \u00e0s pessoas e ao futuro. Ela tem como diretrizes tr\u00eas \u00e9ticas e para coloc\u00e1-las em pr\u00e1tica, os permacultores se utilizam de 12 princ\u00edpios de planejamento, que podem ser aplicados na arquitetura, agricultura, educa\u00e7\u00e3o e at\u00e9 na alimenta\u00e7\u00e3o. Permacultura n\u00e3o \u00e9 somente bioconstru\u00e7\u00e3o, ecologia, compostagem ou uma comunidade alternativa. Ela \u00e9 esse conjunto de princ\u00edpios para serem aplicados em qualquer \u00e1rea, com uso da ci\u00eancia, tecnologia e conhecimento tradicional.<\/p><\/blockquote>\n<p>A explica\u00e7\u00e3o que segue ser\u00e1 feita de maneira expositiva utilizando um quadro branco, lousa ou flipchart para ir escrevendo o esquema da figura a seguir, palavra por palavra, a cada etapa da explica\u00e7\u00e3o, para construir o racioc\u00ednio junto com os ouvintes. As palavras em negrito no texto a seguir s\u00e3o as que ir\u00e3o compor o esquema da figura a seguir.<\/p>\n<figure id=\"attachment_1429\" aria-describedby=\"caption-attachment-1429\" style=\"width: 624px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/ensinandopermacultura\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2020\/04\/1000020000000270000001DF7FF107B6E966CD8F.png\"><img decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-1429\" src=\"https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/ensinandopermacultura\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2020\/04\/1000020000000270000001DF7FF107B6E966CD8F.png\" alt=\"\" width=\"624\" height=\"479\" srcset=\"https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/ensinandopermacultura\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2020\/04\/1000020000000270000001DF7FF107B6E966CD8F.png 624w, https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/ensinandopermacultura\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2020\/04\/1000020000000270000001DF7FF107B6E966CD8F-300x230.png 300w\" sizes=\"(max-width: 624px) 100vw, 624px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-1429\" class=\"wp-caption-text\">Esquema sobre alimenta\u00e7\u00e3o. Fonte: Yasmin Monteiro.<\/figcaption><\/figure>\n<p>Agora iniciaremos a constru\u00e7\u00e3o do esquema com o panorama sobre alimenta\u00e7\u00e3o, no atual contexto brasileiro.<\/p>\n<p><strong>Alimenta\u00e7\u00e3o como direito<\/strong><\/p>\n<p>Alimentar-se \u00e9, em primeiro lugar, um direito de todo ser humano. Tal direito foi conquistado na Constitui\u00e7\u00e3o brasileira, em 2010, como direito humano \u00e0 alimenta\u00e7\u00e3o adequada, e definido no Guia alimentar para a popula\u00e7\u00e3o brasileira de 2014.<a href=\"#sdfootnote1sym\" name=\"sdfootnote1anc\">1<\/a> Portanto, essa alimenta\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 qualquer alimenta\u00e7\u00e3o, ela deve ser adequada em quantidade \u2013 com equil\u00edbrio para garantir os nutrientes \u2013 adequada em qualidade \u2013 com variedade de alimentos, segura do ponto de vista f\u00edsico, qu\u00edmico e biol\u00f3gico, sem contaminantes, deve respeitar as necessidades de cada indiv\u00edduo e sua cultura \u2013 e deve ser adequada de maneira justa para a natureza, sendo sustent\u00e1vel, e para todas as pessoas, sendo acess\u00edvel e garantindo a soberania alimentar.<a href=\"#sdfootnote2sym\" name=\"sdfootnote2anc\">2<\/a><\/p>\n<p><strong>Alimenta\u00e7\u00e3o como prazer<\/strong><\/p>\n<p>Alimentar-se tamb\u00e9m \u00e9 um prazer. Quando nos deparamos com uma refei\u00e7\u00e3o caprichada, cheia de sabor, aroma e beleza, a alegria vem atrav\u00e9s dos sentidos. Comer satisfaz, sustenta e nos d\u00e1 sa\u00fade, faz parte da vida de todos, todo dia. Al\u00e9m disso, h\u00e1 a arte de cozinhar, que encanta alguns, mas afasta outros, apesar de que se algu\u00e9m ainda n\u00e3o encontrou prazer em cozinhar, pode ser porque talvez ainda n\u00e3o o tenha experimentado de um jeito com o qual se identifique. Por fim, a alimenta\u00e7\u00e3o \u00e9 um ato social, que contribui para a forma\u00e7\u00e3o da identidade de indiv\u00edduos, culturas e economias.<\/p>\n<p><strong>Alimenta\u00e7\u00e3o como sistema alimentar<\/strong><\/p>\n<p>A alimenta\u00e7\u00e3o tem se organizado como um sistema alimentar, que envolve a produ\u00e7\u00e3o no campo, processamento, com\u00e9rcio e consumo.<\/p>\n<p>Em suma, no campo, a produ\u00e7\u00e3o pode ser convencional \u2013 aquela praticada principalmente depois da Revolu\u00e7\u00e3o Verde dos anos 1970, com o uso de agrot\u00f3xicos, transg\u00eanicos e monoculturas, comprovadamente promotora de riscos \u00e0 sa\u00fade tanto do trabalhador quanto do consumidor, e ainda mais do solo e das \u00e1guas, com processos de desertifica\u00e7\u00e3o e de desflorestamento ocorrendo ao redor do mundo. A produ\u00e7\u00e3o no campo pode ser org\u00e2nica \u2013 aquela que procura respeitar a natureza, portanto n\u00e3o usa agentes poluidores ou que diminuam a biodiversidade e a sustentabilidade. Ainda, a produ\u00e7\u00e3o pode ser agroecol\u00f3gica \u2013 aquela que implica n\u00e3o somente a busca de uma maior racionaliza\u00e7\u00e3o econ\u00f4mico-produtiva, com base nas especificidades biof\u00edsicas de cada agroecossistema, mas tamb\u00e9m uma mudan\u00e7a nas atitudes e valores dos atores sociais em rela\u00e7\u00e3o ao manejo e \u00e0 conserva\u00e7\u00e3o dos recursos naturais (CAPORAL, 2004).