{"id":1444,"date":"2022-09-30T09:53:08","date_gmt":"2022-09-30T12:53:08","guid":{"rendered":"http:\/\/ensinandopermacultura.ufsc.br\/?p=1444"},"modified":"2025-07-02T17:13:45","modified_gmt":"2025-07-02T20:13:45","slug":"arquitetura-e-permacultura-roberto-goulart","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/ensinandopermacultura\/2022\/09\/30\/arquitetura-e-permacultura-roberto-goulart\/","title":{"rendered":"Arquitetura e Permacultura"},"content":{"rendered":"<p align=\"right\"><img decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-29313 alignright\" src=\"https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/ensinandopermacultura\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2021\/03\/mini_roberto.png\" alt=\"\" width=\"142\" height=\"138\" \/><\/p>\n<h2>Import\u00e2ncia<\/h2>\n<p style=\"text-align: left;\"><a href=\"https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/ensinandopermacultura\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2021\/03\/conteudo_novo.png\"><img decoding=\"async\" class=\"alignright size-full wp-image-29480\" src=\"https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/ensinandopermacultura\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2021\/03\/conteudo_novo.png\" alt=\"\" width=\"93\" height=\"96\" \/><\/a>A arquitetura se caracteriza por planejar abrigos, integrando ao lugar ambientes que respondam \u00e0s necessidades b\u00e1sicas das pessoas: de espa\u00e7o e necessidades fisiol\u00f3gicas e emocionais. Estes abrigos atendem demandas variadas, podem ser local de moradia, trabalho, servi\u00e7os e devem proporcionar condi\u00e7\u00f5es de desenvolver as atividades humanas com conforto, seguran\u00e7a e salubridade, al\u00e9m de responder, tamb\u00e9m, a cria\u00e7\u00e3o de identidades culturais. Compreendidos na Permacultura como <strong>Zona Zero<\/strong>, os abrigos concentram atividades e fluxos intensos, seu posicionamento nos s\u00edtios define boa parte do arranjo das outras atividades desenvolvidas no lugar, as Zonas 1 e subsequentes,\u00a0 a partir da efici\u00eancia energ\u00e9tica de sua implanta\u00e7\u00e3o e de suas aberturas. Em sua materialidade embarca grande quantidade de energia, em insumos e processos, que impactam fortemente o ambiente natural e as pessoas, em todo o ciclo de vida da constru\u00e7\u00e3o, local e globalmente, sendo, portanto, sua concep\u00e7\u00e3o, um elemento-chave na Permacultura.<\/p>\n<h2>Objetivo<\/h2>\n<p>O objetivo desta aula \u00e9 construir um universo de conhecimento relevante sobre a moradia, na perspectiva da Permacultura. A partir de um nivelamento inicial instigador, elaborar, conjuntamente com o grupo participante, um painel com toda a complexidade das caracter\u00edsticas, necessidades e fun\u00e7\u00f5es dos abrigos humanos. Tecer em conjunto\u00a0 requisitos de espacialidade, ambi\u00eancia, estabilidade, estanqueidade e identidade cultural, em observa\u00e7\u00e3o e adequa\u00e7\u00e3o ao contexto local. Estimular os participantes a tomar decis\u00f5es a partir da leitura do lugar, da reflex\u00e3o inspirada na vis\u00e3o sist\u00eamica, na busca da efici\u00eancia energ\u00e9tica, especialmente pela atualiza\u00e7\u00e3o dos modos tradicionais e experimentais de produ\u00e7\u00e3o da arquitetura, compreendidos como mais resilientes e apropriados.<\/p>\n<h2>Conte\u00fado m\u00ednimo<\/h2>\n<p>Arquitetura e sua interface com o lugar e a permacultura. Necessidades humanas e as fun\u00e7\u00f5es de seus habitats. Caracter\u00edsticas dos habitats humanos, de modo a responder pelas necessidades dos indiv\u00edduos e da regenera\u00e7\u00e3o ambiental. Atualiza\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica da arquitetura tradicional e experimental.