<\/p>\n<p>Ent\u00e3o, o alimento pode ir para o processamento, que pode ser simples \u2013 adicionado somente de sal e a\u00e7\u00facar com modera\u00e7\u00e3o, passando por processos de coc\u00e7\u00e3o e\/ou higieniza\u00e7\u00e3o \u2013 ou ele pode ser ultraprocessado \u2013 quando s\u00e3o adicionados normalmente muito sal, a\u00e7\u00facar, aditivos qu\u00edmicos e gordura trans.<a href=\"#sdfootnote3sym\" name=\"sdfootnote3anc\">3<\/a><\/p>\n<p>Quanto \u00e0 comercializa\u00e7\u00e3o, podemos classific\u00e1-la para fins did\u00e1ticos, com base no foco que ela tem. Se o foco est\u00e1 no lucro exorbitante de poucos, ent\u00e3o se pode centralizar a produ\u00e7\u00e3o e a distribui\u00e7\u00e3o. Para isso, constituem-se os latif\u00fandios, que por sua vez distribuem para grandes ind\u00fastrias e supermercados, acabando por gerar muito desperd\u00edcio, como, por exemplo: o uso de pesticidas e adubos qu\u00edmicos que poderiam ser evitados se houvesse controle biol\u00f3gico, o transporte de alimentos que utiliza fontes de energia n\u00e3o renov\u00e1veis e o n\u00e3o aproveitamento dos res\u00edduos org\u00e2nicos de uma compostagem. Se o foco est\u00e1 nas pessoas, ent\u00e3o \u00e9 preciso descentralizar para que mais pessoas sejam beneficiadas. Portanto, \u00e9 incentivada uma agricultura familiar independente de grandes intermedi\u00e1rios e que faz sua distribui\u00e7\u00e3o em circuitos curtos de modo a evitar desperd\u00edcios, por respeitar a sazonalidade e a regionalidade dos alimentos.<\/p>\n<p>Por fim, \u00e9 no consumo que podemos influenciar parte do sistema alimentar pelas nossas escolhas. Por\u00e9m, estas s\u00e3o direcionadas tanto pela maneira como a informa\u00e7\u00e3o nos \u00e9 passada \u2013 seja em divulga\u00e7\u00e3o ou em educa\u00e7\u00e3o \u2013 quanto pela situa\u00e7\u00e3o da economia nacional e internacional. Mais uma vez, se escolhermos a l\u00f3gica do lucro exorbitante de poucos, muito ser\u00e1 feito para que os produtos de determinada empresa tenham suas vendas aumentadas o m\u00e1ximo poss\u00edvel, o que, \u00e0s vezes, implica a omiss\u00e3o ou o mascaramento de evid\u00eancias sobre os efeitos de certos ingredientes. Al\u00e9m disso, para aumentar esse lucro exorbitante de poucos, \u00e9 preciso que muitos trabalhem mais tempo por menos remunera\u00e7\u00e3o, o que tem feito a vida ser uma constante correria, n\u00e3o sobrando tempo, dinheiro ou disposi\u00e7\u00e3o para investir em uma alimenta\u00e7\u00e3o saud\u00e1vel e sustent\u00e1vel. Pensando nas pessoas, o foco estaria na verdadeira educa\u00e7\u00e3o alimentar e nutricional, aquela que revela o funcionamento desse sistema alimentar, prepara as pessoas para requerer seu direito pela alimenta\u00e7\u00e3o adequada e permite aos indiv\u00edduos escolher com autonomia de acordo com os benef\u00edcios e malef\u00edcios de certos alimentos estudados para a alimenta\u00e7\u00e3o humana com \u00e9tica na ci\u00eancia, como colocado pelo pr\u00f3prio Guia alimentar para a popula\u00e7\u00e3o brasileira de 2014.<\/p>\n<p><strong>Associa\u00e7\u00e3o com a permacultura<\/strong><\/p>\n<p>Com base nas \u00e9ticas e nos princ\u00edpios de planejamento da permacultura e, focando na parte mais concreta, a da alimenta\u00e7\u00e3o como \u201cSistema Alimentar\u201d, podemos desenvolver um planejamento permacultural que contemple de forma sist\u00eamica a produ\u00e7\u00e3o, o processamento, o com\u00e9rcio e o consumo. Assim, a melhor via seria a ado\u00e7\u00e3o de uma produ\u00e7\u00e3o agroecol\u00f3gica, seguida do processamento simples, de um com\u00e9rcio baseado nas pessoas e no consumo consciente.<\/p>\n<p>Pode-se perceber que uma alimenta\u00e7\u00e3o adequada n\u00e3o depende apenas da vontade dos indiv\u00edduos, a dificuldade de garanti-la \u00e9 um v\u00edcio estrutural da sociedade. As a\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias para termos uma alimenta\u00e7\u00e3o adequada s\u00e3o tanto individuais quanto coletivas. Por isso, devemos atentar para n\u00e3o culpabilizar apenas o indiv\u00edduo, e para n\u00e3o nos excluirmos da sociedade, j\u00e1 que, para cuidar da natureza e das pessoas, precisamos nos unir na constru\u00e7\u00e3o de caminhos que atendam a todas as \u00e9ticas.<\/p>\n<p>Na pr\u00e1tica, exemplos de a\u00e7\u00f5es individuais e coletivas que podemos desenvolver seriam:<\/p>\n<ul>\n<li>A\u00e7\u00f5es individuais \u2013 plantar e consumir de forma agroecol\u00f3gica; procurar saber a origem e a sazonalidade dos alimentos antes de comprar; conhecer produtores e suas propriedades.