<\/p>\n<h2>Metodologia<\/h2>\n<p>Na tem\u00e1tica da Arquitetura e Permacultura procura-se proporcionar um nivelamento sobre o tema constru\u00e7\u00e3o de abrigos resilientes e estimular a intelig\u00eancia coletiva dos participantes, no sentido de construir um conte\u00fado potencializado, a partir da bagagem de conhecimento do grupo, em sinergia.<\/p>\n<p>Em um primeiro momento do nivelamento prop\u00f5e-se uma exposi\u00e7\u00e3o de base te\u00f3rica instigadora, com a abrang\u00eancia necess\u00e1ria para a compreens\u00e3o da natureza e do campo da Arquitetura. Esta exposi\u00e7\u00e3o se desenvolve observando especialmente os modos tradicionais, experimentais e de busca de resili\u00eancia e impacto positivo ao lugar, em suas rela\u00e7\u00f5es ecossist\u00eamicas.<\/p>\n<p>Num segundo momento, segue-se com interm\u00e9dio da din\u00e2mica <em>World Caf\u00e9<\/em> (Caf\u00e9 do Mundo) com grupos ancorando trocas intuitivas e racionalizadas sobre temas relevantes. Estas trocas buscam a constru\u00e7\u00e3o de um aprendizado referente \u00e0s caracter\u00edsticas, fun\u00e7\u00f5es e necessidades da moradia, como espacialidade, ambi\u00eancia passiva, estabilidade e materialidade racionalizada, interfaces ecossist\u00eamicas e identidade cultural. Esta atividade, portanto,\u00a0 visa a criatividade coletiva na busca de <em>insights<\/em> a partir das trocas sistematizadas entre os participantes, dinamizando um conte\u00fado mais rico e complexo, elaborado sinergeticamente.<\/p>\n<p>Por \u00faltimo, \u00e9 desenvolvida uma atividade pr\u00e1tica conforme o perfil do grupo e disponibilidade de acesso \u00e0s obras de interesse (arquitetura tradicional\/ bioconstru\u00e7\u00e3o), por meio de visita t\u00e9cnico-pedag\u00f3gica ou de execu\u00e7\u00e3o ilustrativa de t\u00e9cnicas, oportunizando a experimenta\u00e7\u00e3o pr\u00e1tica com materiais naturais\u00a0 como a terra crua ou o bambu.<\/p>\n<h3>Exposi\u00e7\u00e3o<\/h3>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-192 alignleft\" src=\"https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/ensinandopermacultura\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2020\/03\/tempo.png\" alt=\"\" width=\"46\" height=\"59\" \/>60 min<\/p>\n<h4>Exposi\u00e7\u00e3o oral com apoio de recurso audiovisual<\/h4>\n<p>Arquitetura como processo decis\u00f3rio de materializa\u00e7\u00e3o dos abrigos humanos , em\u00a0 resposta \u00e0s suas necessidades espaciais, de conforto e prote\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A partir de bibliografia cl\u00e1ssica sobre o tema, explora-se o arqu\u00e9tipo do abrigo, a casa,\u00a0 como a arquitetura essencial do ser humano, assim como as caracter\u00edsticas hist\u00f3ricas relativas \u00e0 sua metamorfose, de elemento integrado \u00e0 natureza, passando por desconex\u00e3o com o entorno at\u00e9 um recente redirecionamento para uma abordagem ecol\u00f3gica. Por esta via, busca-se refor\u00e7ar a ideia da concep\u00e7\u00e3o arquitet\u00f4nica pelo\u00a0 dialogo da intui\u00e7\u00e3o com a tecnologia, de modo circular, lapidando intui\u00e7\u00f5es num movimento dial\u00e9tico junto a filtros tecnol\u00f3gicos no caminho da verifica\u00e7\u00e3o e valida\u00e7\u00e3o das hip\u00f3teses (croquis).<\/p>\n<p>Posicionada como Zona 0 em rela\u00e7\u00e3o aos fluxos de circula\u00e7\u00e3o de pessoas, seu planejamento deve observar os 12 princ\u00edpios de planejamento da permacultura, como apresentado no tema <a href=\"https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/ensinandopermacultura\/2020\/03\/29\/arquitetura-e-permacultura\/\">Arquitetura e permacultura<\/a> pelas colega Soraya, J\u00falia e Carolina. Al\u00e9m disto, perseguir o vi\u00e9s do bioregionalismo e das solu\u00e7\u00f5es baseadas na natureza apreendidas no estudo dos padr\u00f5es naturais e do fazer hist\u00f3rico, que, por milhares de anos, empiricamente aprimora modos de produ\u00e7\u00e3o local, com destaque ao uso da terra crua, de estrutura de madeira e de bambu.<\/p>\n<p>O conte\u00fado deve, ainda,\u00a0 proporcionar reflex\u00e3o sobre usos ess\u00eancias do espa\u00e7o, como a ancestralidade da centralidade do elemento fogo nos assentamentos humanos ou sobre como milenarmente evolu\u00edmos em responder a percep\u00e7\u00e3o de nossas car\u00eancias de suporte para um grau m\u00ednimo de infraestrutura de conforto f\u00edsico e emocional, at\u00e9 respondermos as mesmas quest\u00f5es hoje, com toda perspectiva tecnol\u00f3gica da forma\u00e7\u00e3o da civiliza\u00e7\u00e3o ocidental.<\/p>\n<p>Primordialmente adot\u00e1vamos materiais dispon\u00edveis no entorno imediato ao local do assentamento humano. Ap\u00f3s a revolu\u00e7\u00e3o industrial passamos a adotar materiais preprocessados e direcionados \u00e0s nossas demandas urbanas, de adensamento e concentra\u00e7\u00e3o de estruturas f\u00edsicas e pela perda e aliena\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o ao saber fazer construtivo tradicional. Isso limitou a produ\u00e7\u00e3o do habitat a disponibilidades de recursos imediatos, passando nossas escolhas a serem mediadas pelo que Milton Santos chama de meio t\u00e9cnico-cient\u00edfico informacional, ou seja,\u00a0 os elementos industrializados compon\u00edveis, como blocos de concreto, telhas de fibrocimento e janelas met\u00e1licas, que por sua acessibilidade no mercado, torna-se a resposta instintiva contempor\u00e2nea.<\/p>\n<p>Por outro lado, integramos, como seres pensantes, outros sistemas vivos ou em comunidades de organismos, e estas tamb\u00e9m podem ser representadas por um sistema social como fam\u00edlia, escola, cidade &#8211; ecossistemas, ou melhor, sistemas cujas estruturas espec\u00edficas resultam das intera\u00e7\u00f5es e interdepend\u00eancias de suas partes (Ferry, 1994). Ou seja, ao buscarmos a arquitetura alinhada \u00e0 vis\u00e3o da Permacultura, temos que compreender que a sociedade deve refletir sobre os impactos de sua ocupa\u00e7\u00e3o na Terra. Nossa civiliza\u00e7\u00e3o se acostumou a desfrutar e exaurir o que o ambiente generosamente proporciona: o ar, a \u00e1gua, a terra, a diversidade de esp\u00e9cies, o clima e tudo o que da\u00ed prov\u00e9m, gerando press\u00e3o desproporcional \u00e0 sua capacidade de resili\u00eancia e regenera\u00e7\u00e3o. Da\u00ed a import\u00e2ncia em termos a &#8220;percep\u00e7\u00e3o do lugar&#8221; como um conjunto de padr\u00f5es e sistemas interdependentes, &#8220;conhecer&#8221; o lugar numa estrutura \u00edntima e profunda com base nos padr\u00f5es, for\u00e7as e energias existentes. Os padr\u00f5es e sistemas desenvolvem um retrato espec\u00edfico do lugar A din\u00e2mica do local revela dados tang\u00edveis que s\u00e3o informa\u00e7\u00e3o generativa da arquitetura&#8221; (WAHL, 2016). O <em>design<\/em> regenerativo procura construir, em vez de reduzir, o capital social e natural no lugar.<\/p>\n<p>Outro conceito importante relacionado \u00e0 Arquitetura em interface \u00e0 Permacultura \u00e9 Emergia, que a vem a ser &#8220;toda energia necess\u00e1ria para um ecossistema produzir um recurso&#8221;\u00a0 (Odum, 1986). Compreende a energia abarcada em todo processo da execu\u00e7\u00e3o e uso das constru\u00e7\u00f5es. O padr\u00e3o de consumo dos moradores, a ciclagem de \u00e1gua e de res\u00edduos e a gera\u00e7\u00e3o de energia das resid\u00eancias tamb\u00e9m participam fortemente de sua &#8220;pegada ecol\u00f3gica&#8221;, durante o ciclo de vida das resid\u00eancias.