<\/li>\n<li>A\u00e7\u00f5es coletivas \u2013 participar de grupos de trabalho por pol\u00edticas de incentivo \u00e0 agricultura urbana e familiar (exemplo: Rede Semear de Agricultura Urbana de Florian\u00f3polis); incentivar a cria\u00e7\u00e3o e a amplia\u00e7\u00e3o de feiras agroecol\u00f3gicas.<\/li>\n<\/ul>\n<h4>Din\u00e2mica de aplica\u00e7\u00e3o dos princ\u00edpios da permacultura (15 minutos)<\/h4>\n<p>Agora \u00e9 a vez dos estudantes escolherem entre as \u00e9ticas e\/ou princ\u00edpios de planejamento da permacultura, para dar exemplos de a\u00e7\u00f5es individuais e coletivas relacionadas ao sistema alimentar.<\/p>\n<p>Sugere-se ter os princ\u00edpios descritos \u00e0 vista, para que os participantes possam observar e se lembrar mais facilmente de cada um no momento de relacion\u00e1-los com as poss\u00edveis a\u00e7\u00f5es propostas.<\/p>\n<h4>Apresenta\u00e7\u00e3o sobre PANC (20 minutos)<\/h4>\n<p>Um recurso para possibilitar a aplica\u00e7\u00e3o dos princ\u00edpios da permacultura s\u00e3o as PANC. Assim, sugerimos perguntar:<\/p>\n<p>\u2013 Quem j\u00e1 ouviu falar de PANC? Quais consomem com certa frequ\u00eancia? Quem coleta alguma planta no ambiente em que vive? Sabe diferenciar e preparar?<\/p>\n<p>Caracterizar as PANC brevemente como:<\/p>\n<ul>\n<li><strong>Tradicionais<\/strong> \u2013 S\u00e3o plantas consumidas historicamente no Brasil pelos ind\u00edgenas, imigrantes africanos e europeus, agricultores e extrativistas, mas \u201csem valor\u201d comercial, sendo parte da sua soberania e seguran\u00e7a alimentar em alguns casos. Algumas plantas est\u00e3o em situa\u00e7\u00e3o de extin\u00e7\u00e3o, colocando em risco a preserva\u00e7\u00e3o de parte da cultura alimentar dos povos.<\/li>\n<li><strong>Danadinhas (\u201cDaninhas\u201d)<\/strong> \u2013 S\u00e3o consideradas plantas que devem ser eliminadas das planta\u00e7\u00f5es, com o uso de herbicidas, especialmente os que possuem a subst\u00e2ncia glifosato (de nome comercial <em>Round Up Ready<\/em>, usado nas lavouras de soja, milho, algod\u00e3o e vendido nas cidades como \u201cmata-mato\u201d, aquele mesmo que nosso vizinho ou a prefeitura aplicam nas ruas indevidamente). Isso tem causado enormes custos \u00e0 economia \u2013 porque algumas plantas ficam resistentes \u00e0 herbicidas, o que ocasiona o aumento da dosagem \u2013 e principalmente \u00e0 sa\u00fade humana, dos animais e do ambiente.<\/li>\n<li><strong>Indicadoras<\/strong> \u2013 Aparecem no ambiente dando um sinal de desequil\u00edbrio \u2013 seja pela falta de verde (nas cal\u00e7adas e ambientes muito concretados), seja para indicar excesso ou car\u00eancia de nutrientes, solo compactado ou simplesmente para atrair insetos polinizadores e servir de alimento para outros herb\u00edvoros que v\u00e3o deixar de comer as plantas que cultivamos. Elas tamb\u00e9m s\u00e3o as plantas pioneiras na ocupa\u00e7\u00e3o de um local degradado que em seguida ser\u00e1 colonizado por outras esp\u00e9cies, incluindo \u00e1rvores.<\/li>\n<li><strong>Nutritivas<\/strong> \u2013 Por serem adaptadas e muitas vezes org\u00e2nicas, Kinupp e Barros (2008) apontam muitas PANC que apresentam quantidades de prote\u00ednas, vitaminas e diversos nutrientes em maiores quantidades do que as esp\u00e9cies convencionais.<\/li>\n<li><strong>Da diversidade<\/strong> \u2013 A alimenta\u00e7\u00e3o humana e a produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola convencional est\u00e3o baseadas numa pequena diversidade de esp\u00e9cies vegetais, sendo 75% dos alimentos produzidos a partir de doze plantas e cinco animais (FAO, 2005), quando comparadas as 12,5 mil esp\u00e9cies potenciais levantadas pelo bot\u00e2nico alem\u00e3o G\u00fcnther Kunkel nos anos 1980, ou, mais recentemente, pelas quase 60 mil plantas comest\u00edveis ao redor do mundo pelo bot\u00e2nico argentino Eduardo Rapoport (BRACK, 2016; RAPOPORT, GOWDA, 2007).<\/li>\n<\/ul>\n<p>Prepare os participantes para o passeio por uma horta agroecol\u00f3gica ou mesmo pelo local da aula pr\u00e1tica (sempre haver\u00e1 PANC, seja na fresta da cal\u00e7ada, seja no meio de um jardim convencional-ortodoxo), de modo que possam identificar as PANC pelo caminho. Recomende aos participantes que fa\u00e7am algum registro das plantas, por foto ou no caderno, anotando alguma caracter\u00edstica da planta que ajude a lembr\u00e1-la ou at\u00e9 desenhando-a, para facilitar sua apreens\u00e3o, e explique a import\u00e2ncia do nome cient\u00edfico conforme exemplo a seguir.<\/p>\n<h4>O nome cient\u00edfico das plantas<\/h4>\n<p>Saber o nome cient\u00edfico das plantas \u00e9 essencial para evitar confus\u00f5es na pesquisa e na indica\u00e7\u00e3o de uso, lembrando que, para muitos, este vai ser o primeiro contato com a identifica\u00e7\u00e3o bot\u00e2nica. O nome cient\u00edfico ou nome oficial das plantas \u2013 v\u00e1lido em todo o mundo \u2013 vem sempre em latim, normalmente entre par\u00eanteses, em it\u00e1lico ou sublinhado. O primeiro nome \u00e9 o g\u00eanero e o segundo nome \u00e9 o ep\u00edteto espec\u00edfico, que comp\u00f5e a esp\u00e9cie, por exemplo:<\/p>\n<ul>\n<li>Ora-pro-n\u00f3bis \u2192 G\u00eanero: Pereskia \u2192 Ep\u00edteto espec\u00edfico: <em>aculeata<\/em>.