<\/p>\n<h3>Din\u00e2micas<\/h3>\n<h4><strong><em>World<\/em> caf\u00e9<\/strong><\/h4>\n<p><img decoding=\"async\" class=\" wp-image-192 alignleft\" src=\"https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/ensinandopermacultura\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2020\/03\/tempo.png\" alt=\"\" width=\"46\" height=\"59\" \/> 180 min<\/p>\n<figure id=\"attachment_29301\" aria-describedby=\"caption-attachment-29301\" style=\"width: 1423px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/ensinandopermacultura\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2020\/04\/World-Cafe-DAU-1.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-29301 size-full\" src=\"https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/ensinandopermacultura\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2020\/04\/World-Cafe-DAU-1.jpg\" alt=\"Educandos em uma sala de aula separados em grupos realizando a atividade World caf\u00e9.\" width=\"1423\" height=\"800\" srcset=\"https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/ensinandopermacultura\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2020\/04\/World-Cafe-DAU-1.jpg 1423w, https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/ensinandopermacultura\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2020\/04\/World-Cafe-DAU-1-300x169.jpg 300w, https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/ensinandopermacultura\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2020\/04\/World-Cafe-DAU-1-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/ensinandopermacultura\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2020\/04\/World-Cafe-DAU-1-768x432.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 1423px) 100vw, 1423px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-29301\" class=\"wp-caption-text\">Educandos realizando a atividade World caf\u00e9 em grupos.<\/figcaption><\/figure>\n<figure id=\"attachment_29300\" aria-describedby=\"caption-attachment-29300\" style=\"width: 800px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/ensinandopermacultura\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2020\/04\/IMG-20200216-WA0035.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-29300 size-full\" src=\"https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/ensinandopermacultura\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2020\/04\/IMG-20200216-WA0035.jpg\" alt=\"Um cartaz mostrando as conclus\u00f5es de um dos grupos da atividade World caf\u00e9.\" width=\"800\" height=\"800\" srcset=\"https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/ensinandopermacultura\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2020\/04\/IMG-20200216-WA0035.jpg 800w, https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/ensinandopermacultura\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2020\/04\/IMG-20200216-WA0035-300x300.jpg 300w, https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/ensinandopermacultura\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2020\/04\/IMG-20200216-WA0035-150x150.jpg 150w, https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/ensinandopermacultura\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2020\/04\/IMG-20200216-WA0035-768x768.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-29300\" class=\"wp-caption-text\">Cartaz mostrando as conclus\u00f5es de um dos grupos da atividade World caf\u00e9.<\/figcaption><\/figure>\n<p>Ap\u00f3s a exposi\u00e7\u00e3o com o prop\u00f3sito de instigar a reflex\u00e3o, inicia-se o <em>World<\/em> Caf\u00e9, uma din\u00e2mica que busca fomentar, a partir da criatividade coletiva, a intelig\u00eancia em di\u00e1logos em rede colaborativa e desenvolver debates sobre quest\u00f5es relevantes ancoradas por subgrupos em circuito de trocas e constru\u00edda pela costura de aportes e s\u00ednteses afloradas no processo.<\/p>\n<p>O desafio ao grupo deve ser: a partir da palavra-chave &#8220;moradia&#8221;, quais os temas que estruturam os principais aspectos necess\u00e1rios para uma compreens\u00e3o mais ampla, a ser tecida conjuntamente. Estes t\u00f3picos ir\u00e3o compor o foco de cada mesa tem\u00e1tica, que ser\u00e3o suporte \u00e0 constru\u00e7\u00e3o do universo da moradia resiliente e regenerativa. Conforme o n\u00famero de participantes haver\u00e1 um n\u00famero de grupos proporcional, buscando uma m\u00e9dia de 6 participantes por grupo, resultando 4 ou 5 mesas.<\/p>\n<p>Os temas, por mesas, podem ser a <strong>Zona -1<\/strong> (o ser humano) como um primeiro t\u00f3pico e uma divis\u00e3o em outros 3 ou 4 temas principais relativos a moradia como <strong>Zona 0<\/strong>. Notoriamente, temas arquitet\u00f4nicos da moradia s\u00e3o os que tangem a espacialidade: os c\u00f4modos e suas rela\u00e7\u00f5es, a ambi\u00eancia: as condi\u00e7\u00f5es ambientais desej\u00e1veis para os ambientes, os fluxos previstos, como os de pessoas, \u00e1gua, energia, alimentos e outros, assim como a materialidade da casa: as adequa\u00e7\u00f5es de materiais e sistemas construtivos.<\/p>\n<p>Cada grupo ancora um dos temas. Os anfitri\u00f5es do debate sobre cada um dos temas ter\u00e3o um per\u00edodo inicial, que pode ser entre 20 ou 30 minutos, para organizar as id\u00e9ias iniciais, a partir de uma quest\u00e3o geradora em uma folha de papel tamanho A0, sobre uma mesa com l\u00e1pis e canetas coloridas. A partir desta primeira troca, em per\u00edodos de 20 ou 30 minutos, parte do grupo ir\u00e1 se revezando entre as outras mesas tem\u00e1ticas de maneira que sempre haja um pequeno grupo inicial, 2 ou 3 pessoas, que ir\u00e3o fomentar as trocas com os colegas. Simultaneamente os colegas ir\u00e3o colaborar com o tema da mesa, e organizar a relatoria destas articula\u00e7\u00f5es, e assim segue, em rod\u00edzio, proporcionando uma participa\u00e7\u00e3o de todos em todos os temas.<\/p>\n<p>As quest\u00f5es tratadas devem ser organizadas a partir da reflex\u00e3o sobre a <strong>Zona -1<\/strong> (o ser humano) e pela busca da compreens\u00e3o das necessidades, fun\u00e7\u00f5es e caracter\u00edsticas do abrigo humano, a <strong>Zona 0<\/strong>, em todas as suas interfaces.<\/p>\n<h3>Pr\u00e1ticas<\/h3>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/ensinandopermacultura\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2020\/03\/tempo.png\" \/> \u00a0 4h<\/p>\n<h4><strong>Instala\u00e7\u00e3o pedag\u00f3gica 1: Visita t\u00e9cnica a um patrim\u00f4nio arquitet\u00f4nico, colonial ou ecl\u00e9tico.<\/strong><\/h4>\n<figure id=\"attachment_29298\" aria-describedby=\"caption-attachment-29298\" style=\"width: 1280px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/ensinandopermacultura\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2020\/04\/Visita-NEPerma-Sitio-Palmital1-1.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-29298 size-full\" src=\"https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/ensinandopermacultura\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2020\/04\/Visita-NEPerma-Sitio-Palmital1-1.jpg\" alt=\"\" width=\"1280\" height=\"720\" srcset=\"https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/ensinandopermacultura\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2020\/04\/Visita-NEPerma-Sitio-Palmital1-1.jpg 1280w, https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/ensinandopermacultura\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2020\/04\/Visita-NEPerma-Sitio-Palmital1-1-300x169.jpg 300w, https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/ensinandopermacultura\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2020\/04\/Visita-NEPerma-Sitio-Palmital1-1-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/ensinandopermacultura\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2020\/04\/Visita-NEPerma-Sitio-Palmital1-1-768x432.