<\/li>\n<li>Nome cient\u00edfico: <em>Pereskia aculeata<\/em>.<\/li>\n<li>Nomes populares (s\u00e3o como nossos apelidos durante a vida): ora-pro-n\u00f3bis, carne de pobre, lobrobr\u00f3 (MG), espor\u00e3o de galo (Florian\u00f3polis), Barbados gooseberry (um dos nomes populares em ingl\u00eas).<\/li>\n<li>Fam\u00edlia: CACTACEAE. \u00c9 a fam\u00edlia de v\u00e1rios outros cactos. Em geral, quando a fam\u00edlia bot\u00e2nica j\u00e1 possui alguma esp\u00e9cie comum de consumo, j\u00e1 \u00e9 um bom indicativo. Temos v\u00e1rios outros cactos comest\u00edveis, como a ora-pro-n\u00f3bis da flor rosa (<em>Pereskia grandifolia<\/em>), a ora-pro-n\u00f3bis da Amaz\u00f4nia, de flor vermelha (<em>Pereskia bleo<\/em>), a tuna (<em>Cereus hildmannianus<\/em>), o mandacaru (<em>Cereus jamacuru<\/em>), o figo de tuna ou figo-da-\u00cdndia (<em>Opuntia ficus-indica<\/em>) e a pitaia (<em>Hylocereus undatus<\/em>). A fam\u00edlia SOLANACEAE, por exemplo, abrange desde plantas comest\u00edveis cultivadas at\u00e9 plantas t\u00f3xicas. \u00c9 a fam\u00edlia do tomate, do piment\u00e3o, da berinjela, da batata, do fis\u00e1lis, do fumo e da trombeta.<\/li>\n<\/ul>\n<p>Por que \u00e9 importante saber isso? Na cidade sabemos diferenciar modelos e marcas de carro, <em>smartphones<\/em> e um monte de outros bens de consumo. Saber a fun\u00e7\u00e3o e o uso de uma planta, fungo ou animal \u00e9 t\u00e3o importante quanto (n\u00f3s dir\u00edamos que \u00e9 mais!). Nossa mem\u00f3ria sabe diferenciar e guardar muitas informa\u00e7\u00f5es, o que acontece \u00e9 que potencializamos demais algumas coisas em detrimento de outras.<\/p>\n<h4>Apresentando algumas PANC<\/h4>\n<p>Apresentar brevemente 15 PANC comuns na cidade, informando: o nome das plantas, a caracter\u00edstica principal de identifica\u00e7\u00e3o delas, quais partes podem ser ingeridas e como prepar\u00e1-las. N\u00e3o hesite em usar uma grande quantidade de fotos impressas e\/ou da pr\u00f3pria planta, para que depois os participantes possam identific\u00e1-las pelo passeio.<\/p>\n<p>No caso de Florian\u00f3polis, as PANC a serem apresentadas podem ser: malvavisco, dente-de-le\u00e3o, radite-do-mato, ora-pro-n\u00f3bis, serralha, azedinha, pic\u00e3o-branco, pic\u00e3o-preto, bertalha, capuchinha, urtiga, caruru, beldroega, taioba, tanchagem, almeir\u00e3o-roxo, taboa, aroeira-rosa\/pimenta-rosa, ju\u00e7ara, jeriv\u00e1, ara\u00e7\u00e1, bacopari, grumixama, pitanga, camarinha. O importante \u00e9 valorizar as PANC locais e regionais.<\/p>\n<p>O quadro a seguir \u00e9 um resumo da apresenta\u00e7\u00e3o das PANC supracitada, adaptado do livro de Kinupp e Lorenzi (2014):<\/p>\n<table width=\"100%\" cellspacing=\"0\" cellpadding=\"1\">\n<colgroup>\n<col width=\"47*\" \/>\n<col width=\"51*\" \/>\n<col width=\"22*\" \/>\n<col width=\"63*\" \/>\n<col width=\"73*\" \/> <\/colgroup>\n<thead>\n<tr>\n<th width=\"18%\">Nome popular<\/th>\n<th width=\"20%\">Nome cient\u00edfico<\/th>\n<th width=\"9%\">P\u00e1g.<\/th>\n<th width=\"25%\">Partes comest\u00edveis<\/th>\n<th width=\"28%\">Usos culin\u00e1rios<\/th>\n<\/tr>\n<\/thead>\n<tbody>\n<tr>\n<td width=\"18%\">\n<p align=\"left\">Almeir\u00e3o-roxo<\/p>\n<\/td>\n<td width=\"20%\">\n<p align=\"left\"><em>Latuca canadensis<\/em><\/p>\n<\/td>\n<td width=\"9%\">\n<p align=\"center\">196<\/p>\n<\/td>\n<td width=\"25%\">\n<p align=\"left\">Folhas<\/p>\n<\/td>\n<td width=\"28%\">\n<p align=\"left\">Salada, refogado<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"18%\">\n<p align=\"left\">Azedinha<\/p>\n<\/td>\n<td width=\"20%\">\n<p align=\"left\"><em>Rumex acetosa<\/em><\/p>\n<\/td>\n<td width=\"9%\">\n<p align=\"center\">614<\/p>\n<\/td>\n<td width=\"25%\">\n<p align=\"left\">Folhas e sementes<\/p>\n<\/td>\n<td width=\"28%\">\n<p align=\"left\">Farinha(semente), salada, refogado e suco (folhas)<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"18%\">\n<p align=\"left\">Bardana<\/p>\n<\/td>\n<td width=\"20%\">\n<p align=\"left\"><em>Arctium lappa<\/em><\/p>\n<\/td>\n<td width=\"9%\">\n<p align=\"center\">168<\/p>\n<\/td>\n<td width=\"25%\">\n<p align=\"left\">Ra\u00edzes<\/p>\n<\/td>\n<td width=\"28%\">\n<p align=\"left\">Frita, salteada, doce<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"18%\">\n<p align=\"left\">Beldroega<\/p>\n<\/td>\n<td width=\"20%\">\n<p align=\"left\"><em>Portulaca oleracea<\/em><\/p>\n<\/td>\n<td width=\"9%\">\n<p align=\"center\">620<\/p>\n<\/td>\n<td width=\"25%\">\n<p align=\"left\">Folhas e ramos<\/p>\n<\/td>\n<td width=\"28%\">\n<p align=\"left\">Salada, bolinho, omelete, refogado<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"18%\">\n<p align=\"left\">Bertalha indiana e Bertalha brasileira<\/p>\n<\/td>\n<td width=\"20%\">\n<p align=\"left\"><em>Basella alba e Anredera cordifolia<\/em><\/p>\n<\/td>\n<td width=\"9%\">\n<p align=\"center\">226<\/p>\n<\/td>\n<td width=\"25%\">\n<p align=\"left\">Folhas e frutos (corantes) e Folhas e bulbilhos a\u00e9reos branqueados ou refogados.