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 1280px) 100vw, 1280px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-29298\" class=\"wp-caption-text\">Turma do segundo Curso de Planejamento em Permacultura para a academia visitando uma constru\u00e7\u00e3o colonial no Instituto Sociambiental em Vi\u00e7osa\/MG.<\/figcaption><\/figure>\n<figure id=\"attachment_29299\" aria-describedby=\"caption-attachment-29299\" style=\"width: 1280px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/ensinandopermacultura\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2020\/04\/Visita-NEPerma-Sitio-Palmital-1.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-29299 size-full\" src=\"https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/ensinandopermacultura\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2020\/04\/Visita-NEPerma-Sitio-Palmital-1.jpg\" alt=\"\" width=\"1280\" height=\"720\" srcset=\"https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/ensinandopermacultura\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2020\/04\/Visita-NEPerma-Sitio-Palmital-1.jpg 1280w, https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/ensinandopermacultura\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2020\/04\/Visita-NEPerma-Sitio-Palmital-1-300x169.jpg 300w, https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/ensinandopermacultura\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2020\/04\/Visita-NEPerma-Sitio-Palmital-1-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/ensinandopermacultura\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2020\/04\/Visita-NEPerma-Sitio-Palmital-1-768x432.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 1280px) 100vw, 1280px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-29299\" class=\"wp-caption-text\">Grupo de participantes visitando uma constru\u00e7\u00e3o colonial.<\/figcaption><\/figure>\n<p>De acordo com a disponibilidade da Institui\u00e7\u00e3o organizadora, \u00e9 proposto uma atividade de visita t\u00e9cnica em uma obra original da arquitetura tradicional brasileira. Nesta visita dever\u00e1 ser observado a data da constru\u00e7\u00e3o, as caracter\u00edsticas da obra, os materiais de sua funda\u00e7\u00e3o, estrutura, alvenarias e revestimentos. A distribui\u00e7\u00e3o dos c\u00f4modos e suas rela\u00e7\u00f5es, os modos de captar a luz solar e os ventos dominantes, a posi\u00e7\u00e3o das aberturas, o p\u00e9 direito, o tipo de cobertura, o estado de conserva\u00e7\u00e3o geral e tudo mais que for poss\u00edvel observar. Se houver algum morador, ou conhecedor da hist\u00f3ria da constru\u00e7\u00e3o, \u00e9 de extrema relev\u00e2ncia a conversa sobre as condi\u00e7\u00f5es da execu\u00e7\u00e3o e de preserva\u00e7\u00e3o deste patrim\u00f4nio.<\/p>\n<h4><strong>INSTALA\u00c7\u00c3O PEDAG\u00d3GICA 2: OFICINA DE INTRODU\u00c7\u00c3O \u00c0 BIOCONSTRU\u00c7\u00c3O (TERRA CRUA OU BAMBU)<\/strong><\/h4>\n<p>Uma instala\u00e7\u00e3o pedag\u00f3gica compreendendo alguma t\u00e9cnica de bioconstru\u00e7\u00e3o pode ser realizada, de acordo com o contexto de organiza\u00e7\u00e3o da aula. Uma experi\u00eancia de execu\u00e7\u00e3o pr\u00e1tica de t\u00e9cnicas construtivas tradicionais \u00e9 bastante produtiva como aproxima\u00e7\u00e3o com a realidade f\u00edsica do material tradicional e seus modos de processamento. No caso, da terra crua, base construtiva da arquitetura brasileira, a prepara\u00e7\u00e3o anterior a din\u00e2mica vai exigir tarefas espec\u00edficas, ou seja,\u00a0 caso se proponha a experimentar a produ\u00e7\u00e3o de adobes, haver\u00e1 a demanda de formas para os tijolos ou, se a op\u00e7\u00e3o for a taipa de sopapo (pau-a-pique), demandar\u00e1 uma estrutura pr\u00e9via de bambu ou madeira para possibilitar a atividade de barreamento. Ou ainda um taipal, formas de madeira para a confec\u00e7\u00e3o de paredes de terra compactada, a partir da t\u00e9cnica da taipa.