<\/p>\n<\/td>\n<td width=\"28%\">\n<p align=\"left\">Crua (Basella alba) e refogada (Anredera cordifolia)<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"18%\">\n<p align=\"left\">Capuchinha<\/p>\n<\/td>\n<td width=\"20%\">\n<p align=\"left\"><em>Tropaeolum majus<\/em><\/p>\n<\/td>\n<td width=\"9%\">\n<p align=\"center\">688<\/p>\n<\/td>\n<td width=\"25%\">\n<p align=\"left\">Folhas, flores e frutos<\/p>\n<\/td>\n<td width=\"28%\">\n<p align=\"left\">Conserva (frutos), salada e charutinho (folhas e flores)<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"18%\">\n<p align=\"left\">Caruru<\/p>\n<\/td>\n<td width=\"20%\">\n<p align=\"left\"><em>Amaranthus deflexus<\/em><\/p>\n<\/td>\n<td width=\"9%\">\n<p align=\"center\">50<\/p>\n<\/td>\n<td width=\"25%\">\n<p align=\"left\">Folhas e sementes<\/p>\n<\/td>\n<td width=\"28%\">\n<p align=\"left\">Bolinho, refogado e sufl\u00ea<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"18%\">\n<p align=\"left\">Malvavisco<\/p>\n<\/td>\n<td width=\"20%\">\n<p align=\"left\"><em>Malvaviscus arboreus<\/em><\/p>\n<\/td>\n<td width=\"9%\">\n<p align=\"center\">484<\/p>\n<\/td>\n<td width=\"25%\">\n<p align=\"left\">Folhas e flores<\/p>\n<\/td>\n<td width=\"28%\">\n<p align=\"left\">Geleia e salada (flores), refogada (folhas)<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"18%\">\n<p align=\"left\">Ora-pro-n\u00f3bis folha mi\u00fada e Ora-pro-n\u00f3bis folha grande<\/p>\n<\/td>\n<td width=\"20%\">\n<p align=\"left\"><em>Pereskia aculeata e Pereskia gradifolia<\/em><\/p>\n<\/td>\n<td width=\"9%\">\n<p align=\"center\">272<\/p>\n<\/td>\n<td width=\"25%\">\n<p align=\"left\">Folhas, flores e frutos para a folha mi\u00fada e folhas branqueadas ou refogadas para esp\u00e9cie de folha grande<\/p>\n<\/td>\n<td width=\"28%\">\n<p align=\"left\">Salada, p\u00e3o e geleia<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"18%\">\n<p align=\"left\">Pic\u00e3o-branco<\/p>\n<\/td>\n<td width=\"20%\">\n<p align=\"left\"><em>Galinsoga parviflora<\/em><\/p>\n<\/td>\n<td width=\"9%\">\n<p align=\"center\">186<\/p>\n<\/td>\n<td width=\"25%\">\n<p align=\"left\">Folhas, ramos e flores<\/p>\n<\/td>\n<td width=\"28%\">\n<p align=\"left\">Tempero, salada, farofa, refogado e pizza<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"18%\">\n<p align=\"left\">Pic\u00e3o-preto<\/p>\n<\/td>\n<td width=\"20%\">\n<p align=\"left\"><em>Bidens pilosa<\/em><\/p>\n<\/td>\n<td width=\"9%\">\n<p align=\"center\">174<\/p>\n<\/td>\n<td width=\"25%\">\n<p align=\"left\">Folhas, ramos e flores<\/p>\n<\/td>\n<td width=\"28%\">\n<p align=\"left\">Ch\u00e1, risoto e refogado<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"18%\">\n<p align=\"left\">Serralha<\/p>\n<\/td>\n<td width=\"20%\">\n<p align=\"left\"><em>Sonchus oleraceus<\/em><\/p>\n<\/td>\n<td width=\"9%\">\n<p align=\"center\">208<\/p>\n<\/td>\n<td width=\"25%\">\n<p align=\"left\">Folhas e ramos<\/p>\n<\/td>\n<td width=\"28%\">\n<p align=\"left\">Salada, arroz e polenta<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"18%\">\n<p align=\"left\">Taioba<\/p>\n<\/td>\n<td width=\"20%\">\n<p align=\"left\"><em>Xanthosoma taioba<\/em><\/p>\n<\/td>\n<td width=\"9%\">\n<p align=\"center\">118<\/p>\n<\/td>\n<td width=\"25%\">\n<p align=\"left\">Folhas, talos e rizomas (todos cozidos, n\u00e3o crus)<\/p>\n<\/td>\n<td width=\"28%\">\n<p align=\"left\">Refogado, rizoma cozido, frito ou pur\u00ea (essa \u00e9 uma com que se deve ter cuidado por causa do excesso de \u00e1cido ox\u00e1lico que pode causar rea\u00e7\u00e3o al\u00e9rgica)<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"18%\">\n<p align=\"left\">Tansagem<\/p>\n<\/td>\n<td width=\"20%\">\n<p align=\"left\"><em>Plantago australis\/major<\/em><\/p>\n<\/td>\n<td width=\"9%\">\n<p align=\"center\">602<\/p>\n<\/td>\n<td width=\"25%\">\n<p align=\"left\">Folhas e sementes<\/p>\n<\/td>\n<td width=\"28%\">\n<p align=\"left\">Bolinho, p\u00e3o e refogado (folhas) Psyllium (semente &#8211; tipo chia, gergelim)<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<h4>Passeio em horta agroecol\u00f3gica (45 minutos)<\/h4>\n<p>Antes de sair para o passeio, perguntar para os participantes:<br \/>\n\u2013 Quem \u00e9 do meio rural ou conviveu nele? Quais experi\u00eancias teve l\u00e1 ou do que sente falta?<\/p>\n<p>O passeio visa apresentar um espa\u00e7o de cultivo de alimentos agroecol\u00f3gicos que utilize os princ\u00edpios da Permacultura, al\u00e9m de realizar a identifica\u00e7\u00e3o de algumas PANC no local.