<\/p>\n<p>Outra possibilidade \u00e9 a apresentar para o universo da t\u00e9cnica do bambu. A partir de um nivelamento sint\u00e9tico sobre a hist\u00f3ria da planta e seus usos, seu manejo, colheita e tratamentos, passando pela manipula\u00e7\u00e3o do material. Este contato pr\u00e1tico pode se dar por meio de tratamento, cortes, fura\u00e7\u00f5es e execu\u00e7\u00e3o de algum elemento de bambu e pode ser o treino sobre algum sistema de encaixe, ou a execu\u00e7\u00e3o de uma pe\u00e7a simples. Ou ainda, conforme\u00a0 a disponibilidade da prepara\u00e7\u00e3o anterior, a montagem de um domo geod\u00e9sico de bambu, com sistema de conectores previamente produzidos, de PVC ou outro material.<\/p>\n<h2>Conte\u00fado complementar<\/h2>\n<h3>V\u00eddeos<\/h3>\n<ul>\n<li>Assista \u00e0 playlist <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/playlist?list=PLBkLTk0zlYHuHMx37V5ZEKJFXPT-8eIZa\">Arquitetura e permacultura<\/a>\u00a0no canal da Rede NEPerma Brasil.<\/li>\n<\/ul>\n<h3>Leitura<\/h3>\n<ul>\n<li style=\"list-style-type: none\">\n<ul>\n<li><a href=\"http:\/\/www.theworldcafe.com\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/World_Cafe_Para_Viagem.pdf\">Caf\u00e9 to go! (Caf\u00e9 para Viagem!) &#8211; Um guia simplificado para auxiliar os di\u00e1logos durante um World Caf\u00e9&#8230;<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/permacoletivo.files.wordpress.com\/2007\/08\/permaculture-a-designers-manual-bill-mollison.pdf\">Permaculture: a designer&#8217;s manual.<\/a><\/li>\n<\/ul>\n<\/li>\n<\/ul>\n<ul>\n<li>\n<div class=\"csl-bib-body\">\n<div class=\"csl-entry\"><a href=\"http:\/\/www.funasa.gov.br\/documents\/20182\/39040\/CATALOSAN.pdf\/ab32c6fc-c7ee-406f-b2cd-7eba51467453\">CataloSan &#8211; Cat\u00e1logo de Solu\u00e7\u00f5es Sustent\u00e1veis de Saneamento: Gest\u00e3o de Efuentes Dom\u00e9sticos.<\/a><\/div>\n<\/div>\n<\/li>\n<\/ul>\n<h3>Aula<\/h3>\n<ul>\n<li>Acesse o conte\u00fado da aula <a href=\"https:\/\/docs.google.com\/presentation\/d\/e\/2PACX-1vTh5hJvXxrOuqoLrPesGyKhYI0Z9hLBcAAfHfR9PZUQFpdXUfV88hwsiaQCIOoB_VETdoMtVEZcnYxW\/pub?start=false&amp;loop=false&amp;delayms=60000\">Arquitetura e Permacultura<\/a>.<\/li>\n<\/ul>\n<h2>Refer\u00eancias sugeridas<\/h2>\n<p>A casa ecol\u00f3gica. Ideias pr\u00e1ticas para um lar ecol\u00f3gico e saud\u00e1vel. Barcelona: Gustavo Gili 2011.<\/p>\n<p>ADDIS, Bill. Re\u00faso de materiais e elementos de constru\u00e7\u00e3o. S\u00e3o Paulo: Oficina de textos, 2010<\/p>\n<p>ALLEN, Eduard. La casa outra. La autoconstruccion segund el MIT. Barcelona: Gustavo Gili 1978<\/p>\n<p>BARDOU, Patrick. Sol y arquitectura. Barcelona:Gustavo Gilli, 1980<\/p>\n<p>Cobijo. Madrid: H. Blume Ediciones, 1979<\/p>\n<p>Des architectures de terre. Paris: Centre Georges Pompidou, 1982 (Catalogo).<\/p>\n<p>FERRY, Luc.\u00a0<span id=\"m_-3062953743820825062gmail-productTitle\">A nova ordem ecol\u00f3gica: A \u00e1rvore o animal e o homem\u00a0<\/span><span id=\"m_-3062953743820825062gmail-productSubtitle\">\u00a0S\u00e3o Paulo:\u00a0<\/span>Ed. Ensaio,\u00a0\u00a02009<\/p>\n<p>MINGUET, Josep Maria. Low Tech Archicteture. Barcelona: Instituto Monza Ediciones, 2010<\/p>\n<p>NOVAES, Sylvia. et alii. Habita\u00e7\u00f5es ind\u00edgenas. S\u00e3o Paulo: Nobel\/Editora USP, 1983<\/p>\n<div id=\"m_-3062953743820825062gmail-bylineInfo\">Odum,H.T., 1996. Environmental accounting: Emergy and Environmental Decision Making, Ed John Wiley &amp; Sons Ltd, USA.<\/div>\n<p>RAPOPORT, Amos. Vivienda y Cultura. Barcelona: \u00a0Gustavo Gili, 1972.<\/p>\n<p>SANTOS, Milton. A natureza do espa\u00e7o: t\u00e9cnica e tempo: raz\u00e3o e emo\u00e7\u00e3o. S\u00e3o Paulo: Hucitec, 1999<\/p>\n<p>VASCONCELOS, Sylvio de. Arquitetura no Brasil: Sistemas construtivos. Belo Horizonte: Universidade Federal de Minas Gerais, 1970.<\/p>\n<p>WAHL, Daniel Christian.\u00a0Design de culturas regenerativas.\u00a0Rio de Janeiro: Bambual editora, 2020<\/p>\n<p>WEIMER, G\u00fcnter. Arquitetura popular brasileira. S\u00e3o Paulo: Martins Fontes, 2005.<\/p>\n<p>HAYES, Samantha; et alli. Enabling Biomimetic Place-Based Design at Scale.<\/p>\n<p>VAHAN, Agopyan, O desafio da sustentabilidade na constru\u00e7\u00e3o civil.- S\u00e3o Paulo: Blucher, 2011.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/ensinandopermacultura\/contato-do-capitulo-arquitetura-e-permacultura-roberto-goulart\/\">Entre em contato com o autor<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Import\u00e2ncia A arquitetura se caracteriza por planejar abrigos, integrando ao lugar ambientes que respondam \u00e0s necessidades b\u00e1sicas das pessoas: de espa\u00e7o e necessidades fisiol\u00f3gicas e emocionais. Estes abrigos atendem demandas variadas, podem ser local de moradia, trabalho, servi\u00e7os e devem proporcionar condi\u00e7\u00f5es de desenvolver as atividades humanas com conforto, seguran\u00e7a e salubridade, al\u00e9m de responder, [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":11,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"activitypub_content_warning":"","activitypub_content_visibility":"","activitypub_max_image_attachments":4,"activitypub_interaction_policy_quote":"anyone","activitypub_status":"federated","footnotes":""},"categories":[7],"tags":[42,43,41,44],"coauthors":[23],"class_list":["post-1444","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-humanos-na-paisagem","tag-arquitetura-e-permacultura","tag-arquitetura-vernacular","tag-bioconstrucoes","tag-biorregionalismo"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/ensinandopermacultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1444","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/ensinandopermacultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/ensinandopermacultura\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/ensinandopermacultura\/wp-json\/wp\/v2\/users\/11"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/ensinandopermacultura\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1444"}],"version-history":[{"count":47,"href":"https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/ensinandopermacultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1444\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":30068,"href":"https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/ensinandopermacultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1444\/revisions\/30068"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/ensinandopermacultura\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1444"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/ensinandopermacultura\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1444"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/ensinandopermacultura\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1444"},{"taxonomy":"author","embeddable":true,"href":"https:\/\/redepermacultura.ufsc.br\/ensinandopermacultura\/wp-json\/wp\/v2\/coauthors?post=1444"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}