<\/p>\n<p>Como exemplo apresentaremos a seguir um dos espa\u00e7os que utilizamos com frequ\u00eancia para o passeio na UFSC, chamado Horta Org\u00e2nica do Centro de Ci\u00eancias Agr\u00e1rias (HOCCA), vinculado a um projeto de agricultura urbana dentro do campus universit\u00e1rio. Nele, primeiramente, um antigo campo de futebol foi convertido em local de cultivos com algumas esp\u00e9cies de r\u00e1pido crescimento e biomassa (banana, capins, feij\u00e3o-guandu, batata-doce e capuchinha). Depois, essa \u00e1rea passou a receber canteiros para produzir hortali\u00e7as que v\u00e3o direto para o restaurante universit\u00e1rio. A agricultura urbana dentro do CCA surgiu da demanda de produzir alimentos localmente, ocupar \u00e1reas ociosas e gerar um impacto local com a oferta de oficinas e cursos para a comunidade interna e externa \u00e0 UFSC. Em 2019, o projeto conta com tr\u00eas \u00e1reas, uma definida como Zona 1, no entorno de um laborat\u00f3rio, onde foram constru\u00eddos canteiros elevados (hugelkultur) no antigo gramado e plantadas hortali\u00e7as em caixas de feira forradas, transformando-as em grandes vasos. Outra \u00e1rea, definida como Zona 2, compreende uma horta-mandala com galinheiro m\u00f3vel e na terceira, definida como Zona 4, h\u00e1 um Sistema Agroflorestal (SAF) com frut\u00edferas de r\u00e1pido crescimento, esp\u00e9cies adubadeiras e, mais recentemente, um SAF Sintr\u00f3pico orientando pelo agricultor e permacultor Reinaldo de Souza.<\/p>\n<figure id=\"attachment_28731\" aria-describedby=\"caption-attachment-28731\" style=\"width: 640px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-28731 size-large\" src=\"https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/ensinandopermacultura\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2020\/05\/ecologia_cultivada_pancs03-1024x768.jpg\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"480\" srcset=\"https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/ensinandopermacultura\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2020\/05\/ecologia_cultivada_pancs03-1024x768.jpg 1024w, https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/ensinandopermacultura\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2020\/05\/ecologia_cultivada_pancs03-300x225.jpg 300w, https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/ensinandopermacultura\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2020\/05\/ecologia_cultivada_pancs03-768x576.jpg 768w, https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/ensinandopermacultura\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2020\/05\/ecologia_cultivada_pancs03.jpg 1200w\" sizes=\"(max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-28731\" class=\"wp-caption-text\">Passeio em um espa\u00e7o urbano de cultivo de alimentos com in\u00fameros exemplos da biodiversidade vegetal. Foto: Marcelo Venturi.<\/figcaption><\/figure>\n<p>Iniciar a caminhada e, durante o passeio, estimular os participantes a observar as plantas e as constru\u00e7\u00f5es das hortas, identificando elementos conhecidos ou que chamam a aten\u00e7\u00e3o, compartilhando d\u00favidas e impress\u00f5es com os colegas e instrutores.<\/p>\n<p>Salientar que em um pequeno espa\u00e7o existem muitas plantas que podem ser comest\u00edveis. Nesse caso, fazemos um breve exerc\u00edcio mostrando isso em um quadrado de 1m\u00b2 de \u00e1rea. Para tal, defina uma \u00e1rea com estacas, trenas ou barbante. Junte todos os participantes ao redor dessa \u00e1rea e apresente as PANC que ali ocorrem e que normalmente passam desapercebidas pela maioria das pessoas.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-29154 aligncenter\" src=\"https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/ensinandopermacultura\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2020\/04\/photo_2021-03-14_19-37-36-225x300.jpg\" alt=\"\" width=\"350\" height=\"466\" srcset=\"https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/ensinandopermacultura\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2020\/04\/photo_2021-03-14_19-37-36-225x300.jpg 225w, https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/ensinandopermacultura\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2020\/04\/photo_2021-03-14_19-37-36.jpg 600w\" sizes=\"(max-width: 350px) 100vw, 350px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em><span style=\"font-size: 10pt;\">Quadrado de 1m\u00b2 de \u00e1rea com diversidade de PANC. Foto: Jefferson Mota.<\/span><\/em><\/p>\n<h4>Lanche comunit\u00e1rio (20 minutos)<\/h4>\n<p>Escolha receitas de sua prefer\u00eancia, novas ou conhecidas, sempre incluindo alguma PANC para despertar os sentidos e conversas relacionadas. Mais sugest\u00f5es na se\u00e7\u00e3o \u201cConte\u00fado complementar\u201d a seguir.<\/p>\n<h4>Atividade no EaD<\/h4>\n<p>Pe\u00e7a aos participantes que reconhe\u00e7am e fotografem, em sua \u00e1rea de planejamento, tr\u00eas plantas aliment\u00edcias n\u00e3o convencionais e apresentem para cada uma delas suas propriedades nutritivas e\/ou medicinais, modo de cultivo e ao menos uma op\u00e7\u00e3o de modo de consumo. Pe\u00e7a-lhes que enviem o texto e as fotografias e que referenciem poss\u00edveis fontes de pesquisa.<\/p>\n<h3>Conte\u00fado complementar<\/h3>\n<h4>V\u00eddeos<\/h4>\n<ul>\n<li>\n<p align=\"left\">Assista \u00e0 <em>playlist<\/em> <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/playlist?list=PLBkLTk0zlYHsqqgoBVia4HExYt-Ggalue\">Ecologia cultivada<\/a> no canal da Rede NEPerma Brasil.<\/p>\n<\/li>\n<\/ul>\n<h4 align=\"left\">Leitura<\/h4>\n<ul>\n<li><a href=\"https:\/\/come-se.blogspot.com\/\">&#8220;Come-se&#8221;.<\/a> Blog da nutricionista Neide Rigo que utiliza e promove as PANC.<\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/arquivos.ifsc.edu.br\/comunicacao\/que_peixe_e_este_livro_digital.pdf\">&#8220;Que peixe \u00e9 este<\/a>?&#8221;. IFSC. Livro sobre peixes n\u00e3o convencionais.<\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.abcsem.com.br\/docs\/cartilha_hortalicas.pdf\">&#8220;Hortali\u00e7as n\u00e3o-convencionais<\/a>&#8220;. MAPA.<\/li>\n<li>\u201c<a href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/viveiroscomunitarios\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/Cartilha-15.11-online.pdf\">Plantas aliment\u00edcias n\u00e3o-convencionais (PANC): hortali\u00e7as espont\u00e2neas e nativas<\/a>\u201d. UFRGS.<\/li>\n<li>\u201c<a href=\"https:\/\/institutokairos.net\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/Cartilha-Guia-Pr%C3%A1tico-de-PANC-Plantas-Alimenticias-Nao-Convencionais.pdf\">Guia pr\u00e1tico de PANC: plantas aliment\u00edcias n\u00e3o convencionais<\/a>\u201d. Instituto Kair\u00f3s.<\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/vivaagroecologia.blogspot.com\/\">&#8220;Guia pr\u00e1tico de PANC para escolas&#8221;<\/a>. Projeto Viva Agroecologia.<\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/www.embrapa.br\/hortalicas\/publicacoes\/panc-hortalicas-nao-convencionais\">&#8220;PANC &#8211; Hortali\u00e7as n\u00e3o convencionais&#8221;<\/a>. EMBRAPA.<\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/www.colecionandofrutas.com.br\/\">Site do maior colecionador de frutas do Brasil\u00a0<\/a><\/li>\n<\/ul>\n<h3>Aula<\/h3>\n<ul>\n<li>Acesse o conte\u00fado da aula <a href=\"https:\/\/docs.google.com\/presentation\/d\/e\/2PACX-1vSPcZXX-wcftOLMeTO1RqPTE0uJJIHWfPmUioTf94C7U2Mhrmej9GuCMcYwLHuT6i7KA_KubNZcDiuN\/pub?start=false&amp;loop=false&amp;delayms=60000\">Plantas aliment\u00edcias n\u00e3o-convencionais<\/a>.<\/li>\n<\/ul>\n<h3>Refer\u00eancias usadas e sugeridas<\/h3>\n<p align=\"left\">BRACK, Paulo. Plantas aliment\u00edcias n\u00e3o convencionais. Agriculturas: experi\u00eancias em agroecologia, v. 13, n. 2. Rio de Janeiro: AS-PTA \u2013 Agricultura Familiar e Agroecologia, 2016.<\/p>\n<p align=\"left\">BRASIL. Minist\u00e9rio da Sa\u00fade. Secretaria de Aten\u00e7\u00e3o \u00e0 Sa\u00fade. Departamento de Aten\u00e7\u00e3o B\u00e1sica. Coordena\u00e7\u00e3o-Geral da Pol\u00edtica Nacional de Alimenta\u00e7\u00e3o e Nutri\u00e7\u00e3o. Guia alimentar para a popula\u00e7\u00e3o brasileira: promovendo a alimenta\u00e7\u00e3o saud\u00e1vel. 2. ed. Bras\u00edlia: Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, 2014.<\/p>\n<p align=\"left\">CAPORAL, Francisco Roberto; COSTABEBER, Jos\u00e9 Ant\u00f4nio. Agroecologia: alguns conceitos e princ\u00edpios. Bras\u00edlia: MDA\/SAF\/DATER-IICA, 2004. 24 p.<\/p>\n<p align=\"justify\">CORADIN, L.; SIMINSKI, A.; REIS, A (orgs.). Esp\u00e9cies Nativas da Flora Brasileira de Valor Econ\u00f4mico Atual ou Potencial: Plantas para o Futuro &#8211; Regi\u00e3o Sul. Bras\u00edlia: MMA, 2011. Dispon\u00edvel em: &lt;<a href=\"https:\/\/www.gov.br\/mma\/pt-br\/assuntos\/biodiversidade\/fauna-e-flora\/Regiao_Sul.pdf\">https:\/\/www.gov.br\/mma\/pt-br\/assuntos\/biodiversidade\/fauna-e-flora\/Regiao_Sul.pdf<\/a>&gt;. Acesso em: 4 nov. 2021.<\/p>\n<p align=\"left\">FOOD AND AGRICULTURE ORGANIZATION (FAO). Intera\u00e7\u00e3o do g\u00eanero, da agrobiodiversidade e dos conhecimentos locais ao servi\u00e7o da seguran\u00e7a alimentar. Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas para a Alimenta\u00e7\u00e3o e Agricultura, 2005. Manual de Forma\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p align=\"left\">KINUPP, V. F. Plantas aliment\u00edcias n\u00e3o-convencionais da regi\u00e3o metropolitana de Porto Alegre, RS. Tese (Doutorado em Fitotecnia) \u2013 Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Fitotecnia Universidade Federal do rio Grande do Sul, Porto Alegre, 2007. Dispon\u00edvel em: &lt;<a href=\"https:\/\/lume.ufrgs.br\/handle\/10183\/12870\">https:\/\/lume.ufrgs.br\/handle\/10183\/12870<\/a>&gt;. Acesso em: 5 jun. 2019.<\/p>\n<p align=\"left\">KINUPP, V. F.; BARROS, I. B. I. de. Teores de prote\u00edna e minerais de esp\u00e9cies nativas, potenciais hortali\u00e7as e frutas. Ci\u00eancia e Tecnologia de Alimentos, v. 28, n. 4, p. 846-857, 2008.<\/p>\n<p align=\"left\">KINUPP, V. F.; LORENZI, H. Plantas aliment\u00edcias n\u00e3o convencionais (PANC) no Brasil. S\u00e3o Paulo: IPEF, 2014.<\/p>\n<p align=\"left\">RAPOPORT, Eduardo; GOWDA, J. H. Acerca del origen de las Malezas: ensayos en homenaje a Gonzalo Halffter. Zaragoza: Sociedad Entomol\u00f3gica Aragonesa, 2007. v. 7.<\/p>\n<p align=\"left\">RIGO, Neide. Blog Come-se. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/come-se.blogspot.com.br\/\">https:\/\/come-se.blogspot.com.br\/<\/a>. Acesso em: 15 maio 2018.<\/p>\n<p align=\"left\">RANIERI, Guilherme. Matos de comer: identifica\u00e7\u00e3o de plantas comest\u00edveis. 1 ed. S\u00e3o Paulo. Ed. do Autor, 2021.<\/p>\n<p><strong><span style=\"font-size: 12pt;\">1 <span style=\"color: #404040;\">Defini\u00e7\u00e3o do direito humano a alimenta\u00e7\u00e3o adequada no Guia alimentar para a popula\u00e7\u00e3o brasileira de 2014:<\/span><\/span><\/strong><\/p>\n<div id=\"sdfootnote1\">\n<p>\u201cUm direito humano b\u00e1sico que envolve a garantia ao acesso permanente e regular, de forma socialmente justa, a uma pr\u00e1tica alimentar adequada aos aspectos biol\u00f3gicos e sociais do indiv\u00edduo e que deve estar em acordo com as necessidades alimentares especiais; ser referenciada pela cultura alimentar e pelas dimens\u00f5es de g\u00eanero, ra\u00e7a e etnia; acess\u00edvel do ponto de vista f\u00edsico e financeiro, harm\u00f4nica em quantidade e qualidade, atendendo aos princ\u00edpios da variedade, equil\u00edbrio, modera\u00e7\u00e3o e prazer; e baseada em pr\u00e1ticas produtivas adequadas e sustent\u00e1veis.\u201d<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"sdfootnote2\">\n<p><strong>2 Defini\u00e7\u00e3o de Soberania Alimentar na Declara\u00e7\u00e3o final do F\u00f3rum Mundial de Soberania Alimentar, assinada pela Via Campesina, em 28 de fevereiro de 2007, Ny\u00e9l\u00e9ni, Selingue, Mali:<\/strong><\/p>\n<p>\u201c[&#8230;] um direito dos povos a alimentos nutritivos e culturalmente adequados, acess\u00edveis, produzidos de forma sustent\u00e1vel e ecol\u00f3gica e o direito de decidir o seu pr\u00f3prio sistema alimentar e produtivo. Isto coloca aqueles que produzem, distribuem e consomem alimentos no cora\u00e7\u00e3o dos sistemas e pol\u00edticas alimentares, acima das exig\u00eancias dos mercados e das empresas. Defende os interesses das gera\u00e7\u00f5es atuais e futuras. Oferece-nos uma estrat\u00e9gia para resistir e desmantelar o com\u00e9rcio livre e corporativo e o regime alimentar atual; orientar prioritariamente os sistemas alimentares, agr\u00edcolas, pastoris e de pesca para as economias locais e os mercados locais e nacionais; outorga o poder aos camponeses; \u00e0 agricultura familiar, a pesca artesanal e o pastoreio tradicional; coloca a produ\u00e7\u00e3o alimentar, a distribui\u00e7\u00e3o e o consumo como bases para a sustentabilidade do meio ambiente, social e econ\u00f4mica.\u201d<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"sdfootnote3\">\n<p><strong>3 Defini\u00e7\u00e3o das categorias de alimentos conforme o Guia Alimentar para a Popula\u00e7\u00e3o Brasileira de 2014:<\/strong><\/p>\n<ul>\n<li>Alimentos in natura ou minimamente processados: s\u00e3o os obtidos diretamente da natureza, provenientes de plantas ou animais, tais como gr\u00e3os, tub\u00e9rculos, frutas, hortali\u00e7as, carne, leite e ovos. Quando os alimentos in natura passam por altera\u00e7\u00f5es m\u00ednimas \u2013 limpeza, empacotamento, secagem, moagem, congelamento \u2013, eles se tornam minimamente processados.<\/li>\n<li>Alimentos processados: s\u00e3o produtos relativamente simples, fabricados com a adi\u00e7\u00e3o de sal ou a\u00e7\u00facar ou outra subst\u00e2ncia de uso culin\u00e1rio a um alimento in natura, como conservas e queijos, ou, ainda, como os p\u00e3es, que s\u00e3o feitos com farinha de trigo, \u00e1gua, sal e fermento.<\/li>\n<li>Alimentos ultraprocessados: s\u00e3o produtos fabricados com pouco ou nenhum alimento in natura, mas que levam muitos ingredientes de uso industrial (de nomes pouco familiares). Biscoitos recheados, salgadinhos de pacote, refrigerantes e macarr\u00e3o instant\u00e2neo s\u00e3o exemplos desse tipo de alimento.<\/li>\n<\/ul>\n<p><a href=\"https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/ensinandopermacultura\/contato-do-capitulo-plantas-alimenticias-nao-convencionais\/\">Entre em contato com os autores<\/a><\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00a0 Import\u00e2ncia As Plantas Aliment\u00edcias N\u00e3o Convencionais (PANC) podem trazer \u00e0 tona diversos princ\u00edpios da Permacultura e proporcionar discuss\u00f5es fortemente relevantes sobre o sistema alimentar em que estamos envolvidos diariamente. Desenvolver o conhecimento e uso das PANC contribui para a valoriza\u00e7\u00e3o da diversidade e dos elementos marginais, ambos fundamentos permaculturais de grande impacto socioambiental. 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